Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Se trata, de uma teoria desenvolvida no século XIX, pelo filósofo inglês Herbert Spencer, que utilizou dos escritos de Darwin para trazer uma explicação racista sobre a evolução da sociedade.
A propósito do trecho acima, julgue as seguintes frases abaixo.
I-O texto refere-se à teoria do darwinismo social, que acreditava que a evolução da sociedade é a mesma aplicada à evolução das espécies.
II-A teoria descrita no texto era usada para defender a ideia de que negros, mestiços, indígenas e asiáticos seriam inferiores aos europeus.
III-As ideias a que se refere o texto tiveram repercussão na sociedade brasileira do século XIX sendo que, na ocasião, para alguns políticos e fazendeiros, os negros deveriam ser substituídos por brancos "mais capacitados".
Está (ão) CORRETA (S) a (s) seguinte (s) proposição (ões):
Considere o trecho a seguir.
"Tão-pouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós uma jurisdição insustentável. Lembramos-lhes das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e conjuramo-los, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e a nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos, portanto de aceitar a necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz."
O trecho acima compõe um importante documento criado em 1776 de autoria de Thomas Jefferson, John Adams, Benjamin Franklin, Roger Sherman e Robert R. Livingston. Qual o nome deste documento?
A necessidade de registro e transmissão de informações impulsionou os ____________ a desenvolverem a escrita cuneiforme, um dos sistemas de escrita mais antigos do mundo, por volta de 4.000 a.C.
De quais povos estamos falando no trecho acima?
Sobre a Revolução Industrial, julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.
(__)A Inglaterra foi a primeira nação a se industrializar, na segunda metade do século XVIII. E, já nas primeiras décadas do século XIX, a industrialização se expandiu para a França, Alemanha, Bélgica, Itália e Estados Unidos.
(__)Com todo o progresso econômico, na primeira fase da Revolução Industrial, eram oferecidas boas condições de trabalho, com proteção do Estado à classe trabalhadora.
(__)A Revolução Industrial fez crescer a urbanização, havendo grande modificação de hábitos sociais.
(__)A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico - Científica, ocorreu ao final da Primeira Guerra Mundial.
A sequência CORRETA é:
Sobre os reinos da África, julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.
(__)Kush é um exemplo de grande reino africano anterior à colonização europeia.
(__)Até o século XV, não existiram reinos na África subsaariana, devido à baixa densidade demográfica, prevalecendo povos dedicados à coleta de alimentos.
(__)O reino Axum surgiu na costa oriental do continente africano e se expandiu ao longo dos séculos com o desenvolvimento de um intenso comércio de marfim, ouro e sal.
(__)O reino Axum se enfraqueceu devido às invasões de povos muçulmanos.
A sequência CORRETA é:
"Os tributos recaíam basicamente sobre o Terceiro Estado [...] Esses tributos eram mal repartidos e cobrados de maneira injusta, e, ao lado desses tributos diretos, havia os impostos que o rei arrecadava sobre diversos produtos: o mais impopular, a gabela, era aplicada ao sal, um gênero de primeira necessidade. [...] A monarquia não tinha previsões rigorosas de gasto - o que conhecemos como orçamento: dessa forma, o próprio rei podia lançar mão diretamente dos impostos para atender às necessidades de seu padrão de vida e da corte de Versalhes." (VOLELLE, Michel. A Revolução Francesa Explicada à Minha Neta.
São Paulo: Editora UNESP, 2006, p.23)
O texto acima deve ser relacionado diretamente com qual antecedente da Revolução Francesa?
I. Fazem parte da longa duração os aspectos de determinadas sociedades que parecem não mudar nunca, mas que se alteram muito lentamente, de forma quase imperceptível, como as modificações lentas na geografia de um lugar e os hábitos ligados às tradições e às crenças de uma comunidade II. O processo de emancipação política brasileira, iniciado em 1808, com a vinda da família real portuguesa, e se completado após a proclamação da independência, em 7 de setembro de 1822, é um exemplo de média duração. III. Os fatos que ocorrem rapidamente são considerados eventos de curta duração. Nos eventos de curta duração evidencia-se, em alguns casos, a ação de certos indivíduos, como a de Frei Caneca na Confederação do Equador, por exemplo IV. Uma categoria central do conhecimento histórico é a dimensão da temporalidade. Levar o aluno a compreender que o tempo histórico não é homogêneo, que comporta durações variadas, é uma importante competência para evitar o anacronismo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Uma de suas características foi a introdução nas pesquisas de “ novas personagens”, “ novas fontes “ e “ novos problemas”. II. Propõe-se a ser o estudo das estruturas sociais, e não uma história linear, cronológica e narrativa. III. Uma história “ vista de baixo” , em oposição a uma história vista de cima”, ou seja, os membros da classe trabalhadora, escravos, mulheres, crianças, “ perdedores” e pessoas consideradas “ comuns” podem ser objeto de investigação dos historiadores. IV. Os saberes não são neutros ou a-históricos, mas produzidos por sujeitos históricos, que vivem em determinado tempo e local, que têm formações, ideias, credos, objetivos, um tipo de saber construído por vários pontos de vista.
As características elencadas acima, se relacionam com:
Sobre o positivismo é CORRETO afirmar:
I. A história se baseava na busca de uma única “verdade” relacionada ao passado. E essa “verdade histórica” deveria ser pesquisada em documentos históricos escritos e “oficiais”. II. Os documentos históricos seriam fidedignos e menos suscetíveis a erros, impressões pessoais ou parciais relacionados aos fatos históricos. III. O historiador priorizava as análises sobre as camadas populares, fazendo com que outros setores da sociedade não fossem devidamente estudados. IV. Trata-se de uma história política e factual que será extremamente marcante no ensino e nos materiais didáticos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Diz-se algumas vezes: “A história é a ciência do passado”. É [no meu modo de ver] falar errado. (...) Há muito tempo, com efeito, nossos grandes precursores, Michelet, Fustel de Coulanges, nos ensinaram a reconhecer: o objeto da história é, por natureza, o homem. Digamos melhor: os homens. (...) Por trás dos grandes vestígios da paisagem, [os artefatos ou as máquinas] por trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições mais desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer capturar. (...) Do caráter da história como conhecimento dos homens decorre sua posição específica (...). “Ciência dos homens”, dissemos. É ainda vago demais. É preciso acrescentar: “dos homens, no tempo”. (BLOCH, Marc. Apologia da História ou O Ofício do Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001. p. 52- 54).
Analise as alternativas abaixo e marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso:
( ) A História é uma ciência do passado. ( ) A história é o estudo do ser humano, em suas relações sociais ao longo do tempo. ( ) A história busca identificar as mudanças e permanências nas instituições políticas, religião, economia, campo das ideias, nos costumes, etc. ( ) A história é inerente aos seres humanos. Onde há seres humanos, tem história.
A sequência correta está em:
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O historiador francês Marc Bloch (1886-1944), fuzilado pelos nazistas num campo de concentração, foi um dos principais renovadores dos estudos históricos no século XX. Na obra Introdução à História, escrita no cárcere, ele afirma o seguinte: “[...] o erudito que não tem o gosto de olhar à sua volta, nem os homens, nem as coisas, nem os acontecimentos, ele merecerá talvez, como dizia o historiador belga Henri Pirenne, o nome de um utensílio de antiquário. Renunciará tranquilamente a ser historiador.” Em outra passagem, ressalta: “É quase infinita a diversidade das fontes. Tudo quanto os seres humanos dizem ou escrevem, tudo quanto fabricam, tudo em que tocam, podem e devem informar a seu respeito.”
(BLOCH, Marc. Introdução à História. Lisboa: Europa-América, 1997, p. 101 e 114 (Adaptação).)
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O historiador francês Marc Bloch (1886-1944), fuzilado pelos nazistas num campo de concentração, foi um dos principais renovadores dos estudos históricos no século XX. Na obra Introdução à História, escrita no cárcere, ele afirma o seguinte: “[...] o erudito que não tem o gosto de olhar à sua volta, nem os homens, nem as coisas, nem os acontecimentos, ele merecerá talvez, como dizia o historiador belga Henri Pirenne, o nome de um utensílio de antiquário. Renunciará tranquilamente a ser historiador.” Em outra passagem, ressalta: “É quase infinita a diversidade das fontes. Tudo quanto os seres humanos dizem ou escrevem, tudo quanto fabricam, tudo em que tocam, podem e devem informar a seu respeito.”
(BLOCH, Marc. Introdução à História. Lisboa: Europa-América, 1997, p. 101 e 114 (Adaptação).)
I. A própria condição em que a passagem foi escrita é importante, tendo em vista que a obra de Bloch foi produzida no cárcere.
II. Para além do passado, o objeto de investigação do historiador é o tempo, articulando suas diferentes durações.
III. Ao produzir conhecimento sobre o passado, o historiador o realiza também de forma subjetiva e, portanto, partindo de seu repertório cultural.
IV. Como profissional, o historiador deve focar seu olhar sobre o passado, evitando indagações e partindo do momento presente.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
No século XIX, os governantes britânicos acreditavam que os indianos haviam perdido o direito à autonomia por causa justamente de sua fraqueza, que os sujeitou a uma série de regentes ‘estrangeiros’, desde as invasões arianas e, mais recentemente, à vitória britânica sobre os governos anteriores da Índia, os mongóis. Esta óbvia incompetência dos indianos para se governarem era aceita por todos os britânicos ligados ao governo da Índia. Por outro lado, a organização política, a sociedade e a economia britânicas haviam evoluído a partir deste passado até chegar à forma moderna; daí, teoricamente, a atual sociedade feudal da Índia poderia também evoluir até tornar-se, num futuro distante, uma sociedade moderna.
(COHN, Bernard S. A representação da autoridade na Índia vitoriana. In: HOBSBAWM, Eric J.; RANGER, Terence (Orgs.). A invenção das tradições. 9. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2014, p. 219 (adaptação).)