Questões de Concurso Sobre história

Foram encontradas 19.689 questões

Q3879594 História
A Proclamação da República foi um importante evento histórico que instaurou uma república no Brasil, em 15 de novembro de 1889, resultando em grandes mudanças na história e na organização política do país. Com relação as mudanças ocorridas no Brasil com a Proclamação da República, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3879190 História
A chegada dos portugueses ao Brasil aconteceu no século XV. Marque a alternativa que corresponde ao século por extenso que ocorreu este fato:
Alternativas
Q3878644 História
Leia o texto a seguir.

O ambiente de sadia renovação, gerado no país pela vitória da Revolução de 30, não ficou, felizmente, restrito aos Estados mais adiantados. A transformação operou-se também em Goiás. E o Governo revolucionário que se instalou neste Estado veio proporcionar a ideia da mudança da capital goiana a oportunidade de caminhar, afinal, para a ambicionada realização. A nossa atitude decorre tanto do desejo de darmos a este grande Estado o ritmo de evolução que lhe é próprio, quanto dos compromissos morais que tacitamente assumimos nos tempos em que militávamos na oposição. Ontem revolucionário na oposição, hoje revolucionário no governo.

Adaptado de Relatório apresentado ao Exmo. Sr. Dr. Getúlio Vargas, e ao povo goiano, pelo Dr. Pedro Ludovico Teixeira, Interventor Federal neste Estado, 1930-33. Goiás, 1934, pág. 122.

Com base na leitura do texto, assinale a opção que indica corretamente os motivos pelos quais Pedro Ludovico propôs a mudança da capital de Goiás.
Alternativas
Q3878411 História
Leia o trecho a seguir.

O bandeirismo no período colonial deu origem a democracia brasileira, graças a mobilidade externa que conseguiu uma geografia antitotalitária; hierarquização do negro e do índio, que foram deslocados do comunismo tribal para a área social em que operavam os bandeirantes; absorção de grupos étnicos através da assimilação de seus elementos; desfeudalização dos engenhos. O objetivo era incrementar o povoamento. O “Projeto Rondon”, hoje em pleno desenvolvimento, completa o bandeirismo. Portanto, o bandeirismo como foi praticado pelos paulistas durante três séculos pertence, naturalmente, a História. Até hoje existe uma “personalidade bandeirante” na sociedade brasileira. Quando se fala em “Estado bandeirante”, já se sabe qual é; “povo bandeirante”, também. Mas “bandeirar”, hoje em dia, é imposição do Brasil inteiro, que atende ao seu “imperialismo interno” e depende, muito ainda, da aventura criadora tradicional do período colonial.

Adaptado de: RICARDO, Cassiano. Marcha para Oeste. São Paulo: Universidade de São Paulo, 4 edição, 1970, pp. xxxi – xxxix. 

O trecho, de Cassiano Ricardo, ideólogo do Estado Novo e publicado em 1940, serviu de base para a política de “Marcha para o Oeste” do governo Vargas.

Com base na sua leitura, é correto afirmar que a imagem do bandeirismo do período colonial brasileiro foi usada pelo governo Vargas como símbolo de 
Alternativas
Q3878410 História
O período de maior intensidade do Ciclo do Ouro em Goiás ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, quando a região se tornou um importante centro de mineração no Brasil colonial. A descoberta de grandes depósitos de ouro atraiu trabalhadores, comerciantes e aventureiros, estimulando o crescimento de assentamentos na região.

Assinale a opção que apresenta corretamente os impactos da mineração na ocupação de Goiás durante o auge do ciclo do ouro.
Alternativas
Q3878324 História
"O Golpe de 1964 instaurou o Regime Militar que, em síntese, viabilizou a entrada do grande capital, isto é, do capital norte-americano, inserido o Brasil, no padrão de acumulação capitalista, ou seja, na esfera da primazia do capital internacional[...] Nesse cenário, a educação passou a ser considerada, em uma visão apologista, como móvel do desenvolvimento nacional e, nessa direção, deveria estar voltada para o mercado de trabalho[...] Nessa perspectiva, essa posição foi fortalecida pela vinda de consultores norte-americanos e pelo financiamento da United States Agency for Internacional Development (USAID), para, entre outros objetivos, promover a construção de uma rede de escolas, voltadas para a capacitação de jovens para o mercado de trabalho. Essa Agência exerceu grande influência na elaboração de políticas para a formação profissional" (Caires; Oliveira, 2016, p. 75).

De acordo com essas autoras, é correto afirmar que o acordo MEC/USAID para direcionar as políticas de educação profissional para jovens no Brasil baseavase no ideário
Alternativas
Q3878323 História
No trecho a seguir, Almeida (2010) descreve o episódio envolvendo os conflitos e o julgamento sobre as terras da Reserva Raposa do Sol, em Roraima.

"Em dezembro de 2008, cinco povos indígenas (macuxi, wapixana, ingaricó, patamona e taurepang), há 30 anos em disputa pela demarcação de suas terras nessa reserva, tiveram seus direitos defendidos pela advogada indigenista Joênia Batista de Carvalho. Índia wapixana, Joênia foi a primeira indígena a defender uma causa no Supremo Tribunal Federal. Acontecimento histórico, nas palavras da própria Joênia, que nos convida a refletir sobre a história dos índios em nosso país. Sem entrar no mérito da questão, cabe assinalar a atuação de Joênia que, formada em direito, atuou como defensora de seu próprio grupo. Participou do ritual do julgamento com a toga que a função exige e com o rosto pintado conforme as tradições de seu povo. Com coragem e determinação, defendeu os direitos dos índios, que acabaram ganhando a causa. Alguém duvida que ela seja índia?" (Almeida, 2010, p. 19).

De acordo com a interpretação da autora, é correto afirmar que o episódio é significativo porque evidencia o
Alternativas
Q3878322 História
"A pesquisa de opinião pública é filha dos EUA da década de 1930, pois a extensão da 'pesquisa de amostragem' dos pesquisadores de mercado para a política teve início, essencialmente, com George Gallup em 1936. Entre os primeiros resultados dessa técnica está um que teria surpreendido todos os presidentes americanos antes de Franklin D. Roosevelt, e surpreenderá todos os leitores que foram criados depois da Segunda Guerra Mundial. Quando perguntados, em janeiro de 1939, quem os americanos queriam que ganhasse, se se irrompesse uma guerra entre União Soviética e a Alemanha, 83% foram a favor de uma vitória soviética, contra 17% de uma alemã” (Miller, In: Hobsbawm, 1995, p. 145).

É correto afirmar que, para Hobsbawm, no contexto da Segunda Guerra Mundial, a situação histórica descrita no fragmento citado foi excepcional e efêmera, pois evidencia a aliança entre
Alternativas
Q3878321 História
"Em cinquenta anos de Revolução Industrial, a participação da classe operária no produto nacional provavelmente decresceu em relação à participação das classes proprietárias e profissionais. O trabalhador 'médio' permaneceu muito próximo a um nível de mera subsistência, numa época em que se via rodeado por evidências acerca do aumento da riqueza nacional[...] Em termos psicológicos, esta situação equivalia a um declínio no padrão de vida. Sua participação nos 'benefícios do progresso econômico' consistiu num maior número de batatas, em algumas roupas de algodão para sua família, sabão e velas, um pouco de chá e açúcar, e numa grande quantidade de artigos na Economic History Review" (Thompson, 1987, p. 184).
De acordo com Thompson (1987), avalie o que se afirma sobre as transformações econômicas, sociais e políticas a partir da Revolução Industrial.

I- Os dados brutos sinalizam para um aumento significativo da riqueza total, evidenciando uma evolução gradual da sociedade do ponto de vista físico e social.
II- Entre os anos de 1790 e 1840, embora houvesse uma ligeira melhoria dos padrões materiais médios, observaram-se a intensificação da exploração, maior insegurança e o aumento da miséria humana.
III- As inovações técnicas e a superabundância de mão de obra barata debilitaram a posição do artesão que sentia seu status e seu padrão de vida se deteriorando.
IV- Para o oficial tecelão, a prosperidade gerada pelo incremento da produção mecanizada, entre os anos de 1788 e 1803, foi acompanhada pela elevação sistemática do seu status e pela política de valorização salarial.
V- A evolução técnico-científica foi a causa do declínio da mortalidade infantil e do aumento da expectativa de vida para a classe trabalhadora em geral.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3878320 História
"Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sob a influência da revolução industrial britânica, sua política e ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. A Grã-Bretanha forneceu o modelo para as ferrovias e fábricas, o explosivo econômico que rompeu com as estruturas socioeconômicas tradicionais do mundo não-europeu; mas foi a França que fez suas revoluções e a elas deu suas ideias (...) e a política europeia (ou mesmo mundial) entre 1789 e 1917 ser em grande parte a luta a favor e contra os princípios de 1789, ou os ainda mais incendiários de 1793" (Hobsbawm, 2010, p. 97-98).

De acordo com esse autor, apresenta corretamente o legado da França revolucionária para a maior parte do mundo 
Alternativas
Q3878319 História
Leia este trecho de P. Leroy-Beaulieu, professor do College de France, diretor do Économiste Français, publicado em 1891, sobre a política colonial europeia no século XIX:

"Não é natural, nem justo, que os países civilizados ocidentais se amontoem indefinidamente e se asfixiem nos espaços restritos que foram suas primeiras moradas, que neles acumulem as maravilhas das ciências, das artes, da civilização, que eles vejam, por falta de aplicações remuneradoras, a taxa do juro dos capitais cair em seus países cada dia mais e que deixem talvez a metade do mundo a pequenos grupos de homens ignorantes, impotentes, verdadeiras crianças débeis, dispersos em superfícies incomensuráveis, ou então a populações decrépitas, sem energia, sem direção, verdadeiros velhinhos incapazes de qualquer esforço, de qualquer ação ordenada e previdente" (P.Leroy-Beaulie. In: Beaud, 1987, p. 231-232).

Nesse sentido, é correto afirmar que a política colonial europeia do século XIX teve por desdobramento
Alternativas
Q3878318 História
"Nos países totalitários, a propaganda e o terror parecem ser duas faces da mesma moeda. Isso, porém, só é verdadeiro em parte. Quando o totalitarismo detém o controle absoluto, substitui a propaganda pela doutrinação e emprega a violência não mais para assustar o povo (o que só é feito nos estágios iniciais, quando ainda existe a oposição política), mas para dar realidade às suas doutrinas ideológicas e às suas mentiras utilitárias" (Arendt, 2012, p. 390).

O que torna específico o totalitarismo na perspectiva arendtiana?
Alternativas
Q3878317 História
"[Nos anos 1960] os valores democráticos não estruturavam a sociedade brasileira. As tradições e a cultura política não haviam sido gestadas segundo referências democráticas. [...] Portanto, as esquerdas revolucionárias dos anos 1960 e 1970, como de resto a sociedade, inseridas nestas referências e tradições, não tinham a democracia como um valor supremo. A democracia era burguesa, liberal, parte de um sistema que se queria derrubar. Após a revolução, o socialismo seria o caminho para se chegar à verdadeira democracia, da maioria, do proletariado" (Rollemberg, In: Delgado; Ferreira, 2003, p. 47-49 ).

De acordo com essa historiadora, a ditadura enfrentou os grupos esquerdistas de luta armada, tendo como meta o projeto de
Alternativas
Q3878316 História
"Deixando de lado as condições específicas em que foi produzido esse discurso do exercício do poder, o que de mais significativo existe nele é o fato de periodizar a história do Brasil em duas etapas, sendo o divisor de águas uma revolução, a Revolução de 30. (...) Há um lugar a partir do qual deve-se ler a história – este é o passado memorizado como o domínio das oligarquias – e a partir daí, a revelação da história se dá através da ideia-chave de revolução de 30. (...) Esse discurso como exercício efetivo do poder político, além de periodizar a história, define o lugar onde ela deve ser lida – o passado memorizado como domínio das oligarquias e o presente como uma revolução sem prazo para acabar. (...) Como o discurso do exercício do poder, a Revolução de 30 oculta o percurso das classes sociais em conflito não apenas anulando a existência de determinados agentes, mas, principalmente, definindo enfaticamente o lugar da história para todos os agentes sociais" (De Decca, 1992, p. 75-107 ).

Na releitura da “Revolução de 1930”, é correto afirmar que o historiador Edgar De Decca defende a tese de que a interpretação oficial (dos vencedores) apresentou o movimento como resultado
Alternativas
Q3878315 História
O trecho a seguir é da obra Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império, publicada em 1857, de autoria de José Antônio Pimenta Bueno, que recebeu o título de marquês de São Vicente.
“[…] Assim fundou-se o Império do Brasil, ou por outra frase, a nação brasileira, que é a associação de todos os brasileiros; que é a sociedade civil e política de um povo americano livre e independente. […] é evidente que a sociedade civil não poderia existir sem qualificar, sem fixar previamente os caracteres segundo os quais pudesse reconhecer os membros de que se compõe e os que lhe são estranhos. A qualidade de nacional ou brasileiro adquire-se, pois, segundo a lei civil” (Bueno, In: Mattos, 1991, p. 14).

De acordo com a Constituição do Império (1824), a sequência que apresenta corretamente os excluídos do status de “cidadão brasileiro” está indicada em
Alternativas
Q3878314 História
As monarquias centralizadas da França, Inglaterra e Espanha representavam uma ruptura decisiva com a soberania piramidal e parcelada de formações sociais medievais, com seus sistemas de propriedade e de vassalagem. A controvérsia sobre a natureza histórica destas monarquias tem persistido desde que Engels, em uma famosa máxima, declarou-as produto de um equilíbrio de classe entre a antiga nobreza feudal e a nova burguesia urbana: “excepcionalmente, contudo, há períodos em que as classes em luta se equilibram, de tal modo, que o poder de Estado, pretenso mediador, adquire momentaneamente um certo grau de autonomia em relação a elas...” (Anderson, 2004, p. 15).

É correto afirmar que a conceituação de Anderson (2004) sobre o Estado Absolutista é um
Alternativas
Q3878313 História
"Os termos feudalidade, feudalismo, Idade Média têm inúmeras conotações e mesmo entre os medievalistas seu emprego suscita graves discordâncias. Podemos utilizá-los como sinônimos, ou eles designam realidades distintas? Podemos separar, para cada um deles, um sentido restrito e um sentido amplo, que seria errado confundir? Pressentimos problemas por detrás destas divergências, mas quais?" (Le Goff; Schmidt, 2006, p. 437).

É correto afirmar que Le Goff e Schmidt (2006)
Alternativas
Q3878312 História
É correto afirmar que Funari (2023), ao comparar a organização político-social grega e romana na Antiguidade clássica, defende a tese de que o conceito de cidadania
Alternativas
Q3878311 História
Este é um fragmento de trecho do historiador romano, Lúcio Floro, que resumiu os objetivos e resultados das lutas da plebe em busca de direitos. No trecho reportado, apresenta uma visão positiva do povo, em pleno Império, sob Trajano ou Adriano, o que demonstra a força da importância da população para os romanos, mesmo em época de autocracia e poder pessoal do imperador. "Em meio a sedições, esse povo valoroso merece admiração. Lutou por sua liberdade, por sua honestidade, por sua dignidade de nascimento e também pelos cargos e honras, mas, acima de tudo, bateu-se de forma mais valente pela salvaguarda da liberdade. O povo não se deixou corromper pela propina, ainda que, em uma grande comunidade a cada dia maior, cidadãos perniciosos apareçam de vez em quando" (Floro. In: Funari, 2023, p. 92).

A sequência que apresenta corretamente as conquistas dos plebeus no processo de lutas sociais do segundo período da história política de Roma na Antiguidade (509 a.C – 27 a.C), de acordo com Funari (2023), é:
Alternativas
Q3878310 História
Este é um fragmento da fala de Rafael Printz Viana, morador da comunidade quilombola do Abui, no alto Trombetas/Pará: “a floresta é, como nós a chamamo essa música – nossa mãe cachoeira – assim nós chamamo também nossa mãe floresta, nossa mãe porque dela tiramos pode se dizer de um tudo, desde a saúde […] Então quer dizer, nossa mãe floresta é vida” (Funes, In: Reis; Gomes, 1996, p.550).

Sobre a relação quilombola/meio ambiente na Amazônia, interpretada por Funes (1996), está correto afirmar, EXCETO que
Alternativas
Respostas
741: D
742: B
743: D
744: B
745: D
746: D
747: B
748: E
749: A
750: C
751: D
752: B
753: E
754: A
755: C
756: D
757: B
758: E
759: C
760: E