Questões de Concurso
Sobre história da educação dos surdos em libras
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Essa conquista se somou à outras mais atuais, que sempre passaram pelo campo da legislação. Nos últimos anos não foram poucas as leis e recomendações que buscaram regulamentar aspectos da língua de sinais para propagar seu o uso e garantir direitos à comunidade surda:
I – Lei que determina o uso de recursos visuais e legendas nas propagandas oficiais do governo.
II – Anatel publica resolução com as regras para o atendimento das pessoas com deficiência por parte das empresas de telecomunicações.
III – Foi regulamentada a profissão de Tradutor e Intérprete de Libras.
A ordem cronológica dos importantes marcos legais acima é:
Knight e De Wit afirmam que o conceito de globalização, especialmente no século XX, baseia-se na aproximação das economias e acaba por organizar os processos sociais, econômicos e culturais das nações. Nesse sentido, pode-se considerar que a educação de surdos no Brasil sofre influência do mundo globalizado, pois, assim como em outros países, a educação de surdos no Brasil já adotou as filosofias educacionais do oralismo, da comunicação total e do bilinguismo.
No Brasil, uma escola de destaque para a educação de surdos é o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que foi criado em meados do século XIX.
Em contextos educacionais, culturais e de saúde, pode haver a presença de guias-intérpretes, que são profissionais que dominam diversas formas de comunicação utilizadas pelas pessoas com surdocegueira.
São diversas as configurações da língua de sinais brasileira. O intérprete, ao atuar em um show, pode utilizar variadas configurações de mão na produção de sinais. Porém, conforme a Lei n.º 12.319/2010, poderão atuar apenas os intérpretes destros, pois os canhotos podem comprometer a produção de configuração das mãos.
As narrativas de humor, drama, cinema, teatro, poesia e música fazem parte da cultura humana, pois despertam emoções e evocam sentimentos. Os surdos, porém, não conseguem compreender e participar dessas produções, mesmo quando há interpretes de libras ou legendas, pois a língua de sinais não consegue expressar a subjetividade das produções artísticas.
A língua brasileira de sinais é uma língua de modalidade visual-espacial e, por isso, não possui uma estrutura fonética e fonológica.
A aquisição de língua de sinais por crianças surdas no Brasil pode ocorrer tardiamente, uma vez que a maioria das crianças surdas nascem em famílias de ouvintes e só têm contato com a língua de sinais na escola, muitas vezes com professores ouvintes.
Alguns shows e algumas lives com a presença de intérpretes de Libras garantiram a acessibilidade aos surdos e foram espaço para a divulgação da língua de sinais durante a pandemia do coronavírus. Segundo o Decreto n.º 5.626/2005, os órgãos da administração direta e indireta devem incluir, em orçamentos anuais e plurianuais, dotações destinadas a viabilizar a formação e a qualificação de professores, servidores e empregados para o uso e a divulgação de Libras-Língua Portuguesa.
O Decreto n.º 5.626/2005 estabelece que aos surdos é vedado o direito de atuar como intérpretes de língua de sinais.
No show da cantora Marília, houve a atuação de intérpretes de Libras. Segundo o Decreto n.º 5.626/2005, para a formação desses profissionais, deverá ser ofertado curso superior de tradução e interpretação, com habilitação em Libras-Língua Portuguesa.
A aprovação da Lei n.º 10.436/2002 suscitou a necessidade de um planejamento linguístico em nível nacional, que ocorreu com a aprovação do Decreto n.º 5.626/2005.
O reconhecimento linguístico da Libras com a Lei n.º 10.436/2002 foi uma conquista da comunidade surda no Brasil.
O percurso educacional do sujeito surdo é marcado por preconceitos, conflitos, frustações, mas também por conquistas. Dessa forma, é correto afirmar que no Brasil, o primeiro Instituto para surdos, fundado por um professor francês, chamado Hernest Huet, é o: