Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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(SILVA, Kalina Vanderlei In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas de História. São Paulo, Editora Contexto, 2009).
A biografia é um instrumento que oferece possibilidades para a sala de aula. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
Segundo Jacques Le Goff, em seu livro História e Memória, de alguma forma, todo documento é uma mentira, já que é o resultado de uma “montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que o produziram(...).”
De acordo com o autor podemos afirmar que:
Objetos são portadores de informações sobre costumes, técnicas, condições econômicas, ritos e crenças de nossos antepassados. Essas informações ou mensagens são obtidas mediante uma “leitura” dos objetos, transformandoos em “documentos”. A questão essencial é: como transformar os objetos em fonte de conhecimento histórico?
O trecho aborda que tipo de investigação histórica:
“O documento não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder.”
A afirmação de Le Goff nos remete a uma característica importante do ofício do historiador, que é:
I. A conexão entre passado e presente promove a empatia histórica, permitindo que os alunos entendam e apreciem as experiências de pessoas em diferentes períodos e contextos. Isso pode levar a uma maior tolerância e compreensão multicultural.
II. A história da arte revela os processos que moldaram as desigualdades econômicas contemporâneas. A Revolução Industrial apenas transformou as economias locais porque estabeleceu padrões de desenvolvimento sociais que influenciam as nações industrializadas em desenvolvimento.
III. Hayden White e outros teóricos argumentam que o entendimento histórico é sempre moldado pelas perspectivas do presente, um conceito conhecido como presentismo. Isso sugere que o ensino da História deve reconhecer que os alunos interpretam o passado através das lentes de suas próprias experiências e contexto atual.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Não eram atividades previstas para serem realizadas naquele momento:
HALBWACHS, M. La mémoire collective, p. 134. In: REVEL, Jacques. Proposições: ensaios de história e historiografia. Rio de Janeiro: Eduerj, 2009. p. 63.
Sobre a leitura que Maurice Halbwachs empreende das relações entre história e memória, é correto afirmar:
De acordo com o exposto, assinale a alternativa que não se relaciona com a emergência desse tipo de trabalho na historiografia.
( ) Conhecer realidades históricas singulares, distinguindo diferentes modos de convivência nelas existentes.
( ) Caracterizar e distinguir relações sociais da cultura com a natureza em diferentes realidades históricas.
( ) Caracterizar e distinguir relações sociais de trabalho em diferentes realidades históricas.
( ) Refletir sobre as transformações tecnológicas e as modificações que elas geram no modo de vida das populações e nas relações de trabalho.
A sequência correta é:
[Discurso de posse de Ailton Krenak na Academia Brasileira de Letras, 2024]
A tradição oral é um elemento fundamental para a preservação e para a transmissão da cultura dos povos, assim como a escrita ou qualquer outro tipo de produção humana e social. Com base na importância da oralidade, como aspecto de manutenção da história, assinale a alternativa correta:
A relação entre Tempo e História é um campo de estudo complexo e multifacetado, abordado por filósofos e historiadores de diferentes maneiras. Ao contrário do tempo científico, o tempo na historiografia é visto de forma distinta, sendo uma combinação de aspectos teóricos e práticos. Para historiadores, o tempo é fundamental para a criação das narrativas históricas e reflete a experiência individual e cultural. Cada sociedade tem sua própria compreensão do tempo, que pode ser cíclico, linear, estático ou dinâmico, influenciando a forma como entendem suas interações com a natureza e a sociedade. O termo “tempo” pode significar várias coisas, como passado, ciclos ou eras, o que pode complicar as discussões teóricas e compreensão pública. Diversas filosofias e teorias sobre o tempo, como cronologias e periodizações, surgem de diferentes visões culturais e históricas.
Guezer, Raqual. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24, Oct. 2002. Disponível em: GLEZER, Raquel. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24,Oct. 2002. Disponível em: <http:icienciaecultura.bvs.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S000-672520020002000218Ing=en&nrm=iso>. Acesso em 21 Julho 2024.
A relação entre Tempo e História envolve uma série de conceitos e abordagens teóricas que influenciam a forma como interpretamos o passado. O entendimento do tempo, na historiografia, difere do conceito científico e pode afetar a maneira como os historiadores constroem suas narrativas e análises. Com base nas informações fornecidas e no seu conhecimento sobre a teoria histórica e as noções de tempo, assinale a alternativa correta:
Acerca do Império Songhai, julgue as frases abaixo.
I. O Império Songhai teve suas origens na cidade de Gao, que já era um importante centro comercial no rio Níger desde o século XI. O povo Songhai estabeleceu sua presença na região e começou a se expandir no século XV.
II. A expansão do império foi significativamente impulsionada durante o reinado de Sonni Ali, que governou de 1464 a 1492. Sob sua liderança, o Songhai derrotou o Império Mali, que estava em declínio, e expandiu seu território, conquistando importantes cidades como Tombuctu e Djenné, centros comerciais e culturais que eram cruciais para o controle das rotas comerciais.
III. A administração do Império Songhai, especialmente durante o reinado de Askia Muhammad, era descentralizada. Nesse sentido, o império era composto por vários estados vassalos e províncias que mantinham um certo grau de autonomia, com governadores locais (ou "farbas") nomeados para coletar tributos e manter a ordem.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):
I. A relação passado/presente não se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos selecionados.
II. O que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os indivíduos construíram, com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais.
III. O exercício do "fazer história", de indagar, é marcado, inicialmente, pelo conhecimento de um "Outro", às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Em seguida, amplia-se para a constituição de um sujeito.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):