Questões de Concurso
Sobre fisioterapia em traumato-ortopedia e reumatologia em fisioterapia
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I. A SDRC Tipo I (antiga Distrofia Simpático-Reflexa) ocorre sem lesão nervosa periférica definível, enquanto a SDRC Tipo II (antiga Causalgia) está associada a uma lesão comprovada de um nervo periférico.
II. Ambas as formas caracterizam-se por dor desproporcional ao evento incitante, alodínia, alterações vasomotoras (mudança de cor/temperatura), sudomotoras (edema/suor) e tróficas na extremidade afetada.
III. O tratamento fisioterapêutico na fase aguda deve priorizar a imobilização absoluta do membro afetado com talas gessadas por 30 dias para evitar qualquer estímulo doloroso, pois o movimento agrava a distrofia irreversivelmente.
Está correto o que se afirma em:
Analise as afirmativas abaixo sobre os conceitos básicos desse equipamento.
1. É definido como uma onda sonora com frequência acima da faixa audível pelo ouvido humano, normalmente acima de 20 kHz.
2. As ondas de ultrassom são geradas por meio de um transdutor capaz de converter energia mecânica em energia elétrica na forma de vibrações sonoras de alta intensidade.
3. As ondas de ultrassom são capazes de penetrar nos tecidos do corpo humano e produzir efeitos térmicos e não térmicos nos tecidos-alvo.
4. As ondas ultrassônicas de 1 MHz possuem uma menor profundidade de penetração nos tecidos.
5. A dosimetria do ultrassom envolve parâmetros como frequência, intensidade, duração, e ciclo de trabalho, levando-se em conta as características do paciente e os objetivos terapêuticos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assinale a alternativa correta sobre o questionário SBST.
I. Teste de Karvonen.
II. Timed Up and Go.
III. Circunferência da panturrilha.
Quais estão corretos?
I. A descrição refere-se a um caso de artrite reumatoide em estágio agudo (fase inflamatória ativa).
II. São objetivos fisioterapêuticos controlar a dor e proteger as articulações.
III. A imobilização é uma contraindicação absoluta para esse caso, mesmo com breves períodos de movimento.
IV. A modificação de atividades é indicada para minimizar a sobrecarga articular excessiva.
Acerca da correlação entre os testes e as estruturas avaliadas, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) O teste de Neer, realizado com flexão passiva máxima do ombro em rotação interna, é considerado positivo para lesão do manguito rotador, especificamente do músculo subescapular.
(__) O teste de O'Brien é utilizado para avaliar a instabilidade da porção longa do bíceps no sulco bicipital.
(__) O teste de Jobe (Empty Can Test) avalia primariamente a integridade do músculo infraespinhal e redondo menor.
(__) O teste de Yergason, onde o paciente tenta realizar supinação e flexão de cotovelo contra resistência, é projetado para avaliar a estabilidade do tendão da cabeça longa do bíceps em seu sulco.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Acerca desta classificação, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) A entorse Grau I caracteriza-se pela ruptura completa do ligamento talofibular anterior, resultando em instabilidade articular significativa.
(__) Na entorse Grau II, ocorre lesão parcial dos ligamentos (geralmente talofibular anterior e calcaneofibular), com presença de edema, dor moderada e leve instabilidade mecânica.
(__) Uma entorse Grau III envolve a ruptura completa de múltiplos ligamentos do complexo lateral, apresentando edema difuso, equimose e instabilidade articular evidente nos testes (ex: gaveta anterior).
(__) O tratamento de entorses Grau III é invariavelmente cirúrgico, sendo a fisioterapia indicada apenas no pós-operatório.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Assim, analise as afirmativas a seguir.
I. A fase inflamatória inicial é marcada pela formação do hematoma no foco da fratura, que fornece o arcabouço inicial para a migração celular.
II. A fase de calo mole (fibrocartilaginoso) sucede a inflamatória, onde há proliferação de tecido fibroso e cartilaginoso, proporcionando estabilidade relativa, mas ainda não suportando carga total.
III. A fase de remodelação (Lei de Wolff) é a etapa final, onde o calo ósseo primário (tecido ósseo trabecular) é substituído por tecido fibroso denso para restaurar a forma original do osso.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. O termo Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) engloba numerosos cenários da compressão (neurológica e vascular) na região do desfiladeiro torácico da cintura escapular. Assim, esta síndrome pode ser dividida em duas subclassificações: Síndrome do Desfiladeiro Torácico causada por fatores neurológicos e Síndrome do Desfiladeiro Torácico causada por problemas vasculares. Condições neurológicas e vasculares também podem ser observadas juntas.
II. Acredita-se que em grande parte dos casos de Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT), os sintomas resultantes são neurogênicos. Sendo assim a SDT neurogênica não específica é bastante comum, embora a sua prevalência seja difícil de estimar, devido à dificuldade do diagnóstico, pois, geralmente é um diagnóstico de exclusão, significando que todas as outras causas foram eliminadas. Jovens e adultos de meia idade são mais suscetíveis a SDT neurogênica não específica. A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) vascular é rara e ocorre com mais frequência em jovens, indivíduos muito ativos. Sendo que a SDT arterial ocorre igualmente entre homens e mulheres e a SDT venosa ocorre mais frequentemente em homens jovens.
III. A causa mais comum da Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) é distensão repetitiva por atividades dos membros superiores, vigorosas ou prolongadas, frequentemente combinadas com postura anormal. Atividades ou trabalho que requer uso repetitivo da mão ou punho pode ser a causa. Posições e posturas que ponham uma tensão aumentada nas estruturas vasculares da saída do tórax incluem: o uso prolongado do telefone, teclado ou escrever muito; má postura (ombros caídos ou postura em que a cabeça fica para frente); atividades prolongadas em que tenha que alcançar coisas acima da cabeça; carregar objetos pesados em excesso, como malas e bolsas de compras; e, usar um casaco pesado ou mochila que comprimam o ombro.
IV. São sinais e sintomas relevantes da Síndrome do Desfiladeiro Torácico arterial: frio no braço; peso no braço; diminuição ou ausência de pulso no braço; palidez no braço; perda de força ou fadiga por excesso de uso do braço; verdadeira vacilação do braço durante atividade (particularmente atividades acima da cabeça); pegada fraca; e, redução da função do dedo (dificuldade para pegar e carregar bolsas). São sinais e sintomas relevantes da Síndrome do Desfiladeiro Torácico venosa: inchaço no braço; edema no braço; cianose no braço; desconforto no braço ao realizar atividade.
V. São sinais e sintomas relevantes da Síndrome do Desfiladeiro Torácico neurogênica: falta de jeito com atividades manuais delicadas; fraqueza na pegada; dor no ombro posterior e anterior, que se estende ao meio do braço, antebraço e mão; dor na região da clavícula, que se estende à região occipital e mastoide (dores de cabeça podem ser bem fortes); e, dor no peito anterior.
( ) Os pacientes adultos mais jovens normalmente apresentam história de rigidez na região lombar e, uma história anterior de trauma pode predispor o paciente aos sintomas lombares atuais. Outros fatores de contribuição, como as discrepâncias de extensão das pernas, as lesões na extremidade inferior ou as atividades repetitivas também podem estar associadas à disfunção articular. Os pacientes adultos mais jovens também podem ter história de dor lombar que piorou progressivamente, além disso, o paciente também pode apresentar história anterior de trauma ou de instabilidade lombar.
( ) Pacientes adultos mais jovens podem relatar quadro de dor lombar unilateral que se irradia pela região glútea ipsilateral. Os pacientes podem relatar que começaram a sofrer de dores lombares depois de uma inclinação para trás e, quando voltaram à posição normal ereta, sentiram dor aguda que limitou seus movimentos desde então.
( ) Os sintomas geralmente diminuem com posições que exijam a extensão lombar junto com a inclinação e/ou rotação para o lado ipsilateral. Para outros os sintomas frequentemente são diminuídos por flexão lombar. Além disso, os sintomas geralmente são de natureza psicológica e há as atividades específicas que melhoram os sintomas e atividades específicas que pioram a dor.
( ) Adultos mais novos com artrite ou estenose articular geralmente relatam início insidioso de dor e rigidez lombar. Pacientes com estenose central ou lateral demonstram alta tolerância para posicionamentos ou atividades envolvendo extensão. Em pacientes com estenose lateral, a dor lombar e na região glútea pode ocorrer bilateralmente. Já, pacientes com estenose central podem relatar dor ou alterações sensoriais em uma ou ambas as extremidades, a dor pode se localizar acima das nádegas ou acima dos joelhos. E, em termos funcionais, a deambulação geralmente não é limitada pela dor lombar ou pela dor glútea, ou por ambas.
( ) Em adultos mais velhos, a estenose lombar é, em geral, um processo degenerativo com hipertrofia da lâmina, hipertrofia degenerativa das facetas ou enrugamento ou hipertrofia do ligamentum flavum. O disco intervertebral pode sofrer alterações degenerativas e, essa degeneração leva ao colapso do disco e à artrite da faceta, estreitando o forame intervertebral.
( ) A estenose lateral é o estreitamento do canal vertebral central e pode ser congênita ou adquirida. A estenose central é o estreitamento do forame intervertebral. A estenose lateral pode comprometer a medula espinal ou a cauda equina (saco dural), enquanto a estenose central pode comprometer a raiz do nervo ou os gânglios da raiz dorsal.