Questões de Concurso
Sobre pré-história brasileira: legado de povos nativos em história
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“Na escala da evolução cultural, os povos Tupi davam os primeiros passos da revolução agrícola, superando assim a condição paleolítica, tal como ocorrera pela primeira vez, há 10 mil anos, com os povos do Velho Mundo. É de assinalar que eles o faziam por um caminho próprio, juntamente com outros povos da floresta tropical que haviam domesticado diversas plantas, retirando-as da condição selvagem para a de mantimento de seus roçados.”
Fonte: RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro. Global Editora, p. 26.
Comparando as duas matrizes originárias do Brasil précolombiano, a matriz tupi e a banto, assinale a alternativa correta de acordo com os conhecimentos agrícolas das duas civilizações.
Julgue o item a seguir.
Por volta de 12 mil anos atrás, o território que hoje
corresponde ao Brasil já estava plenamente ocupado por
diversos grupos de paleoíndios.
Julgue o item subsequente.
Antes da chegada dos portugueses, diferentes grupos
étnicos habitavam o território que, mais tarde, seria
denominado Brasil. O período Pré-Colonial refere-se,
como o próprio nome indica, à história que precede o
contato desses povos separados pelo Atlântico.
De acordo com Kühn (2011), “Outro grupo importante de indígenas que habitava o Rio Grande do Sul eram povos ligados ao tronco linguístico Jê (...). São divididos em vários subgrupos, segundo uma classificação que privilegia ora seu aspecto físico, ora suas denominações originais: coroados, botocudos, guaianãs, caaguás, etc. Atualmente são conhecidos pela denominação de _____________________”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Julgue o item que se segue.
A diversidade cultural entre os povos indígenas do Brasil
não só refletia adaptações complexas aos ambientes
naturais diversos do país, mas também constituía um
legado vivo de conhecimentos tradicionais, práticas
sustentáveis e sistemas de crenças que desempenharam
papéis fundamentais na construção e manutenção da
resiliência das comunidades ao longo do tempo.
I- O adultério feminino era bem aceito entre todos os povos originários do Brasil, porque admitiam a liberdade sexual em todas as etapas da relação humana. II- Os estudos recentes apontam que as diversas nações que existiam no século XVI tinham bens privados, inclusive a terra. Daí os conflitos com europeus e as guerras entre as tribos. III- No momento do parto, maridos ajudavam suas mulheres, comprimindo-lhes o ventre. O cordão umbilical do filho homem era cortado com os dentes do pai, enquanto as meninas recebiam da mãe, os primeiros cuidados.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
No que se refere à cultura africana e indígena no Brasil colonial, julgue o item a seguir.
Os guerreiros tupinambás mais bem-sucedidos nas guerras
transformavam-se
em pajés, liderando os rituais
antropofágicos.
Fonte: CELESTINO, Maria Regina. Populações indígenas e Estados nacionais latinoamericanos: novas abordagens historiográficas, In: Azevedo, Cecília; Raminelli, Ronald. História das Américas: novas perspectivas, Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2011.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente as “ideias” historiográficas que não são mais sustentadas pelas renovações sofridas pela história dos indígenas no Brasil mencionadas no trecho, à exceção de uma. Assinale-a.
Julgue o item que se segue.
Os primeiros povos da América eram nômades,
caçadores e coletores, compartilhando traços físicos
semelhantes aos de povos africanos, australianos e
mongóis. Além disso, dominavam a agricultura,
cultivando alimentos como abóbora, batata, milho, feijão
e mandioca.
Julgue o item subsequente.
O Homem de Lagoa Santa é um nome utilizado para se
referir a um grupo de esqueletos humanos pré-históricos
encontrados na região de Lagoa Santa, em Mato Grosso
do Sul. Esses restos mortais datam de cerca de 10 mil
anos atrás, período em que o Brasil passou por intensas
mudanças climáticas que levaram à formação de
diversos ecossistemas.
Julgue o item subsequente.
Os sambaquis são montes de conchas e outros resíduos
utilizados pelos povos pré-históricos que habitavam o
litoral de Santa Catarina, como base para suas moradias
e atividades cotidianas, oferecendo importantes
informações sobre suas culturas e modos de vida.
Julgue o item subsequente.
Os índios pernambucanos eram seminômades, ou seja,
mudavam sua localização conforme as estações, tendo
contato com outras tribos e estrangeiros em suas
jornadas.
Julgue o item subsequente.
A teoria defendida pela arqueóloga brasileira Niede
Guidon, sugere que os primeiros humanos a habitar o
continente americano chegaram há cerca de 10 mil anos,
muito antes do que se acreditava anteriormente. Guidon
baseia sua teoria em descobertas arqueológicas
realizadas em sítios brasileiros, como a Serra da Capivara
localizada no Piauí.
Um dos textos historiográficos mais conhecidos acerca da formação da nação brasileira é como se deve escrever a história do Brasil, do viajante e biólogo Phillipe Von Martius. Este opúsculo, como bem sabemos, é de suma importância para o projeto de escrita da história do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) na medida em que responde às inquietações decorrentes do processo de constituição do Estado nacional. A fórmula de Martius, narrativa, permeada pelo “encontro” entre as três raças, abriu um campo representativo da nacionalidade, sob o domínio da estética romântica.
SANDES, Noé Freire; ARRAIS, Cristiano Alencar. História e memória em Goiás no século XIX uma consciência da mágoa e da esperança. VARIA HISTÓRIA, Belo Horizonte, vol. 29, nº 51, p.847-861, set/dez 2013, p. 03.
O texto se refere a uma historiografia que forjou uma suposta convivência pacífica entre
Ao discutir a sociedade brasileira durante o século XIX, a historiadora Lilia Schwarcz analisa:
A valorização do pitoresco da paisagem e das gentes, do típico em vez de genérico, encontrava no indígena o símbolo privilegiado. [...] Por oposição ao negro, que lembrava a escravidão, o indígena permitia identificar uma origem mítica e unificadora. [...]
A natureza brasileira também cumpriu função paralela. Se não tínhamos castelos medievais, templos da Antiguidade ou batalhas heroicas para lembrar, possuíamos o maior dos rios, a mais bela vegetação. [...] Por mais que tenha partido de d. Pedro I e de Bonifácio a tentativa de elaborar – junto com Debret e outros participantes da Missão Francesa – uma ritualística local, foi com d. Pedro II e seu longo reinado que se tornaram visíveis a originalidade do protocolo e o projeto romântico de representação política do Estado.
SCHWARCZ, Lilia. As Barbas do Imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p.140.
Considerando esse fragmento, percebe-se que a identidade nacional brasileira, no século XIX, foi
construída