Questões de Concurso Comentadas sobre história
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( ) A Justiça Eleitoral foi criada em 1932 com o intuito de dar transparência ao processo de escolha de representantes e aperfeiçoar o sistema eleitoral do país.
( ) Durante o Regime Militar (1964-1985), as eleições presidenciais eram indiretas e sem a participação da Justiça especializada.
( ) Prudente José de Moraes e Barros foi o primeiro ocupante da cadeira, eleito por votação popular, e obteve 276.583 votos no pleito realizado no dia 1º de março de 1894.
( ) No início da República no país, apenas 12 presidentes eleitos por voto direto completaram o mandato, sendo alguns deles: Eurico Gaspar Dutra, Juscelino Kubitscheck, Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (em seu primeiro mandato).
A sequência está correta em
I A televisão foi a principal fonte de informação do povo brasileiro a partir da segunda metade do século XX, com redução do seu poder apenas no século XXI, com a popularização da internet no Brasil.
II Desde seu início, praticamente, a dinâmica social brasileira modificou-se com a popularização da novela como um novo entretenimento televisivo e, ao mesmo tempo, com a difusão constante das propagandas em uma sociedade de consumo que crescia no Brasil desde a metade do século XX.
III As emissoras de televisão não auferiram ganhos com as políticas de telecomunicações aplicadas pelos governos brasileiros.
IV Os costumes da sociedade brasileira mantiveram-se inalterados com a popularização da televisão no país.
Estão certos apenas os itens
Lara de Melo dos Santos. “Morte aos brancos, viva a liberdade!”: rebelião escrava em Camamu, Bahia (século XVII). In: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (Orgs.). Revoltas escravas no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 85-86.
Com base no relato anterior, presente em um documento do arquivo público do estado da Bahia, datado de 9 de agosto de 1691, referente à escravidão e à resistência negra no Brasil colonial, assinale a opção correta.
Durante o Estado Novo, sublinhamos a utilização alegórica de uma imagem exaustivamente empregada no discurso político, por sinal muito cara ao imaginário do Cristianismo, desde seus primórdios: o corpo. A nação, por exemplo, é associada a uma totalidade orgânica, à imagem do corpo uno, indivisível e harmonioso; o Estado também acompanha essa descrição; suas partes funcionam como órgãos de um corpo tecnicamente integrado; o território nacional, por sua vez, é apresentado como um corpo que cresce, expande, amadurece; as classes sociais mais parecem órgãos necessários uns aos outros para que funcionem homogeneamente, sem conflitos; o governante, por sua vez, é descrito como uma cabeça dirigente e, como tal, não se cogita em conflito entre a cabeça e o resto do corpo, imagem da sociedade.
(Adaptado de: LENHARO, Alcir. Sacralização da política. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1986. p. 16 e 17.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Brasil Contemporâneo e Estado Novo, assinale a alternativa correta.
Com base nos conhecimentos sobre Revolução Industrial, assinale a alternativa correta.
Se colocarmos a visão filosófica partilhada nos livros marginais da França do Antigo Regime em contraste com a visão do movimento filosófico que vem sendo passada de manual para manual, impossível não sentir um desconforto: a maioria dos títulos é absolutamente desconhecida e parecem sugerir que um monte de lixo acabou se juntando à ideia de filosofia do século. Talvez o Iluminismo fosse mais banalizado do que os autores de manuais faz suspeitar. Os autores marginalizados, marcados pela boemia literária, não tinham acesso à sociedade polida, onde circulavam as mamatas e as oportunidades. Por isso, amaldiçoavam o mundo fechado de cultura. Sobreviviam fazendo o trabalho sujo da sociedade – espionar para a política e mascatear pornografia – e enchiam seus escritos de imprecações contra o mundo, que os humilhara e corrompera. Foi nas profundezas do submundo intelectual que esses homens se tornaram revolucionários: ali nasceu a determinação jacobina de exterminar a aristocracia.
(Adaptado de: DARNTON, Robert. Boemia literária e revolução: o submundo das letras no Antigo Regime. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 14 e 31.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre revoluções liberais e Revolução Francesa, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) O Iluminismo foi um movimento filosófico unificado, marcado por ideias voltadas para a liberdade do homem e a organização do Estado, distante da chamada baixa literatura.
( ) As obras produzidas por autores marginalizados, que operavam fora do círculo da corte, lançavam mão da pornografia e do escárnio como ferramentas para a crítica social.
( ) Autores iluministas como Maquiavel lançaram as bases filosóficas para tornar legítimo o poder monárquico durante o Antigo Regime, o que foi problematizado no contexto histórico revolucionário.
( ) Abordar o Iluminismo considerando o pensamento dos grandes filósofos é consistente, desconsiderando a multiplicidade de publicações do Antigo Regime.
( ) A crítica a regimes políticos pode ser realizada de múltiplas formas, seja descontruindo, em linguagem distanciada, os pilares que sustentam o Estado, seja utilizando da sátira e do riso, como sugerido pelos autores ligados, de diferentes modos, ao Iluminismo.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Ontem, a Igreja, instituindo uma ruptura social entre clérigos e fiéis, mantinha a Escritura no estatuto de uma “Letra” supostamente independente de seus leitores e, de fato, de posse dos seus exegetas: a autonomia do texto era a reprodução das relações socioculturais no seio da instituição cujos pressupostos fixavam o que se deveria ler na Escritura. Com o enfraquecimento da instituição, aparece entre o texto e seus leitores a reciprocidade que ela escondia, como se, em se retirando, ela permitisse ver a pluralidade indefinida das “escrituras” produzidas por diversas leituras. A criatividade do leitor vai crescendo à medida que vai decrescendo a instituição que a controlava. Este processo, visível desde a Reforma, começa a inquietar os eclesiásticos.
(Adaptado de: CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 243-244.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Reforma Protestante e Contrarreforma, assinale a alternativa correta.
I. Embora os grupos sociais menos favorecidos estejam envolvidos com processos históricos em diferentes espaços e tempos, é possível afirmar que o protagonismo como sujeitos históricos cabe a figuras de destaque, como políticos, militares e clérigos.
II. Opondo-se às correntes históricas tradicionais que enfatizavam o tempo histórico como algo perpassado por múltiplos ritmos, inclusive de longa duração, a renovação teórica do século XX passou a enfatizar a história dos eventos como episódios de curta duração.
III. Dentre as renovações teóricas do século XX, é possível destacar o olhar sobre o presente e fenômenos recentes como objetos de reflexão histórica, não se circunscrevendo ao passado longínquo.
IV. A forma como o historiador analisa os diferentes fenômenos no decorrer do tempo é influenciada, de forma decisiva, pelas questões do presente, destacando-se, por exemplo, a história das mulheres, que cresceu na segunda metade do século XX.
Assinale a alternativa correta.
( ) A conquista de Granada pelo Império Britânico criou as condições favoráveis para a navegação comercial no sul da África.
( ) O domínio de instrumentos e das técnicas de navegação originárias da Ásia e do Oriente médio contribuiu para o sucesso do empreendimento.
( ) A conquista de Constantinopla pelos espanhóis possibilitou o comando das rotas terrestres para o transporte das especiarias.
( ) A conquista de Ceuta pelos portugueses permitiu um domínio estratégico e comercial no norte da África.
( ) O domínio da inédita rota de circum-navegação da Terra pelos portugueses traduziu-se em uma expedição de elevado sucesso comercial.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.