Questões de Concurso
Sobre abordagens da educação de surdos - oralismo, comunicação total, bilinguismo, bimodalismo e inclusão em libras
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De acordo com Karnopp (2012), a escrita dos surdos é frequentemente estigmatizada. As produções textuais são consideradas "erradas" quanto à norma-padrão do português, e os textos não são compreendidos a partir das relações autor-texto-leitor. São desconsideradas as diferentes práticas discursivas e os diferentes gêneros discursivos.
Sobre a escrita das pessoas surdas, assinale a afirmativa INCORRETA.
Existem diferentes abordagens que orientaram práticas de ensino para os sujeitos surdos. Associe as abordagens na primeira coluna às definições na segunda coluna.
(1) Oralismo
(2) Bilinguismo
(3) Comunicação Total
( ) Defende a utilização de diversos recursos e técnicas, tudo que facilite a comunica- ção da pessoa surda.
( ) Os adeptos dessa abordagem concordam que a língua de sinais favorece o aprendizado da língua escrita.
( ) Foi defendida em 1880, no Congresso de Milão.
( ) Defende a aprendizagem da língua de sinais como primeira língua e da língua oral na modalidade escrita como segunda língua.
A sequência correta é
A história da educação de surdos permite constatar que diferentes concepções sobre surdez e sujeito surdo permearam a escolha das abordagens usadas na educação do surdo. A esse respeito, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) Na conferência de Milão, em 1880, decidiu-se pelo oralismo como melhor método para a educação dos surdos. No Brasil, o oralismo puro ganhou força a partir da fundação da primeira escola para surdos na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1857. O francês E. Huet foi o terapeuta da fala que efetivou o oralismo na prática educacional, desenvolvendo treinamento auditivo, leitura orofacial e reabilitação da fala.
( ) Na idade moderna, surgiram as primeiras preocupações com a educação de surdos; o nome de Pedro Ponce de León é considerado o primeiro professor de surdos na história. Nesse período, o surdo começou a ser percebido como pessoa na condição de que se transforme em um ouvinte.
( ) Na década de 1960, os surdos conquistaram o direito a Educação Bilíngue no Brasil, e a Língua de Sinais Brasileira começou a fazer parte da educação desses sujeitos. Essa década é marcada por muitas conquistas da comunidade surda referentes ao Bilinguismo.
( ) Na conferência de Milão, em 1880, decidiu-se que o uso da língua oral faria parte da educação dos surdos; naquela ocasião foi abolida a língua gestual e deu-se início à proposta oralista.
A sequência correta é
Ao longo da história da educação dos surdos, três principais abordagens foram defendidas pelos profissionais que as seguem, como as mais adequadas para a educação dos surdos, a saber: o oralismo, a comunicação total e o bilinguismo. Nesse sentido, relacione as abordagens às suas características próprias e assinale a opção que apresenta a sequência CORRETA.
(1) Oralismo
(2) Comunicação Total
(3) Bilinguismo
( ) Acredita que os surdos possuem uma comunidade, com cultura e língua próprias.
( ) Visa à integração da criança surda na comunidade de ouvintes.
( ) Concebe a surdez como uma marca que repercute nas relações sociais e no desenvolvimento afetivo e cognitivo do surdo.
( ) Tem como principal preocupação o estabelecimento da comunicação e da interação entre os surdos e outros surdos e entre os surdos e os ouvintes.
( ) Considera importante a inferência de regras gramaticais no aprendizado da língua.
( ) Defende que o surdo não precisa almejar uma vida semelhante ao ouvinte, podendo aceitar e assumir sua
surdez.
A respeito da metodologia de ensino da Libras, julgue o item subsequente.
Um dos principais impactos causados pelo bimodalismo
foi o surgimento do português sinalizado.
Acerca do processo de ensino-aprendizagem da lingua portuguesa como segunda língua para surdos, julgue o item que se segue.
A proposta didático-pedagógica para se ensinar
português escrito para os alunos com surdez orienta-se
pela concepção educacional bilingue Libras-português
escrito.
Um aluno da rede pública, matriculado no 5.º ano do Ensino Fundamental, apresenta surdez profunda bilateral. No dominio social, o desenvolvimento desse aluno ́ é muito bom; é bem-humorado, educado e gosta de estar sempre com os colegas. No dominio da linguagem e comunicação, é bastante comunicativo; expressa-se por meio da Libras e possui um pouco de oralidade. Domina Libras devido ao contato com o professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) de sua escola, que também oferece curso de Libras para todos os demais alunos. Ainda apresenta dificuldades na linguagem escrita e na leitura, por não compreender bem a estrutura da língua portuguesa.
Carla B. Alves e Maria Isabel Araújo. Estudo de caso: atendimento educacional especializado para aluno com surdez na escola comum. V Seminário Nacional de Educação Especial; IV Encontro de Pesquisadores em Educação Especial e Inclusão Escolar. Universidade Federal de Uberlândia, s/d (com adaptações).
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsecutivo acerca do AEE para alunos com surdez.
Os três momentos que compreendem o planejamento
do AEE em Libras são: AEE em Libras; ensino da Libras; e
ensino da língua portuguesa.
Acerca da filosofia bilíngue da educação de surdos e da prática pedagógica do professor, julgue o item seguinte.
A língua de sinais deverá ser ensinada após a aquisição
do português escrito pelo aluno surdo, em processo
análogo ao da alfabetização da criança ouvinte.
Acerca da filosofia bilíngue da educação de surdos e da prática pedagógica do professor, julgue o item seguinte.
Para que o processo de ensino-aprendizagem do
estudante surdo transcorra de forma efetiva e eficiente,
o professor deverá ser, preferencialmente, usuário
nativo da Libras ou bilíngue.
Acerca da filosofia bilíngue da educação de surdos e da prática pedagógica do professor, julgue o item seguinte.
Na perspectiva do indivíduo surdo, a língua de sinais é
sua primeira língua (L1).
Na maioria dos países, em grande parte do século XX, à implementação de metodologias autoritárias de acordo com o que Skliar (2001:15) denomina de “ouvintismo” e que consistiria num “conjunto de representações dos ouvintes, a partir do qual o Surdo está obrigado a olhar-se e a narrar-se como se fosse ouvinte”, assumindo-se, assim, como um deficiente. Para que isso fosse completamente conseguido, o uso de gestos no contexto reeducativo era proibido e assim, segundo Lullkin (2001, citado por Skliar, 2001), os alunos Surdos eram obrigados a sentarem-se sobre as mãos, ao mesmo tempo que se fazia desaparecer as pequenas janelas das salas de aula para impedir a comunicação visual e se despediam os professores e funcionários Surdos. O autor refere-se à:
As línguas de sinais foram se tornando cada vez mais estruturadas e, com o uso frequente pelos surdos dessa língua, foram surgindo alternativas educacionais orientadas para uma educação bilíngue. Essa proposta defende a ideia de que a língua de sinais é a língua natural dos surdos, que, mesmo sem ouvir, podem desenvolver plenamente uma língua viso-gestual. Assim, tem-se que o modelo de educação 22 bilíngue que se contrapõe ao modelo oralista porque considera o canal viso-gestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem da pessoa surda. E contrapõe-se à comunicação total porque defende um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional.
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