Questões de Concurso
Sobre fisioterapia em traumato-ortopedia e reumatologia em fisioterapia
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Coluna A:
1. Amputação de Lisfranc. 2. Amputação de Syme. 3. Amputação de Chopart. 4. Palmilha 3/4 (três quartos). 5. Prótese transtibial.
Coluna B:
( ) Amputação realizada por desarticulação da articulação tibiotársica, com preservação do coxim plantar do calcâneo, permitindo apoio distal do coto e adaptação protética funcional. ( ) Ressecção do pe ao nível da articulação tarsometatarsal, com preservação parcial do mediopé e necessidade frequente de órtese para controle de deformidades em equino. ( ) Dispositivo de descarga plantar que se estende até aproximadamente 2/3 do comprimento do pé, utilizado para redistribuição de carga e suporte biomecânico em alterações do antepé e mediopé. ( ) Dispositivo protético que permite substituição funcional do segmento amputado por meio de encaixe, componentes estruturais e pé protético. ( ) Amputação que preserva o calcâneo, permitindo apoio plantar parcial, mas com tendência à deformidade em equino-varo devido ao desequilíbrio muscular.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
A consolidação óssea tem uma fase ________, em que ocorre formação de hematoma e proliferação celular; uma fase ________, em que há formação de calo ósseo que une a fenda e a ossificação; e uma fase de ________, durante a qual ocorre consolidação e remodelamento do osso.
I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
( ) Dor: é um dos sintomas mais importantes, com a evolução do processo patológico, ela aparece com o uso mínimo e até mesmo ao repouso.
( ) Rigidez: perdura por um período de 30 minutos nas últimas horas do dia, é agravada por movimento, e o acometimento de grandes e pequenas articulações não causa incapacidade.
( ) Função reduzida: altera-se em decorrência da dor, da perda de amplitude de movimento e da força muscular.
( ) Estabilidade articular: acontece pela perda de congruência da cartilagem.
( ) Ganho da mobilidade: ocorre devido à degeneração da cartilagem, aos espasmos musculares secundários à dor e fraqueza muscular pelo desuso da articulação, como reação protetora decorrente do quadro doloroso.
( ) Atrofia muscular: os músculos podem tornar-se atróficos ou hipotônicos.
( ) Deformidades: ocorre por um alinhamento defeituoso da articulação.
( ) Edema: ocorre em períodos de agudização.
1. Colar cervical.
2. Colar Philadelfia.
3. Órtese Minerva.
4. Órtese de Jewett.
5. Órtese Milwaukee.
6. Colete de Charleston.
A. Órtese que tem o objetivo de realinhar a coluna vertebral e a caixa torácica, apresenta um sistema de pressão de três pontos, com duas almofadas anteriores, ao nível do esterno e da sínfise púbica, e uma almofada posterior toracolombar.
B. Colete para a região toracolombar com uso único e exclusivamente noturno, quando os efeitos da gravidade estão minimizados.
C. Órtese cervicotoracolombossacra que consiste em uma estrutura composta por uma cintura pélvica, duas verticais posteriores, uma vertical anterior e um anel superior, que fica na parte superior do tórax e pode ser ocultado pela maioria das roupas.
D. Órtese utilizada para lesões na cervical alta, tem extensão mandibular e occipital e uma estrutura rígida na parte anterior.
E. Órtese cervicotorácica de controle máximo, não invasiva, que tem uma estrutura rígida posterior, desde a cervical até a metade do tronco.
F. Órtese de controle mínimo, confeccionada em espuma de polietileno com uma cobertura em algodão e fecho de velcro. Utilizada para manter a estabilidade da coluna vertebral e uma postura adequada durante o dia e/ou sono.
I. A crioterapia é contraindicada nas fases agudas ou inflamatórias e indicada em pacientes que apresentem vasculite ou fenômeno de Raynaud. Já o calor superficial pode ser usado no caso de articulações agudamente inflamadas. Nas crises ou na fase crônica, o tratamento é baseado em orientação para repouso relativo e prevenção de deformidades, o que pode ser feito com o uso de órteses. Já nos estágios subagudos ou agudos, devemse estimular gradualmente os movimentos ativos.
II. A cinesioterapia é parte fundamental do tratamento fisioterapêutico de pacientes com artrite reumatoide. Apesar da capacidade aeróbia, da resistência e da força muscular ter uma tendência à diminuição nestes indivíduos, a prática do exercício físico pode levar à melhora do estado geral, para tanto, exercícios respiratórios, mobilização articular, exercícios isométricos e exercícios de amplitude de movimento podem ser empregados. Já o treinamento para obter aumento da força deve envolver a cuidadosa aplicação de resistência, para evitar danos aos ligamentos já afetados.
III. Os exercícios de marcha, equilíbrio e propriocepção também fazem parte do tratamento fisioterapêutico de pacientes com artrite reumatoide. E, se necessário, pode-se fazer uso de dispositivos auxiliares, além disso, deve-se reeducar a marcha dirigida principalmente aos objetivos do paciente. O condicionamento cardiovascular é muito importante pois exerce um efeito positivo sobre a qualidade dos indivíduos com artrite reumatoide. Além disso, nos estágios posteriores da doença, é importante a atenção individual para as grandes articulações, tendo em vista a profilaxia e a correção das deformidades.
IV. Quanto à coluna dos pacientes com artrite reumatoide, estimulam-se períodos em posição supina para corrigir as contraturas em flexão, exercícios para glúteos, mobilização ativa oscilatória e sobrecarga ilimitada de peso, quando as articulações não estiverem ativas. Para os joelhos não devem ser realizados exercícios de manutenção, nem fortalecimento da musculatura do quadril e é contraindicada o uso de talas mesmo que necessário.
V. Para os pés, são muito importantes o uso de suportes em arco e sapatos adequados, além de banhos farádicos do pé e contração dos músculos intrínsecos como medida preliminar para as atividades. O segredo de controlar as dores e as inflamações está em balancear corretamente o repouso nas fases mais agudas, seguido de exercícios adequados, tão logo o paciente melhore. E, quando há envolvimento grave dos membros inferiores (que limite o movimento), deve-se instruir o paciente a usar órteses que ajudem na sustentação do peso do indivíduo. Além disso, deve ser realizado o fortalecimento isométrico de quadríceps.
VI. A hidrocinesioterapia é útil, pois a flutuação ajuda muito o paciente reumático, que tem dificuldade de movimentar-se, pois o peso precisa ser apoiado em articulações dolorosas e instáveis. A temperatura da água normalmente ao redor dos 36°C ajuda a relaxar os espasmos musculares superficiais e alivia a dor. Deve ser usada nos estágios crônicos para estimular a marcha com sobrecarga limitada de peso e para aumentar os movimentos articulares, principalmente, se há contraturas. E, o programa de exercícios deve ser estabelecido de forma gradual, usando a flutuação e a turbulência para fazer o fortalecimento muscular, sem, na realidade, proporcionar impacto sobre as articulações.
( ) Quando a amputação acomete o retropé, é feita a retirada de estruturas, como tálus e calcâneo, em amputações de fileiras ósseas distais. Na amputação de metatarso ou mediopé, as estruturas envolvidas são: cinco metatarsianos, numerados do 1º ao 5º, no sentido lateral para medial. Desses, o 5º metatarsal corresponde ao hálux, e o 1º, ao dedo mínimo. Já as amputações de antepé envolvem a retirada dos dedos do pé, que pode ser do hálux e/ou dos demais dedos.
( ) A amputação de Lisfranc, também chamada de amputação tarsometatarsiana, caracteriza-se pela desarticulação entre os metatarsianos e os ossos cuboide e cuneiforme. Já a amputação de Chopart é um tipo de amputação em que é feita uma desarticulação, realizada entre os ossos navicular e cuboide com o tálus e o calcâneo, respectivamente. Esse nível de amputação é também conhecido pelo nome de amputação do retropé e, em geral, está indicado para pacientes acometidos por patologias vasculares, infecciosas, traumáticas e, em menor número, patologias tumorais.
( ) Na amputação de tornozelo, o tipo mais comum de técnica de amputação é a de Syme, relacionada com uma verdadeira desarticulação do tornozelo e associada à remoção total dos maléolos mediais e laterais, de modo que se tenha uma superfície de sustentação de peso nivelada sobre a cartilagem articular fibular. Nessa amputação, o coxim do calcanhar permanece íntegro e é colocado na extremidade da fíbula, servindo como uma alavanca para a protetização.
( ) A desarticulação de joelho é um tipo de amputação em que se preconiza a preservação da patela, estando indicada em casos de amputação de causa traumática, e não de causa vascular. O nível de amputação chamado de transfemoral é realizado entre o joelho e o quadril. Assim como na amputação transtibial, a amputação transfemoral pode ser dividida em três níveis: terço proximal, médio e distal. Na desarticulação do quadril, a amputação é realizada na área da articulação coxofemoral e, nesses casos, o controle da prótese de membro inferior fica mais difícil. Nos tipos de amputações chamados de hemipelvectomias, são retiradas a perna inteira e parte da pelve, até a região do sacro.
( ) A desarticulação escapulotorácica é uma amputação em que é feita a separação entre a escápula e o peitoral maior, removendo parte da clavícula e a escápula. A desarticulação glenoumeral, ou de ombro, envolve a retirada parcial do úmero, preservando a integridade da clavícula e da escápula, sendo feita a retirada completa do membro superior. A amputação chamada de transumeral, por sua vez, consiste na amputação no âmbito do úmero, a qual pode ser feita em diferentes níveis de proximidade. A desarticulação de cotovelo consiste na retirada parcial dos ossos do antebraço (rádio ou a ulna), preservando a integridade proximal do úmero.
( ) A amputação de antebraço, também chamada de amputação transradial, consiste na secção óssea entre a articulação do cotovelo e do punho, podendo ser proximal, média ou distal, a qual representa o nível mais comum de amputação de membro superior. A desarticulação de punho/ou radiocárpica consiste na retirada total da mão, preservando a integridade distal dos ossos do antebraço. Além desses níveis de amputação de membro superior, as amputações podem ocorrer na região da mão, podendo ser feitas em diferentes níveis nessa região, desde amputações que promovam a desarticulação intercárpica, carpometacarpal, transmetacarpal, amputações metacarpofalangeanas até amputações de interfalangeanas distais ou proximais.
I. A positividade dos testes de Speed e Yergason sugere comprometimento da cabeça longa do bíceps braquial, sendo esses testes utilizados na investigação clínica da tendinopatia bicipital.
II. Na fase inicial da tendinite bicipital, a introdução precoce de exercícios resistidos para os movimentos de flexão do cotovelo e supinação do antebraço, com progressão rápida das cargas, favorece a reorganização das fibras colágenas e contribui para a recuperação funcional do tendão acometido.
III. Mesmo na ausência de déficits significativos de amplitude de movimento do ombro, a avaliação fisioterapêutica deve incluir a análise dos padrões de movlmento escapulotorácicos e glenoumerais, considerando que disfunções biomecânlcas regionais podem contribuir para a manutenção do quadro clínico da tendinopatia da cabeça longa do bíceps.
Está(ão) CORRETA(S):