Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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Acerca da História de Cocal de Sul, julgue as frases abaixo.
I.Cocal do Sul, um município com mais de 100 anos de história no Sul Catarinense, tem suas origens intimamente ligadas à chegada de colonos italianos, libaneses e açorianos por volta de 1880.
II.A vila de Cocal formou-se em 1885, sob o núcleo Accioly de Vasconcelos, uma homenagem ao inspetor de terras e colonização.
III.O nome "Cocal do Sul" deriva dos coqueiros nativos que ladeavam o principal rio da região, refletindo a paisagem natural observada pelos primeiros colonizadores.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
“Pedro Melo Albuquerque possuía uma boa casa, construída por ele próprio, atijolada, cercada de altos muros crivados de cacos de vidro no topo. Melhor do que a do Coronel Pedro de Melo, só mesmo a casa de sua cunhada Benedita Fernandes de Melo. Aquela segurança toda dos muros da casa do Coronel Pedro tinha por escopo prender a criadagem, descendentes de antigos escravos, mantidos ali no regime de escravidão.”
Fonte: ELIS, Bernardo. O tronco. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008, p. 27 (adaptado).
O romance de Bernardo Élis é baseado na Chacina do Duro, ocorrida em 1918. Esse episódio violento ficou marcado na memória tocantinense. Pela Lei n. 2194, de 10/11/2009, publicada no DOU/TO n. 3.013, foi reconhecido como bem material do Tocantins a:
Ao entrar na rota dos navegadores europeus, após a descoberta das terras brasileiras, Santa Catarina recebeu sua primeira expedição significativa em 1515. Quem chefiou essa expedição?
De colonização predominantemente alemã e italiana, o estado de Santa Catarina teve sua primeira colônia europeia instalada em:
A respeito do governo de Fernando Collor de Melo, durante o seu mandato como presidente do Brasil, assinale a alternativa correta.
“Apesar de possuírem culturas distintas, os bárbaros tinham entre si semelhanças na organização social, política e econômica, sobretudo porque, em sua grande maioria, tinham a mesma origem: a germânica” (Piletti, 2003). A respeito deste tema, pode-se considerar como povos germânicos os, EXCETO:
Os regimes militares que se instauraram em diversos países da América Latina durante o século XX tiveram características e desdobramentos distintos, assim como seus processos de redemocratização. Avalie as afirmativas abaixo sobre os governos militares na América Latina e o processo de redemocratização e selecione a alternativa correta.
1. No Brasil, o golpe militar de 1964 instaurou um regime autoritário que perdurou até 1985, caracterizado por uma repressão política sistemática, censura à imprensa e um desenvolvimento econômico impulsionado pelo chamado "Milagre Econômico" (Skidmore, 1988).
2. A Argentina viveu sob um regime militar entre 1976 e 1983, período conhecido como "Guerra Suja", marcado por uma política de desaparecimentos forçados, torturas e execuções extrajudiciais perpetradas pelo Estado (Feitlowitz, 1998).
3. O Chile, sob o governo de Augusto Pinochet (1973-1990), experimentou reformas econômicas neoliberais que transformaram a economia chilena, embora essas mudanças tenham sido acompanhadas de graves violações aos direitos humanos e repressão política (Kornbluh, 2003).
4. A transição para a democracia na América Latina foi homogênea, com todos os países realizando transições pacíficas e imediatas para regimes democráticos após o fim dos governos militares, sem resistência significativa (Hagopian, 2005).
5. No Brasil, a redemocratização iniciou-se em 1985, culminando com a promulgação da Constituição de 1988, que restabeleceu as liberdades civis e os direitos políticos, consolidando o Estado Democrático de Direito (Cardoso, 2009).
Alternativas:

Legenda: Berta Lutz ao lado do avião que distribuirá panfleto sobre o voto feminino, 1927. Fonte: Domínio público / Acervo Arquivo Nacional.
A luta pelo voto feminino no Brasil foi intensa e aguerrida. Muitas foram as mulheres que nela se envolveram diretamente, muitas foram as estratégias usadas, gradual foi a conquista.
Assinale a única assertiva que NÃO está
correta.

Disponível em: https://memorialdademocracia.com.br/card/ mataram-getulio-o-povo-sai-as-ruas. Acesso: 09 abr. 2024.
Em agosto de 1954, Getúlio Vargas, coagido a se afastar da presidência da República pelo Alto Comando Militar, optou pelo suicídio. A notícia de sua morte produziu uma explosão popular enorme, que se espalhou por todo o país. Uma massa humana de 100 mil pessoas, a maioria chorando muito, foi ao Palácio do Catete, se despedir do presidente. A massa indignada saiu pelas ruas, investiu contra os jornais de oposição a Getúlio, encurralou Carlos Lacerda na Embaixada dos EUA e enfrentou os militares golpistas que se encontravam no Galeão. Confirmavam o propósito de Vargas em fazer do seu suicídio um ato político.
Assinale a assertiva correta.
Adaptado de Doomsdayclock: minuts to midnight, 1947-2021. Disponível em: https://www.statista.com/statistics/1072256/doomsday-clockdevelopment/. Acesso: 09 abr. 2024.
Podemos explicar os movimentos do gráfico afirmando que:
Não havia na época local instituído para apresentações públicas de música de tradição oral. Sabe-se dos cortejos populares que eram acompanhados de música, como os que aconteciam durante os dias de carnaval no Rio de Janeiro. A poesia e a música populares eram percebidas pelos intelectuais como práticas coletivas e anônimas de propriedade do “povo”, nasciam e cresciam tão naturalmente como uma planta ou uma árvore e eram apreciadas em praça pública ou nas ruas. Tal concepção fazia parte da mentalidade que predominava no final do século XVIII. Pensava-se que a autoria não era importante em se tratando de uma “arte popular”, porque ela pertenceria a todos, a todo o “povo” (das Volk dichtet, o povo produz a poesia).
MERHY, S. As transcrições das canções populares em Viagem pelo Brasil de Spix e Martius. Revista Brasileira de Música. Universidade Federal do Rio de Janeiro, v. 23/2, 2010. p. 177.
A expedição de Spix e Martius foi finalizada pouco antes dos eventos determinantes para a Independência do Brasil, e a análise de Silvio Merhy aponta características constitutivas de nossa formação social.
Nesse sentido, o texto aponta aspectos da cultura de época compatíveis com um(a)
Documentos da época, hoje guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam como a composição do campo brasileiro foi planejada. Os próprios senadores e deputados eram, em grande parte, senhores de terras. O senador Costa Ferreira (MA), por exemplo, discursou:
— Isso de repartir terras em pequenos bocados não é exequível. Só quem nunca foi lavrador é que pode julgar o contrário. São utopias. Ninguém vai para lá [o interior do país]. Ninguém se quer arriscar. [...] Os senadores afirmaram que o governo deveria fixar altos preços para as terras públicas colocadas à venda. O Visconde de Abrantes opinou:
— O preço deve ser elevado para que qualquer proletário que só tenha a força do seu braço para trabalhar não se faça imediatamente proprietário comprando terras por vil preço. Ficando inibido de comprar terras, o trabalhador de necessidade tem de oferecer seu trabalho àquele que tiver capitais para as comprar e aproveitar.
HÁ 170 anos, Lei de Terras [...]. Agência Senado. Disponível em https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-170-anos-lei-de- -terras-[...]. Acesso em: 5 mar. 2024. Adaptado.
A análise feita pela reportagem sobre a Lei de Terras de 1850 tangencia uma característica brasileira praticamente inalterada nos últimos 200 anos de nossa história.
Trata-se da
Com a aclamação do príncipe regente D. Pedro como imperador do Brasil, em 12 de outubro de 1822, começou a ser construída no imaginário político dos povos, outrora irmãos, a ideia de um império autônomo em terras americanas. [...] O processo de emancipação política representou o ponto de partida para a construção de uma ideia moderna de nação. [...] Essa polarização que exprimia um difuso sentimento antilusitano e antibrasileiro em imagens e escritos dos dois povos, agora reinos e nações separados, terminava por demonstrar em que se constituiu, em parte, o processo de emancipação política do Brasil. [...] À medida que se aprofundava a incompreensão recíproca, a possibilidade de manter-se a união entre Portugal e o Brasil tornou-se cada vez mais distante para ambos os lados. Incompatibilidade que se resolveu, como costuma ocorrer, pelo divórcio, talvez não tão amigável, como muitas vezes supôs a historiografia, pois envolveu lutas e disputas não só entre os dois lados do Atlântico, como também no próprio interior do Brasil. Mais difícil, porém, era a tarefa que restava, de construir e definir o Brasil: não mais como continuação de Portugal, mas dotado de identidade própria, que foi procurada pelo menos ao longo de todo o Oitocentos, em oposição ao ser português.
NEVES, L. M. P. B. Estado e política na independência. In: GRINBERG, K.; SALLES, R. (org.). O Brasil Imperial, 1808-1830. vol. I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 129-131. Adaptado.
Segundo a autora, o processo de independência do Brasil
Considerando esse amplo período e seus efeitos para estruturação dos direitos sociais e políticos em nosso país, Vargas
Observada tal definição, reconhece-se que está inserida(o) no conceito de Estado Democrático de Direito a(o)