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Sobre história do brasil em história
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Ilê desfilou pela primeira vez no Carnaval de 1975, causando espanto entre as elites da Bahia e um despertar para a pauta racial em uma das cidades mais negras do país. “Fomos escoltados pela polícia e fomos vaiados pela população, com alguns aplausos tímidos em meio às vaias. Fomos considerados negros rebeldes que estavam espalhando racismo na cidade”, lembra Arany [Santana, 72, diretora licenciada do bloco]. [...] O jornal A Tarde, um dos mais tradicionais da cidade, publicou na época a nota “Bloco racista, nota destoante”, afirmando que o Ilê Aiyê havia proporcionado “um feio espetáculo” com uma “imprópria exploração” do tema do racismo no Carnaval. Anos depois, o jornal se retratou.
PITOMBO, J. P. Ilê Aiyê, 50, afrontou ditadura com bloco-manifesto e foi levante da Bahia negra no Carnaval. Folha de São Paulo, São Paulo, 07 fev. 2024. Adaptado. Disponível em: https://www1. folha.uol.com.br/cotidiano/2024/02/ile-aiye-50-afrontou-ditadura- -com-bloco-manifesto-e-foi-levante-da-bahia-negra-no-carnaval. shtml#comentarios. Acesso em: 8 fev. 2024.
Ao longo de nossa história, a relação entre racismo e democracia no Brasil
Essa sensação de intimidade da marchinha sintetiza o(a)
A ruptura democrática aí deflagrada
I - A Independência do Brasil pode ser associada à vinda da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808, uma vez que desencadeou um processo de gradativa autonomização da colônia. O que estava acontecendo era realmente peculiar: a colônia transformava-se em sede da metrópole.
II - A declaração de Independência do Brasil em 1822 só pode ser tratada como um “desquite amigável” com relação ao centro-sul do país. Com efeito, a Independência do Brasil enfrentou resistência no Maranhão e no Grão-Pará.
III - A Independência do Brasil representou uma ruptura nos laços políticos e econômicos com Portugal, decorrente de uma grande alteração das bases econômico-sociais que sustentaram a exploração do país durante o período colonial. Assim, houve um rompimento do padrão da economia colonial, estruturado na exportação de produtos primários.
IV - Com a Independência do Brasil, foi estabelecido um modelo político de monarquia absolutista, no qual todos os poderes foram concentrados nas mãos de Dom Pedro I.
I - A Revolução (ou Insurreição) Pernambucana de 1817, influenciada pelos ideais liberais, propunha o respeito à diversidade religiosa e a igualdade de direitos civis e políticos, a despeito de não tocar no espinhoso problema da escravidão.
II - As propostas da Revolução (ou Insurreição) Pernambucana de 1817 demonstravam o descontentamento em relação à criação e ao aumento de tributos para custear a Corte estabelecida em Salvador.
III - A economia Pernambucana em 1817 passava por um momento difícil, combinando-se dois fatores: a queda no preço do açúcar e do algodão e alta dos preços dos escravos. Além disso, uma intensa seca assolou o Nordeste, acabado com a já insuficiente lavoura de subsistência.
IV - Os escravizados desempenharam um papel ativo na Revolução (ou Insurreição) Pernambucana de 1817, ameaçando a continuidade da escravidão na região.
Em meados da década de 1860, surgiram no Brasil associações abolicionistas inicialmente elitistas, formadas por segmentos da elite que se opunham ao sistema escravista. Com o tempo, essas associações se popularizaram e, no final da década de 1880, passaram a incluir uma ampla gama de participantes, como mulheres, pessoas negras e até mesmo escravizados, refletindo a diversificação e democratização do movimento abolicionista e a crescente mobilização social contra a escravidão.
A monarquia no Brasil ganhou grande respeito e admiração após a Guerra do Paraguai, quando o Brasil saiu vitorioso do conflito. Os desafios econômicos e sociais resultantes da guerra, juntamente com os novos arranjos políticos que estavam se desenvolvendo desde a década de 1860, começaram a ganhar destaque no cenário político brasileiro. Essa conjuntura desencadeou um processo de maior admiração ao sistema monárquico.
O término de mais de 300 anos de trabalho forçado de afro-brasileiros foi acompanhado por medidas de reparação histórica por parte do Estado. Essas medidas ajudaram a reparar os danos causados pela escravidão e contaram com políticas de inclusão, compensação financeira, acesso igualitário à educação e ao mercado de trabalho, mas não amenizaram a marginalização da população afro-brasileira, pois ainda nos dias de hoje os danos da escravidão se refletem nas disparidades de oportunidades e nas condições de vida desfavoráveis enfrentadas por muitos afro-brasileiros.
Em 1985, com o fim da ditadura militar no Brasil, trabalhadores, intelectuais e representantes do movimento popular fundaram o primeiro sindicato dos trabalhadores, com a proposta de melhorar as condições da classe trabalhadora.
A proclamação da república no Brasil marcou uma mudança histórica significativa, caracterizada pela implementação do federalismo, estabelecimento do sufrágio universal masculino e fim do voto censitário, implantação do Estado laico e adoção do presidencialismo como forma de governo.
Ernesto Geisel promulgou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), fechando o Congresso, decretando estado de sítio, cassando mandatos de prefeitos e governadores, e proibindo reuniões. O AI-5 permitiu punições arbitrárias aos inimigos do regime. Esse período ficou conhecido como “anos de chumbo”.
Durante a Guerra do Paraguai, as estratégias militares adotadas pelos países envolvidos refletiram não apenas rivalidades geopolíticas regionais, mas também dinâmicas complexas de poder e influência na América do Sul, evidenciando os desafios enfrentados pelas nações em transição para a era do imperialismo capitalista.
Os governos militares instaurados em 1964 exerceram um controle rigoroso sobre a disciplina de História, alinhando o ensino à ideologia do regime ditatorial que buscava formar cidadãos dóceis, obedientes e ordeiros. Durante esse período, a História foi utilizada como um “instrumento de veiculação e formação do espírito cívico”, glorificando os feitos dos autoproclamados heróis do regime.
Durante a República Nova, o Brasil passou por transformações urbanas e industriais significativas, acompanhadas por revoltas urbanas e movimentos culturais importantes, como a Semana de Arte Moderna de 1922. As reformas urbanas, o crescimento industrial e as revoltas refletiram as mudanças sociais, políticas e culturais do período.
A Guerra do Paraguai impulsionou o movimento abolicionista ao permitir que muitos ex-escravos retornassem vitoriosos, condecorados e dispostos a lutar por seus direitos. Além disso, a pressão da Inglaterra pelo fim do tráfico negreiro desempenhou um papel significativo no processo que culminou na Abolição da Escravatura.
A Revolução de 1930 foi um golpe de Estado que depôs o presidente Júlio Prestes e impediu a posse do presidente eleito Washington Luís, alegando fraude eleitoral. Liderado por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, o movimento também foi impulsionado pelo descontentamento popular devido à crise econômica de 1929 e ao assassinato do político paraibano João Pessoa. Essa revolução marcou o fim da República Velha e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder.
Em São Paulo, a Sociedade dos Caifazes, um movimento abolicionista radical liderado pelo advogado Antonio Bento de Sousa e Castro, se especializou em fomentar e organizar fugas de escravos. Utilizaram as ferrovias, construídas para otimizar o transporte do café e sustentar a economia escravista, como instrumentos para subverter o sistema de trabalho escravo. Escravos do Oeste paulista eram levados para São Paulo e, de lá, para Santos, onde fundaram o grande quilombo do Jabaquara, com cerca de dez mil habitantes.