Questões de Concurso Sobre pré-história brasileira: legado de povos nativos em história

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Q2371065 História
Tendo como pressuposto a história dos povos originários no Brasil, analise as proposições a seguir:

I- As guerras, as expedições para captura de escravos e, muito fortemente as epidemias e a fome dizimaram os Tupi-Guarani. Em 1562 uma epidemia consumiu, em três meses, cerca de 30 mil índios na Baía de Todos os Santos.
II- A poligamia era difundida apenas entre os grandes caciques, um signo de prestígio, havendo chefes como Cunhambebe, com mais de uma dezena de esposas.
III- O trabalho de homens e mulheres obedecia a prescrições baseadas na divisão social de classes e na sabedoria dos anciãos.
IV- Inicialmente, os portugueses não afetaram a vida dos indígenas e a autonomia do sistema tribal. Enfurnados nas feitorias dispersas ao longo do litoral, dependiam do trabalho dos nativos, seus “aliados” para sua alimentação e proteção. 
V- Em meados do século XVI, a Confederação dos Tamoios, primeiro movimento de resistência a reunir vários povos originários, como tupinambás, goitacases, e aimorés, teve o apoio dos huguenotes franceses, terminando com milhares de índios mortos ou escravizados.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2364721 História
“Quando da chegada dos europeus, o território do atual Rio Grande do Sul era ocupado há mais de oito mil anos. Existiam, na época, três grupos indígenas principais na região, sendo os _________________ (também chamados de tapes, arachanes e carijós) os mais numerosos. Esses grupos indígenas ocupavam extensos territórios, preferencialmente situados nos vales fluviais e no litoral: eram senhores do noroeste e do centro da bacia do Jacuí, viviam também às margens do Guaíba e da lagoa dos Patos, além de habitarem o litoral até São José do Norte” (Kühn, 2011).

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q2364717 História
“A chamada Guerra ou ‘Confederação’ dos Tamoios opôs, de um lado, os indígenas tamoios (um subgrupo dos tupinambás) e seus aliados franceses e, de outro, os indígenas tupiniquins e temiminós (também tupinambás) junto aos portugueses. Os ameríndios desempenharam papel de protagonistas, aspecto nem sempre considerado, mas o conflito não se organizou somente com índios de um lado contra europeus de outro” (Ferretti, 2021). Considerando essas informações, analise as sentenças abaixo.


Os conflitos indígenas eram marcados por complexas redes políticas, em que os indígenas representavam figuras principais e atuantes, agindo de forma ativa na resistência contra o colonizador ou contra os grupos indígenas inimigos (1ª parte). Os indígenas foram atores políticos importantes de sua própria história; as potências metropolitanas perceberam desde cedo as potencialidades estratégicas das inimizades entre grupos indígenas, franceses, portugueses e, mais tarde, holandeses, buscando alianças com diferentes grupos indígenas para efetivar seus projetos de colonização (2ª parte). As guerras no período colonial tiveram papel significativo na formação da cultura brasileira, na ressignificação cultural dos indígenas, na defesa de suas terras e também no sucesso do empreendimento colonial (3ª parte).


Quais partes estão corretas?  
Alternativas
Q2344300 História
“Ora, não há dúvida de que os índios foram atores políticos importantes de sua própria história e de que, nos interstícios da política indigenista, se vislumbra algo do que foi a política indígena. Sabe-se que as potências metropolitanas perceberam desde cedo as potencialidades estratégicas das inimizades entre grupos indígenas: no século XVI, os franceses e os portugueses em guerra aliaram-se respectivamente aos Tamoios e aos Tupiniquins (Fausto in Carneiro da Cunha [org.] 1992); e no século XVII os holandeses pela primeira vez se aliaram a grupos ‘tapuias” contra os portugueses (Dantas, Sampaio, e Carvalho in Carneiro da Cunha [org] 1992). No século XIX, os Munduruku foram usados para ‘desinfestar’ o Madeira de grupos hostis e os Krahô, no Tocantis, para combater outras etnias Jê.” 
(CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: História, direitos e cidadania. São Paulo: Claroenigma, 2012. p. 23)

Entre o impacto da política indígena metropolitana e as iniciativas dos povos originários, há ainda amplo campo de estudos sobre o protagonismo indígena em sua relação com o colonizador.
Nesse sentido, a abordagem historiográfica que pode melhor contribuir para esses estudos é a história

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Q2344295 História
“No decorrer dos séculos, tanto na literatura quanto em registos históricos, as narrativas generalizam a participação do originário como “índio”, colaborando para afirmar a sua nãocontemporaneidade, como se fossem um todo homogêneo, iguais entre si e fazendo parte apenas do passado. As abordagens, feitas a partir desses materiais, levaram a concluir que os Povos Originários não fazem parte da sociedade e que essas relações só se efetivaram na época da chegada dos colonizadores ao Brasil. Diante dessas realidades, atualmente, a voz originária ecoa forte e lúcida. E sua escrita torna-se a possibilidade de legitimação de sua narrativa ancestral.”
(Boacé Uchô: a História está na trilha. Narrativas e memórias do povo Puri da Serra da Mantiqueira. Rio de Janeiro: Pachamama, 2020, p. 23) 

Tendo como referência o texto acima, é correto afirmar que a escrita sobre os povos originários foi pautada por uma narrativa de

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Q2334219 História
“Para este grupo de professores, os povos indígenas só existiram, de fato, nos anos iniciais da colonização. Ou seja, a identidade dos povos originários nos dias atuais é negada, já que não indígenas não observam traços de ‘índios puros’ nas referidas populações. Assim, os professores só vão restringir os estudos a este recorte de tempo histórico: ‘quando eram índios mesmos’. Num outro extremo, a percepção geral dos indígenas é de ‘seres genéricos’, sem identidade étnica de povos e tribos, ou de exóticos e estrangeiros em seu próprio país.”
(MAGNO, Danielle. Relato crítico: a escola e a educação para (e com) a diversidade cultural. In: In: PIMENTA, Angelise Nadal e MENEZES, Paula Mendonça. Firmando o pé no território.: temática indígena em escolas. Rio de Janeiro: Pachamama, 2020. p. 200)

Com base no texto, é correto afirmar que o grupo de professores referido tem uma concepção de História predominantemente 
Alternativas
Q2334116 História

Julgue o item a seguir. 


Os jesuítas fizeram sua primeira chegada ao continente sul-americano em 1549, estabelecendo-se nas cidades de Rio de Janeiro e Arraial do Cabo, no Brasil. Entretanto, os membros da Companhia de Jesus foram expulsos das colônias portuguesas em 1759, o que significa que eles tiveram uma participação ativa de aproximadamente dois séculos na Iberoamérica.

Alternativas
Q2334079 História

Julgue o item a seguir. 


Quando os portugueses desembarcaram no Brasil, o território já estava habitado por milhões de pessoas conhecidas como povos originários. Durante os anos de colonização, a interação entre esses povos e os europeus não foi caracterizada por conflitos, sendo predominantemente pacífica. Os povos originários, em sua organização cotidiana, faziam uso da divisão sexual do trabalho.

Alternativas
Q2329868 História
No final do século XX, a discussão sobre identidade nacional ganha outros contornos de inclusão e de revisão dos conteúdos didáticos da disciplina de História. As mudanças na LDB de 1995 foram o primeiro passo para uma educação inclusiva e interativa com a realidade social. Nas primeiras décadas do século XXI, temos outras diretrizes, mas o maior ganho, para a afirmação das identidades brasileira no ensino de História, foi: 
Alternativas
Q2316791 História

Julgue o item a seguir.


Os povos indígenas do Brasil têm uma presença histórica e cultural significativa, contribuindo de maneira fundamental para a diversidade do país. O processo de colonização ocorreu de forma pacífica e respeitosa às culturas já existentes.

Alternativas
Q2304533 História
Observando a representação das populações indígenas em diversos livros de História pode-se perceber uma variação significativa entre autores e as mudanças e permanências, ao longo da história escolar, da ação história desses grupos. (BITTENCOURT, 1997, p. 81).

Com base na história e representação dos grupos indígenas dessas primeiras obras didáticas e considerando o texto acima, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2298629 História
A respeito dos grupos Guaranis e suas ocupações em território brasileiro, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) As aldeias guaranis geralmente eram instaladas em clareiras, próximas a fontes de água e sobre colinas. Em meio às habitações, geralmente havia um espaço coletivo. ( ) Diferentemente dos Tupis, os Guaranis não tinham uma forma própria de cuidar da morte. Era possível que os mortos não fossem sequer enterrados. ( ) Em relação à propriedade para os Guaranis, não existia nenhum bem considerado individual. Assim como as terras, de livre acesso e circulação, todos os bens pertenciam à coletividade da aldeia.
Alternativas
Q2291542 História
Observe a imagem a seguir:

Imagem associada para resolução da questão


Cena de Carnaval. Gravura de Jean Baptiste Debret (1823).

A análise da gravura foi proposta por um docente como atividade didática sobre a sociedade e a cultura brasileira em perspectiva histórica, tendo o carnaval como objeto de estudo. 

A respeito dessa atividade, é correto afirmar que

Alternativas
Q2287044 História
Sobre os povos indígenas brasileiros, analisar os itens abaixo: 
I. Durante o período imperial, os indígenas brasileiros eram vistos como povos organizados, e caberia não ao Estado, mas sim aos líderes indígenas a tarefa de regular as suas relações com os brasileiros. II. Os indígenas atuais são muitas vezes incorretamente classificados como “aculturados”, pois teriam perdido suas culturas originais; porém, com o avanço da antropologia, podemos constatar que, na verdade, esses grupos são compostos por indivíduos que perderam sua identidade étnica devido ao contato forçado e violento com culturas diferentes das suas. III. Em 1500 ocorre o contato entre Cabral e os Tupiniquins, da grande nação Tupinambá, que ocupava grande parte da costa, do Pará ao Rio Grande do Sul. 
Está(ão) CORRETO(S): 
Alternativas
Q2211965 História
No Piauí, na região de São Raimundo Nonato, encontram-se os registros rupestres mais antigos do Brasil, no Parque Nacional da Serra da Capivara. Essas pinturas foram produzidas pelos primeiros habitantes do País, de seis a doze mil anos atrás. Sobre essas pinturas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2209932 História
Sobre a chegada dos europeus à América, os povos que a habitavam antes da chegada dos europeus eram os:
I. Astecas e Maias. II. Incas e Tupis-guaranis. III. Aruaques e Chibochas.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2209928 História
Considerando a história do Brasil e seu contexto pré-histórico, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os estudos mencionados pelos arqueólogos na historiografia dão importância a dois grandes períodos, conhecidos como Cultura do Pleistoceno e Cultura do Holoceno.
( ) A cultura pré-histórica brasileira mais antiga que se tenha conhecimento no campo da arqueologia foi encontrada nos seguintes estados: Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Minas Gerais.
( ) O conhecido Período Pleistoceno no Brasil está intimamente ligado ao período das glaciações, com foco representativo historiográfico de pesquisa concentrado no estado de Mato Grosso.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2208548 História
A história do povoamento indígena no Brasil é, antes de tudo, uma história de despovoamento, já que é possível considerar que o total de nativos que habitavam o atual território brasileiro em 1500 estava na casa dos milhões de pessoas e hoje, ano 2000, mal ultrapassa os 300 mil indivíduos. Despovoamento, portanto! Eis o primeiro grande traço da história indígena no Brasil, como, de fato, ocorreu nas Américas em proporções gigantescas.
(VAINFAS, R. “História indígena: 500 anos de despovoamento”. In: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro, 2000. Adaptado).

Segundo o Censo IBGE, em 2010, os povos indígenas somavam cerca de 896917 pessoas, mas, historicamente, configurou-se a situação do despovoamento indígena que, segundo o excerto, se deu
Alternativas
Q2207643 História
O sistema alimentar das populações indígenas do rio Uaupés, envolve o uso de recursos naturais muito diversos para suprir a demanda nutricional.
A proteína é obtida por meio da caça e pesca, as vitaminas das frutas, os carboidratos principalmente da mandioca-brava.
Com relação à obtenção de carboidratos, o desenvolvimento da tecnologia de transformação da mandioca-brava, uma planta tóxica rica em ácido cianídrico, em farinha, garantiu a segurança alimentar indígena e a energia para as atividades diárias. Dentre as tecnologias desenvolvidas para o processamento da mandioca brava, destaca-se o tipiti, um instrumento feito de fibras vegetais trançadas.
GONÇALVES, Gabriela Granghelli. Etnobotânica de plantas alimentícias em comunidades indígenas multiétnicas do Baixo Rio Uaupés – Amazonas. Tese. Unesp: Botucatu, 2017. (Adaptado).
Tendo em vista as afirmações sobre adequabilidade das matériasprimas para uso em produtos e processos pelos indígenas do rio Uapés, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2204935 História
Durante muito tempo, pessoas e povos indígenas foram pouco considerados na escrita da história do Brasil. Geralmente abordados apenas nos primeiros momentos da invasão portuguesa, era como se os índios estivessem fadados a desaparecer, não havendo muito o que dizer sobre eles no decorrer da nossa história. Felizmente, essa visão vem mudando. Um olhar sobre a historiografia e sobre a própria realidade atual, mostra que uma maior visibilidade tem sido conferida aos sujeitos indígenas. Sem estes, não é possível compreender a história do Brasil e da América como um todo. Longe de serem passivos, os povos indígenas mostraram uma grande capacidade de se adaptar, resistir e lidar com as realidades brutais, desencadeadas pelo processo de colonização.
SIQUEIRA JULIO, Suelen. “Resistências nativas” in: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revista/resistencias-nativas/
As afirmativas a seguir exemplificam corretamente programas historiográficos que valorizam o protagonismo indígena e repensam a história do Brasil, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Respostas
81: A
82: B
83: E
84: D
85: A
86: B
87: E
88: E
89: A
90: E
91: A
92: C
93: A
94: C
95: D
96: E
97: E
98: B
99: B
100: D