Questões de Concurso
Sobre culturas em engenharia agronômica (agronomia)
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I. A tecnificação da pecuária com atividade isolada, seja para produção de carne ou de leite, visando atingir maior produtividade e a competitividade, traz custos fixos mais baixos. II. A prática de adubação em pastagens poderá ser intensificada no Brasil por meio de sistemas de rotação com lavoura, pois favorece o aumento da produtividade das pastagens em razão dos efeitos benéficos nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. III. Dentre os benefícios propiciados por esses sistemas de cultivo têm-se os tecnológicos, ecológicos e ambientais, e econômicos e sociais, destacando-se ainda os benefícios para as lavouras, para a pecuária (carne e leite) e para o componente florestal. IV. A obtenção de retornos econômicos mais favoráveis nos sistemas integrados não dependem da elevada produtividade das lavouras e da pecuária.
Assinale a alternativa correta:
A cultura do milho é de suma importância para Santa Catarina devido a ser base da composição de rações de suínos, bovinos e aves, além de ser base energética para bovinos através da silagem.
Neste sentido, vários são os conhecimentos técnicos sobre o assunto.
I. Para obter maiores incrementos de produtividade pode-se fazer uso de híbridos duplos, provenientes de duas linhas puras, que possuem elevado potencial produtivo e necessitam de adoção de alta tecnologia.
II. Para o cultivo pode-se fazer uso de híbridos triplos obtidos pelo cruzamento de um híbrido simples com uma linhagem pura e necessita médio a alto investimento.
III. Na fase vegetativa (entre V6 e V10) da cultura o potencial do número de fileiras por espiga é determinado e pode ser afetado pelo potencial genético e pelos fatores ambientais, e esse número pode ser reduzido se a planta for submetida a condições de estresse ambiental.
IV. VT PRO3TM é a primeira tecnologia do mercado para proteção da raiz do milho contra o ataque de Euschistus heros e também contra as principais pragas aéreas que atacam as folhas, colmo e espiga.
V. Para propriedades que usam baixo investimento pode-se fazer uso de variedade de polinização aberta, caracterizadas por serem altamente heterozigóticos e heterogêneos, apresentando maior estabilidade produtiva e variabilidade genética e menor produtividade.
Assinale a alternativa correta:
( ) Para otimizar seu potencial de rendimento recomenda-se aplicar os redutores de crescimento em cultivares suscetíveis ao acamamento, que deve ser realizado entre a semeadura ao afilhamento.
( ) O controle de infestantes como azevém, aveias e folhas largas deve ser realizado entre o alongamento de colmo e o florescimento.
( ) Para o controle do nanismo amarelo da cevada (VNAC), o agricultor pode utilizar fungicidas a base de triazóis ou estrubilurinas.
( ) Para o controle das giberela (Gibberella zeae) é recomendado a rotação de culturas, tratamento de sementes e fungicida na fase de floração e espigamento.
( ) Percevejos são pragas secundárias e não necessitam de monitoramento nas lavouras.
( ) O período de semeadura do trigo em Santa Catarina varia devido ao mesoclima de cada região, sendo que o agricultor deve utilizar os mapas agroclimáticos para proceder com a melhor época de semeadura em sua região.
A sequência correta de cima para baixo é:
O tratamento de sementes é eficiente somente para o controle das pragas que as danificam até o momento da emergência.
O rendimento de grãos da cultura do milho aumenta com a densidade de plantio, devido ao aumento do número de espigas por planta e do tamanho das espigas.
No sistema de plantio direto, a espécie formadora de palha deve apresentar elevada produção de biomassa e baixa persistência sobre o solo para favorecer, simultaneamente, a ciclagem de nutrientes e a efetiva proteção e retenção de umidade no solo.
Leia o texto abaixo para responder o que se pede em seguida.
Sistema de produção de hortaliças não-convencionais (PANCs)
O Brasil detém uma das maiores biodiversidade vegetal do mundo. Muitas dessas espécies apresentam um grande potencial alimentício, no entanto, estima-se que menos de 10% delas são utilizadas. Muitas dessas plantas são hoje conhecidas por PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais e, fazendo parte desse grupo, estão as Hortaliças Não Convencionais. Antigamente, elas eram muito cultivadas em comunidades tradicionais, de quilombolas, de ribeirinhos e entre as indígenas e, até mesmo, por nossos avós e bisavós, exercendo uma forte influência regional.
Mas hoje, o que se vê é a diminuição na produção e no consumo das hortaliças não-convencionais em todas as regiões do Brasil, tanto em áreas rurais quanto nas urbanas. Essa redução é decorrente de diversos fatores, como a perda da herança, ou seja, do repasse do conhecimento tradicional associado entre gerações; a falta de conhecimento e divulgação do uso dessas espécies, principalmente nos grandes centros; a grande preferência de consumo de hortaliças convencionais (alface, tomate, batata etc.); o aumento da procura por alimentos industrializados, resultado do acelerado ritmo de vida e da globalização. Todos esses fatores vêm provocando mudanças significativas nos padrões de vida alimentar da população, levando a perdas significativas de características socioculturais e da identidade de produção e de consumo de alimentos locais e regionais.
Apesar de apresentarem um elevado potencial produtivo, devido a características de rusticidade de produção, adaptabilidade e resiliência a diversas condições de cultivo e um enorme potencial de resposta frente às mudanças climáticas, dentre outras, além de elevado valor nutritivo e paladar diferenciado, muito valorizado pela gastronomia, a grande maioria delas não está organizada em cadeias produtivas.
Mesmo com todo esse cenário, algumas delas apresentam ainda uma grande influência na culinária e alimentação regionais, como a ora-pro-nóbis, que é muito utilizada em Minas Gerais em pratos à base de frango e carne; a vinagreira para preparo do famoso “arroz de cuxá”, no Maranhão e; o jambu, muito utilizado no Amazonas e no Pará para o preparo do “pato no tucupi”.
Nesse sentido, ações que visem o incentivo à produção e ao consumo das hortaliças não-convencionais, tanto em suas regiões de origem como em outras localidades, são de suma importância para o resgate do conhecimento tradicional e cultural, para a manutenção das espécies e variedades locais e ainda, para garantir a segurança alimentar e nutricional de populações locais e vulneráveis em função da diversidade e riqueza que essas espécies oferecem, sendo ainda uma alternativa de incremento de renda para pequenos agricultores.
(Adaptado de: EMBRAPA. “Sistema de produção de hortaliças não-convencionais (PANCs)”. Soluções tecnológicas. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/2613/sistema-de-producao-de-hortalicas-nao-convencionais-pancs).
Em relação às informações apresentadas no texto, analise as afirmações a seguir.
I. A quebra na transmissão do conhecimento entre gerações sobre plantas comestíveis e a industrialização dos alimentos são causas do desconhecimento sobre as PNAC hoje.
II. Ainda que mais de 90% das espécies de plantas com potencial alimentício no Brasil não sejam consumidas, algumas regiões têm Hortaliças Não Convencionais em sua culinária típica.
III. As Hortaliças Não Convencionais são plantas rústicas, adaptáveis e resilientes e, por estas características, têm seu potencial valorizado na cadeia produtiva.
IV. Pequenos agricultores vêm promovendo ações para aumento da produção e consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais.
V. As PNAC cultivavam-se, sobretudo, por povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas, então o resgate desses cultivos representa preservar a cultura dessas comunidades.
Todas as afirmações corretas estão em:
Podas de produção referem-se às realizadas durante a fase produtiva da planta, naturalmente realizadas após a colheita. Entre elas, há aquela poda que respeita e favorece as tendências naturais da árvore e substitui o sistema natural de ramificação e frutificação por um sistema artificial, denominada poda de
São objetivos a considerar na prática de poda em árvores frutíferas:
I. Obter frutos com melhor qualidade.
II. Orientar a forma das árvores em relação ao meio.
III. Manter o maior número possível de ramos na parte mediana das árvores.
Quais estão corretos?
Em um documento publicado pela Embrapa sob o título “Sistemas de poda”, encontra-se seguinte informação: “A poda consiste na eliminação de parte dos ramos ______________________ de uma planta, visando uma forma e produção adequadas à finalidade desejada. Um método de poda deve levar em consideração as diferentes arquiteturas das cultivares, assim como as ____________________.”
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Para as hortaliças cujo plantio é realizado por meio da semeadura direta, depois de um determinado período de tempo, deve-se realizar o desbaste ou raleio das plantas, segundo a publicação da Embrapa, “Horta em pequenos espaços”. Analise as assertivas a seguir, assinalando C, quando o modo de fazer estiver certo, ou E, quando o modo de fazer estiver errado.
( ) Arrancar as plantas mais fracas.
( ) Manter as plantas mais fortes em um espaçamento próximo ao recomendado.
( ) Ao desbastar as plantas, puxar as partes mais fracas lentamente pela base, com atenção para não afetar as raízes.
( ) Regar logo após o raleio, para que as plantas que permanecerem se recuperem mais rapidamente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Algumas pessoas conversam sobre quais hortaliças devem ser plantadas assim que o espaço para horta estiver pronto. Citaram aspectos, inerentes à condição climática para o melhor desenvolvimento dos vegetais, a serem avaliados para a adequada tomada de decisão:
⋅ Marcos falou que tanto faz qual a região e o tipo de plantio (mudas ou sementes), desde que a época seja de temperatura acima dos 24°C na maior parte do dia.
⋅ Aline mencionou sobre a adaptação das espécies ou cultivares e também sobre os materiais utilizados para o plantio.
⋅ Cristiana ressaltou a importância do preparo do solo e do espaçamento das plantas.
⋅ Helen chamou à atenção os cuidados que devem ser tomados, principalmente em relação a pragas e doenças.
Segundo a publicação da Embrapa, “Horta em pequenos espaços”, quais deles estão corretos em suas afirmações?
O Sistema Nacional de Centrais de Abastecimento classifica as hortaliças em três grupos, os quais o zelador precisa conhecer para realizar a adequada distribuição de mudas de plantas e o correto registro de dados. Nesse sentido, analise as informações a seguir quanto à descrição de cada grupo:
I. Hortaliças tuberosas: são aquelas em que as partes comestíveis se desenvolvem dentro do solo.
II. Hortaliças herbáceas: são aquelas cujas partes comestíveis encontram-se acima do solo, como as folhosas, os talos e hastes, as flores e inflorescências.
III. Hortaliças-fruto: são aquelas em que a parte comestível é o fruto, podendo este ser consumido verde ou maduro, todo ou em parte.
Quais estão corretas?
Segundo a publicação da Embrapa “O cultivo de hortaliças”, são ferramentas essenciais para uma horta pequena, EXCETO:
( ) China e Índia, respectivamente, são os maiores produtores mundiais de fruta. ( ) Acultura da uva liderou o ranking da fruta mais produzida no Brasil em 2019. ( ) O cajueiro é uma planta andromonoica. ( ) Agravioleira (Annona squamosa L.) é uma planta frutífera da família Annonaceae, originária da América Tropical. ( ) A cajazeira (Spondias mombin L.) é nativa das Américas do Sul e Central, e no Brasil é encontrada principalmente nas regiões Nordeste e Centro Oeste.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa.
( ) A cultura do milho responde ao fotoperíodo, sendo que variedades precoces, semeadas em meados de agosto, tendem a ser mais produtivas em função da menor exigência térmica e maior exigência em luz. ( ) Dos elementos climáticos, o fotoperíodo, a temperatura e a disponibilidade hídrica são os que mais afetam o desenvolvimento e a produtividade da soja. ( ) Temperaturas durante o período da noite iguais ou superiores a 30ºC garantem ao milho plena polinização e fecundação, o que gera estabilidade produtiva para a cultura, sendo um dos motivos de ser cultivada preferencialmente em safrinha no Brasil. ( ) Adaptada a todas as regiões brasileiras, a soja, para iniciar seu florescimento, precisa de temperatura mínima de 25ºC, sendo que temperaturas abaixo disso prolongam o período vegetativo, fato que a torna inadequada para cultivo em safrinha no estado do Rio Grande do Sul.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: