Questões de Concurso
Sobre órteses e próteses em fisioterapia
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Em relação à órtese IEOM, é correto afirmar que
Durante o atendimento, o Fisioterapeuta orientou a paciente sobre posicionamento no leito, transferências e atividades funcionais.
Sobre as precauções após a ATQ, é correto afirmar que
Considerando as características apresentadas, assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE o dispositivo descrito:
1. A faixa distal para a coxa e a faixa ou calha para a panturrilha devem situar-se de forma assimétrica. 2. As hastes verticais laterais devem terminar abaixo do trocânter maior. 3. Hastes verticais muito baixas aumentam o efeito alavanca, necessário para controle de joelho e coxa. 4. Articulações ortóticas de joelho e quadril devem coincidir com as contrapartes anatômicas. 5. A faixa para apoio do ísquio deve ser confortável.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
( ) Nas amputações parciais do pé, pode-se ter diferentes níveis de amputação, como: amputação de interfalangeanas, amputação de retropé, mediopé, antepé e a transmetatarsiana. Nas amputações de interfalangeanas, a retirada pode ocorrente na articulação interfalangeana distal ou proximal. Além disso, esse tipo de amputação costuma ocorrer por processos traumáticos ou vasculares e, em geral, busca-se preservar a base da falange proximal, pois nela se encontra a inserção dos tendões extensor e flexor curto dos dedos.
( ) Quando a amputação acomete o retropé, é feita a retirada de estruturas, como tálus, calcâneo, maléolos mediais e laterais, em amputações de fileiras ósseas distais. Na amputação de metatarso ou mediopé, as estruturas envolvidas são: cinco metatarsianos, numerados do 1º ao 5º, no sentido lateral para medial. Desses, o 1º metatarsal corresponde ao dedo mínimo, e o 5º, ao hálux. Já as amputações de antepé envolvem a retirada dos dedos do pé, que pode ser do hálux e dos demais dedos.
( ) A amputação de Lisfranc, também chamada de amputação tarsometatarsiana, caracteriza-se pela desarticulação entre os metatarsianos e os ossos cuboide e cuneiforme. Já a amputação de Chopart é um tipo de amputação em que é feita uma desarticulação, realizada entre os ossos navicular e cuboide com o tálus e o calcâneo, respectivamente. Esse nível de amputação é também conhecido pelo nome de amputação do retropé, e, em geral, está indicado para pacientes acometidos por patologias vasculares, infecciosas, traumáticas e, em menor número, patologias tumorais.
( ) Na amputação de tornozelo, o tipo mais comum de técnica de amputação é a de Syme, relacionada com uma verdadeira desarticulação do tornozelo e associada à remoção parcial dos maléolos mediais e laterais, de modo que se tenha uma superfície de sustentação de peso nivelada sobre a cartilagem articular tibial. Nessa amputação, o coxim do calcanhar permanece íntegro e é colocado na extremidade da tíbia, servindo como uma alavanca para a protetização.
( ) A amputação transtibial, feita na tíbia, pode ser feita em dois níveis: proximal ou distal. O comprimento da tíbia a ser preservado depende indiretamente da qualidade do tecido, da extensão da doença e do comprimento das estruturas musculares de gastrocnêmio e sóleo. Esse nível de amputação está indicado em casos em que a desarticulação de tornozelo é suficiente. Em comparação à desarticulação do joelho, a equipe sempre prefere a desarticulação do joelho ao invés de uma amputação transtibial, uma vez que uma amputação transtibial permite menores chances de funcionalidade.
( ) O nível de amputação chamado de transfemoral é realizado entre o joelho e o quadril e, pode ser dividida em três níveis: terço proximal, médio e distal. Na desarticulação do quadril, a amputação é realizada na área da articulação coxofemoral, e, nesses casos, o controle da prótese de membro inferior fica mais difícil. Os tipos de amputações chamados de hemipelvectomias são utilizados apenas em situações de traumas mais extensos ou, ainda, na presença de tumores muito invasivos. E, nesse tipo de amputação, são retiradas a perna inteira e parte da pelve, até a região do sacro.
1. Órteses para imobilização. 2. Órteses profiláticas. 3. Órteses corretivas. 4. Órteses reabilitadoras. 5. Órteses funcionais.
A. São destinadas a prevenir lesões no joelho e, como exemplo, há aquelas que podem ser empregadas na lateral da articulação, para proteger o ligamento colateral medial.
B. São feitas sob medida e têm a função de controlar o estresse rotacional gerado pelas atividades de alto impacto, como vôlei, basquete, futebol, entre outras.
C. Têm a função de auxiliar no processo de cicatrização, consolidação e reparo tecidual, colaborando com a intervenção fisioterapêutica.
D. Se destinam a casos mais graves, em que não pode ocorrer nenhum movimento na articulação
E. Servem para corrigir alguma alteração ou deformidade no joelho ou no tornozelo.
I. O mecanismo de lesão da entorse cervical é um movimento abrupto de rotação, flexão ou extensão que acomete os músculos trapézio superior, esternocleidomastóideo, escaleno e esplênio da cabeça e do pescoço. Os sintomas são: dor localizada, sensibilidade pontual e restrição de movimentos. A órtese mais indicada, além do tratamento fisioterapêutico, é um colar cervical.
II. A estenose da coluna é um alargamento do canal vertebral que pode invadir a medula espinal, podendo ocorrer tanto por uma variação congênita como por alguma alteração nas vértebras, incluindo o desenvolvimento de esporões ósseos, osteófitos ou protuberâncias discais. Os sintomas podem ser: parestesia, como queimação e formigamento, aumento de força e da função na região correspondente, e a dor pode estar ausente no início. Além disso, movimentos de hiperflexão e hiperextensão tendem a melhorar os sintomas. As órteses indicadas são aquelas de controle moderado e até mesmo máximo, que proporcionam diminuição do espaço intervertebral (tração).
III. A hérnia de disco trata-se de uma extrusão ou degeneração do disco vertebral, podendo ocorrer por trauma ou sobrecarga repetitiva. Os sintomas são: dor, limitação de movimento, alterações sensitivas e de força. A hérnia de disco ocorre mais frequentemente na coluna cervical e lombar, e as órteses indicadas são colar cervical e, no caso das hérnias lombares, uma cinta, que ajudaria no alívio dos sintomas.
IV. A escoliose caracteriza-se por um desvio lateral da coluna e pode ser não estrutural ou estrutural. No tipo não estrutural, não há alterações estruturais das vértebras ou dos discos intervertebrais, sendo uma condição não progressiva, que não costuma ser grave, não tem rotação fixa das vértebras e que, nas flexões laterais, encontra-se de forma simétrica nos aspectos clínico-radiográficos, além disso, a escoliose tende a desaparecer após o tratamento da doença de base. Já as estruturais apresentam deformidades no corpo vertebral, os tecidos moles estão retraídos na concavidade da curva e as vértebras envolvidas se apresentam com deformidade em rotação fixa, em que o corpo vertebral roda para a convexidade da curvatura. As órteses indicadas para escoliose têm o objetivo de impedir a progressão e o aumento das curvas e apresentam os melhores resultados em pacientes com escoliose não estrutural, com curvas não graves, menores que 50 de Cobb, que ainda estejam em fase de crescimento e com curvas flexíveis. O colete de Milwaukee é a órtese mais utilizada para escolioses.
V. As fraturas vertebrais podem ser por compressão (movimento de hiperflexão ou quedas) ou por processos transversos e espinhosos (chutes ou trauma direto no local) e apresentam alto risco, em função da grande probabilidade de acometerem a medula espinal. No caso de fraturas por compressão na cervical, as órteses mais indicadas são Minerva e Halo. Em outros casos, podem ser utilizados os colares Philadelfia ou Miami. Na coluna lombar, podem ser utilizadas as órteses toracolombossacras ou lombossacras, pois estabilizem a região lombar, permitindo a cicatrização óssea, como a Knight e a Taylor.
VI. A espondilólise e espondilolistese caracterizam-se por alterações na estrutura e no posicionamento das vértebras e estão associadas com estabilidade vertebral e dor. A espondilolistese é uma descontinuidade óssea do segmento vertebral, mais precisamente na região entre as facetas articulares superiores e inferiores do arco vertebral. Já a espondilólise é a subluxação de duas vértebras adjacentes. Em geral, a espondilólise é uma consequência e progressão da espondilolistese. E, as órteses indicadas são as toracolombossacras ou lombossacras que estabilizam a região lombar, como a four-post e a Minerva.
Durante a intervenção fisioterapêutica voltada às Atividades de Vida de Trabalho (AVT), propõe-se a utilização de órtese de punho em posição neutra, associada a apoio de antebraço no posto de trabalho, além de adaptações na tarefa.
Com base nos princípios de reabilitação funcional, autonomia e independência nas AVT, assinale a afirmativa correta.