Questões de Concurso
Sobre órteses e próteses em fisioterapia
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I. As próteses endoesqueléticas infantis podem ser utilizadas para todos os níveis de amputação dos membros inferiores, com exceção das amputações parciais do pé e do tornozelo. Para os membros superiores se restringem às amputações transumerais.
II. Os componentes em titânio conferem grande resistência; contudo, têm maior peso. O alumínio reduz significativamente o peso total da prótese; porém, limita a capacidade de carga por ter menor resistência mecânica. O alumínio ainda confere as melhores propriedades mecânicas, pois é leve e resistente, porém com maior custo.
III. O processo para a prescrição de próteses deve ser multidisciplinar, considerando a experiência do técnico em órtese e prótese, bem como demais profissionais de reabilitação, juntamente as necessidades do usuário e dos familiares para que a escolha seja assertiva e proporcione maior funcionalidade. Um exemplo de prescrição seria: prótese para amputação transfemoral direita; endoesquelética em titânio; encaixe com contenção isquiática confeccionado em resina; joelho monocêntrico com freio; pé articulado.
IV. Os encaixes transtibiais KAFO devem ter uma pressão acima dos côndilos femorais, sobretudo no bordo medial, para garantir uma boa suspensão. Devem,também,ter uma pressão na região do tendão patelar, favorecendo a descarga de peso nesta região, bem como contar com um alívio na região distal, evitando a descarga direta de peso nesta ponta distal.
V. Diferentemente das amputações que promovem a secção óssea, nas desarticulações, como as amputações de desarticulação de joelho, a descarga de peso sobre a prótese se dá na parte distal do coto.
Está correto o que se afirma apenas em
( ) Dor à palpação da região. ( ) Dor à contração (principalmente excêntrica). ( ) Dor ao alongamento passivo dos extensores de punho. ( ) Dor na região medial do cotovelo.
A sequência está correta em
I. O peso corporal é suportado pelo membro não amputado (NAMP) na posição ortostática, não apenas em repouso mas também durante a marcha, aumentando a carga mecânica em suas articulações. Nos estágios iniciais da reabilitação, o membro NAMP suporta até 60% do peso corporal. Essa distribuição de peso assimétrica também produz alterações de equilíbrio, que aumentam o risco de queda, enquanto a maior demanda mecânica imposta ao membro saudável é sugerida como o principal fator para o desenvolvimento de osteoartrite e os sintomas de uso excessivo observados em pacientes com TT.
II. A amputação do membro foi previamente associada à atrofia muscular da coxa e permeação de gordura no coto em comparação com o membro sadio e indivíduos fisicamente aptos, cinemática da articulação do joelho modificada durante a marcha e subida de escadas e um músculo aumentado ativação voluntária do bíceps femoral – medida como o sinal de eletromiografia de superfície integrado – durante a marcha.
III. Uma melhor compreensão das alterações neuromusculares devido ao TT traumático é fundamental para o desenvolvimento de intervenções clínicas abrangentes e significativas. Embora as mudanças na distribuição do peso corporal após o TT estejam bem documentadas, a propriocepção consciente envolve cinesia, senso de força e senso de posição articular (JPS).
IV. Espera-se que o TT resulte na perda de populações inteiras de mecanorreceptores durante o evento traumático e a cirurgia. Teoricamente, apenas uma diminuição no número de mecanorreceptores é suficiente para o comprometimento da propriocepção. Além disso, os mecanorreceptores da cápsula articular são considerados as principais estruturas responsáveis por medir o movimento articular, e a contração muscular voluntária permite a avaliação de informações sensoriais provenientes dos fusos musculares e órgãos tendinosos de Golgi. Sugere-se que a falta de deficits de propriocepção pode ser explicada pela ausência das estruturas articulares do joelho (ou seja, cápsula articular, ligamentos e tendões) e pelas ações musculares voluntárias usadas durante o teste JPS.
V. Vários estudos têm investigado a força muscular de pacientes com TT. Além das diferenças metodológicas – avaliação isocinética vs. isométrica, diferentes velocidades e aparelhos – em geral, os estudos sugerem uma força reduzida tanto dos extensores quanto dos flexores do joelho em comparação com o membro hígido. Este é um achado clinicamente relevante, uma vez que a fraqueza muscular da coxa pode levar a um desempenho ruim durante a postura em pé e na marcha, comprometendo a execução de tarefas funcionais diárias.
Está correto o que se afirma em
( ) A rotação da prótese de pé no momento do impacto do calcanhar ocorre devido à excessiva resistência a flexão plantar. ( ) Choques laterais são comumente observados em função da rotação lateral excessiva da prótese de joelho. ( ) Uma marcha com circundução é caracterizada por um balanço lateral de uma prótese muito longa. ( ) A flexão lateral do tronco, geralmente em direção ao lado da prótese, acontece quando a prótese é muito longa.
Assinale a sequência correta.
Os candidatos principais para OTP são aqueles com neuropatia periférica, especialmente lesões fibulares e hemiplegia. Aqueles com arrastar do pé podem ser equipados com uma OTP com retenção posterior. Esse desenho, no entanto, tende a fazer com que o joelho flexione excessivamente na posição inicial, quando a flexão plantar controlada é normalmente conseguida (1ª parte). Na falta da flexão plantar, o paciente pode fletir o joelho para efetuar a posição do pé plano. A alternativa é um salto de sapato resistente ou uma OTP com uma lâmina elástica anterior de plástico ou um auxiliar de plantiflexão de mola de metal, sendo que ambos permitem controlada dorsiflexão plantar no início da fase de apoio, para reduzir a tensão no joelho (2ª parte).
A sentença está:
I. Para estabelecer os objetivos de tratamento do paciente, é importante realizar uma avaliação genérica, a habilidade de deambulação previamente à fratura e a presença de complicações, como instabilidade clínica ou alterações de cognição, infecção e lesões graves de partes moles, não desempenham um papel importante na recuperação da capacidade funcional após a fratura. Portanto, esses itens não devem ser questionados e averiguados durante a anamnese, bem como a data do trauma, a data da cirurgia e o tipo de cirurgia realizada.
II. Compreender as limitações funcionais do paciente ajudará a traçar os objetivos do tratamento, bem como estabelecer um possível prognóstico, a dor pode ser avaliada pela escala visual analógica (EVA), a amplitude de movimento (ADM) deve ser avaliada por goniômetro ou inclinômetro, e, quando o maior objetivo do tratamento é o ganho de ADM, a sua avaliação deve ser feita antes e após cada atendimento. A avaliação da força muscular também é importante e, se o paciente estiver liberado para descarga de peso sobre o membro operado, o teste de Trendelenburg deve ser aplicado naqueles com alteração do padrão de marcha, visto ser uma complicação comum após fraturas dos membros inferiores. Além disso, deve-se realizar a avaliação do comprimento do membro sem carga e com carga e examinar atividades funcionais também é de suma importância.
III. O tratamento fisioterapêutico dependerá de diferentes fatores, deve-se levar em consideração outras fraturas e traumas associados, o estado geral do paciente e a cirurgia realizada. O fisioterapeuta deve estar atento a lesões de partes moles e cirurgias, como enxerto de pele, retalhos miocutâneos e reparo de lesões tendíneas, nervosas e vasculares, para direcionar o tratamento.
IV. A evolução das técnicas e dos implantes cirúrgicos favorece o início precoce da reabilitação do paciente com fraturas nos membros inferiores, o treino de mudanças de decúbitos e a aquisição da posição sentada no leito e fora dele com o máximo de ajuda do fisioterapeuta devem ser estimulados, logo no primeiro dia de pós-operatório, mesmo que haja contraindicação. Além disso, não deve ser dada atenção aos sinais de hipotensão ortostática, pois muitas vezes os pacientes ficam por alguns dias somente na posição deitada, de modo que, quando assumem a posição vertical, podem apresentar o quadro de hipertensão, portanto, a evolução da posição deitada para a ortostática não deve ser gradual e em um ambiente seguro.
V. A prescrição de dispositivo auxiliar de marcha deve ocorrer no atendimento hospitalar, deve-se treinar o uso correto e verificar as dimensões adequadas do dispositivo, como altura da muleta ou do andador. Na detecção de diminuição do comprimento do membro fraturado, é importante a prescrição de palmilha ou salto compensatório e, no caso de lesão do nervo fibular, deve-se prescrever órtese para a correção do pé caído, além de medidas fisioterapêuticas para dor neuropática e alterações sensoriais, se presentes. Medidas que previnam LPP e TVP/TEP e minimizem o edema são comuns a todas as fraturas de membros inferiores, a elevação do membro fraturado, sempre que possível, a movimentação ativa ou passiva do tornozelo e a crioterapia são recomendadas.
I - As órteses estabilizadoras de punho podem ser indicadas para reduzir dor e inflamação, limitar movimentos, proteger contra lesão articular, melhorar a função da mão, e prevenir ou corrigir contraturas e desvios radial ou ulnar.
II-A órtese para repouso, ou órtese de posicionamento funcional, deve manter punho, mão e dedos em posição fisiológica, ou seja, 45° de extensão de punho, 30° na articulação metacarpofalangeana e 15° nas articulações interfalangianas.
III - Para pacientes neurológicos hipertônicos, portadores de sequelas por acidente vascular cerebral ou trauma raquimedular, traumatismo cranioencefálico, é recomendado o uso de órteses estáticas de posicionamento para manter a mão em posição de repouso visando o relaxamento muscular.
IV - Para casos de traumas e fraturas, o posicionamento deve ser realizado com 20° tensão de punho, 60° de flexão da articulação metacarpofalangiana e discreta flexão das articulações interfalangianas, com o objetivo de equilibrar a tensão entre os flexores e os extensores longos dos dedos
V - Nas órteses para punho e polegar, o polegar deve estar posicionado de modo a permitir fácil oponência e a articulação interfalangiana distal não precisa ser envolvida pela órtese.
Das assertivas acima qual está INCORRETA?
I. Fraturas: considerando-se o tipo de fraturas, grau e região afetada, estas serão tratadas com aparelhos de gesso por se tratar de um método de tratamento incruento; pós-operatório: alguns tipos de cirurgias necessitam, durante o pós-operatório, de um aparelho de gesso para imobilizar a área intervencionada.
II. Malformações congênitas: pode ser utilizado para manter ou promover o correto posicionamento de algumas regiões como, por exemplo, o tratamento tardio da luxação congênita com recurso ao aparelho pelvipodálico.
III. Luxação: perda total ou parcial do contato das superfícies ósseas que formam a articulação, com perda da sua função. Podem ser congênitas, patológicas ou traumáticas; o indivíduo apresenta dor intensa com perda funcional, devendo a região ser reduzida e imobilizada.
IV. Entorse: lesão nas partes moles que circunscrevem uma articulação, causada por um movimento de rotação sobre o próprio eixo articular, podendo ocasionar uma ruptura de grau variado, na continuidade dos ligamentos, desestabilizando a articulação, com deficit da função, dor aguda e edema no local. Na entorse, não há perda do contato das superfícies ósseas que formam a articulação.
Está correto o que se afirma em