Questões de Concurso
Sobre história e geografia do estado de goiás em história e geografia de estados e municípios
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Disponível em: <https://www.corumbaconcessoes.com.br/uhe-corumba-iv/a-historia/>. Acesso em: 15 dez. 2022, com adaptações.
Em relação ao lago de Corumbá IV e a seus usos, assinale a alternativa correta.
Eu não me cansava de admirar aquela variedade de cores, desde o verde negro até o verde água, palmeiras mais altas que as do Jardim Botânico enlaçam os leques formando a mais linda abóbada que se possa imaginar. Árvores derrubadas por raios. (...) A árvore da copaíba da qual decorre a resina que tem o nome de copaíba. (...). Árvores de 4 metros de circunferência, algumas servindo de toca de animais (...). Havia lugares onde os bambus se cruzavam por tal forma que era preciso passar por baixo deles todos curvados, quase a cabeça a tocar as orelhas do animal. Anda-se assim léguas e léguas e é tão espesso o teto de verdura, que não penetra um raio de sol.
CURADO, Augusta Faro Fleury. Do Rio de Janeiro a Goiás (1896). 3 ed. Goiânia: Kelps/UCG, 2005, p. 64.
Essas localidades são, atualmente, as cidades de
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra62103/nossasenhora-do-bom-parto>. Acesso em: 20 mar. 2022.
A imagem de Nossa Senhora do Bom Parto, retratada na figura, é obra de um escultor e dourador goiano do século XIX cognominado, pela excelência de seu trabalho, o “Aleijadinho Goiano”. Trata-se de qual artista?
O estigma de terra do "atraso", da "decadência", do marasmo e do ócio, serviu para se identificar o goiano por vários séculos, até que outra construção e outro estigma o substituísse, baseado na ideia de modernização em forma de progresso apregoada após o movimento de 1930. Através do viés do progresso os arautos de 30 procuraram reconstruir a imagem de Goiás e imprimir uma face mais contemporânea ao estado, o que poderia ser visto como a tentativa de inserir a região na construção da nação.
CHAUL, Nasr Fayad. A identidade cultural do Goiano. Ciência e Cultura, v. 63, n. 3, São Paulo, jul. 2011. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php? pid=S0009-67252011000300016&script=sci_arttext&tlng=es>. Acesso em: 25 abr. 2022. (Adaptado)
No âmbito político, a reconstrução da imagem do estado foi marcada pelo alinhamento com o governo nacional, cujo objetivo era
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra62103/nossasenhora-do-bom-parto>. Acesso em: 20 mar. 2022.
A imagem de Nossa Senhora do Bom Parto, retratada na figura, é obra de um escultor e dourador goiano do século XIX cognominado, pela excelência de seu trabalho, o “Aleijadinho Goiano”. Trata-se de qual artista?
O governo Mauro Borges foi o primeiro a propor, como diretriz de ação, um “plano de desenvolvimento Econômico de Goiás” (1961 – 1965) abrangendo todas as áreas: agricultura e pecuária, transportes e comunicações, energia elétrica, educação e cultura, saúde e assistência social (...). Outro empreendimento importante que nasceu no governo Mauro Borges foi a tentativa de reforma agrária através de uma experiênciapiloto: o combinado Agro-urbano de Arraias.
PALACÍN, Luís; MORAES, Maria Augusta de Sant’Anna. História de Goiás (1722 – 1972). Goiânia: Editora da PUC, 2001. p. 121 – 123.
Essa experiência foi fortemente inspirada no modelo de socialismo cooperativista
A Região Metropolitana de Goiânia, criada pela Lei Complementar nº 149 de 15 de maio de 2019, foi instituída para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções de interesse comum de Goiânia e outros vinte municípios, alguns deles conurbados à capital. Fazem parte desta Região Metropolitana, além de Goiânia, os seguintes municípios:
Foi um dos principais idealizadores e primeiro presidente da SGP, Sociedade Goiana de Pecuária, sigla que seria alterada depois para SGPA, Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura. Fundada no dia 19 de maio de 1941. [...] Escolhido para presidir a Comissão de Desapropriação de Terras para a Construção de Brasília, conseguiu o fantástico feito, junto a 84 fazendeiros, de venderem cada alqueire de suas terras por 80 centavos da moeda da época, o cruzeiro.
GALLI, Ubirajara. A História da Pecuária em Goiás: do primeiro gado aos dias de hoje. Goiânia: Contato / Editora da UCG, 2005. p. 46.
A partir dos fatos elencados na citação, é possível identificar o personagem referenciado como sendo o
Defendemos a ideia de que não é historicamente sustentável a teoria de Itami Campos, para quem as oligarquias dominantes de Goiás na Primeira República de tudo fizeram para manter o Estado atrasado como forma de continuidade de seu poder politico. Para nós, foi a época em que, economicamente, Goiás mais se desenvolveu.
CHAUL, Nasr Fayad. Prefácio à terceira edição. In: SILVA, Colemar Natal e. História de Goiás. Goiânia: Instituto Goiano do Livro, 2002. p. 19.
O trecho citado contrapõe as ideias do historiador Nasr Fayad Chaul, autor de Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade, e do sociólogo Itami Campos, autor de Coronelismo em Goiás. A perspectiva da desconstrução da ideia de “decadência” goiana fundamenta-se