Questões de Concurso
Sobre o sujeito moderno em filosofia
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“Meu método dialético, em seus fundamentos, não é apenas diferente do método hegeliano, mas exatamente seu oposto. Para Hegel, o processo de pensamento, que ele, sob o nome de Ideia, chega mesmo a transformar num sujeito autônomo, é o demiurgo do processo efetivo, o qual constitui apenas a manifestação externa do primeiro. Para mim, ao contrário, o ideal não é mais do que o material, transposto e traduzido na cabeça do homem. (...)
(...) A mistificação que a dialética sofre nas mãos de Hegel não impede em absoluto que ele tenha sido o primeiro a expor, de modo amplo e consciente, suas formas gerais de movimento. Nele, ela se encontra de cabeça para baixo. É preciso desvirá-la, a fim de descobrir o cerne racional dentro do invólucro místico.”
(MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I. Tradução Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013. p.78-79)
Ao delimitar uma diferença entre sua dialética e a dialética hegeliana, Marx transporta sua dialética das ideias para a realidade social em contradição. Refletindo sobre a dialética em Marx, podemos AFIRMAR que:
Sobre a ética do discurso de Apel e Habermas, podemos AFIRMAR:
(AUDI, Robert. DICIONÁRIO DE FILOSOFIA DE CAMBRIDGE. Tradução de João Paulo Neto. et.al. São Paulo: Paulus, 2006. p.788.)
Sobre o racionalismo, podemos AFIRMAR:
“O que levou Kant a elaborar toda a prospectiva do criticismo foram as observações céticas de Hume, que, levando às últimas consequências a abordagem empirista, demonstrou a inconsistência das noções de espaço e de tempo, reduzindo-as a fruto de um simples hábito. Kant quis resolver esse desafio considerando o espaço e o tempo como duas formas sintéticas a priori da percepção.” (NICOLA, Ubaldo. Antologia ilustrada de Filosofia: das origens à idade moderna. São Paulo: Globo, 2005, p. 328).
Qual das alternativas a seguir traz a concepção kantiana de espaço e tempo?
“Kant afirma que para que uma ação tenha um conteúdo moral, é necessário que ela atenda a dois critérios que são precisamente os critérios do a priori prático. Em primeiro lugar, é necessário que ela siga uma regra puramente formal, essa regra funciona como uma espécie de molde que se impõe sobre os conteúdos materiais da ação, conferindo-lhes seu caráter moral. Em segundo lugar, é necessário que ela seja motivada unicamente pelo conhecimento e pelo respeito que todos os seres racionais deveriam ter por essa forma de universalidade da ação. Desse modo, poderia se dizer da ação que ela adquire caráter universal e necessário. Kant admite que a ação moralmente correta possua alguma materialidade, mas não é o desejo por essa materialidade que deve motivar a ação, mas sim a conformidade ou o acordo da mesma com a forma da universalidade.” (DIAS, O. A Crítica de M. Scheler ao Formalismo na Ética de I. Kant. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017. p. 17. Destaque nosso.)
Sobre o sentido da palavra “conformidade” no trecho citado, assinale a alternativa correta.
Trazida até o século XIII por uma tradição na história da filosofia, a chamada sindérese é, segundo Tomás, parte responsável pela apreensão dos primeiros princípios da razão prática.
Sobre a sindérese no pensamento de Tomás de Aquino, assinale a alternativa correta.
“A técnica moderna introduziu ações de uma tal ordem inédita de grandeza, com tais novos objetos e consequências que a moldura ética antiga não consegue mais enquadrá-las. [...]. A presença do homem no mundo era um dado primário e indiscutível de onde partia toda ideia de dever referente à conduta humana: agora, ela própria tornou-se um objeto de dever – isto é, o dever de proteger a premissa básica de todo dever, ou seja, precisamente a presença de meros candidatos a um universo moral no mundo físico do futuro; isso significa, entre outras coisas, conservar este mundo físico de modo que as condições para uma tal presença permaneçam intactas”.
(JONAS, H. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006)
Considerando o trecho citado e as reflexões de Hans Jonas sobre o princípio da responsabilidade, é correto afirmar:
Observe a imagem a seguir.

(A boba, de Anita Malfatti, 1915-1916, óleo sobre tela, 61cm x 50,6 cm, acervo do Museu de Arte Contemporânea da USP.)
Sobre as perspectivas da arte, segundo a filosofia da arte na época contemporânea, assinale a alternativa correta.
A Filosofia nos diferentes períodos históricos (grega, medieval, moderna e contemporânea) estabeleceu uma relação distinta com a educação e a ciência. Sobre o assunto é correto afirmar:
Filósofo (384 AC) que acreditava que quando uma pessoa não verbalizasse, consequentemente não possuía linguagem, tão pouco pensamento.
O chamado ceticismo em relação ao mundo exterior, tal como se manifesta na filosofia moderna, problematiza a:
Uma característica da filosofia escolástica é unir procedimentos da fé e procedimentos da razão − ponto capital a cujo respeito cometeram-se muitos erros. Entretanto, a posição da maioria dos autores, em especial de São Tomás, é inteiramente clara:
I. Fé e razão provêm ambas de Deus − logo, não se podem opor realmente.
II. Como a razão humana não pode ter a pretensão de ser a Razão absoluta, deve aceitar o controle da fé.
O texto acima aborda o modelo de formação filosófica que não implica apenas na profissionalização do saber. Desse modo é incorreto afirmar que
PEREIRA, P. Ondina. Psicanálise e Filosofia: uma relação entre experiência psicanalítica e atividade filosófica In: Psychê - Ano VIII - nº 14 - São Paulo - jul-dez/2004 — p. 10
Segundo Sofia Vanni Rovighi, “o inconsciente já passara a fazer parte da doutrina de alguns filósofos” – nesse sentido, o inconsciente de Freud apresenta a novidade de não ser a mera negação do consciente, mas é inconsciente ativo e onipotente e se aproxima bastante da concepção de “vontade” em
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do espírito. Vozes, 1992, p. 31.
Para Hegel, a verdade última de seu “Ser” se encontra na articulação que cada coisa concreta exerce com o “espírito absoluto” – a essa articulação Hegel chamou
Considerando a filosofia cartesiana, avalie as afirmações a seguir.
I. Para Descartes, o Ser e sua estrutura são criações arbitrárias de Deus. II. Estão entre os princípios dessa filosofia: Dúvida metódica e o cogito. III. A bondade não implica uma livre decisão da vontade. IV. O pensar enquanto tal, não possui e não implica segurança ontológica.
É correto apenas o que se afirma em