Questões de Concurso Sobre o sujeito moderno em filosofia

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Q2113778 Filosofia
Em geral, quando ouve a palavra “cientista” você pode pensar de imediato em célebres exemplos masculinos, tais como Isaac Newton, Charles Darwin e Stephen Hawking, não é mesmo? Por que não nos vem à cabeça nenhum nome feminino? Será que a participação das mulheres na ciência é assim tão irrelevante? A resposta para essa pergunta é “não”. A despeito do pouco incentivo (cabe lembrar que nem sempre as representantes do gênero feminino tiveram acesso à educação formal) e pequena visibilidade, as mulheres ocuparam, ao longo da História, o campo científico e foram responsáveis por pesquisas e descobertas que revolucionaram o mundo. As criações de uma cientista acabaram se tornando um grande império de cosméticos. A cientista era formada em enfermagem, quando começou a criar fórmulas de cremes para o tratamento de queimaduras. Na década de 1910, mudou-se para Nova Iorque e abriu um salão onde começou a vender os produtos que ela mesmo desenvolvia. Em 1930, já possuía uma linha com mais de 600 cosméticos que existe até hoje.  
(10 grandes mulheres da ciência. Revista Galileu | Ciência. Adaptado.)
“Durante grande parte da história ocidental, as mulheres foram afastadas dos espaços de produção científica por questões culturais, ou até mesmo por leis que impediam o ingresso delas em instituições de ensino. Porém, diversas mulheres lutaram contra essas exclusões e marcaram presença nas ciências exatas, na medicina, na filosofia e nas ciências sociais, contradizendo teorias que pregavam dificuldades especificamente femininas para se dedicar aos estudos e às atividades intelectuais.” A seguinte cientista é um exemplo referente às informações anteriormente apresentadas. 
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Q2113777 Filosofia
O Ideal científico de Descartes baseia-se na concepção de que os componentes reais do mundo são matéria e movimento. Por matéria, deve-se compreender como sendo uma extensão compacta, cujas alterações só podem ser oriundas da fragmentação. Já o movimento é para Descartes o transporte de uma matéria “de um corpo que se toca à vizinhança de qualquer outro”, conforme explica, Gilles-Gaston Granger. De acordo com essa perspectiva, em vez da noção de vazio, existem os deslocamentos de parte da matéria que se alternam, umas às outras.
(GRANGER, 1994-In.: Revista Filosofia, ciência e vida. Editora EscalaAno VI- Edição 82 – maio/2013.)
Descartes estabelece, dentre outras concepções de suas teorias, uma cisão; assinale-a. 
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Q2113776 Filosofia
O método científico, que levou à dominação cada vez mais eficaz da natureza, passou, assim, a fornecer tanto os conceitos puros quanto os instrumentos para a dominação cada vez mais eficaz do homem pelo homem através da dominação da natureza. Hoje a dominação se perpetua e se estende não apenas através da tecnologia, mas enquanto tecnologia, e esta garante a formidável legitimação do poder político em expansão que absorve todas as esferas da cultura.  (MARCUSE, H. Apud. HABERMAS, J. Técnica e ciência enquanto ideologia, p. 315-16.)
Marcuse viveu para assistir e sentir os efeitos de muitos fatores que teorizou. Fez vários discursos engajados nos Estados Unidos e na Europa durante os anos 70. Segundo ele:
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Q2113770 Filosofia
Talvez a maior contradição da atual civilização tecnológica esteja na capacidade de produzir riquezas sem, no entanto, distribuí-las ao conjunto da humanidade. O acesso à tecnologia e a seus frutos é o grande desafio do século XXI para mais da metade da população mundial, que nem sequer chegou ao estágio da Revolução Industrial. Esse processo de artificialização da matéria está levando a percepção humana a distanciar-se fisicamente da natureza. O ser humano vai perdendo, assim, contato com a dimensão primitiva da natureza, passando a vivê-la e a representá-la como natureza “construída” e modificada. Durante o século XIX, a escola positivista (liderada na França por Auguste Comte), herdeira da concepção cartesiana de ciência, acreditava que, com o progresso técnico, os homens seriam necessariamente mais racionais em todos os campos de atividade: na política, na ética, nos negócios, nas relações entre as nações, na construção da paz etc. Desde então, as avaliações sobre o papel da tecnologia oscilam entre uma postura ingênua, em que se acredita piamente nos benefícios do progresso, e uma postura cética, que considera a técnica nociva à humanidade.
(A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE | Oliveira | Infarma – Ciências Farmacêuticas. Adaptado.)
Ao longo do século XX coexistiram discursos muito variados sobre a natureza da ciência e do método científico e de suas influências na sociedade. Estabelecido nas primeiras décadas, o positivismo lógico foi progressivamente suplantado, especialmente da segunda metade do século em diante, primeiramente por conta das críticas de Popper. Se seguiram perspectivas epistemológicas historicamente orientadas, como as de Paul Karl Feyerabend, filósofo da ciência e autor de alguns dos mais notáveis e polêmicos argumentos sobre o tema, que afirmava, a entre outros fatores:
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Q2113766 Filosofia
Na obra “A estrutura das revoluções científicas”, o filósofo estadunidense Thomas Kuhn desenvolve uma nova noção de paradigma para a ciência. Não se trata de um conceito simples. O importante é compreender que o trabalho científico desenvolve-se com base no modelo consensual adotado pelos cientistas. Sua primeira obra intitula-se “A revolução copernicana”; mas foi no livro “A estrutura das revoluções cientificas” que assentou seu público filosófico.
(Aranha, 2016.)
Para kuhn, a ciência progride pela tradição intelectual do seu tempo. Uma das suas conceituações – Paradigma – é: 
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Q2113175 Filosofia
      A diferença entre ele com os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar − o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão [...]. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada [...] mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite − tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso.

(LISPECTOR, Clarice. “Amor”, Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998)
Do ponto de vista da experiência filosófica, o que ocorreu com Ana revela que
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Q2113161 Filosofia
No século XVII já eram fabricados autômatos que despertavam interesse e admiração pela complexidade e perfeição de movimentos. O pensador francês René Descartes reflete então sobre a possibilidade de ser fabricado um autômato a tal ponto semelhante a um ser humano que tornasse quase impossível a tarefa de diferenciar o homem da máquina. Para distingui-los, sugere dois critérios. Máquinas poderiam até proferir palavras obedecendo a comandos, mas nunca arranjar as palavras para responder ao sentido de tudo quanto se disser na sua presença. E, do mesmo modo, ainda que máquinas pudessem vir a desempenhar algumas tarefas de modo muito superior aos seres humanos, contudo, falhariam infalivelmente em algumas outras, pelas quais se descobriria que não agem pelo conhecimento.
(DESCARTES, René. Discurso do Método, Parte V, § 10)
Traduz os argumentos do filósofo para o nosso tempo o que se encontra em:
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Q2102232 Filosofia
Analise as afirmativas abaixo sobre a pedagogia kantiana.
1. Resultou das suas experiências como tutor doméstico de crianças e dos cursos ministrados em universidades.
2. Parte do princípio de que o ser humano precisa ser educado, pois somente se torna humano através da educação.
3. Os animais nascem com instinto, característica que os aproxima do caráter humano, pois, com a domesticação, assume atitudes que podem ser consideradas morais.
4. A educação deve impedir que a selvageria e a animalidade prejudiquem o caráter humano.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Q2102231 Filosofia
Entre os pensadores da denominada Filosofia Contemporânea destacou-se Michel Foucault, autor de textos relevantes que tecem críticas às instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à medicina e às prisões.
Entre outros escritos publicou Eu Pierre Riviera, que Degolei Minha Mãe, Minha Irmã e meu Irmão, O nascimento da Clínica e:
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Q2102230 Filosofia
A proposta filosófica de Spinoza não priorizava a elaboração de uma metodologia capaz de servir de guia para o conhecimento teórico-abstrato, mas a busca da verdade capaz de dar sentido à:
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Q2102229 Filosofia
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o Iluminismo.
( ) Pela razão o ser humano pode alcançar a liberdade e a felicidade social e política.
( ) O ser humano é um ser perfectível e a razão é capaz de aperfeiçoamento e progresso.
( ) O aperfeiçoamento da razão se realiza pelo progresso das civilizações, que vão das mais atrasadas às mais adiantas e perfeitas.
( ) É um período no qual há grande interesse pelas ciências que se relacionam com a ideia de transformação progressiva e por isso a biologia tem lugar de destaque.
( ) Período em que é claro o interesse pela compreensão das bases da vida econômica, surgindo obras como A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Q2102228 Filosofia
Analise as afirmativas abaixo:
1. A filosofia moderna é marcada, de modo especial, por processos exacerbados de mensuração e experimentação em detrimento da reflexão e da abstração.
2. O debate filosófico no início da Idade Moderna é marcado pela discussão entre racionalistas, como Descartes, e empiristas, como Bacon.
3. A filosofia moderna representa um modelo de ruptura ou de uma guinada em relação aos modelos e padrões filosóficos da Idade Média.
4. Entre os representantes da filosofia moderna destacaram-se pensadores como Spinoza, Leibniz, Hobbs, Locke, Newton e Hume.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
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Q2102226 Filosofia
Analise o texto abaixo:
Não há dúvida que o pensamento filosófico da Idade Moderna traz consigo uma herança forte do pensamento _____________________ . Assim sendo, apesar do predomínio da racionalidade e do pensamento científico, características da Idade Moderna, vários filósofos continuaram discutindo temas como as diferentes concepções sobre Deus.
Uma das teses de Malebranche, contemporâneo de Descartes, pioneiro do racionalismo moderno, denominada ____________________ , defende que Deus é o único agente causal, e as criaturas proporcionam a ocasião para Deus agir.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
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Q2102225 Filosofia
O período da filosofia moderna (séculos XVII e XVIII), também conhecido como o Grande Renascimento Clássico, surgiu como resultado do esforço para vencer o acentuado pessimismo teórico dos séculos anteriores, ou seja, as manifestações filosóficas que duvidavam da capacidade da razão humana para conhecer a realidade exterior e o ser humano, fenômeno também conhecido como:
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Q2102224 Filosofia
Analise as afirmativas abaixo sobre a Filosofia Escolástica.
1. Inicialmente, chamavam-se escolásticos os mestres das escolas monacais da Idade Média.
2. Na história da filosofia, é o pensamento desenvolvido no Ocidente, entre os séculos IV e o século IX.
3. Uma das principais preocupações dos pensadores dessa corrente era a elaboração de uma filosofia cristã.
4. Santo Ambrósio é reconhecido como o principal filósofo escolástico do período medieval, pelos seus estudos sobre a demonologia.
5. Santo Tomás de Aquino considera que o conhecimento sensível é o ponto de partida para a reflexão filosófica.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
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Q2102223 Filosofia
Analise o texto abaixo:
A filosofia patrística resultou dos esforços dos apóstolos Paulo e João e dos Padres da Igreja para conciliar o cristianismo e o pensamento filosófico dos gregos e romanos como forma de propiciar a conversão dos ________________________à nova religião que representavam. Logo, a filosofia patrística visava a evangelização e a defesa do cristianismo nos conflitos morais e teóricos com os seus adversários. Entre os representantes da patrística destacaram-se, entre outros, ___________________ , Orígenes e Santo Agostinho.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
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Q2028512 Filosofia

Os textos a seguir abordam a noção de causalidade em Spinoza e Hume:

[...] A respeito dos modos da natureza de Deus, estes derivaram necessariamente dessa natureza também, não de uma maneira contingente, e isso tanto se considerarmos a natureza divina absolutamente quanto se a considerarmos como determinada a agir de uma certa maneira. Além disso, Deus é causa desses modos não apenas na medida em que eles existem simplesmente, mas também na medida em que os consideramos como determinados a produzir algum efeito. (SPINOZA, 2007, p. 89)


Vendo pela primeira vez a comunicação de movimento por impulsão, por exemplo, no choque de duas bolas de bilhar, um homem não poderia afirmar que um evento estava conectado ao outro, mas apenas que eles estavam conjugados. Após observar diversas situações dessa natureza, ele passa a afirmar que os eventos são conectados. Que alteração aconteceu para dar origem a essa ideia nova de conexão? Nada além do fato de ele agora sentir que esses eventos estão conectados em sua imaginação, podendo predizer prontamente a existência de um deles a partir da aparição do outro. Assim, quando dizemos que um objeto está conectado a outro, isso significa apenas que eles adquiriram uma conexão em nosso pensamento, dando origem à inferência pela qual um se torna prova da existência do outro. (HUME, 2007, p. 106, grifos do autor).


SPINOZA, B. Ética. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.


HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.


Sobre a relação entre os textos, é correto afirmar que


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Q2028508 Filosofia

65. [...] Ao invés de indicar algo que seja comum a tudo o que chamamos linguagem, digo que não há uma coisa sequer que seja comum a estas manifestações, motivo pelo qual empregamos a mesma palavra para todas - mas são aparentadas entre si de muitas maneiras diferentes. Por causa deste parentesco, ou destes parentescos, chamamos a todas de “linguagens”.


[...]


116. Quando os filósofos usam uma palavra - “saber”, “ser”, “objeto”, “eu”, “proposição”, “nome” - e almejam apreender a essência da coisa, devem sempre se perguntar: esta palavra é realmente sempre usada assim na linguagem na qual tem o seu torrão natal? - Nós reconduzimos as palavras do seu emprego metafísico de volta ao seu emprego cotidiano. (WITTGENSTEIN, 2007, p. 116; 169, grifos do autor)

WITTGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.



Com base nos trechos citados, é correto afirmar que 

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Q2028507 Filosofia

O que o Antropoceno põe em cheque, justamente, é a própria noção de anthropos, de um sujeito universal (espécie, mas também classe ou multidão) capaz de agir como um só povo. A situação propriamente etnopolítica do “humano” como multiplicidade intensiva e extensiva de povos deve ser reconhecida como implicada diretamente na crise do Antropoceno. Se não existe um interesse universal humano positivo, é porque existe uma diversidade de alinhamentos políticos dos diversos povos ou “culturas” mundiais com muitos outros actantes e povos não humanos (formando o que Latour chama de “coletivos”) contra os autointitulados porta-vozes do Universal. (DANOWSKI; CASTRO, 2014, p. 121, grifos dos autores)


DANOWSKI, D.; CASTRO, E. V. Humanos e terranos na terra de Gaia.

In: Há mundo por vir? - ensaio sobre os medos e os fins. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2014.


De acordo com o texto, 

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Q2028506 Filosofia

Fiquei sem respiração. Nunca, antes desses últimos dias, tinha pressentido o que queria dizer “existir”. Era como os outros, como os que passeiam à beira-mar com suas roupas de primavera. Dizia como eles: o mar é verde; aquele ponto branco lá no alto é uma gaivota, mas eu não sentia que aquilo existisse, que a gaivota fosse uma “gaivota existente”; comumente a existência se esconde. Está presente, à nossa volta, em nós, ela somos nós, não podemos dizer duas palavras sem mencioná-la, e afinal não a tocamos. [...] Se me tivessem perguntado o que era a existência, teria respondido de boa-fé que não era nada, apenas uma forma vazia que vinha se juntar às coisas exteriormente, sem modificar em nada sua natureza. E depois foi isto: de repente, ali estava, claro como o dia: a existência subitamente se revelara. Perdera seu aspecto inofensivo de categoria abstrata: era a própria massa das coisas, aquela raiz estava sovada em existência. Ou antes, a raiz, as grades do jardim, o banco, a relva rala do gramado, tudo se desvanecera; a diversidade das coisas, sua individualidade, eram apenas uma aparência, um verniz. Esse verniz se dissolvera, restavam massas monstruosas e moles, em desordem - nuas, de uma nudez apavorante e obscena. (SARTRE, 2007, p. 163)

SARTRE, J.-P. A náusea. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.


Com base no trecho citado, ao experimentar a náusea, o filósofo compreende que a  

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Respostas
461: D
462: B
463: C
464: A
465: B
466: C
467: A
468: C
469: B
470: E
471: A
472: D
473: C
474: A
475: B
476: D
477: B
478: D
479: A
480: D