Questões de Concurso
Comentadas sobre ocupação de novos territórios: colonialismo em história
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A partir de seus conhecemos acerca da formação social do Brasil, faça a CORRETA associação entre as colunas.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo:
“Em visada panorâmica, o que ressalta quanto ao século XIX no Ocidente é a abolição do tráfico africano de escravos e da própria instituição da escravidão. Ao final do Oitocentos, ufanismos nacionalistas, ilusões cientificistas e disposição autoconfiante para o imperialismo predador, por parte de vários países europeus, assentavam-se, em retrospectiva, nas representações sobre o avanço da liberdade e da civilização epitomadas na superação do escravismo e de outras formas de organização social baseadas no trabalho compulsório. Ao fim da escravidão associavam-se imagens de progresso industrial e tecnológico, aperfeiçoamento de instituições financeiras, expansão de mercados, mobilidade voluntária de trabalhadores, aquisição de direitos civis e políticos, urbanização”
(CHALHOUB, S. A força da escravidão. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 35.
Sobre a situação da escravidão africana nas américas no século XIX, é INCORRETO afirmar que:
(https://www.researchgate.net/publication/316637389_Administracao_na_America_portuguesa_a_expansao_das_fronteiras_meridio nais_do_Imperio_1680-1808)
I. Os modelos construídos, principalmente, por Caio Prado Júnior e Celso Furtado defendiam que a sociedade da América portuguesa, entre os séculos XVII e XVIII, fora construída com o propósito de viabilizar a transição do feudalismo para o capitalismo na Europa, ou ainda, com o intuito de viabilizar a revolução industrial inglesa.
II. Por serem elaboradas com o objetivo de possibilitar a produção e transferência de riquezas para a Europa, as estruturas econômicas da América deveriam, como destacava Caio Prado, produzir mercadorias a baixos custos; possuir um mercado que adquirisse manufaturados; ter por base a mão de obra africana.
III. Segundo Jacob Gorender, João Fragoso e Ciro Flamarion Cardoso, a estratificação social da América Portuguesa derivava do sentido da colonização. Desse modo, comportava fundamentalmente dois grupos: senhores e escravos africanos. Todos os demais grupos sociais da população seriam personagens marginais daquele canavial. Nisso se resumia o que se entendia como sociedade escravista nos tempos modernos.
IV. Foram nas duas últimas décadas do século XX que as explicações sobre a economia colonial, assentadas na proeminência do capital europeu, receberam golpes decisivos. Novos trabalhos demonstraram, a partir de sólidas pesquisas empíricas, a fragilidade de várias certezas da tradicional historiografia colonial.
Estão CORRETAS
I. A ideia de Monarquia Pluricontinental, cuja intenção é de ultrapassar a tese da sociedade da América lusa como um simples canavial escravista submetido aos humores de um suposto capitalismo comercial e de um Estado Absolutista, possibilita uma compreensão na qual as relações periferia e centro na Monarquia lusa (“metrópole e colônia”) são pautadas em uma visão corporativa e polissinodal.
II. A concepção corporativa e polissinodal da Monarquia Lusa sustenta que o príncipe era a cabeça da sociedade, porém não se confundia com ela. Daí a possibilidade de existirem negociações entre os Poderes Locais, inclusive os das Conquistas ultramarinas, e o Poder Central.
III. Ainda hoje, por falta de registros que permitam formular uma contestação, a concepção de exclusivismo comercial é a que melhor descreve as relações econômicas entre a coroa lusitana e a América Portuguesa. Segundo tal teoria, a colônia só poderia comercializar com sua metrópole ou com os mercadores que convinham a Portugal.
Está CORRETO o que se afirma em
Segundo KARNAL, o primeiro carregamento de escravos negros chegou à Virgínia em 1619, trazido por holandeses. Em 1624, em Jamestown, o primeiro menino negro nascia em solo americano. Era William Tucker, filho de africanos e oficialmente o primeiro afro-americano. Em duas décadas a escravidão estava presente em todas as colônias e havia uma legislação específica para ela. Sobre a escravidão na América do Norte, analisar os itens abaixo:
I. Entre 1619 e 1860, cerca de 400 mil negros foram levados da África para os Estados Unidos. Ao fim da época colonial, havia cerca de meio milhão de escravos nas colônias inglesas da América do Norte. A escravidão não sofreria abalos com o movimento da independência, levado adiante, em parte, por ricos escravocratas. Os ventos de liberdade, em 1776, tinham cor branca.
II. Em outubro de 1669, uma nova lei sobre escravos determinou que, se um escravo vier a morrer em consequência dos castigos corporais impostos pelo capataz ou por seu amo, não seria considerado isto “delito maior, mas se absolverá o amo”. A lei continua com lógica implacável: matar o escravo não era ato intencional, posto que ninguém, intencionalmente, procurava destroçar “seus próprios bens”. Esta lei revela a “reificação” - tornar coisa - do escravo na legislação colonial.
III. Leis votadas na Virgínia, em 1662, determinavam que a condição de escravo fosse dada pela mãe. Dessa forma, o filho de pai inglês e mãe africana seria escravo.
Estão CORRETOS:
(Marc Ferro, História das colonizações – Das conquistas às independências – século XIII a XX, 1996)
O excerto trata
Leia o trecho abaixo e complete a lacuna:
O ______________ , assinado em sete de junho de 1494, foi um acordo entre o monarca de Portugal, D. João II, e os reis do que hoje é a Espanha moderna, Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Apesar de o documento ter sido o resultado das recentes descobertas das viagens do navegador genovês Cristóvão Colombo, para entender por completo sua relevância histórica é necessário ter em mente acordos prévios feitos entre as potências ibéricas
Considere as afirmações abaixo sobre a colonização europeia da região do Amapá.
I. No século XVI, parte da região onde se situa Macapá pertenceu a um navegante espanhol, Francisco de Orellana.
II. O delta do rio Amazonas, durante o período colonial, foi alvo de tentativas de ocupação por parte de espanhóis, portugueses, ingleses e holandeses, vulnerabilidade que motivou a construção de fortes.
III. Para povoar a região do Amapá, os portugueses dividiram as terras em lotes que foram presenteados a capitães donatários, que efetivaram o povoamento fundando vilas que originaram as principais cidades do Amapá.
IV. Durante o período colonial, a abundância de indígenas na região tornou desnecessário o trabalho escravo, principalmente de afrodescendentes, fato que explica a ausência dessa população na região.
Está correto o que consta APENAS de
I. Quando a burguesia e a monarquia se aproximaram, objetivando os mesmos interesses, a centralização do poder foi consumada. II. Os entraves do mundo feudal foram ao poucos desmontados pelas necessidades dos negócios da burguesia. III. Foi a partir do início do século XV que a participação efetiva de Portugal no comércio Europeu teve grande impulso. IV. A formação do Estado Moderno contou com a intensificação expansionista com grandes navegações promovidas por Portugal, Espanha, França e Grécia.
Quais estão corretas?
O texto a seguir está relacionado ao famoso francês Jean Léry, que se notabilizou pelas suas impressões presentes na obra História de uma viagem feita à terra do Brasil.
Depois de voltar do Brasil [...] Jean de Léry teve mais uma experiência capaz de impactar seus conceitos sobre “selvagens” e “civilizados”. Corria o ano de 1573. A cidade protestante de Sancerre, no centro da França, encontrava-se sitiada pelos católicos. Em março iniciou-se a escassez de comida [...]. Cães e gatos foram transformados em iguarias, estes últimos condimentados e preparados como se fossem coelhos. Quando não restavam mais nem cães nem gatos, recorria-se aos famintos ratos. Passou-se a comer quase de tudo na Sancerre sitiada: pergaminhos, couro de cintos, sapatos. Até mesmo excrementos. E eis que, em fins de julho, a desesperada gastronomia dá espaço ao grotesco. Pratos e tigelas sobre a mesa, a família prepara-se para a ceia. Mas Symon Potard, sua mulher Eugene e uma velha chamada Philippes de la Fuëille são surpreendidos no banquete: o prato principal é o corpo da filha dos Potard, uma menina de aproximadamente 3 anos, morta de fome [...]. Entre os que testemunham o evento está Jean de Léry, deparando-se com o canibalismo pela segunda vez.
O texto afirma que Jean Léry deparou-se com o canibalismo pela segunda vez depois de voltar do Brasil. Sobre essas experiências do francês é CORRETO afirmar:
A partir do excerto e das discussões presentes na obra citada, é correto afirmar que Portugal
O texto se refere