Questões de Concurso
Sobre urbanização em geografia
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Segundo A b’Sáber, o território brasileiro, devido à sua magnitude espacial, comporta um mostruário bastante completo das principais paisagens do mundo tropical. Com relação à exploração e à preservação dessas paisagens, julgue o item a seguir.
A partir da década de 1960 e, sobretudo, ao longo dos anos
1970 do século XX, a agricultura comercial, especialmente a
da soja, atingiu grandes extensões dos cerrados, deslocando
fronteiras agrícolas e viabilizando a economia rural de grandes
espaços, até então mal aproveitados e improdutivos.
Segundo A b’Sáber, o território brasileiro, devido à sua magnitude espacial, comporta um mostruário bastante completo das principais paisagens do mundo tropical. Com relação à exploração e à preservação dessas paisagens, julgue o item a seguir.
No passado, vastas áreas cobertas por florestas atlânticas foram
devastadas para a extensão dos canaviais e dos cafezais em
diferentes áreas do país. Apenas a cultura do cacau, no sul da
Bahia, pôde ser introduzida sem que fosse necessária a
eliminação total da cobertura vegetal.
O espaço geográfico é objeto de disputas sociais em um processo histórico e contínuo. Acerca desse assunto, julgue o seguinte item.
Os controles da localização da infraestrutura urbana,
da localização dos aparelhos do Estado, da legislação de
uso e da ocupação do solo são mecanismos de controle
do espaço urbano.
O espaço geográfico é objeto de disputas sociais em um processo histórico e contínuo. Acerca desse assunto, julgue o seguinte item.
Considerando como ponto de partida a classe dominante, tem-se
que o controle da produção e do consumo no espaço urbano
ocorre por meio de três esferas: a econômica, a política e a
ideológica.
A utilização dos espaços ocorre em função de uma complexa articulação de elementos em diferentes níveis hierárquicos e sociais. Quanto ao processo de apropriação do espaço geográfico em situações distintas, julgue o próximo item.
Os espaços públicos passam por diferentes situações de
apropriação, e a informalidade na economia brasileira revelou
uma situação complexa em várias cidades, a dos ambulantes.
Na maioria dos casos, eles possuem autorização oficial para
usar esses espaços, no entanto não estão devidamente
registrados na sua atividade.
A utilização dos espaços ocorre em função de uma complexa articulação de elementos em diferentes níveis hierárquicos e sociais. Quanto ao processo de apropriação do espaço geográfico em situações distintas, julgue o próximo item.
Nas últimas décadas, a abordagem conservacionista ganhou
respaldo na sociedade mundial e diversas ações têm sido
adotadas pelos governos com vistas a manter os recursos da
biodiversidade, sendo um exemplo disso a criação de unidades
de conservação.
A utilização dos espaços ocorre em função de uma complexa articulação de elementos em diferentes níveis hierárquicos e sociais. Quanto ao processo de apropriação do espaço geográfico em situações distintas, julgue o próximo item.
A observação dos aspectos geomorfológicos (embasamento
geológico, solos, topografia, graus de declividade, cursos de
água, forma das vertentes) deve ser elemento fundamental na
implantação de atividades antrópicas, como agricultura e
urbanização. No entanto, tal necessidade não é usual na
atualidade, pois os procedimentos de modelagem indicam de
maneira precisa e eficaz como tais ações devem ocorrer.
A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano. As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro: a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.
R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2013, p. 40-60 (com adaptações).
Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue.
Na cidade conurbada, as áreas de consumo de bens e serviços
não são as mesmas para todos, e o tempo de deslocamento até
elas é razão de diferenciação, o que facilita a elaboração de
uma representação de centralidade urbana que seja a base de
construção de identidades e de memória urbana.
A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano. As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro: a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.
R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2013, p. 40-60 (com adaptações).
Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue.
A segregação residencial resulta na minimização dos
movimentos sociais, por afastar a população pobre das áreas
centrais urbanas, e na maximização das representações das
diferentes áreas sociais.
A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano. As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro: a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.
R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2013, p. 40-60 (com adaptações).
Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue.
A segregação residencial é um processo espacial que se
manifesta por meio de áreas sociais relativamente homogêneas
internamente e heterogêneas em relação umas às outras.
A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano. As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro: a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.
R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2013, p. 40-60 (com adaptações).
Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue.
A segregação residencial tanto nas grandes quanto nas
médias e pequenas cidades pode ser considerada como
autossegregação, segregação imposta e segregação induzida.
O planejamento das cidades no Brasil é atribuição da gestão municipal que utiliza vários instrumentos legais. Sobre o assunto, analise as afirmativas.
I - O Plano Diretor é o instrumento básico da política municipal de desenvolvimento e expansão urbana, que tem como objetivo ordenar o desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.
II - O Zoneamento Urbano usualmente é definido em duas escalas: a primeira, denominada macrozoneamento, consiste na delimitação das zonas urbana, de expansão urbana, rural e macrozonas especiais (geralmente de proteção ambiental) do município; a segunda, o zoneamento propriamente dito, irá estabelecer as normas de uso e ocupação para a cidade.
III - O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) é um instrumento para identificação, avaliação e análise de impactos ocorridos no meio urbano, proporcionando ao poder público a possibilidade de analisar o empreendimento em questão, discutir seu licenciamento e as medidas mitigadoras e compensatórias a serem aplicadas.
IV - O Estatuto da Cidade, lei que regulamenta a política de zoneamento, é responsável pelo cumprimento da função das propriedades distritais e normatiza as formas de uso e ocupação do solo via ampliação das possibilidades de regularização das posses.
Está correto o que se afirma em
Uma reintegração de posse em um conjunto de quatro prédios da empresa de telefonia Oi, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, começou com o confronto entre Policiais Militares (PM) e moradores na manhã dessa sexta-feira (11). Os 1.650 PM que participaram da ação cercaram o terreno que tem 50 mil metros quadrados e que não estavam ocupados pela empresa, e, por volta das 6 h, entraram para iniciar a desocupação acompanhados por uma retroescavadeira para derrubar os barracos, que haviam sido erguidos. Parte das famílias, que ocupavam a área, saiu pacificamente, mas outros resistiram e colocaram fogo em partes dos prédios invadidos.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/04/1439097-pm-cumprereintegracao-de-posse-de-predio-no-rj.shtml. Acesso em 11/04/2014.)
O processo de produção da cidade desemboca na produção da cidade enquanto mercadoria, como extensão do mundo da mercadoria, nesta condição o acesso à terra urbana, imerso no universo da troca, está subjugado ao mercado.
(CARLOS, A. F. A. Urbanização, Crise Urbana e Cidade no Século XXI. In: SILVA, J. B. da (Org.). Panorama da Geografia Brasileira II. São Paulo: Annablume, 2006.)
Assinale a afirmativa que explica a situação exposta nos textos.
SANTOS, M.; SILVEIRA, M. O Brasil - Território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. p.207.
Na concepção dos autores acima, os dados apresentados são indicativos de uma tendência na estrutura territorial brasileira denominada
Em relação aos fluxos eletrônicos registrados no mapa acima, a região metropolitana de São Paulo se impôs como o principal nó da rede, seguida pela região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com os níveis de hierarquia dos nós dessa rede, duas das cidades que ocupam o quarto nível são
A segregação socioespacial e sua forma mais avançada e complexa de expressão, a fragmentação socioespacial, são, contraditoriamente, os processos que negam e redefinem a centralidade. Transformam-na em centralidade segmentada social e funcionalmente, dispersa no território e difusa na representação que elaboramos sobre a própria cidade e sobre a rede urbana, visto que a centralidade pode ser compreendida e apreendida em múltiplas escalas.
SPOSITO, M. A produção do espaço urbano, escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais. In: Carlos, A. et al. (Org.). A produção do espaço urbano. São Paulo: Contexto, 2011, p.138.
TEXTO II
Do ponto de vista da reprodução do capital, a metrópole transforma-se na “cidade dos negócios", o centro da rede de lugares que se estrutura no nível mundial com mudanças constantes nas formas. A silhueta dos galpões industriais dá lugar a novos usos, substituídos por altos edifícios de vidro, centros de negócios, shopping centers, ou mesmo igrejas evangélicas, como produto da migração do capital para outras atividades – turismo, lazer, cultura, informática etc., reforçando a centralização econômica, financeira e política de uma metrópole como São Paulo.
CARLOS, A. O espaço urbano. Novos escritos sobre a cidade.São Paulo: Contexto, 2004, p.70. Adaptado.
A análise comparativa dos Textos I e II conduz à seguinte conclusão:
I. O sistema capitalista de produção organiza o espaço independente das ocupações históricas, construindo e destruindo segundo a lógica de acumulação.
II. Embora os lugares se modifiquem qualiquantitativamente ao longo da história, as raízes do povoamento influenciam o que vem em seguida.
III. As tendências de concentração populacional se repetem historicamente, independente da tentativa de fixar grupos sociais em áreas do interior, como mostra o exemplo brasileiro.
IV. O modelo de (re)produção espacial está intimamente ligado e dependente da disponibilidade e organização da infraestrutura de transporte, que facilita a circulação de pessoas e mercadorias.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Sobre a metropolização e os dilemas de gestão destes espaços, é CORRETO afirmar:
“O espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por objetos fabricados, objetos técnicos, mecanizados e, depois, cibernéticos, fazendo com que a natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina.”