Questões de Concurso Sobre direito administrativo
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Julgue o item subsequente.
A Lei nº 8.112/1990 prevê que a jornada de trabalho dos
servidores públicos federais não pode ser superior a 40
horas semanais, salvo nos casos em que houver previsão
específica de legislação própria ou acordo coletivo. Esse
limite busca assegurar condições dignas de trabalho e
evitar sobrecarga excessiva nos servidores.
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A Lei nº 8.429/1992 prevê que a penalidade de perda da
função pública, aplicável nos casos de improbidade
administrativa, pode ser temporária ou definitiva,
dependendo da gravidade do ato e das circunstâncias do
caso.
Julgue o item subsequente.
Segundo a Lei nº 8.112/1990, os servidores públicos
federais têm direito à licença-prêmio a cada cinco anos
de efetivo exercício, podendo acumular até três períodos,
totalizando 18 meses de licença remunerada. Essa
medida visa a valorizar a dedicação do servidor ao
serviço público e proporcionar momentos de descanso e
reconhecimento pelo tempo de serviço prestado.
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A Lei nº 8.112/1990 prevê que o servidor público federal
pode ser removido de ofício para outra localidade,
independentemente de sua concordância, desde que haja
motivo de interesse público devidamente justificado pela
administração. Essa medida visa a atender às
necessidades da administração pública e garantir a
eficiência na prestação dos serviços.
Julgue o item subsequente.
O mérito administrativo é um conceito que limita a
discricionariedade dos agentes públicos, exigindo que
todas as decisões sejam estritamente vinculadas aos
preceitos legais estabelecidos. Qualquer decisão
administrativa deve ser completamente regulamentada
por leis, restringindo a autonomia dos administradores
para decidir sobre questões complexas e multifacetadas.
Julgue o item subsequente.
Os atributos dos atos administrativos são características
secundárias que não influenciam sua validade ou
eficácia. Presunção de legitimidade e autoexecutoriedade
são princípios jurídicos obsoletos e sem relevância
prática na administração contemporânea. A ausência
desses atributos não compromete a autoridade ou a
efetividade dos atos administrativos.
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A Teoria dos Motivos Determinantes não se aplica aos
atos administrativos que possuam justificativas lógicas e
fundamentadas, mesmo que diferentes dos motivos
alegados inicialmente. Pelo contrário, a teoria visa
justamente garantir que a Administração Pública seja
transparente quanto aos motivos que fundamentam suas
decisões, independentemente da sua lógica interna,
desde que sejam devidamente motivadas e adequadas
aos fins previstos em lei.
Julgue o item subsequente.
A discricionariedade administrativa é reconhecida como
essencial para a eficácia da Administração Pública,
especialmente em áreas onde a regulamentação legal
não pode prever todas as circunstâncias possíveis. Esse
poder discricionário, no entanto, não é absoluto e deve
ser exercido dentro dos limites da legalidade, da
moralidade e da finalidade pública, garantindo assim a
proteção dos direitos dos cidadãos e a realização do
interesse público de forma justa e equitativa.
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Os atos administrativos podem ser revogados ou
anulados pela própria Administração Pública ou pelo
Poder Judiciário, caso não atendam aos requisitos de
validade ou sejam contrários aos interesses públicos. A
revogação ocorre quando o ato administrativo deixa de
ser conveniente ou oportuno, enquanto a anulação é
aplicada quando há vício que o torna ilegal desde sua
origem.
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A discricionariedade administrativa concede aos agentes
públicos total liberdade para decidir de acordo com seus
interesses pessoais e políticos, sem qualquer controle ou
balizamento pela lei. Na verdade, a discricionariedade é
sempre exercida dentro de um quadro normativo que
estabelece limites e critérios para sua aplicação, evitando
arbitrariedades e assegurando a conformidade com os
princípios constitucionais e legais.
Julgue o item subsequente.
A revogação de um ato administrativo é um poder
discricionário da Administração Pública para retirá-lo de
circulação quando não mais se mostrar conveniente ou
oportuno para a consecução do interesse público. Essa
medida está amparada na ideia de que a administração
deve adaptar suas decisões às necessidades dinâmicas
da sociedade, assegurando que os recursos públicos
sejam utilizados de maneira eficiente e eficaz.
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A invalidação de um ato administrativo por desvio de
finalidade é uma medida necessária para preservar a
moralidade administrativa e a legalidade dos atos
públicos. O desvio de finalidade ocorre quando o
administrador pratica o ato com um objetivo diferente
daquele previsto pela lei, o que compromete a própria
razão de existir do ato. Dessa forma, a anulação é um
instrumento para corrigir ilegalidades e proteger os
direitos dos administrados contra abusos ou desvios por
parte da Administração Pública.
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O ato administrativo vinculado é aquele em que a
Administração Pública não possui margem de escolha ou
discricionariedade na sua execução, devendo agir de
acordo com critérios objetivos estabelecidos pela lei.
Esse tipo de ato está sujeito apenas ao controle de
legalidade pelo Poder Judiciário, garantindo que a
Administração obedeça estritamente aos preceitos legais
ao praticá-lo.
Julgue o item subsequente.
A Lei nº 8.429/1992 estabelece que constitui ato de
improbidade administrativa a concessão de benefício
fiscal sem a observância das formalidades legais,
visando a beneficiar indevidamente terceiros. Essa
medida visa a combater práticas que possam prejudicar
os cofres públicos e desestimular a corrupção.
Julgue o item subsequente.
De acordo com a Lei nº 14.133, de 2021, em casos de
dispensa de licitação, a Administração Pública deve
justificar a escolha do contratado e comprovar que a
contratação direta atende ao interesse público. Essa
exigência de justificativa busca garantir a transparência e
a eficiência nas contratações diretas, prevenindo práticas
de favorecimento e corrupção, ao mesmo tempo que
assegura que o interesse público seja efetivamente
atendido.
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Conforme a Lei nº 8.429/1992, a indisponibilidade dos
bens do agente público pode ser decretada pelo juiz nas
ações de improbidade administrativa, como medida
cautelar para assegurar o ressarcimento ao erário,
limitada ao valor do suposto enriquecimento ilícito.
Julgue o item subsequente.
De acordo com a Lei nº 8.112/1990, é vedada a
acumulação de cargos públicos, salvo nos casos
expressamente permitidos pela Constituição Federal,
como, por exemplo, dois cargos de professor ou um
cargo de professor com outro técnico ou científico. Essa
restrição visa a evitar conflitos de interesse e garantir a
dedicação integral do servidor a uma única função
pública.
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De acordo com a Lei nº 8.112/1990, os servidores
públicos federais têm direito à estabilidade após três
anos de efetivo exercício no cargo, desde que aprovados
em avaliação de desempenho satisfatória. Essa medida
visa a proporcionar segurança funcional ao servidor e
estimular o desenvolvimento contínuo de suas
competências.
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A responsabilidade civil do Estado no Brasil é objetiva,
baseada na teoria do risco administrativo, conforme
disposto no artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. Essa
responsabilidade implica que o Estado deve indenizar os
danos causados a terceiros por atos comissivos ou
omissivos dos seus agentes, independentemente de dolo
ou culpa. Entretanto, o Estado pode, posteriormente,
buscar o ressarcimento junto ao agente causador do
dano, caso seja comprovado que ele agiu com dolo ou
culpa.
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O princípio da continuidade do serviço público determina
que os serviços públicos não podem ser interrompidos,
salvo por razões de força maior ou por motivo de
interesse público devidamente justificado. Esse princípio
busca assegurar a prestação contínua e ininterrupta dos
serviços essenciais à coletividade, independentemente de
eventuais mudanças na gestão pública ou de dificuldades
financeiras enfrentadas pela Administração.