Questões de Concurso
Comentadas sobre história do brasil em história
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(Entrevista com João Maria Palhano, MACHADO, Paulo Pinheiro. Um estudo sobre as origens sociais e a formação política das lideranças sertanejas do Contestado, 1912-1916. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da UNICAMP. Campinas, 2001. Anexos.)
Sobre esse conflito registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A guerra iniciou principalmente devido à crença das populações nas palavras de um suposto profeta, chamado José Maria, que as incitou à violência.
(__)Questões ligadas à posse da terra contribuíram para o descontentamento da população da região contestada, pois muitos sertanejos tiveram suas terras apropriadas por madeireiras e grandes fazendeiros.
(__)A Guerra do Contestado provocou o fortalecimento do aparato militar do Estado brasileiro, que durante o conflito usou métodos de violência e controle para reprimir o movimento sertanejo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(__)Durante a ditadura civil-militar brasileira, os movimentos populares, os sindicatos e as lideranças populares sofreram intervenções e repressões, reforçando o distanciamento entre Estado e trabalhadores.
(__)A ditadura civil-militar no Brasil buscou atender às demandas das populações vulneráveis, com destaque para os povos indígenas.
(__)Os atuais estudos sobre a ditadura civil-militar não encontram evidências sobre a violência do Estado, inclusive não identificam a tortura contra prisioneiros políticos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I. Os contratos de dízimos eram arrematados em leilão público nas principais vilas, sendo que os arrematantes (contratadores) antecipavam à Coroa o valor estimado da arrecadação anual e depois cobravam diretamente dos produtores rurais.
II. O dízimo incidia sobre a produção agrícola e pecuária na base de 10%, mas na prática, os contratadores frequentemente cobravam taxas superiores, gerando conflitos constantes com senhores de engenho e fazendeiros.
III. Os jesuítas eram isentos do pagamento de dízimos sobre suas propriedades produtivas, privilégio que se tornou uma das principais fontes de tensão entre a Companhia de Jesus e os contratadores leigos.
IV. Durante o período pombalino, a Coroa tentou estatizar parcialmente o sistema, criando as "Juntas da Real Fazenda" que assumiram alguns contratos anteriormente administrados por particulares.
V. Os contratos de dízimos financiavam apenas a administração colonial e manutenção de tropas, representando cerca de 10% da receita colonial.
Estão corretas, apenas:
Considerando esse contexto histórico, assinale a alternativa correta.
Qual medida se destaca como parte desse processo?
Nas últimas décadas do regime militar brasileiro, ocorreram transformações políticas graduais que culminaram no retorno à democracia. O processo de abertura foi marcado por negociações entre setores do regime e movimentos sociais, resultando em avanços institucionais e mobilizações populares, como a campanha Diretas Já. Considerando esse contexto histórico, analise as afirmações a seguir e assinale (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas:
(__) O processo de abertura política foi gradual e controlado pelos militares.
(__) A anistia política de 1979 permitiu o retorno de exilados e perseguidos.
(__) A nova Constituição de 1988 consolidou o regime democrático.
(__) O movimento Diretas Já, embora popular, resultou na eleição direta em 1984.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Durante o Estado Novo, Vargas implantou políticas de ___________ voltadas à industrialização, ao mesmo tempo em que consolidou um regime de forte ___________ e controle social. Essa contradição marcou o projeto de modernização autoritária do período.
Qual das alternativas abaixo preenche corretamente as lacunas do trecho acima?
O golpe civil-militar de 1964 marcou o início de um período autoritário que perdurou por mais de duas décadas no Brasil. Diversos setores sociais e econômicos contribuíram para sua deflagração, e o novo regime implantou mecanismos de controle político e repressão social. Com base nesse contexto histórico, analise as assertivas a seguir:
I. O golpe de 1964 foi apoiado por setores empresariais, militares e parte da classe média, contrários às reformas de base de João Goulart.
II. A ditadura implantou de imediato uma Constituição democrática e ampla liberdade partidária.
III. A censura, a repressão e a perseguição política tornaram-se marcas do regime.
IV. O governo militar promoveu ampla descentralização do poder e autonomia sindical.
Está correto o que se afirma em:
A estrutura fundiária brasileira foi historicamente marcada pela concentração de terras em grandes propriedades, os ___________, o que gerou tensões sociais e impulsionou a luta por ___________.
A alternativa que completa corretamente o texto é:
A formação da sociedade brasileira resulta da confluência de matrizes culturais indígenas, africanas e europeias. Analise as afirmações e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F):
(__) As populações indígenas contribuíram com saberes agrícolas, linguísticos e espirituais.
(__) As culturas africanas foram totalmente excluídas das práticas sociais brasileiras.
(__) A colonização europeia impôs estruturas de poder e valores que marcaram a hierarquia social.
(__) O sincretismo religioso e cultural é um traço presente na identidade nacional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Leia os textos abaixo:
Texto I
Os professores de História, Língua Portuguesa e Geografia que trabalham no 8º ano do Ensino Fundamental, elaboraram um projeto disciplinar. Escolheram a obra literária Os Sertões, de Euclides da Cunha, publicada em 1902. A obra de estilo pré-modernista é uma narrativa da Guerra
de Canudos (Bahia, 1896-1897), sob a ótica do autor que atuou como
jornalista para cobertura do conflito. A obra se divide em 3 partes e cada
turma do 8º ano ficou responsável pela leitura e pelo estudo de cada uma
delas: A Terra, O Homem, A Luta. A obra descreve o Sertão (clima, vegetação, relevo e, principalmente, a seca), o sertanejo (sua origem, suas
características e a discussão das raças e o determinismo geográfico), a
liderança de Canudos, Antônio Conselheiro, e, por fim, narra, de forma
descritiva e realista, a Guerra de Canudos e suas expedições. No desenvolvimento do projeto, cada turma envolvida se responsabilizou pelo estudo de uma das partes, compreendendo a escrita no tempo do autor e
trabalhando as teorias que davam sustentação à compreensão das diversas categorias que são abrangidas pela obra. A professora de História
orientou a turma do 8º ano C, responsável pela última parte da obra: A
Luta.
Texto II
O jagunço, saqueador de cidades, sucedeu ao garimpeiro, saqueador da
terra. O mandão político substituiu o capangueiro decaído. [...] Ora, aqueles homens, depois de esboçarem talvez a única feição útil da nossa atividade naqueles tempos, tiveram desde o começo do século XVIII,
quando se desvendaram as lavras do Rio de Contas à Jacobina, perigosos agentes que, se lhes não derrancaram o caráter varonil, o nortearam
a lamentáveis destinos. De feito, transmudaram-se em contato com os
sertanistas gananciosos. Estes vinham, então, do oriente, espavorindo a
ferro e fogo o selvagem e fundando povoados que, ao revés dos já existentes, não tinham o germe de uma fazenda de gado, mas as ruínas das
malocas. Bateram rudemente a região, estacionando largo tempo ante a
barreira de serras que vão de Caetité para o norte; e quando as minas
esgotadas lhes demandaram aparelhos para a exploração intensiva, tiveram, logo adiante, entre as matas que vão de Macaúbas a Açuruá, novas
paragens opulentas, atraindo-os para o âmago das terras
(CUNHA, Euclides da. Os Sertões. 1984, p. 127).
A professora de História, responsável pela orientação da 3ª parte: a Luta, discutiu o autor no seu tempo e as representações do contexto histórico na transição para república e nos conflitos brasileiros.
Com relação à proposta da atividade interdisciplinar na disciplina de História e considerando os textos-base para esta questão, é CORRETO afirmar:
Leia os textos abaixo:
Texto I
Segundo Lilia Schwarcz, a lista dos títulos de nobreza no Brasil era longa
e abrasileirada: Bujuru, Sirinhaém, Batovi, Coruripe, Ingaí, Juruá, Paranagaba, Piaçabuçu, Saramenha, Sincorá, Uruçuí, Itapororoca, Aratanha,
Cascalho, Tacaruna, Aramaré, Icó, Poconé, Quissamã, Saicã, Sinimbu,
Toropi, Tracunhaém, Solimões, Jurumirim, Uraraí... para além desses,
também havia aqueles que indicavam uma localização geográfica relacionada, de alguma forma, à pessoa agraciada com a mercê (nascimento
ou de atividade política, propriedade ou batalha) como Amazonas, Paraná, Mauá.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 178).
Texto II
Durante o Império brasílico (1822-1889), o Brasil experienciou sua própria
Corte, que, nos moldes do mundo europeu, definia a vida pública e dava
sustentação à estrutura social e política. Compunha o espaço público e
foi formalizada com a transferência de D. João VI, que incorporou no Brasil as tradições vindas da Europa. Quem concedia os títulos de nobreza
no Brasil, durante o Império, era o Poder executivo, geralmente como pagamento de favores às pessoas que obtinham status, títulos, honras e
distinções, cargos, funções e participação das formalidades e da intimidade do imperador.
Sobre a corte no império brasílico, é CORRETO afirmar:
A chegada dos europeus ao Brasil promoveu também o encontro com os indígenas Tupiniquins, pertencentes à Grande família Tupinambá (tronco Tupi-Guarani) que transmitiram todo o aprendizado sobre si mesmos e sobre os seus inimigos, chamados de tapuias (escravos). Essas impressões sustentaram a distinção entre os grupos indígenas brasileiros entre amigos e hostis, ou entre indígenas do litoral e do sertão. As necessidades econômicas acabaram por promover perseguição e expulsão, assim como o aldeamento e a catequese, sob controle dos jesuítas, para controle da terra e do seu povo originário. Durante o Brasil colonial, Tomé de Souza, padres jesuítas e depois o Marquês de Pombal criaram diretrizes para solucionar a questão indígena e dar segurança à colonização e ao interesse da busca por riquezas no território. Particularmente, as orientações pombalinas expulsaram os jesuítas, criando o Diretório dos índios, regulamentando as funções dos administradores, mantendo a determinação da catequese, e, depois, as Cartas Régias, de 1808, decretaram a “guerra justa” contra os Botocudos de Minas Gerais, autorizaram o cativeiro por 15 anos, a partir do batismo, e concederam terras para os nobres da corte, expulsando ainda mais os indígenas para o interior.
Sobre os indígenas no Brasil colonial, é CORRETO afirmar: