Questões de Concurso
Comentadas sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia
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Diante do exposto, analise as afirmativas abaixo:
I. Segundo Aristóteles, as virtudes morais são hábitos e por isso mesmo não podem ser ensinadas, mas apenas aprendidas na medida em que se vive cada vez mais de acordo com elas. II. Segundo Aristóteles é possível se atingir uma vida boa ou feliz por meio de um comportamento que combina moderação, boa sorte e sabedoria. III. De acordo com Aristóteles a felicidade é um objetivo para todos os seres humanos e por isso cada um possui uma forma de alcançá-la, não existindo um padrão ético último e universal. IV. Na ética da virtude de Aristóteles, o valor moral é uma questão puramente privada, desvinculada de como as pessoas interagem com as outras numa determinada comunidade.
Assinale a alternativa correta.
( ) Podemos considerar o hedonismo como uma forma de teoria ética teleológica, pois o que essa teoria recomenda é que tenhamos atitudes segundo o princípio de produzir maior felicidade como consequência de nossas ações, a qual é entendida como prazer. ( ) Os estoicos observam que, ao agir, procuramos acumular poder e riqueza, restringindo nossos desejos a coisas sobre as quais temos controle. ( ) Para o estoico, a razão pela qual alguém cumpre seu dever é que é a única maneira pela qual uma pessoa pode alcançar a verdadeira felicidade. ( ) Segundo os estoicos, a única maneira de cumprir nosso dever de viver em harmonia com o universo é ceder às nossas paixões, desejos e emoções.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
I. Na medida em que a ética, a filosofia política e a estética levantam questões sobre julgamentos relativos ao valor, elas se referem à axiologia. II. A tentativa filosófica da ética de fornecer um padrão para avaliar leis, religiões, costumes e preferências individuais é, ela mesma, baseada nos valores pessoais de cada filósofo. III. Como justificativa utilitária (Filosofia Utilitarismo) para a pena de morte, a teoria da reforma utilitarista recomenda uma mudança na sociedade como um todo por meio da eliminação de indivíduos ameaçadores na comunidade. IV. De acordo com Sócrates e Platão, devemos agir virtuosamente pelo bem dos outros, independentemente do agir moralmente melhorar nossa capacidade de discernir o que é bom ou de controlar nossas paixões.
Assinale a alternativa correta.
I. Uma das principais questões para Platão foi analisar e diferenciar aquilo que é eterno e imutável em contraposição aquilo que flui, movimentando-se. Concluiu que aquilo que é eterno e imutável está no plano ideal da razão, o qual chamou de mundo das ideias. Já aquilo que flui pertence ao mundo dos sentidos e acontecimentos, sendo sujeito à corrosão do tempo. II. Para Platão, a razão é eterna e imutável sempre emitindo juízos verdadeiros, pois ela se manifesta sobre dados que são eternos e universais. Já as opiniões do senso comum as quais são baseadas naquilo que é transitório são simples acontecimentos percebidos pelos sentidos que podem nos dar ideias falsas ideias, noções e conceitos sobre o que sentimentos ou percebemos. As opiniões dos homens estão baseadas na transitoriedade e não podem ascender por nenhum método para o mundo das verdades. III. Platão concebeu uma sociedade ideal, a qual ele compara com o corpo humano. A cabeça seria a sede da razão, o peito seria a sede da vontade e os desejos seriam a sede do baixo-ventre. A razão deve desenvolver a sabedoria; a vontade deve desenvolver a coragem e os desejos devem ser controlados. Essa sociedade ideal e harmônica deveria ser organizada, em analogia com o corpo humano, com os governantes sendo a cabeça, os soldados sendo o peito e os trabalhadores em geral sendo o baixo-ventre. Esse conceito platônico de sociedade foi considerado como a origem da concepção de “bem-estar social” e da democracia. IV. Na filosofia de Platão existe uma divisão entre dois mundos, a qual engendra também sua visão do homem como um ser separado por corpo de alma. O corpo sofre inclinações e paixões, sendo irracional, sensível e inferior, contaminando a pureza da alma racional e impedindo-a de contemplar as ideias perfeitas e eternas. A alma por não ser material pode ter acesso ao mundo das ideias.
Assinale a alternativa correta.
O conceito referenciado no texto explicita, predominantemente, um pensamento relacionado ao saber:
Pois isto é o que justamente a minha arte partilha com a das parteiras: sou incapaz de produzir saberes. Mas disso já muitos me criticaram, pois faço perguntas aos outros, enquanto eu próprio não presto declarações sobre nada, porque nada tenho de sábio.
(PLATÃO. Teeteto. Trad. Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2010. p. 202.)
Em relação ao texto e ao método socrático, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) No diálogo socrático, a alma recorda que “o homem é a medida de todas as coisas”.
( ) A arte socrática, que se assemelha à das parteiras, era a maiêutica das ideias.
( ) No método socrático, há a admissão da ignorância no “só sei que nada sei”.
( ) A maiêutica tem inspiração na prática discursiva da antilogia dos sofistas.
( ) O método argumentativo de Sócrates envolvia a ironia em sua dialética.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Meu caro Gláucon, este quadro [...] deve agora aplicar-se a tudo quanto dissemos anteriormente, comparando o mundo visível através dos olhos à caverna da prisão, e a luz da fogueira que lá existia à força da luz do Sol. Quanto à subida ao mundo superior e à visão do que lá se encontra, se a tomares como à ascensão da alma ao mundo inteligível, não iludirás a minha expectativa, já que é teu desejo conhecê-la. [...] Pois, segundo entendo, no limite do cognoscível é que se avista, a custo, a ideia de Bem; e, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; que no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para ser sensato na vida particular e pública.
(PLATÃO. República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2010. p. 319.)
Sobre a teoria do conhecimento de Platão, considere as afirmativas a seguir.
I. Há um paralelo entre o Sol, no mundo sensível, e a ideia de Bem, no inteligível.
II. A realidade sensível é uma imitação das essências inteligíveis.
III. O conhecimento sensível é incompleto se não buscar compreender o inteligível.
IV. Conhecemos a realidade inteligível confiando no que recebemos via sensação.
Assinale a alternativa correta.
Foi, com efeito, pela admiração que os homens, assim hoje como no começo, foram levados a filosofar, sendo primeiramente abalados pelas dificuldades mais óbvias, e progredindo em seguida pouco a pouco até resolverem problemas maiores: por exemplo, as mudanças da Lua, as do Sol e dos astros e a gênese do Universo. Ora, quem duvida e se admira julga ignorar: por isso, também quem ama os mitos é, de certa maneira, filósofo, porque o mito resulta do maravilhoso. Pelo que, se foi para fugir da ignorância que filosofaram, claro está que procuraram a ciência pelo desejo de conhecer, e não em vista de qualquer utilidade.
(ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 214.)
Sobre o texto e o surgimento da filosofia na Grécia Antiga, considere as afirmativas a seguir.
I. O início da filosofia se deveu à admiração diante do que se ignorava, partindo de questões triviais para as mais complexas, buscando, como o mito, explicar a realidade, mas se distinguindo deste por uma racionalidade mais exigente.
II. O mito, por sua beleza narrativa, provoca admiração devido à especulação racional exigente, enquanto a filosofia busca a utilidade, o que instiga o encantamento presente na explicação filosófica, distinguindo-a da mitológica.
III. A filosofia nasce da admiração diante do que os mitos narram como os atos heroicos de personagens tradicionais e os eventos atribuídos às divindades, procurando tirar o ser humano da ignorância e torná-lo senhor da natureza.
IV. O maravilhoso, no mito, é apresentado de forma poética, apelando para o imaginário, e, na filosofia, é o espanto com os fenômenos que faz a razão querer explicá-los.
Assinale a alternativa correta.
Considere as afirmações sobre a Filosofia Naturalista a seguir:
I. Tales, considerado o primeiro cientista, foi também o primeiro cientista reducionista ao reduzir toda a matéria a um único conjunto de propriedades – as da água.
II. Para sustentar a ideia de unicidade eternamente imutável, Zenão de Eleia utiliza a estratégia de redução ao absurdo e cria uma série de paradoxos para negar o movimento aparente da realidade.
III. Heráclito, representante da teoria mobilista, relaciona o movimento da natureza ao curso de um rio, e a água como princípio fundamental do cosmos.
IV. Parmênides e Heráclito acabam por concordar que, se o homem seguir a via do pensamento e não a da opinião, encontrará a verdadeira realidade, a unidade subjacente à diversidade das coisas, afirmando assim a unicidade da realidade.
São corretas as proposições: