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Sobre história do brasil em história
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Novo cangaço é alvo de megaoperação da PF e do MP no Maranhão e em outros estados
A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada no roubo conhecido como “novo cangaço”, em cidades do interior no Piauí e Maranhão, entre outros estados. Batizada de Operação Baal, a ação visa ainda prender CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) apontados como os fornecedores das armas e das munições usadas pela organização criminosa.
(Disponível em: https://oimparcial.com.br/noticias Acesso em: julho de 2024.)
O cangaço, fenômeno marcante na história do Nordeste brasileiro, deixou um legado de mistério, violência e resistência. Entre os inúmeros personagens que se destacaram nesse cenário, nenhum é tão emblemático quanto Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião. Enquanto expressão chamada por muitos de “banditismo social”, emerge como um fenômeno controverso que:
Pernambucanos! O partido absoluto Miguelista, que se acha no poder, unido aos portuguêses do Rio de Janeiro e daqui, acaba de dar princípio à obra de nossa escravidão, entregando as nossas vidas e propriedades aos nossos mais encarniçados inimigos. [...] Este presidente, escolhido e comprado para estrangular os pernambucanos, entregando-as aos seus verdugos, está manifestamente procurando desempenhar esta horrível missão; nenhum de nós escapará à perseguição e à morte. [...] Os nossos brios e a nossa dignidade não consentem que nos curvemos ao jugo de ferro de inimigos tão rancorosos: mil vezes morrer com as armas. União e coragem, e nada temais. A vitória será infalivelmente nossa.
(CARVALHO, Marcus Joaquim Maciel de; C. MARA, Bruno Augusto Dornelas. 2008, p .5-38.)
O trecho exposto remonta o contexto da Revolução Praieira que, dentre outras características:
Comandante das forças insurgentes, as quais haviam se preparado nas matas de Pernambuco ao longo de seis meses, Dias Cardoso revelou-se um mestre na "guerra brasílica", mediante a judiciosa utilização do terreno, a permanente manutenção da iniciativa e o oportuno emprego da surpresa, além de inspirar uma inexcedível bravura por parte de seus companheiros de armas.
CABRAL, Sabastião da Silva et al. Turismo ecológico e histórico no parque estadual monte das tabocas: proposta de implantação. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 10, n. 30, p. 188–197, 2009. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/15896. Acesso em: 17 jul. 2024.
Para que um estudante do Ensino Fundamental II possa compreender as singularidades apontadas pelo texto, a respeito do conflito citado, é necessário
Assim, [...] a mulher é pensada na linguagem romântica das classes dominantes, fundamentadas pelo saber médico, como encarnação das emoções, dos sentimentos, irracional, incapaz de resistir, mesmo que os documentos da época nos revelem que as mulheres tenham participado em peso das mobilizações políticas, que muitas tenham paralisado as fábricas [...].
RAGO, Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar e a resistência anarquista, Brasil 1890-1930. São Paulo: Paz e Terra, 2014.
A partir do texto, avalie as afirmativas abaixo.
I. A dinâmica de poder no universo operário brasileiro estava intrinsicamente relacionada às formas de pensar o “ideal feminino” da classe burguesa.
II. A análise presente no texto é fomentada pela base curricular pernambucana, pois a autora expressa um viés crítico acerca das relações de gênero, discussão prevista no Currículo de Pernambuco.
III. Os debates atuais acerca das questões de gênero ampliaram a emergência de estudos sobre o protagonismo das mulheres em contextos diversos na história.
IV. O texto é compreendido como um recurso didático por expor uma contextualização abordada pela grade curricular de Pernambuco aos alunos do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II.
Quais são as afirmativas corretas?
Levando em consideração os elementos expressos no mapa, sua função era
No Brasil, o fim oficial da escravidão através da assinatura da “Lei Áurea”:
Esta paz deve ser imposta pela revolução. Até agora, houve ausência de força ou a habilidade para tal. E então só há um remédio: para fazer melhor no futuro [...] pregar a expropriação da propriedade privada e a destruição dos estados como o único meio de garantir a fraternidade entre os povos e justiça e liberdade para todos.
MALATESTA, Errico. Guerra Sociale, São Paulo, 1916. Traduzido por Dos Santos, Kauan William. Pontes de liberdade. (Tese doutorado em História). USP, 2021 p. 211.
Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que apresenta corretamente a ideia política descrita.
( ) Na área da saúde: elevar o nível sanitário da população brasileira por meio de campanhas contra doenças e financiar serviços de água e esgoto.
( ) Na área da alimentação: melhorar, multiplicar e distribuir sementes ou mudas de plantas, tanto comestíveis quanto têxteis.
( ) Na área do transporte: trazer engenheiros estrangeiros para desenvolver novos planos para a malha ferroviária, com o objetivo de conectar o território nacional.
( ) Na área da energia: adquirir o equipamento necessário à perfuração de poços de petróleo, investir em pesquisa intensiva e na perfuração de poços.
As afirmativas são, respectivamente,
Assinale a afirmativa que descreve corretamente a motivação subjacente à publicação das cartas atribuídas a Bernardes.
I. Crítica as políticas de industrialização baseadas no protecionismo estatal, defendendo a promoção de indústrias viáveis sem a dependência do apoio do poder público.
II. Defesa do perfil financeiro expansionista e especulativo vigente durante o Encilhamento, fundamentado na expectativa da entrada de capital estrangeiro.
III. Respeito aos termos estabelecidos no plano de consolidação da dívida externa brasileira, alinhados aos princípios ortodoxos de equilíbrio monetário.
Está correto o que se afirma em
I. É ingênuo acreditar que numa fazenda de mil escravos predominava a doçura e a regalia. Não se pode correr o risco de promover uma redenção da escravidão sob as mãos cristãs, nem se pode ignorar a tipicidade da escravidão jesuítica. Segundo relatos e pesquisas, os escravos dos jesuítas ficavam, em determinadas situações, sob o regime mais abrandado. Porém, os mesmos argumentos de ilegitimidade da escravidão que moviam o combate à escravidão indígena não serviam ao escravo africano e não moveram as forças dos missionários.
ROCHA, Ilana. Escravos da Nação: O público e privado na escravidão brasileira, 1760-186, Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, 2012, p. 30. (Adaptado)
II. É proverbial a benignidade, doçura e largueza, com que os jesuítas tratavam geralmente os seus escravos. Não se esqueciam de que eram homens. Toleravam-lhes faltas e concediam-lhes regalias, que mais ninguém lhes dava. Não os tendo como meio ganancioso de enriquecimento individual, senão por necessidade de assegurar a vida dos Colégios e da catequese, sucedia às vezes que, com os gastos desses trabalhadores, era mais a perda que o proveito.
LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil. Lisboa, Rio de Janeiro: Portugália, Civilização Brasileira, 1938, Tomo II, p. 352. (Adaptado)
A respeito da escravidão africana praticada pelos jesuítas no período colonial do Brasil, assinale a afirmativa que interpreta corretamente os trechos acima.
Leia o trecho a seguir.
Por milênios, o homem foi caçador. Durante inúmeras perseguições, ele aprendeu a reconstruir as formas e movimentos das presas invisíveis pelas pegadas na lama, ramos quebrados, bolotas de esterco, tufos de pelos, plumas emaranhadas, odores estagnados. Aprendeu a farejar, registrar, interpretar e classificar pistas infinitesimais como fios de barba. Aprendeu a fazer operações mentais complexas com rapidez fulminante, no interior de um denso bosque ou numa clareira cheia de ciladas. O que caracteriza esse saber é a capacidade de, a partir de dados aparentemente negligenciáveis, remontar a uma realidade complexa não experimentável diretamente.
GINZBURG, Carlo. Mitos, Emblemas, Sinais. Morfologia e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 151-152. (Adaptado).
Sobre o paradigma indiciário na História, com base na leitura do trecho acima, assinale a afirmativa correta.