Questões de Concurso
Sobre mercantilismo, colonialismo e a ocupação portuguesa no brasil em história
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I. Observar a história como quem observa a Lua antes dos vôos espaciais, isto é, percebê-la apenas pelo lado iluminado pelo Sol, significa dizer que há um pressuposto eurocêntrico presidindo a forma como estudamos a História do Brasil.
II. Criticar a postura eurocêntrica que articula o modo como temos estudado a História do Brasil significa negar a importância e o legado da Europa para a história nacional, reconhecendo outras histórias de nossas heranças americanas e africanas.
III. Descobrir “a metade oculta da história do Brasil” significa perceber que o conhecimento da história da África ou das populações ameríndias, além de expandir a ideia de história mundial, pode contribuir para a criação de outros conhecimentos históricos sobre outros espaços e populações negligenciados ou ideologicamente omitidos.
IV. O estudo da história do Brasil não precisa estar necessariamente integrado à história mundial para que ela seja compreendida em suas articulações com a história em escala mais ampla.
Quais estão corretas?
No fragmento citado acima, Grada Kilomba analisa a imagem da escrava Anastácia, obrigada a viver com uma máscara cobrindo sua boca, no sentido de estender aos dias atuais práticas de violência contra a população negra características do período colonial brasileiro. Com base na análise de Grada Kilomba, assinale a alternativa INCORRETA.
O domínio europeu sobre os territórios americanos submeteu as colônias ás regras do “Pacto Colonial”. As restrições comerciais impostas pelas metrópoles às colônias, contudo, não foram aceitas com facilidade pela população local. Ao longo da colonização, inúmeras revoltas, organizadas por diferentes grupos da sociedade colonial questionaram o domínio metropolitano. As rebeliões abaixo ocorreram, no Brasil, durante o Período Colonial, exceto:
Analise as afirmativas abaixo sobre a formação do território brasileiro:
1. Os colonizadores portugueses foram se apropriando de terras que hoje constituem o Brasil e conquistando uma extensa área onde viviam milhões de indígenas com seus costumes e crenças. 2. Os atuais limites do território brasileiro começaram a ser definidos já em 1494, com o Tratado de Maastricht. 3. Por meio do acordo assinado através do Tratado, portugueses e mexicanos dividiram entre si as terras descobertas e as que seriam ainda conquistadas nos próximos anos. 4. Para garantir o poder sobre as terras ocupadas e protegê-las de outros conquistadores, como franceses e holandeses, além dos próprios espanhóis, em 1532 a Coroa portuguesa organizou o território, dividindo-o em capitanias hereditárias.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Entre os aspectos em comum que são atribuídos ao frustrante projeto de português, temos a resistência indígena, recusando-se a entregar um território que sabia ser seus. Além da questão dos povos autóctones, podemos citar também:
( ) A conformação dos arranjos de apropriação de terras no Brasil, que caracterizam os regimes fundiários brasileiros e que marcam o surgimento da questão agrária no país, perpassa pelo regime das sesmarias(1532-1822); regime de posse como prática de apropriação privada da terra (1822-1850); regime de propriedade mercantil da terra – Lei de Terras 1850; regime do Estatuto da Terra de 1964 e, regime de Reforma Agrária e sua implementação (1985-dias atuais).
( ) A implantação do regime das capitanias hereditárias, a partir de 1530, possibilitou a formação dos primeiros núcleos de ocupação e de colonização portuguesa no território brasileiro. Através da carta de doação era concedido ao donatário o direito de administração da capitania.
( ) A partir do fim das concessões de sesmarias, que aconteceu às vésperas da independência, o território brasileiro ficou sem uma legislação referente às terras públicas, durante aproximadamente três décadas. Este período ficou conhecido como a fase de transição entre o regime das sesmarias e o regime da propriedade da terra como mercadoria.
( ) Através da criação da Lei de Terras, as antigas sesmarias foram confirmadas como propriedade pública, bem como as posses conquistadas de forma pacífica foram legitimadas nos termos da nova lei, independentemente de suas extensões.
A sequência CORRETA é:
(Fausto, Boris. História Concisa do Brasil – 2. Ed., 6. Reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014. p 16).
A respeito desse tema assinale a alternativa correta:
(Fausto, Boris. História Concisa do Brasil – 2. Ed., 6. Reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014. p 09).
Assinale a alternativa que apresenta por quais motivos um país tão pequeno como Portugal foi pioneiro na expansão marítima europeia no começo do século XV.
“Algumas delas alcançaram êxito, como as de Pernambuco e de São Vicente. Outras fracassaram desastrosamente, por vezes da forma mais trágica, como a de Pereira Coutinho, em Ilhéus, que acabou devorado pelos índios. Lopes de Souza desinteressou-se totalmente e nem tomou posse da concessão que recebeu. Quase todas deixaram novos povoadores europeus, organizados em bases completamente novas, nas quais o índio já não era um parente, mas mão-de-obra recrutável como escrava.”
RIBEIRO, D. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 3. ed. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2012. p. 87.
O autor faz referência à
A legislação colonial apresentava diferentes arranjos em função da classificação estabelecida para cada grupo, legitimando atividades e atitudes a eles destinadas.
A primeira tentativa de dividir e organizar o território brasileiro foi realizada pelo sistema de Capitanias Hereditárias. Estas eram ocupadas e cedidas para colonos que teriam a responsabilidade de desenvolver a capitania, o direito sobre o lote de terra era realizado a partir do(a) ___________________________, e os direitos do donatário eram fixados no chamado(a) ___________________________.
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas.
A chegada dos portugueses ao Brasil foi decorrente de um plano de expansão marítima do império no século XV. Ainda que não existissem interesses imediatos de expansão para o Ocidente: