Questões de Concurso
Sobre cultura e comunidade surdas em libras
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As narrativas de humor, drama, cinema, teatro, poesia e música fazem parte da cultura humana, pois despertam emoções e evocam sentimentos. Os surdos, porém, não conseguem compreender e participar dessas produções, mesmo quando há interpretes de libras ou legendas, pois a língua de sinais não consegue expressar a subjetividade das produções artísticas.
A aquisição de língua de sinais por crianças surdas no Brasil pode ocorrer tardiamente, uma vez que a maioria das crianças surdas nascem em famílias de ouvintes e só têm contato com a língua de sinais na escola, muitas vezes com professores ouvintes.
Alguns shows e algumas lives com a presença de intérpretes de Libras garantiram a acessibilidade aos surdos e foram espaço para a divulgação da língua de sinais durante a pandemia do coronavírus. Segundo o Decreto n.º 5.626/2005, os órgãos da administração direta e indireta devem incluir, em orçamentos anuais e plurianuais, dotações destinadas a viabilizar a formação e a qualificação de professores, servidores e empregados para o uso e a divulgação de Libras-Língua Portuguesa.
No show da cantora Marília, houve a atuação de intérpretes de Libras. Segundo o Decreto n.º 5.626/2005, para a formação desses profissionais, deverá ser ofertado curso superior de tradução e interpretação, com habilitação em Libras-Língua Portuguesa.
Na literatura surda, o uso da Libras é criativo. Nesse contexto, é possível criar novas formas com as configurações das mãos e explorar espaços de diferentes formas.
A iconicidade é parte das línguas de sinais.
Por ser organizada espacialmente, é representada no hemisfério direito do cérebro, que é responsável pelo processamento de informações espaciais, enquanto o hemisfério esquerdo é responsável pela linguagem.
É a única língua de sinais utilizada no território nacional.
É uma língua de modalidade visual-espacial, pois utiliza o corpo, as mãos, os espaços e a visão para a produção e a recepção.
É um sistema de comunicação superficial, com origem na comunicação gestual espontânea dos ouvintes.
A Libras foi reconhecida como meio legal de comunicação dos surdos pela Lei n.º 10.436/2002.
A Libras é uma língua universal dos surdos.
I- “É o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as ideias, as crenças, os costumes e os hábitos do povo surdo.” (STROBEL, 2008, p. 24). II- “[...] não se refere apenas a materialismos culturais, mas àquilo que na cultura constitui produções do sujeito que tem seu próprio modo de ser, ver, entender e transformar o mundo.” (STROBEL, 2008, p.37). III- “[...] é um sistema social geral, no qual pessoas vivem juntas, compartilham metas comuns e partilham certas responsabilidades umas com as outras. Portanto, pode ter também ouvintes e surdos que não são culturalmente surdos." (PADDEN 1989, p.5).
As definições apresentadas correspondem, respectivamente, aos termos: