Questões de Concurso
Comentadas sobre meio ambiente na geografia em geografia
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Sobre a aplicação do geoprocessamento à gestão ambiental, assinale a alternativa CORRETA.
A retirada da cobertura vegetal e o uso inadequado do solo favorecem a intensificação dos processos erosivos, comprometendo a dinâmica ambiental e aumentando a degradação das vertentes.
ROSS, J. L. S. Ecogeografia do Brasil: subsídios para planejamento ambiental. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. [Adaptado].
No contexto apresentado, a intensificação dos processos erosivos está associada
Com base nos aspectos ambientais e na gestão dos recursos naturais no Brasil, analise as afirmativas a seguir:
I.O Domínio Amazônico caracteriza-se por uma bacia hidrográfica de monumental expressão e por florestas latifoliadas, cujos solos, em sua maioria pobres em nutrientes, mantêm sua fertilidade através da ciclagem rápida de matéria orgânica proporcionada pela própria serapilheira.
II.A expansão das energias renováveis no Brasil, como a solar fotovoltaica e a eólica, tem ganhado destaque na matriz elétrica nacional, contribuindo para a diversificação energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
III.As áreas de transição entre os domínios morfoclimáticos, por apresentarem menor biodiversidade e estabilidade ecológica que os núcleos dos domínios, são imunes a processos de degradação ambiental causados pela atividade antrópica.
IV.A intervenção humana desordenada no Domínio da Caatinga, através do sobrepastoreio e do desmatamento para uso lenheiro, pode acelerar processos de desertificação, afetando gravemente a dinâmica socioeconômica e ambiental da região semiárida.
Assinale a alternativa correta:
Considerando as características dos domínios morfoclimáticos brasileiros e os principais impactos ambientais relacionados à ação humana, analise as afirmativas a seguir:
I.O Domínio dos Cerrados tem sofrido intensa conversão de suas terras nativas para a expansão da agricultura comercial de grãos, o que compromete importantes aquíferos subterrâneos e a biodiversidade local.
II.A gestão ambiental no Brasil pressupõe a conciliação entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação dos ecossistemas, sendo fundamental o uso de fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica.
III.Os impactos ambientais na Amazônia restringem-se estritamente à poluição atmosférica urbana, não havendo desmatamento ou perda de biodiversidade associada a atividades madeireiras ou pecuárias.
IV.Projetos de preservação e recuperação da Mata Atlântica têm se mostrado importantes para a conservação desse bioma, uma vez que a área atualmente preservada já corresponde a mais de 50% de sua cobertura original.
Assinale a alternativa correta:
Com base nos problemas ambientais contemporâneos e nas estratégias de conservação, assinale a alternativa que apresenta uma proposição correta.
Eventos climáticos extremos afetam diferentes regiões do mundo e do Brasil, com reflexos sobre moradia, alimentos e deslocamentos populacionais.
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre mudanças climáticas e deslocamentos populacionais forçados no cenário contemporâneo.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Interações entre as mudanças climáticas e os
impactos socioeconômicos
Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.
Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.
Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.
O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.
É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e
Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.
(1a parte): A acidificação marinha beneficia a produtividade pesqueira, reduzindo os impactos econômicos das mudanças climáticas nas zonas costeiras.
(2a parte):A extensa linha de costa brasileira torna o país particularmente suscetível à redução do nível do mar, fator que ameaça a infraestrutura urbana.
Pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Interações entre as mudanças climáticas e os
impactos socioeconômicos
Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.
Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.
Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.
O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.
É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e
Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.
Considerando o exposto, assinale a alternativa CORRETA:
https://oeco.org.br/reportagens/caatinga-vive-o-dilema-da-transicao-energeticajusta/
Considerando as informações do texto sobre a expansão das energias renováveis na Caatinga e os conhecimentos sobre as características geográficas e socioambientais do Semiárido, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.
( ) A expansão contemporânea dos parques eólicos restringe-se às planícies litorâneas, visto que o relevo interiorano da Caatinga atua como barreira topográfica que dissipa a velocidade e a unidirecionalidade dos ventos.
( ) A fixação de aerogeradores em topos de serras e chapadas, que funcionam como refúgios de biodiversidade e zonas de recarga hídrica, tensiona a agenda de conservação ambiental frente ao avanço da infraestrutura energética.
( ) O avanço do capital energético sobre o Semiárido reproduz lógicas de injustiça ambiental, gerando impactos cotidianos sobre comunidades locais e pautando a necessidade de uma transição energética justa.
As afirmativas são, respectivamente,
https://brasil.mapbiomas.org/2025
Considerando as informações apresentadas no texto e os conhecimentos sobre a dinâmica hidrológica do Pantanal, a relação entre a planície pantaneira e a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai (BAP), bem como os impactos socioambientais recentes no bioma, analise as proposições a seguir.
I. Nas últimas décadas, a conversão da vegetação nativa para o uso agropecuário nas áreas de planalto da BAP alterou os processos de infiltração e o tempo de concentração da água, impactando o regime de vazão e o pulso de inundação na planície pantaneira.
II. A retração drástica da área alagada do Pantanal descrita no texto decorre predominantemente de anomalias ligadas a dinâmicas microclimáticas de precipitações orográficas restritas à BAP.
III. Na planície pantaneira, a substituição de fitofisionomias originais por pastagens exóticas em processo de degradação ambiental compromete a retenção hídrica do solo, enquanto a mineração intensifica os processos de assoreamento e contaminação química dos corpos d'água.
Está correto o que se afirma em
Adaptado de Lovejoy, T. E., & Nobre, C. (2018). Amazon Tipping Point. Science Advances, 4(2)
Um professor de Geografia do Ensino Médio planeja uma sequência didática sobre o tipping point e desmatamento na Amazônia. Após a leitura do trecho citado, os estudantes compreenderam a reciclagem de umidade, mas apresentaram dificuldades em dimensionar a escala espacial dos efeitos do desmatamento e em perceber que a degradação da floresta pode afetar áreas distantes da região desmatada.
Para desenvolver essa compreensão sobre a escala espacial dos impactos do desmatamento, o professor deve
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/08/26/
A situação apresentada evidencia os desafios relacionados à disponibilidade e ao gerenciamento dos recursos hídricos em regiões metropolitanas.
Considerando a gestão das águas no Brasil, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.
( ) A progressiva interligação hidráulica entre diferentes sistemas produtores, como Cantareira, Alto Tietê e Paraíba do Sul, visa aumentar a resiliência espacial do abastecimento, permitindo a transferência de vazão em resposta a assimetrias climáticas regionais.
( ) Em situações de escassez crítica e de estresse hídrico decretado, a legislação brasileira prevê que o uso dos recursos hídricos deve priorizar as atividades econômicas de maior valor agregado, como a indústria e o agronegócio, para evitar o colapso financeiro regional.
( ) A gestão dos recursos hídricos no estado de São Paulo estrutura-se de forma descentralizada por meio de Comitês de Bacias Hidrográficas, instâncias colegiadas com poder decisório que integram o Estado, os usuários e a sociedade civil.
As afirmativas são, respectivamente,