Questões de Concurso Sobre história
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Referente a essa temática, pode-se dizer que que foi gerada uma ocupação predominantemente feminina que lotava, com muita frequência, os locais de extração de ouro e diamantes, e que recebeu a denominação genérica de:
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado nas questão.
“É lembrado nesta quinta‐feira (06/08/2015) o 70º aniversário do primeiro ataque nuclear da história: quando uma aeronave americana lançou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, matando cerca de 140 mil pessoas até o final daquele ano – de um total de 350 mil que viviam ali.”
(Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2015/08/150805_hiroshima_70anos_pai.)
“Assim, o (vaqueiro) podia iniciar seu próprio rebanho e sua fazenda criatória que, por ser extremamente simples, requeria pouco capital (...). A sociedade que se organizou nas áreas de pecuária, denominada ‘civilização do couro’ permitiu certa mobilidade social. No século XVIII, a descoberta de ouro nas Minas Gerais levou a pecuária descer o curso do São Francisco, onde ocorreram lutas entre os índios, que tinham roças, e os vaqueiros que viam ali a possibilidade de estábulos naturais para o gado. [...]”
(Botelho, 2001.)
Sabe‐se que o processo de interiorização do Brasil durante o início da colonização esteve intimamente ligado às atividades econômicas que aqui se estabeleceram. Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A estrutura fundiária colonial acabou por se consolidar também nessa atividade (pecuária).
( ) Ao contrário do que defende uma ampla parcela da historiografia, a interiorização do processo colonizador foi fruto basicamente da pecuária.
( ) Os engenhos de açúcar começaram a surgir em decorrência das necessidades de abastecimento das populações das vilas e cidades que tiveram seu nascimento ligado à mineração.
( ) Nos primórdios da colonização, a facilidade de transporte por via fluvial e naval, sobretudo através dos Rio Amazonas e Prata, estimulou a interiorização da ocupação portuguesa.
( ) Muito importante foi o papel desempenhado pelas missões jesuítas e não menos importante foi a busca pelas drogas do sertão e do ouro, diamantes e esmeraldas.
A sequência está correta em
“Assim sendo, a sensação de superioridade que uniu os brancos ocidentais — ricos, classe média e pobres — não se deveu apenas ao fato de todos eles desfrutarem de privilégios de governante, sobretudo quando efetivamente estavam nas colônias. Em Dacar ou Mombaça, o mais modesto funcionário era um amo e era aceito como gentleman por pessoas que nem teriam notado sua existência em Paris ou Londres...”
(Hobsbawm, 1988.)
“Quando estiverdes entre os chineses”... diz [o Imperador da Alemanha], “lembrai que sois a vanguarda da Cristandade”, diz ele, “e atravessai com vossas baionetas todo odioso infiel de marfim que virdes”, diz ele. “Fazei‐os compreender o que significa a nossa civilização ocidental...”
(Hobsbawm, 1988.)
Ao analisar os dois trechos, tendo em vista o contexto e a ideologia que permeou o processo neocolonialista do século XIX, é possível inferir corretamente que são
“O regime militar foi o período da política brasileira em que militares conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil através da prática de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de democracia e a repressão àqueles que eram contrários ao regime militar. A ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.”
(Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/ditadura/)
Acerca desse período de ditadura no Brasil, analise as afirmativas.
I. O golpe de 1964 foi civil‐militar e articulou os diversos segmentos da burguesia em torno da liderança do grande capital nacional e estrangeiro contra a ofensiva do movimento de massas, dirigida principalmente pelo trabalhismo.
II. O novo sistema introduzido com a Ditadura preconizava no controle da remessa de lucro, na nacionalização de setores estratégicos e promoção da indústria nacional e numa política externa independente, anti‐imperialista, baseada no direito à autodeterminação dos povos.
III. Além do legado da financeirização da economia, o golpe de 1964 deixou marcas iniciadas naquele contexto e que permanecem presentes até hoje: a concentração da propriedade e de renda, a lei de anistia e o monopólio dos meios de comunicação e do ensino superior.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
“O historiador está sendo cada vez mais valorizado, as pesquisas dão conta de objetos cada vez mais amplos, a informática e a internet facilitaram imensamente a parte mecânica do trabalho de investigação, profissionais são chamados para explicar o mundo na mídia. Já há historiadores trabalhando com planejamento urbano, com projetos turísticos, como consultores editoriais e empresariais. Ao mesmo tempo em que isto ocorre, e de maneira contraditória, há um movimento em escolas, principalmente no ensino médio, que, no limite, tende a substituir o ensino de História por uma outra disciplina que eu chamaria de ‘realidade mundial’: muitos professores têm abandonado tudo que aconteceu antes do século XIX, alegando não ser possível ‘dar tudo’, daí terem que se concentrar no passado mais próximo, em detrimento do remoto. Claro que uma parte da responsabilidade disso cabe aos diretores (e, talvez, à própria sociedade), que a partir de um altamente discutível pragmatismo neoliberal diminuíram drasticamente o número de aulas de História. Eu não pouparia, contudo, muitos colegas que, em nome de um ‘ensino crítico’, acabam alienando seus próprios alunos ao não lhes dar oportunidade de adquirir uma visão mais abrangente de História.”
(Disponível em: http://www.jaimepinsky.com.br/site/main.php?page=artigo&artigo_id=10)
A alternativa que mais condiz com a visão preconizada no texto e com a prática salutar e ética do ensino‐aprendizagem
da história é:
“Na passagem do século XVIII para o XIX, o Ocidente foi marcado por duas grandes revoluções que causaram profundo impacto nos seus contemporâneos, não sendo os luso‐brasileiros dos dois lados do Atlântico uma exceção. A Independência dos EUA e a Revolução Francesa. A Independência das Treze Colônias foi classificada pela ‘Gazeta de Lisboa’ como a revolução ‘mais memorável’ do globo, cujas consequências, no dizer do mesmo jornal, ‘teriam grande influência no sistema geral de todas as nações’ [...] Sobre a Revolução Francesa, chegou‐se a dizer que ‘Era um dos sucessos mais extraordinários, não só da história moderna, mas da história antiga’...”
(VILLATA, Luiz Carlos. 1789‐1808; O Império Luso‐Brasileiro e os Brasis”. São Paulo: Companhia das letras, 2000. P. 11‐13.)
À medida que a economia europeia se desenvolvia em decorrência de processos como a Revolução Industrial e o capitalismo se consolidava, o sistema colonial tornava‐se cada vez mais contraditório. As expressões que passaram a permear esse novo contexto diziam respeito à liberdade, no seu sentido mais amplo. O antigo “Pacto Colonial” passou
Observe as imagens.

Por duas vezes Getúlio Vargas ocupou o cargo máximo do executivo no Brasil. O presidente que mais tempo ficou no poder, enfrentou várias crises, tanto internas quanto externas. Tendo em vista os dois governos de Vargas, analise as afirmativas.
I. Nos dois governos, Getúlio adotou uma postura populista, porém ditatorial, o que prejudicou as suas relações e determinou o rompimento com o Congresso Nacional.
II. Em seu primeiro governo, as políticas públicas voltadas para o setor trabalhista fizeram com que Vargas angariasse a simpatia das camadas mais populares.
III. Sua opção pelo nacionalismo, em seus dois governos, prejudicou as relações internacionais do Brasil, causando a ruptura política e econômica com os EUA.
IV. Os contextos de crise econômica e pressão política dos dois períodos de governo de Vargas contribuíram para os desfechos peculiares e dramáticos de ambos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

No contexto das Invasões Napoleônicas na Europa, está inserida a vinda de D João VI e sua corte para o Brasil. Analise
a charge apresentada anteriormente, tendo em vista as consequências da chegada da família real e as relações
internacionais que se estabeleceram tanto em Portugal, quanto no Brasil a partir de então. A charge refere‐se
especificamente:
“Na mítica cidade do El Dorado, em meio a florestas exuberantes, um cacique mergulhava todos os dias numa lagoa de puro ouro, circundado por seus fiéis súditos. Perto dali, às margens de um imenso rio, cujo nome viraria símbolo da extraordinária beleza e biodiversidade do mundo tropical, mulheres guerreiras – chamadas de ‘Amazonas’ por sua semelhança com as da Antiguidade grega – reuniam‐se longe dos seus parceiros masculinos, com os quais só se encontravam uma vez por ano, para assegurar a reprodução do seu grupo. Essas histórias maravilhosas, originárias do centro do continente, espalharam‐se pelo mundo no século XVI, logo após a chegada dos primeiros viajantes à América do Sul. Na Europa, a imagem que se criou da bacia amazônica era repleta de lendas e fantasia.”
(Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/retrato/apropriacao‐indevida)
Os europeus só conheceram a América em fins do século XV. Porém, muito antes disso, as terras desse continente já eram habitadas por pessoas que constituíam grupos sociais com modos de vida diferentes entre si. A chegada dos europeus provocou uma série de mudanças na vida dos povos da América. Muito tempo antes desse período, mitos fantásticos permeavam o imaginário europeu em relação a terras distantes. Sobre a apropriação de terras americanas pelos europeus e as consequências do processo de colonização das comunidades ameríndias, é correto afirmar que:
Trecho I
“Num primeiro momento ensinou‐se a História da Europa Ocidental, apresentada como a verdadeira História da civilização. A história pátria surgia como seu apêndice, sem um corpo autônomo e ocupando um papel extremamente secundário. Relegada aos anos finais do ginásio, com número ínfimo de aulas, sem uma estrutura própria, consistia em um repositório de biografias de homens ilustres, de datas e batalhas."
(Nadai, 1992‐93, p .146.)
Trecho II
“A História do Brasil se iniciou quando os Ibéricos se lançaram ao mar, chegaram às novas terras e plantaram sementes da civilização. Nesse momento, os nativos começaram a sofrer o processo histórico, como elemento passivo, somente como um complemento do real sujeito da história, o conquistado.”
(Abud, 1992‐93, p. 146.)
Tendo em vista os trechos I e II e a evolução do estudo da História no Brasil, assinale a afirmativa correta.
I. A máquina irrompe no cenário social e começa a inundar o planeta com os seus produtos, sendo o primeiro deles, uma nova classe social: a classe moderadora. II. Entre os produtos secundários introduzidos pela máquina e pela Revolução Industrial, contam‐se a formação dos grandes e superpovoados conglomerados em torno dos centros industriais, a miséria, a exploração. III. A avalanche de problemas sociais trazidos pela Revolução Industrial e pela introdução da máquina fez com que se tornassem irrisórios os meios e que, para equacioná‐los, apoiavam‐se no “fazer o bem em nome do bem”. IV. Em face da superação da insuficiência dos meios e das incipientes formas de ação social para tratar os problemas sociais trazidos pela Revolução Industrial e pela introdução da máquina surge (a necessidade) do método e da técnica.
Estão corretas apenas as afirmativas

(Disponível em:https://www.peronismo+argentino&biw=1920&bih=935&source=ovo&imgrc= ‐s8u28lj_wjjfM%3A.)
A imagem mostra Evita e à sua esquerda o presidente Juan Domingo Perón que com seu apelo popular, usualmente dirigido aos “descamisados” da nação argentina, ganhou as eleições de 1946. A sua perspectiva política combinava elementos de traço populista e mecanismo de centralização do poder. O poder de intervenção estatal aliado ao notável desenvolvimento econômico trouxe um cenário marcado por algum tempo por baixos preços e altos salários. A respeito desse período conhecido como “Peronismo” na Argentina, analise as afirmativas.
I. O governo dos EUA boicotou o governo de Peron, em razão da simpatia daquele presidente pelos países do eixo na II Guerra Mundial.
II. A sua perspectiva política combinava elementos de traço populista e mecanismo de centralização do poder, atuando diretamente na economia.
III. Elementos paternalistas e nacionalistas de Juan Perón andavam de mãos dadas com um governo liberal que apoiava protestos públicos e tinha um sistema político pluripartidarista.
IV. Com apoio da URSS, através de um golpe, Juan Perón, mesmo sem amplo apoio popular, retomou o poder e governou por mais de 15 anos.
Estão corretas as afirmativas
“Um dos importantes passos para a construção do capitalismo foi o processo de colonização da América nos séculos XV e XVI e a neocolonização da África e da Ásia, no século XX. No século XXI, surge o pós‐colonialismo, teoria que busca entender os efeitos políticos e culturais para além do econômico, visando a superação do legado dominante e opressor das nações colonizadoras sobre os países colonizados. Segundo a historiadora Mary Anne Junqueira, a teoria generalizante de dependência econômica como herança colonial já não explica mais a relação do modelo colonial luso‐espanhol, tido como exploratório, e o modelo colonial anglo‐saxão, assentado no povoamento, para explicar os atuais sistemas de desenvolvimento, como sendo processos evolutivos do capital.”
(Soares, 2014.)
Pode‐se dizer que o modo capitalista está assentado no acúmulo de capital e na disparidade social, características profundamente acirradas nos períodos de colonização. No entanto, é correto afirmar que a consolidação do capitalismo, enquanto sistema mundialmente preponderante, não ocorreu efetivamente naquele período e sim
Os sapos
(Manuel Bandeira.)
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo‐boi:
– “Meu pai foi à guerra!”
– “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
O sapo‐tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom.
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...”
Urra o sapo‐boi:
– “Meu pai foi rei” – “Foi!”
– “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
[...]
(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.)
Dentre as diversas manifestações culturais que compõem os anos 1920 no Brasil, está presente, de forma relevante, a
Semana de Arte Moderna, que ocorreu nos dias 13 (segunda‐feira), 15 (quarta‐feira) e 17 (sexta‐feira) de fevereiro de
1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Era o Ano do Centenário da Independência de um País oligárquico. O evento
abalou a elite paulista. Entre os poemas apresentados no segundo dia, está “O Sapo” de Manuel Bandeira. De acordo
com o exposto, é correto identificar essa semana como:
Leia a entrevista dada pelo coronel e historiador militar Manoel Soriano Neto à revista Verde Oliva, sobre a vinda de D. João VI para o Brasil, feita em 2008.
Qual é, a seu ver, a importância histórica das comemorações do bicentenário da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil?
M. S – Comemorações nos trazem à memória fatos históricos superlativos ou simples episódios da vida, que têm valor individual ou coletivo. E celebrar o que é precioso nos leva a pensar e a refletir. Assim, as comemorações do duocentenário da chegada de D. João e sua Corte ao Brasil dão ensejo à relembrança de notáveis marcos de nossa História, dos quais devemos sempre nos orgulhar. Entretanto, tais celebrações seriam de acanhada dimensão se não reavaliarmos a augusta figura do 27º Rei de Portugal, fazendo‐lhe a merecida e imprescindível justiça. Eis a importância maior, dos festejos do presente ano.
E por que D. João VI, em seu entender, é tão injustiçado?
M. S – Infelizmente, de forma leviana, são emitidos juízos desairosos acerca da pessoa de D. João VI, não condizentes com a veracidade histórica e com os tantos e tamanhos serviços por ele prestados ao Brasil, em tempos de paz e de guerra. A nossa historiografia, com raras exceções, denigre esse personagem exponencial da História brasileira e portuguesa, tratando‐o debochadamente, sem levar em conta a Justiça e a Verdade.
(Disponível em: http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/a‐chegada‐da‐corte‐portuguesa‐ao‐brasil/.)
Segundo o historiador supracitado, há certa injustiça histórica no que se refere à figura de D. João VI. De fato há controvérsias acerca desse personagem. No entanto, aponta‐se como uma de suas ações, no período de sua estadia no Brasil:
“Toda história é a história contemporânea disfarçada.”
(Hobsbawn, 1998.)
“... Assim Hobsbawm se refere à complexa relação dos historiadores com o presente. Trata‐se de um debate antigo, mas sempre retomado: seria possível apreender as particularidades do passado ou a História seria apenas uma projeção do presente? Mas o que é o presente? Como a percepção do presente varia histórica, social e culturalmente? Como o presente é (re)construído? Marc Bloch questionou o que separaria o passado do presente, tais os diferentes aspectos do tempo histórico e de suas durações nas percepções da experiência humanas.”
(Disponível em: http://www.cih2015.eventos.dype.com.br/simposio/view?ID_SIMPOSIO=4.)
A preocupação como a história do tempo presente é o tema central deste trecho do texto do historiador inglês Eric Hobsbawm. Sobre a questão apresentada no enunciado, acerca da ligação intrínseca entre passado e presente na História e o papel do professor em relação a esse paradigma, analise as afirmativas.
I. O procedimento histórico comporta a preocupação com a construção, a historicidade dos conceitos e a contextualização temporal.
II. O passado está incorporado aos nossos conceitos e nos dá um conteúdo concreto, e deve ser reconstruído em função das questões colocadas no presente, manipulando características essenciais do tempo: sucessão, duração simultaneidade.
III. Todo conteúdo é criado, datado, e tem sua história. O objetivo na sala de aula é que a educação histórica, hoje, leve os educandos a memorizarem esses fatos e adquirirem capacidade de repassá‐los com exatidão.
IV. Na sala de aula, o problema da data de nascimento do historiador ou o problema das gerações anteriores atrapalha a questão da credibilidade das fontes históricas. A história atual é mais confiável.
Estão corretas apenas as afirmativas
[...] “Depois de decênios de espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz‐me chefe de uma revolução e venci.”
[...] “Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma.”
[...] “A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou‐se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho.”
Os fragmentos de texto referem‐se à Carta – Testamento de Getúlio Vargas, um documento endereçado ao povo brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954. Existe uma nota manuscrita do suicídio, e um documento datilografado “Carta Testamento”, da qual se conhecem três cópias, que foi lido em seu enterro por João Goulart, porém, existe uma grande polêmica quanto à autenticidade do texto datilografado. No entanto, independente do conteúdo da carta, sabe‐se que esse segundo governo de Getúlio Vargas foi bastante conturbado e marcado principalmente: