Questões de Concurso Comentadas sobre enfermagem
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Sobre Dengue, Zika e Chikungunya, analise as proposições a seguir:
I- O vírus da Dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Ae. aegypti, no ciclo: homem → Ae. aegypti → homem.
II- Chikungunya é uma enfermidade febril aguda, subaguda ou crônica, por início súbito de febre alta, cefaleia, mialgias e dor articular intensa, afetando todos os grupos etários e ambos os sexos.
III- Na Dengue, há transmissão por contato direto de um doente e de suas secreções com uma pessoa sadia.
IV- ZiKa é uma doença viral aguda e os casos costumam apresentar evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça.
V- Em todos os casos de Dengue, ZiKa e Chinkungunya há artralgia crônica, podendo persistir por anos. Essas três doenças bacterianas causam a síndrome congênita de microcefalia em todos os casos notificados.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, tendo como parâmetro as doenças e suas respectivas definições.
1. CANCRO MOLE
2. CANDIDÍASE
3. DONOVANOSE
4. LINFOGRANULOMA VENÉREO
5. SÍFILIS ADQUIRIDA
( ) Micose que atinge a superfície cutânea e/ou membranas mucosas. Na mucosa oral é caracterizada por placas brancas (aftas). Outra apresentação clínica é a forma atrófica, que se apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre o palato duro ou mole.
( ) Doença infecto-contagiosa sistêmica, de evolução crônica, com manifestações cutâneas temporárias, provocadas por uma espiroqueta de alta patogenicidade (Treponema pallidum). Sua evolução é dividida em recente e tardia.
( ) Doença bacteriana sexualmente transmissível, caracterizada pelo envolvimento do sistema linfático, tendo como processos básicos a trombolinfangite e perilinfangite. Sua evolução clínica apresenta 3 fases: fase primária, fase secundária e fase terciária. Tem por sinonímia: Mula e bubão.
( ) Doença de transmissão exclusivamente sexual, caracterizada por apresentar lesões múltiplas (podendo ser única), tipo úlceras, habitualmente dolorosas, de borda irregular, com contornos eritemato-edematosos e fundo irregular, cobertas por exsudato necrótico, amarelado e de odor fétido, que, quando removido, revela tecido de granulação que apresenta sangramento fácil quando submetido a traumatismos.
( ) Doença bacteriana de evolução progressiva e crônica, que acomete, preferencialmente, pele e mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais, podendo ocasionar lesões granulomatosas e destrutivas. Inicia-se por lesão nodular, única ou múltipla, de localização subcutânea, que eclode produzindo ulceração bem definida e cresce lentamente. É indolor e sangra com facilidade. A partir daí as manifestações estão diretamente ligadas às respostas tissulares do hospedeiro, originando formas localizadas ou externas e, até mesmo, lesões viscerais, por disseminação hematogênica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETAdesta associação.
Sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), analise as proposições:
I- O paciente com COVID-19 apresenta quadro de síndrome gripal (SG), podendo evoluir para síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
II- ASRAG se caracteriza por uma síndrome gripal grave que apresente: Dispneia/desconforto respiratório ou Pressão persistente no tórax ou Saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente ou Coloração azulada de lábios ou rosto.
III- ASRAG é caracterizada por uma doença bacteriana do trato respiratório superior e não tem nada a ver com o coronavírus.
IV- Na SRAG pode haver problemas na coagulação e rabdomiólise.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) e o tempo de trabalho disponível (TTD) são exemplos do uso de achados das pesquisas científicas para a melhoria da prática clínica do enfermeiro.
A distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem deve seguir o grupo de pacientes que apresentar a menor carga de trabalho, tendo em vista que, no quantitativo de profissionais, deverá ser acrescido o índice de segurança técnica de, no mínimo, 15% do total.
O dimensionamento do quadro de profissionais de enfermagem deve basear-se em características relativas aos serviços de saúde (missão, visão, estrutura organizacional), ao serviço de enfermagem (modelo gerencial e assistencial, índice de segurança técnica) e ao paciente (grau de dependência e realidade sociocultural).
A inadequação numérica e(ou) qualitativa de pessoal de enfermagem pode ocasionar sobrecarga de trabalho aos integrantes da equipe, comprometendo a saúde dos pacientes e a qualidade de vida dos profissionais.
O ciclo de esterilização a vapor para uso imediato só pode ocorrer em caso de urgência e emergência, desde que seja monitorado por integrador ou emulador químico e que os produtos para saúde sejam utilizados imediatamente após a execução do processo.
Na desinfecção química, o CME deve realizar a monitorização dos indicadores de efetividade dos desinfetantes utilizados em artigos semicríticos, como concentração e pH, no mínimo uma vez ao dia, antes do início das atividades.
A desinfecção de nível intermediário compreende o processo físico ou químico que destrói a maioria dos microrganismos patogênicos na forma vegetativa, inclusive micobactérias e fungos, de objetos inanimados e superfícies, e artigos semicríticos.
Caso a saúde do trabalhador seja prejudicada durante a sua atuação profissional, a instituição deverá preencher comunicação de acidente de trabalho (CAT) e encaminhá-la para a perícia do INSS, fornecendo-lhe atestado médico referente ao afastamento do trabalho dos primeiros 30 dias.
Para a prevenção dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, a instituição deve manter um programa de educação continuada para os trabalhadores que contemple, entre outros, o ciclo de vida dos materiais, biossegurança e uso de equipamentos de proteção individual (EPI).
Os resíduos que apresentam potencial para risco de infecção, com presença de agentes biológicos (grupo A), devem ser acondicionados em saco branco leitoso.
Além da higienização das mãos, o uso de máscara cirúrgica tanto pelo paciente quanto pelo profissional é medida de precaução para prevenir a transmissão de microrganismos por gotículas por meio de tosse, espirro ou fala, tais como meningites bacterianas, coqueluche, difteria, caxumba, influenza e rubéola.
As precauções-padrão (PP) devem ser aplicadas no atendimento de todos os pacientes hospitalizados, com estado infeccioso presumível ou confirmado, e, também, na manipulação de equipamentos e artigos contaminados ou suspeitos de contaminação.
Como medida primária, a higienização das mãos previne a transmissão de microrganismos pelas mãos desde que sejam observados três elementos essenciais: agente tópico com eficácia antimicrobiana; técnica adequada e no tempo preconizado; e adesão regular no seu uso nos momentos indicados.
Mesmo em situações que ameacem a vida e a dignidade, as ocorrências vivenciadas pelo paciente das quais o enfermeiro tenha conhecimento em razão da sua atividade profissional devem ser mantidas em sigilo, devido às razões éticas assumidas pelo profissional.
O profissional enfermeiro deve recusar-se a executar prescrição médica em caso de identificação de erro e(ou) ilegibilidade desta, mesmo em situação de urgência e emergência.
A prescrição de medicamentos por enfermeiros, mediante protocolos, é legalmente assegurada desde a regulamentação da profissão na década de 80 do século passado. No entanto, ainda há discussões que questionam a legalidade e a efetivação dessa atribuição.
Entre as justificativas para a instituição da estratégia para a assistência emergencial em casos de IHHFA, está a necessidade de obter informações relacionadas às possibilidades de recuperação dos pacientes.