Questões de Concurso
Comentadas sobre o que é a filosofia em filosofia
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D’ANCONA, M. Pós-verdade: a nova guerra contra fatos em tempos de fake news. Barueri: Faro Editorial, 2018 (adaptado).
Caso um professor de Filosofia promova em sala de aula a reflexão contida no texto, é correto afirmar que ele incitará os estudantes a realizar uma análise crítica acerca da difusão do conhecimento e a elaborar a compreensão sobre o
CASTIANO, J.; NGOENHA, S. Pensamento engajado: ensaios sobre filosofia africana, educação e cultura política. Maputo: Editora EDUCAR, 2011 (adaptado).
Considerando-se as ideias do texto e que a teoria das epistemologias do sul tornou-se uma das mais importantes no campo filosófico e social, principalmente como crítica à racionalidade hegemônica, é correto afirmar que a interculturalidade é uma característica das epistemologias do sul fundamentada
Nesse sentido, o ensino dessa disciplina requer do docente o emprego de
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
Com base no texto apresentado, assinale a opção que indica uma proposta adequada à elaboração de um plano de aula que promova postura filosófica.
Nessa situação, ao final desses projetos, os estudantes deverão compreender que as comunidades científicas produzem conhecimento considerando que os sistemas naturais e humanos são
Considerando a contribuição das aulas de Filosofia para o desenvolvimento do senso crítico, analise as seguintes afirmações:
I. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de pensar por si mesmo.
II. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de analisar criticamente as informações que se recebe.
III. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de formar suas próprias opiniões.
IV. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento do pensamento dogmático.
É correto o que se afirma em:
“Nosso ensino de filosofia ignora, por exemplo, cosmovisões como o conceito de ‘Bem-Viver’ - sumak kawsay, que compreende uma concepção de vida de povos andinos e a sua relação com o meio ambiente como um todo. A cosmovisão desses povos originários tem sido usada para se contrapor ao modelo de desenvolvimento da sociedade ocidental, na qual o Brasil está inserido. Teríamos a possibilidade de praticar efetivamente a filosofia entendida como modo de vida e não apenas como acúmulo de repertório teórico, ainda que tal repertório seja importante”.
(GONTIJO, P. Posfácio: O ensino de filosofia no Brasil e alguns de seus desafios. Kalagatos Fortaleza, v. 18, n. 2, 2021, p. 247)
TEXTO II
“Nossa proposta é simples, incluir o pensamento indígena no roteiro curricular de filosofia no ensino médio. E, sobretudo, considerando a filosoficidade desse pensamento. Em outro registro, consideramos indispensável que, para cumprir as exigências legais de implementação de conteúdos obrigatórios de história e culturas indígenas, possamos trazer à baila a interrogação: existe uma produção filosófica indígena?”
(NOGUERA, R. Introdução à filosofia a partir da história e culturas dos povos indígenas. Revista Interinstitucional Artes de Educar. Rio de Janeiro, v. 1, n. 3, out 2015 - jan 2016, p. 400)
Considerando os textos acima e as implicações da Lei Nº 11.645/2008 para o ensino de filosofia, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A não presença dos pensamentos indígenas no currículo é uma expressão da colonialidade do saber filosófico.
( ) Incluir as cosmovisões indígenas no ensino de filosofia é uma forma de combater o racismo epistêmico.
( ) A filosoficidade dos pensamentos indígenas é atestada pela sua aderência à cultura ocidental.
( ) A incorporação das produções filosóficas indígenas ao ensino contribui para conceber a filosofia para além da produção de um discurso teórico sobre as coisas.
Assinale a sequência CORRETA:
O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nas reflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.
I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.
II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.
III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.
IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.
V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.
Está CORRETO o que se afirma em:
“Imagine a multiplicidade dos jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros:
Comandar, e agir segundo comandos –
Descrever um objeto conforme a aparência ou conforme medidas –
Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho) –
Relatar um acontecimento –
Conjecturar sobre o acontecimento –
Expor uma hipótese e prová-Ia –
Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas –
Inventar uma história; ler –
Representar teatro –
Cantar uma cantiga de roda –
Resolver enigmas –
Fazer uma anedota; contar –
Resolver um exemplo de cálculo aplicado –
Traduzir de uma língua para outra –
Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.
– É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e de frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem.”
(WITTGENSTEIN, L.. Investigações filosóficas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 35 - 36)
Considerando o trecho acima e a concepção de linguagem na obra citada, assinale a afirmativa INCORRETA
Como resultado da racionalização do mundo, o conhecimento científico torna-se a principal referência na análise da realidade.
A respeito da atividade científica, é correto afirmar que:
Sendo o conceito um operador sintagmático, conectivo e vicinal, isto é, que sempre se liga a outros conceitos e outras ideias para produzir novos sentidos, fica evidente que não se pode tomar a Filosofia de forma isolada.
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2016. Manual do Professor, p.338.
Sobre o caráter interdisciplinar da Filosofia, estão corretas as afirmativas:
I. Enquanto as ciências modernas ganharam autonomia à medida que afirmaram sua singularidade disciplinar, a autonomia da Filosofia reside justamente em sua percepção da multiplicidade, sem a definição de objetos únicos.
II. O que é pensado pela Filosofia, na maioria das vezes é pensado também por outras disciplinas, sendo importante para ela o diálogo com as outras maneiras de abordar o mesmo objeto.
III. O diálogo com as demais disciplinas do currículo do Ensino Médio enriquece a reflexão filosófica experimentada dentro e fora da sala de aula, deixando claro que a Filosofia não é um conhecimento isolado.
IV. A aproximação da Filosofia por meio de temas facilita reaver a vocação inicial interdisciplinar dos estudos filosóficos, que foi tão frutífera para a história do pensamento.
O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.
(1) Sensibilização
(2) Problematização
(3) Investigação
(4) Conceituação
( ) Trabalhar com uma história em quadrinhos, uma música ou um filme.
( ) Experimentar o pensamento, pensar por si mesmo o que já foi pensado e encontrar ferramentas para enfrentar os problemas.
( ) Dar visibilidade à questão, explicitá-la.
( ) Explorar autores e temas, trabalhando uma diversidade de elementos.
A sequência de numeração correta é:
O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.