Questões de Concurso
Sobre amazônia em geografia
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A trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30) será realizada em Belém, no estado do Pará, em novembro de 2025. Especialistas apontam que a COP-30 poderá oferecer possibilidades para a região amazônica e para a política externa brasileira. Contudo, há o alerta de que algumas contradições se impõem, sobretudo pelos elementos que envolvem a realidade cotidiana dos povos tradicionais que vivem na Amazônia brasileira e que podem colocar o governo brasileiro em uma situação delicada frente aos demais atores (internos e externos, estatais e não estatais) participantes do evento. A partir do que se espera para a COP-30, como uma possibilidade para a região amazônica e uma contradição que envolve o governo do país-sede, podemos destacar, respectivamente:
Ainda dentro da temática amplamente abordada pela geógrafa Bertha Becker, que fundamenta modelos socioeconômicos voltados à valorização da 'floresta em pé', uma das possíveis vias para o desenvolvimento sustentável da Amazônia pode ser construída por meio:
A geógrafa Bertha Becker, reconhecida como uma das principais referências científicas sobre a questão amazônica, enfatizava que a redução do desmatamento ilegal só seria viável e coerente se os instrumentos legais de fiscalização fossem acompanhados por iniciativas que promovessem a valorização da 'floresta em pé' e a potencialização das vantagens locacionais. Nesse contexto, pode-se considerar que uma parte significativa do desmatamento ilegal na Amazônia brasileira está relacionada à(ao):
Texto I
Os desmatamentos na Amazônia eliminarão uma fonte de umidade importante para a atmosfera, considerando que 56% das chuvas locais e regionais dependem da floresta. Através da superfície das folhas das árvores evaporam-se grandes volumes de água.
(José Bueno Conti; Sueli Angelo Furlan. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: Jurandyr Luciano Sanches Ross, (Org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995. Adaptado)
Texto II
A floresta amazônica exerce um papel fundamental na regulação da umidade atmosférica, através de uma intensa reciclagem da água realizada pelas árvores. Depois da chuva, a floresta tropical promove a evapotranspiração, fenômeno que consiste na combinação de processos de evaporação e transpiração intensas. A água retorna à superfície sob a forma de chuva. A floresta realiza o transporte de umidade dentro e fora da região, afetando o ciclo hidrológico e os níveis dos rios amazônicos. Além disso, a umidade originada na bacia amazônica é transportada pelos ventos para outras partes do continente, desempenhando papel importante na formação de precipitações em regiões distantes da própria Amazônia, como o Sudeste e o Sul do Brasil e a bacia do Prata.
(José A. Marengo; Gilberto Fisch. Clima e Região Amazônica. In: Iracema Fonseca de Albuquerque Cavalcanti. Nelson Jesuz Ferreira (Org.). Clima das regiões brasileiras e variabilidade climática. 1. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2021. Adaptado)
O Texto II completa a ideia do Texto I, fazendo referência a um fenômeno atmosférico denominado de
I. É o rio de maior vazão do estado de Rondônia e um dos mais caudalosos do mundo, destacando-se como principal afluente meridional do Rio Amazonas.
II. Separa Rondônia da Bolívia e atua como principal via de transporte inter-regional, conectando áreas remotas ao sistema logístico da Amazônia.
III. Abriga os complexos hidrelétricos de Santo Antônio e Jirau, integrantes do Sistema Interligado Nacional, que fornecem energia para várias regiões do Brasil.
Em relação ao Rio Madeira, está correto o que se afirma em
( ) A ocupação de Rondônia foi impulsionada pela migração e pelos projetos de colonização agrícola.
( ) A expansão da pecuária em Rondônia ocorreu sem impactos ambientais, mantendo a vegetação nativa preservada.
( ) A construção de estradas foi um fator essencial para a integração econômica e territorial do estado.
( ) A modernização da agricultura e a introdução de novas lavouras contribuíram para a diversificação produtiva do estado.
Assinale a alternativa correta.
A repetição do cenário vivido em 2023 é um alerta para o que pode se tornar cada vez mais comum nos próximos anos na região.
Disponível em https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2024/12/31/ amazonas-teve-ano-de-colapso-ambiental-com-seca-extrema-e-maisde-25-mil-focos-de-queimadas.ghtml
De acordo com o gráfico, a estação do ano em que houve o maior registro mensal de queimadas durante o ano de 2024 no Amazonas foi:
I. Os estudos de Ab'Sáber (2003) já traziam dados coletados através de imagens de satélite aliadas a estudos de campo sobre uma larga faixa de terras florestadas da periferia ao sul da Amazônia, que sofria com a devastação e o uso indevido do solo.
II. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), de 2000 a 2018, revelaram que a cobertura vegetal passou de 81,9% da área total da Amazônia em 2000, para 75,7% em 2018.
III. Dados do IBGE, de 2000-2018, revelaram que a classe de vegetação florestal deu lugar, sobretudo, a áreas de pastagem com manejo, que passaram de 248.794 km², em 2000, para 426.424 km² do bioma, em 2018.
Quais estão corretas?
O bioma da Amazônia possui um quadro natural complexo que envolve vegetação, clima, solo, hidrografia e ocupa 49% do território brasileiro. O valor da floresta amazônica preservada supera em até sete vezes os lucros potencialmente obtidos por meio de diferentes formas de exploração. Acerca dos elementos do quadro natural da Amazônia em uma perspectiva global, julgue o próximo item.
Há, em diversas regiões da Amazônia brasileira e internacional, processos de uso e ocupação do solo que se baseiam no desmatamento e na implantação de atividades que utilizam os recursos naturais de forma predatória.
O bioma da Amazônia possui um quadro natural complexo que envolve vegetação, clima, solo, hidrografia e ocupa 49% do território brasileiro. O valor da floresta amazônica preservada supera em até sete vezes os lucros potencialmente obtidos por meio de diferentes formas de exploração. Acerca dos elementos do quadro natural da Amazônia em uma perspectiva global, julgue o próximo item.
O chamado valor da floresta em pé contribui para a liberação de carbono e gás que atuam na formação de chuvas, principalmente nos países da América Latina.
O bioma da Amazônia possui um quadro natural complexo que envolve vegetação, clima, solo, hidrografia e ocupa 49% do território brasileiro. O valor da floresta amazônica preservada supera em até sete vezes os lucros potencialmente obtidos por meio de diferentes formas de exploração. Acerca dos elementos do quadro natural da Amazônia em uma perspectiva global, julgue o próximo item.
Um terço da biodiversidade do planeta se encontra no bioma da Amazônia, incluindo diversas espécies da flora e de pássaros, peixes, insetos, mamíferos, répteis e anfíbios; aspecto este de grande relevância para a humanidade.
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml