Questões de Concurso Comentadas sobre meio ambiente na geografia em geografia

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Q4294658 Geografia
Um município pretende utilizar ferramentas de geoprocessamento para subsidiar o planejamento ambiental, permitindo identificar áreas suscetíveis à erosão, monitorar o uso e ocupação do solo, mapear Áreas de Preservação Permanente (APPs) e acompanhar alterações na cobertura vegetal ao longo do tempo.

Sobre a aplicação do geoprocessamento à gestão ambiental, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4282069 Geografia
Leia o texto a seguir.

A retirada da cobertura vegetal e o uso inadequado do solo favorecem a intensificação dos processos erosivos, comprometendo a dinâmica ambiental e aumentando a degradação das vertentes.

ROSS, J. L. S. Ecogeografia do Brasil: subsídios para planejamento ambiental. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. [Adaptado].

No contexto apresentado, a intensificação dos processos erosivos está associada
Alternativas
Q4278878 Geografia
O comportamento dos sistemas naturais pode ser influenciado por fenômenos climáticos que alteram padrões atmosféricos e hidrológico sem diferentes regiões. Essas alterações podem afetar a dinâmica da vegetação, a disponibilidade de água e a ocorrência de eventos ambientais com intensidades distintas ao longo do território brasileiro. Considerando os possíveis efeitos do El Niño, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4273448 Geografia
O Acordo de Paris completou dez anos em 12/12/2025, e segue como um marco da cooperação internacional no enfrentamento à mudança do clima. Para a presidência da COP30, o compromisso foi essencial para desacelerar o aquecimento da Terra e incentivar a ambição na redução de emissões dos gases do efeito estufa. Negociado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o compromisso foi adotado em 2015, na COP21, pelas 195 partes participantes. O tratado determina que os países devem agir para limitar o aquecimento do planeta a:
Alternativas
Q4273213 Geografia
A análise dos grandes domínios morfoclimáticos brasileiros, proposta por Aziz Ab'Saber, constitui uma base fundamental para a compreensão da inter-relação entre os elementos naturais e as intervenções da sociedade. A gestão ambiental contemporânea exige o reconhecimento desses domínios e a adoção de matrizes energéticas sustentáveis.

Com base nos aspectos ambientais e na gestão dos recursos naturais no Brasil, analise as afirmativas a seguir:

I.O Domínio Amazônico caracteriza-se por uma bacia hidrográfica de monumental expressão e por florestas latifoliadas, cujos solos, em sua maioria pobres em nutrientes, mantêm sua fertilidade através da ciclagem rápida de matéria orgânica proporcionada pela própria serapilheira.
II.A expansão das energias renováveis no Brasil, como a solar fotovoltaica e a eólica, tem ganhado destaque na matriz elétrica nacional, contribuindo para a diversificação energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
III.As áreas de transição entre os domínios morfoclimáticos, por apresentarem menor biodiversidade e estabilidade ecológica que os núcleos dos domínios, são imunes a processos de degradação ambiental causados pela atividade antrópica.
IV.A intervenção humana desordenada no Domínio da Caatinga, através do sobrepastoreio e do desmatamento para uso lenheiro, pode acelerar processos de desertificação, afetando gravemente a dinâmica socioeconômica e ambiental da região semiárida.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4273211 Geografia
Os domínios morfoclimáticos brasileiros, definidos por Aziz Ab'Saber, correspondem a grandes áreas do território caracterizadas pela interação entre elementos naturais, como relevo, clima, vegetação e hidrografia. A ocupação e as atividades econômicas desenvolvidas nesses espaços têm provocado diferentes impactos ambientais, tornando necessária a adoção de medidas voltadas à conservação dos recursos naturais.
Considerando as características dos domínios morfoclimáticos brasileiros e os principais impactos ambientais relacionados à ação humana, analise as afirmativas a seguir:

I.O Domínio dos Cerrados tem sofrido intensa conversão de suas terras nativas para a expansão da agricultura comercial de grãos, o que compromete importantes aquíferos subterrâneos e a biodiversidade local.
II.A gestão ambiental no Brasil pressupõe a conciliação entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação dos ecossistemas, sendo fundamental o uso de fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica.
III.Os impactos ambientais na Amazônia restringem-se estritamente à poluição atmosférica urbana, não havendo desmatamento ou perda de biodiversidade associada a atividades madeireiras ou pecuárias.
IV.Projetos de preservação e recuperação da Mata Atlântica têm se mostrado importantes para a conservação desse bioma, uma vez que a área atualmente preservada já corresponde a mais de 50% de sua cobertura original.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4273204 Geografia
O debate sobre a sustentabilidade e as mudanças ambientais globais tem redefinido a gestão dos recursos naturais. O uso das águas continentais e oceânicas, em particular, enfrenta desafios crescentes devido à poluição, ao desperdício e às alterações nos ciclos hidrológicos causadas pela atividade humana.
Com base nos problemas ambientais contemporâneos e nas estratégias de conservação, assinale a alternativa que apresenta uma proposição correta.
Alternativas
Q4262899 Geografia
A desertificação é um fenômeno causado pela transformação do meio natural pelas atividades humanas, que resulta em graves prejuízos ambientais e sociais para a humanidade. A desertificação no Brasil ocorre na região Nordeste e na porção norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Assinale a alternativa que apresenta a afirmativa CORRETA sobre o fenômeno a que o trecho se refere.
Alternativas
Q4258487 Geografia

Eventos climáticos extremos afetam diferentes regiões do mundo e do Brasil, com reflexos sobre moradia, alimentos e deslocamentos populacionais.


Assinale a alternativa correta em relação ao tema.

Alternativas
Q4257579 Geografia
A configuração ambiental de Araguaína resulta da articulação entre diferentes domínios naturais e usos econômicos do território. Considerando a paisagem municipal, podemos afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Brusque - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Analista de Informática | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Ginecologista/Obstetra | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Endocrinologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Psiquiatra | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Urologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Pneumologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Proctologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Ortopedista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Mastologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Fiscal do Meio Ambiente | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Fonoaudiólogo | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Otorrinolaringologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Arte Educador • Artesanato | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Cardiologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Florestal | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Educador Físico | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Economista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Emergencista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Biólogo | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Médico Especialista • Gastroenterologista | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Engenheiro Civil (Engenharia de Tráfego) | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Analista de Transportes | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Arte Educador • Música | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Professor Língua Portuguesa | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Professor Língua Inglesa | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Professor Matemática | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Brusque - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4256867 Geografia
O Relatório de Riscos Globais 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, classifica eventos climáticos extremos entre as principais ameaças globais da próxima década, com impactos diretos sobre populações vulneráveis e fluxos migratórios internacionais. 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre mudanças climáticas e deslocamentos populacionais forçados no cenário contemporâneo.
Alternativas
Q4256197 Geografia

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Interações entre as mudanças climáticas e os

impactos socioeconômicos


    Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.


    Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.


    Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.


        O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.


    É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.


Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e

Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.

Com base nas informações apresentadas no texto sobre os impactos das mudanças climáticas nas zonas costeiras brasileiras, analise as partes que seguem:
(1a parte): A acidificação marinha beneficia a produtividade pesqueira, reduzindo os impactos econômicos das mudanças climáticas nas zonas costeiras.
(2a parte):A extensa linha de costa brasileira torna o país particularmente suscetível à redução do nível do mar, fator que ameaça a infraestrutura urbana.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4256194 Geografia

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Interações entre as mudanças climáticas e os

impactos socioeconômicos


    Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.


    Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.


    Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.


        O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.


    É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.


Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e

Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.

A constatação de que o aquecimento médio no Brasil é significativamente superior à média global é atribuída no texto a uma razão de natureza:
Alternativas
Q4254565 Geografia
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém (PA) em 2025, trouxe ao Brasil milhares de visitantes, incluindo chefes de Estado, diplomatas, jornalistas e representantes da sociedade civil. No entanto, um dos principais desafios enfrentados pela organização foi a chamada “crise de hospedagem”, amplamente noticiada pela imprensa. O que caracterizou a crise de hospedagem durante a COP 30 em Belém? 
Alternativas
Q4249265 Geografia
No contexto da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, foram debatidos mecanismos de financiamento climático, adaptação e redução de emissões. Considerando os princípios do desenvolvimento sustentável e da justiça climática, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4249250 Geografia
A crise ambiental contemporânea é um reflexo da complexa interação entre os modelos de produção e consumo, a dinâmica demográfica e as limitações biofísicas do planeta. A urbanização acelerada, a industrialização intensiva e a agricultura em larga escala, embora pilares do desenvolvimento econômico, geram impactos ambientais significativos, como a perda de biodiversidade, a contaminação de ecossistemas e as mudanças climáticas. Nesse contexto, a busca por soluções sustentáveis exige uma abordagem sistêmica que transcenda a mera mitigação de danos, promovendo uma reestruturação das relações sociedade-natureza.

Considerando o exposto, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4247576 Geografia
A Caatinga é o foco da expansão das energias renováveis no Brasil, que acontece em ritmo acelerado desde 2011 e alçou o país ao posto de sexto maior produtor de energia eólica e oitavo em solar. Com ventos fortes e alta irradiação, o único bioma totalmente brasileiro tem puxado esse crescimento das matrizes eólica e fotovoltaica, com 35,35 dos 38,71 gigawatts (GW) de potência instalada no Brasil – quase um quinto da capacidade energética nacional em 2023, conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
https://oeco.org.br/reportagens/caatinga-vive-o-dilema-da-transicao-energeticajusta/

Considerando as informações do texto sobre a expansão das energias renováveis na Caatinga e os conhecimentos sobre as características geográficas e socioambientais do Semiárido, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.

( ) A expansão contemporânea dos parques eólicos restringe-se às planícies litorâneas, visto que o relevo interiorano da Caatinga atua como barreira topográfica que dissipa a velocidade e a unidirecionalidade dos ventos.

( ) A fixação de aerogeradores em topos de serras e chapadas, que funcionam como refúgios de biodiversidade e zonas de recarga hídrica, tensiona a agenda de conservação ambiental frente ao avanço da infraestrutura energética.

( ) O avanço do capital energético sobre o Semiárido reproduz lógicas de injustiça ambiental, gerando impactos cotidianos sobre comunidades locais e pautando a necessidade de uma transição energética justa.



As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q4247575 Geografia
O Pantanal, a maior planície alagável do mundo, vive o período mais seco das últimas quatro décadas. O levantamento, feito pelo MapBiomas a partir da Coleção 10 de mapas de cobertura e uso da terra no Brasil, cobrindo o período de 1985 a 2024, revela que a área anual que permanece alagada no bioma diminuiu 75%, passando de 1,6 milhão de hectares na primeira década (1985- 1994) para 460 mil hectares na última (2014-2024). O ano de 2024 foi o mais seco de toda a série histórica; a área alagada ficou 73% abaixo da média. A última grande cheia, registrada em 2018, foi 22% mais seca do que a primeira grande cheia da série, em 1988. O bioma tem enfrentado períodos de cheias menores e secas mais severas a cada década.
https://brasil.mapbiomas.org/2025

Considerando as informações apresentadas no texto e os conhecimentos sobre a dinâmica hidrológica do Pantanal, a relação entre a planície pantaneira e a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai (BAP), bem como os impactos socioambientais recentes no bioma, analise as proposições a seguir.

I. Nas últimas décadas, a conversão da vegetação nativa para o uso agropecuário nas áreas de planalto da BAP alterou os processos de infiltração e o tempo de concentração da água, impactando o regime de vazão e o pulso de inundação na planície pantaneira.

II. A retração drástica da área alagada do Pantanal descrita no texto decorre predominantemente de anomalias ligadas a dinâmicas microclimáticas de precipitações orográficas restritas à BAP.

III. Na planície pantaneira, a substituição de fitofisionomias originais por pastagens exóticas em processo de degradação ambiental compromete a retenção hídrica do solo, enquanto a mineração intensifica os processos de assoreamento e contaminação química dos corpos d'água.


Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4247571 Geografia
Na década de 1970, o cientista brasileiro Eneas Salati quebrou o dogma de longa data de que a vegetação é simplesmente consequência do clima e não tem influência alguma sobre ele. Usando razões isotópicas de oxigênio em amostras de água da chuva coletadas do Atlântico até a fronteira com o Peru, ele conseguiu demonstrar que a Amazônia gera aproximadamente metade de sua própria precipitação reciclando a umidade de 5 a 6 vezes, à medida que as massas de ar se movem do Atlântico através da bacia para o oeste.

Adaptado de Lovejoy, T. E., & Nobre, C. (2018). Amazon Tipping Point. Science Advances, 4(2)

Um professor de Geografia do Ensino Médio planeja uma sequência didática sobre o tipping point e desmatamento na Amazônia. Após a leitura do trecho citado, os estudantes compreenderam a reciclagem de umidade, mas apresentaram dificuldades em dimensionar a escala espacial dos efeitos do desmatamento e em perceber que a degradação da floresta pode afetar áreas distantes da região desmatada.
Para desenvolver essa compreensão sobre a escala espacial dos impactos do desmatamento, o professor deve
Alternativas
Q4247568 Geografia
Os mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) operam hoje com 38,4% da capacidade, o menor índice em dez anos. O volume armazenado está acima apenas dos níveis registrados durante a crise hídrica de 2015. A trajetória de queda vem desde 2023, quando os reservatórios estavam em 72,5%.
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/08/26/

A situação apresentada evidencia os desafios relacionados à disponibilidade e ao gerenciamento dos recursos hídricos em regiões metropolitanas.
Considerando a gestão das águas no Brasil, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.

( ) A progressiva interligação hidráulica entre diferentes sistemas produtores, como Cantareira, Alto Tietê e Paraíba do Sul, visa aumentar a resiliência espacial do abastecimento, permitindo a transferência de vazão em resposta a assimetrias climáticas regionais.

( ) Em situações de escassez crítica e de estresse hídrico decretado, a legislação brasileira prevê que o uso dos recursos hídricos deve priorizar as atividades econômicas de maior valor agregado, como a indústria e o agronegócio, para evitar o colapso financeiro regional.

( ) A gestão dos recursos hídricos no estado de São Paulo estrutura-se de forma descentralizada por meio de Comitês de Bacias Hidrográficas, instâncias colegiadas com poder decisório que integram o Estado, os usuários e a sociedade civil.


As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Respostas
41: B
42: A
43: D
44: D
45: B
46: B
47: A
48: E
49: E
50: C
51: E
52: C
53: C
54: C
55: D
56: A
57: B
58: E
59: A
60: B