Questões de Concurso
Sobre semiologia (patologia, clínica geral e patologia) em fisioterapia
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( ) As manifestações cutâneas são identificadas em até 70% dos casos no início da doença. ( ) Apresença de artralgia e/ou artrite é tão comum quanto o rash malar. ( ) Leucopenia, trombocitose e linfopenia são as manifestações hematológicas encontradas com mais frequência. ( ) Dentre as manifestações pulmonares, a pleurite é a mais comum.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:
I O exsudato inflamatório produzido pela membrana sinovial no interior de uma cápsula articular, denominado pannus reumatoide, que ocorre normalmente na segunda fase da AR, é o principal responsável pela degradação da articulação e dos tecidos periarticulares, por meio de enzimas liberadas pelas células inflamatórias. II Nas mãos, as deformidades mais frequentes são a hiperextensão das articulações interfalangeanas proximais (AIFP) e a flexão das articulações metacarpofalangeanas (AMF), que é denominada dedo em pescoço de cisne. III O sinal clássico da AR no antepé é o hálux valgo, com o envolvimento intra-articular das articulações metatarsofalangeanas (deformadas em flexão) e interfalangeanas (deformadas em hiperextensão nos dedos menores). IV Na fase crônica, o calor profundo é o recurso mais utilizado para facilitar outros tratamentos de reabilitação, como, por exemplo, a cinesioterapia (movimentos passivos, ativo-assistidos, ativos livres e ativos com resistência).
Assinale a alternativa correta.
A associação entre a infecção pré-natal do vírus Zika e defeitos congênitos, como a microcefalia, foi estabelecida e denominada como síndrome congênita do vírus Zika (SCZ). A avaliação dos domínios físico, social e mental pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) oferece um panorama da funcionalidade da criança com SCZ e auxilia na delimitação de estratégias para o alcance de maior participação.
A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre os domínios da CIF e o perfil clínico-funcional de uma criança com SCZ.
COLUNA I
1. Estrutura corporal
2. Função corporal
3. Fatores pessoais
4. Fatores ambientais
5. Atividade e Participação
COLUNA II
( ) Criança com 10 meses de idade, sexo masculino, nasceu com idade gestacional de 38 semanas e 12 dias.
( ) A família possui uma renda financeira baixa e a mãe depende de transporte oferecido pela prefeitura para o deslocamento.
( ) Em exames de neuroimagem, evidenciou-se aspecto colapsado da calota craniana, com suturas invertidas e microcalcificações difusas.
( ) A criança foi classificada no nível 5 pelo Sistema de Classificação da Função Motora Grossa.
( ) Apresenta hipertonia, espasticidade e irritabilidade manifestada por choro excessivo.
Assinale a sequência correta.
Os exercícios fisioterapêuticos que ajudam a evitar a recorrência das crises de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) são a manobra de Epley ou Semont. Eles podem ser realizados em consultório ou orientados para o domicílio e envolvem seis passos.
Organize numericamente, em ordem crescente, os passos a seguir de acordo com a maneira correta para realizar a manobra de tratamento da VPPB.
( ) Cabeça rodada para o outro lado (direito) em 45 graus.
( ) Paciente sentado em mesa de exames, posicionado de tal forma que, ao deitar-se para trás, sua cabeça fique suspensa, fora da mesa. A cabeça estará sempre sendo conduzida e sustentada pelas mãos do examinador.
( ) Mantendo a cabeça rodada lateralmente (direita), trazer o paciente de volta à posição sentado.
( ) Paciente é deitado para trás; com o auxílio do examinador, sua cabeça é rodada lateralmente em 45 graus para o lado do labirinto acometido (esquerdo) e, ao deitar, é hiperestendida para trás, ficando fora da mesa de exames.
( ) Cabeça e corpo são rodados para este lado (direito), de forma que o paciente fique com o olhar voltado para o chão.
( ) Voltar a cabeça para a posição inicial, com o olhar para a frente.
Assinale a sequência correta.
Em relação à posição prona, é correto afirmar:
“É definida como um estreitamento do canal espinal ou foraminal, as causas mais comuns desse estreitamento são alterações degenerativas, como osteoartrose facetária, hérnia discal extrusa e hipertrofia do ligamento flavum (ligamento amarelo). A apresentação clínica é caracterizada por dor ou desconforto durante a marcha, associada ou não à claudicação (claudicação neurogênica), ou períodos prolongados em ortostase. Os sintomas podem irradiar para uma ou ambas as pernas e são aliviados com repouso e/ou flexão lombar e, o diagnóstico é feito com base na combinação de achados clínicos e radiológicos.”
( ) A pelve tem como principal função receber o peso corporal transmitido pela coluna vertebral e transferi-lo aos membros inferiores, e é por isso que ela é estruturada para ser forte e resistente. Suas articulações são as sacroilíacas, posteriormente, e a sínfise púbica, anteriormente.
( ) A sínfise púbica é a articulação situada anteriormente na pelve e é classificada como articulação cartilagínea do tipo sínfise, a qual apresenta um disco de fibrocartilagem entre as faces ósseas que se articulam, essa articulação apresenta dois ligamentos: ligamentos púbicos superior e inferior.
( ) Entre os movimentos pélvicos, dois são conhecidos como nutação e contranutação. Durante a nutação, ocorre a aproximação das asas dos ílios em direção ao plano mediano do corpo e um afastamento dos túberes isquiáticos, ao mesmo tempo, ocorre o direcionamento anterosuperior da base do sacro e um movimento posteroinferior do cóccix. Na contranutação as asas dos ílios se afastam da linha média do corpo, e os túberes isquiáticos se aproximam dela, a base do sacro se movimenta na direção posterossuperior, enquanto o cóccix se direciona anteroinferiormente, e durante o período expulsivo no parto vaginal, acontece esse movimento de contranutação da pelve.
( ) A cavidade abdominal é contínua com a cavidade pélvica no tronco, a linha terminal que forma o estreito superior da pelve é uma referência anatômica que subdivide a pelve em duas cavidades: uma superior, conhecida como pelve falsa ou pelve maior, e a inferior ao estreito, conhecida como pelve verdadeira ou pelve menor, esta por sua vez, aloja os órgãos pélvicos (reto, bexiga, útero, vagina, tubas uterinas e ovários) no corpo feminino. A cavidade pélvica verdadeira é delimitada inferiormente pelos músculos conhecidos como diafragma pélvico e abaixo do diafragma pélvico, a região é denominada períneo.
( ) A eficiência biomecânica da pelve depende da instabilidade da articulação sacroilíaca, capaz de resistir a deslocamentos que o peso do corpo tende a produzir, na postura ortostática, o peso do corpo tende a deslocar o sacro caudal posteriormente em relação aos ossos do quadril, o que é impedido pelo forte ligamento sacroilíaco interósseo, além disso, esse vetor de peso corporal tende a provocar a rotação do sacro, mas os ligamentos sacrotuberal e sacroespinal impedem esse deslocamento. Durante o período gestacional, seus ligamentos permanecem mais frouxos como consequência da ação de hormônios, o que possibilita menor amplitude de movimento da articulação.
I. Para estabelecer os objetivos de tratamento do paciente, é importante realizar uma avaliação genérica, a habilidade de deambulação previamente à fratura e a presença de complicações, como instabilidade clínica ou alterações de cognição, infecção e lesões graves de partes moles, não desempenham um papel importante na recuperação da capacidade funcional após a fratura. Portanto, esses itens não devem ser questionados e averiguados durante a anamnese, bem como a data do trauma, a data da cirurgia e o tipo de cirurgia realizada.
II. Compreender as limitações funcionais do paciente ajudará a traçar os objetivos do tratamento, bem como estabelecer um possível prognóstico, a dor pode ser avaliada pela escala visual analógica (EVA), a amplitude de movimento (ADM) deve ser avaliada por goniômetro ou inclinômetro, e, quando o maior objetivo do tratamento é o ganho de ADM, a sua avaliação deve ser feita antes e após cada atendimento. A avaliação da força muscular também é importante e, se o paciente estiver liberado para descarga de peso sobre o membro operado, o teste de Trendelenburg deve ser aplicado naqueles com alteração do padrão de marcha, visto ser uma complicação comum após fraturas dos membros inferiores. Além disso, deve-se realizar a avaliação do comprimento do membro sem carga e com carga e examinar atividades funcionais também é de suma importância.
III. O tratamento fisioterapêutico dependerá de diferentes fatores, deve-se levar em consideração outras fraturas e traumas associados, o estado geral do paciente e a cirurgia realizada. O fisioterapeuta deve estar atento a lesões de partes moles e cirurgias, como enxerto de pele, retalhos miocutâneos e reparo de lesões tendíneas, nervosas e vasculares, para direcionar o tratamento.
IV. A evolução das técnicas e dos implantes cirúrgicos favorece o início precoce da reabilitação do paciente com fraturas nos membros inferiores, o treino de mudanças de decúbitos e a aquisição da posição sentada no leito e fora dele com o máximo de ajuda do fisioterapeuta devem ser estimulados, logo no primeiro dia de pós-operatório, mesmo que haja contraindicação. Além disso, não deve ser dada atenção aos sinais de hipotensão ortostática, pois muitas vezes os pacientes ficam por alguns dias somente na posição deitada, de modo que, quando assumem a posição vertical, podem apresentar o quadro de hipertensão, portanto, a evolução da posição deitada para a ortostática não deve ser gradual e em um ambiente seguro.
V. A prescrição de dispositivo auxiliar de marcha deve ocorrer no atendimento hospitalar, deve-se treinar o uso correto e verificar as dimensões adequadas do dispositivo, como altura da muleta ou do andador. Na detecção de diminuição do comprimento do membro fraturado, é importante a prescrição de palmilha ou salto compensatório e, no caso de lesão do nervo fibular, deve-se prescrever órtese para a correção do pé caído, além de medidas fisioterapêuticas para dor neuropática e alterações sensoriais, se presentes. Medidas que previnam LPP e TVP/TEP e minimizem o edema são comuns a todas as fraturas de membros inferiores, a elevação do membro fraturado, sempre que possível, a movimentação ativa ou passiva do tornozelo e a crioterapia são recomendadas.
“O paciente é posicionado em decúbito dorsal, o examinador fica em pé do lado do joelho lesionado do paciente, segura o calcanhar do paciente e flexiona o joelho até a amplitude máxima com uma das mãos, enquanto usa o polegar e o dedo indicador da outra mão para palpar a interlinha articular tibiofemoral medial e lateral. Para testar o menisco medial, o examinador gira a tíbia em rotação lateral e então estende lentamente o joelho, para testar o menisco lateral, o examinador flexiona novamente o joelho, mas agora roda medialmente a tíbia do paciente e estende lentamente o joelho. O teste positivo é tradicionalmente indicado por um “baque” ou “clique” audível ou palpável. ”