Questões de Concurso Comentadas sobre política, poder e estado em sociologia

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Q3880066 Sociologia
Em alguns países da América do Sul, como Equador e Bolívia, processos constituintes recentes redefiniram o Estado como plurinacional e intercultural, a partir de debates sobre o papel estatal frente às demandas sociais historicamente marginalizadas. Esses processos participativos suscitaram discussões sobre a relação entre políticas de reconhecimento, organização do Estado e os modelos econômicos vigentes no capitalismo contemporâneo.

Considerando esse debate, é correto afirmar que 
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Q3879880 Sociologia
“Quanto ao poder, ele navega para longe da rua e do mercado, das assembleias e dos parlamentos, dos governos locais e nacionais, para além do alcance do controle dos cidadãos, para a extraterritorialidade das redes eletrônicas. Os princípios estratégicos favoritos dos poderes existentes hoje em dia são fuga, evitação e descompromisso, e sua condição ideal é a invisibilidade. Tentativas de prever seus movimentos e as consequências não previstas de seus movimentos (…) têm uma eficácia prática semelhante à da ‘Liga para Impedir Mudanças Meteorológicas’” (Bauman, 2001, p. 50).
Em novembro de 2025, em Belém (PA), a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) reuniu Estados-membros, atores da sociedade civil, povos indígenas, comunidade científica e representantes do setor produtivo para avaliar e redefinir compromissos relacionados ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas discutidos no contexto da Conferência, esteve a “pegada ambiental” da indústria tecnológica, especialmente aquela associada às Big Techs, cujo impacto ambiental se expressa no consumo intensivo de energia e de recursos naturais locais, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e da Inteligência Artificial (IA).
À luz dos argumentos desenvolvidos por Zygmunt Bauman acerca das transformações do poder na contemporaneidade, avalie o que se afirma.

I- O poder exercido pelas Big Techs exemplifica a extraterritorialidade característica da modernidade líquida, tal como descrita por Bauman, na medida em que seus fluxos de capital, dados e decisões operam em redes globais, escapando às jurisdições territoriais dos Estados-nação e dificultando a atribuição de responsabilidades ambientais diretas.
II- A estratégia de fuga e evitação própria do poder líquido, segundo Bauman, mostra-se limitada, pois os Estados-Nação – apoiados em agências reguladoras territorialmente estáveis – preservariam a capacidade decisiva de controlar, fiscalizar e sancionar as Big Techs por seus impactos ambientais.
III- A crescente dependência da IA em relação a recursos energéticos e minerais tende a fortalecer a solidez das instituições ambientais globais, na medida em que os acordos multilaterais têm conseguido submeter o poder corporativo global das Big Techs a regras estáveis e coercitivas.
IV- O impacto ambiental das Big Techs evidencia uma contradição central da modernidade líquida: a exaltação da liberdade, da mobilidade e da conectividade ilimitadas colide com a incapacidade política de controlar as consequências materiais, sociais e ecológicas dessa expansão.
V- Fóruns multilaterais como a COP30 podem ser compreendidos, à luz de Bauman, como instrumentos capazes de recompor a solidez perdida da política moderna, ao converter o poder fluido das redes digitais globais em compromissos jurídicos estáveis, passíveis de fiscalização efetiva pelos Estados-Nação.

Está correto apenas o que se afirma em
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Q3879873 Sociologia
A publicação de Raízes do Brasil, em 1936, por Sérgio Buarque de Holanda, marcou o pensamento políticosocial brasileiro ao analisar como a colonização portuguesa influenciou a formação social e cultural do Brasil, especialmente a tensão entre relações pessoais e instituições impessoais no processo de construção do Estado e da democracia brasileira.
Considerando os argumentos apresentados por Sérgio Buarque de Holanda, avalie o que se afirma a respeito do pensamento e da obra desse autor.

I- O modelo colonial português no Brasil, caracterizado pelo patrimonialismo, explica historicamente o surgimento do “homem cordial” e a dificuldade de estabelecer instituições impessoais e racionalmente organizadas em território brasileiro.
II- Inspirado pelos tipos puros weberianos, argumenta que o colonizador do tipo semeador encarnava a tentativa de transferir métodos europeus para os trópicos, exercendo controle estratégico sobre a ocupação e expansão territorial, enquanto o ladrilhador, em contraste, caracterizava-se por improvisação adaptativa, ajustando-se de maneira espontânea e flexível, improvisando soluções diante das contingências locais.
III- Afirma que os portugueses possuíam uma sociabilidade marcada pela capacidade de adaptação a diferentes contextos, traços que influenciaram o modo de colonização no Brasil, mas também contribuíram para o personalismo, o patrimonialismo e a fragilidade das instituições na formação social brasileira.
IV- Descreve a democracia brasileira como um “lamentável mal-entendido” porque foi transplantada sem base social compatível e suas ideias liberais não se enraizaram em uma sociedade definida estruturalmente pelo personalismo.
V- Sustenta que o bacharelismo, ao valorizar conhecimento jurídico formal, contribuiu para a construção de uma ordem social mais equitativa, na qual privilégios derivativos de relações pessoais eram progressivamente eliminados.

Está correto apenas o que se afirma em
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Q3870383 Sociologia
Ao abordar a relação centro-periferia na sociedade moderna globalizada, Edward Shils analisa:

"O centro da sociedade não monopoliza a autoridade na sociedade, e não é de forma alguma o único poder integrador na sociedade. [...] A representação une os numerosos executantes dessas ações autoritárias e as numerosas instituições das quais os executantes são membros e em nome das quais exercem autoridade, em uma imagem de um centro dominante e único da sociedade. Quando o centro possui estas propriedades decorrentes de uma ação presumivelmente eficaz, ele aguça os contornos da autodenominação daqueles que residem na periferia mais próxima, e difunde as imagens de forma mais vaga na periferia mais remota. O exercício do poder, da autoridade legítima e da influência visível, com a intenção de alcançar até os limites da sociedade, tende a estabelecer a identidade em nome do centro e da periferia. Os habitantes da periferia adquirem uma representação mais marcante de si mesmos como membros de sua sociedade quando o centro é proeminente e presumivelmente eficaz. A autodenominação é aparente, resultante do poder do centro. Ao mesmo tempo, a autodenominação permite que a autoridade central seja eficaz, e assim estabelece a base para a eficácia futura do centro" (Shils, 1982, p. 34, tradução livre).

SHILS, Edward. The constitution of society. Chicago: The University of Chicago Press, 1982.

Classifique as asserções abaixo apresentadas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), considerando a análise de Edward Shils sobre a nova ordem social produzida pela relação sociopolítica destacada no trecho:

( ) A nova ordem social produzida pela relação centro-periferia, que pode ou não ser geograficamente intercalada, resulta de uma dominação complexa e não totalitária.
( ) Essa relação centro-periferia, cuja natureza não é meramente burocrática, mas de bases sociais, culturais e políticas, pode ocorrer tanto entre os territórios nacionais quanto no interior deles.
( ) Há uma relação sociopolítica entre os processos de constituição da ordem legítima e a posição e capacidade produtora de legitimação das elites, nos mais diversos campos sociais.
( ) O poder, enquanto um fenômeno de gênese fundamentalmente social e ordenador da ordem social vigente, requer uma articulação entre esferas de legitimação e micropoderes de ordem cultural, econômica e política.
( ) A eficácia do poder do centro sobre a periferia na ordem social globalizada moderna requer invariavelmente a representação autodenominada da periferia na relação centro-periferia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das asserções acima apresentadas:
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Q3870381 Sociologia
"Na tipologia dos sistemas políticos, são chamados de autoritários os regimes que privilegiam a autoridade governamental e diminuem de forma mais ou menos radical o consenso, concentrando o poder político nas mãos de uma só pessoa ou de um só órgão e colocando em posição secundária as instituições representativas. Nesse contexto, a oposição e a autonomia dos subsistemas políticos são reduzidas à expressão mínima, e as instituições destinadas a representar a autoridade de baixo para cima ou são aniquiladas ou substancialmente esvaziadas. Em sentido psicológico, fala-se de personalidade autoritária quando se quer denotar um tipo de personalidade formada por diversos traços característicos centrados no acoplamento de duas atitudes estreitamente ligadas entre si: de uma parte, a disposição à obediência preocupada com os superiores, incluindo por vezes o obséquio e a adulação para com todos aqueles que detêm a força e o poder; de outra parte, a disposição em tratar com arrogância e desprezo os inferiores hierárquicos e em geral todos aqueles que não têm poder e autoridade. As ideologias autoritárias, enfim, são ideologias que negam de uma maneira mais ou menos decisiva a igualdade dos homens e colocam em destaque o princípio hierárquico, além de propugnarem formas de regimes autoritários e exaltarem amiudadas vezes como virtudes alguns dos componentes da personalidade autoritária. [...] A estrutura mais íntima do pensamento autoritário acha correspondência não em qualquer sistema autoritário e sim no tipo puro de regime autoritário conservador ou de ordem. Neste sentido, o pensamento autoritário não se limita a defender uma organização hierárquica da sociedade política, mas faz desta organização o princípio político exclusivo para alcançar a ordem, que considera como bem supremo" (Bobbio; Matteucci; Pasquino, 1998, p. 94-95).

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. 11. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. v. 1.

Segundo a definição dos autores no trecho citado, integram de forma fundamental os regimes autoritários:
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Q3870379 Sociologia
O fenômeno do poder centralizado no Estado, enquanto um dos elementos constituintes da modernidade, possui fundamentos sociológicos a partir de compreensões objetivas de natureza social.

Marque a alternativa que melhor apresente o fundamento social da política:
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Q3870061 Sociologia
Ao analisar o nascimento de uma nova anatomia política cujo objeto e finalidade são as relações de disciplina, Foucault faz referência a uma técnica de vigilância que visava a vigiar e controlar os corpos, consistindo em uma edificação periférica, em forma de anel, com uma torre no centro. O edifício periférico seria dividido em celas, cada qual com duas janelas, uma das quais daria para a torre. Na torre, um vigilante vigiaria cada janela, sem ser visto. Assim, cada sujeito olhado se converteria em objeto de informação sem nunca ser sujeito de comunicação.
Esse dispositivo, que foi amplamente replicado em fábricas, escolas e prisões, é:
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Q3838735 Sociologia

Analise as proposições e assinale V para verdadeiro e F para falso:



(__) A tecnologia influencia a economia, o trabalho e as relações sociais.


(__) As decisões políticas não impactam a vida cotidiana da população.


(__) A segurança pública é responsabilidade exclusiva do governo federal.


(__) A participação social fortalece a democracia em nível local e nacional.



Assinale a alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo: 

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Q4108111 Sociologia
Pierre Bourdieu, ao analisar como a linguagem se tornou um instrumento de dominação quando associada ao campo social, destacou que a eficácia da palavra não está em seu conteúdo apenas, mas também na autoridade que a enuncia. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa corretamente a perspectiva da linguagem em Bourdieu.
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Q4108102 Sociologia
Norbert Elias identifica que alguns grupos exercem poder simbólico sobre outros. A respeito do grupo dos estabelecidos, assinale a alternativa correta.  
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Q4108101 Sociologia
Norberto Bobbio apresenta uma distinção conceitual entre sociedade civil e Estado. Compreender essa diferença é fundamental para analisar dinâmicas entre poder político e organização da vida social. Com base no pensamento de Bobbio, assinale a alternativa correta. 
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Q4108099 Sociologia
O espaço gaúcho não pode ser compreendido apenas a partir de sua geografia física, mas também de suas práticas sociais, relações políticas e manifestações culturais. Nesse sentido, o território corresponde a(ao) 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2025 - PM-SP - Aluno-Oficial PM (Inglês) |
Q4064581 Sociologia
O sociólogo Max Weber faz uma análise das diferentes formas de autoridade e dos modos pelas quais elas alcançam legitimidade social. Uma dessas formas se baseia na devoção de uma coletividade a uma figura de liderança considerada como indivíduo excepcional.
Trata-se do poder 
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Q3920452 Sociologia
A função básica do Estado nas sociedades capitalistas, segundo Valter Bracht, em 1997, é garantir a reprodução do capital. Em seu entendimento crítico, o esporte contribui para essa função, na medida em que promove a reprodução da força de trabalho e atenua as tensões sociais por meio de um efeito estabilizador. Nesse sentido, algumas características do esporte de alto rendimento o tornam atrativo para o Estado. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que apresenta essas características.

I. O esporte apresenta uma linguagem simples e regras de fácil compreensão. Adapta-se bem às características da comunicação de massa e à indústria do entretenimento.
II. Os resultados do esporte de alto rendimento são anunciados imediatamente após seu encerramento, e a imprevisibilidade de tais resultados gera tensão emocional.
III. O esporte oferece à população uma possibilidade de se identificar com um coletivo, como, por exemplo, a categoria de nação, que apresenta forte conotação política.
IV. O esporte permite ao espectador uma compensação para o mundo do trabalho.
V. As nações medem economicamente sua eficácia por meio da medida do rendimento econômico dos atletas.
VI. O atleta vencedor é eleito como representante nacional. Sucessos esportivos geram prestígio nacional.
VII.O nacionalismo torna-se a base de legitimação do esporte de alto rendimento.
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Q3902172 Sociologia
No modelo de governança das democracias e das repúblicas contemporâneas, existe o fenômeno sociopolítico dos governos de coalizão. Segundo Limongi e Figueiredo (2017), na coalização a iniciativa, a formulação e a proposição da agenda de governo cabem ao Poder Executivo, ao Presidente ou ao seu partido, mas com o apoio de parlamentares das casas legislativas dos outros partidos coalizados. Assim, as negociações e as concessões entre aliados são o “arroz com feijão” de governos multipartidários, seja no parlamentarismo, seja no presidencialismo.

LIMONGI, F.; FIGUEIREDO, A. C. A crise atual e o debate institucional. Novos Estudos Cebrap, v. 36, n. 3, 2017, p. 87-88

Considerando o exposto, avalie as assertivas a seguir.

I. Uma das intenções para se manter a agenda de governo com a coalização é a de assegurar que o mandato popular que emergiu das urnas se cumpra.
II. A lógica da coalização partidária para que exista governabilidade é a de emendar a agenda proposta pelo Poder Executivo junto ao Poder Judiciário.
III. O presidencialismo de coalizão caracteriza-se como um sistema no qual, para se aprovar os projetos de governo, é necessário ter maiorias parlamentares.

Estão corretas as afirmações 
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Q3902168 Sociologia
A desconfiança política em excesso por parte de cidadãos que percebem as instituições democráticas como algo, pelo menos, diferente daquilo para o qual se supõe que elas tenham sido criadas (Moisés; Carneiro, 2008) é um fenômeno social que tem se manifestado de forma atual e acentuada, desconfiança que pode gerar mudanças positivas, mas que, também, pode produzir um nível de insatisfação que pode trazer prejuízos para todos que convivem nas democracias representativo-partidárias contemporâneas. No Brasil, no ano de 2024, a pesquisa A Cara da Democracia, realizada pelo Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação (IDDT-INCT) revelou que apenas 5% dos entrevistados afirmaram ter confiança nos partidos políticos, e 22% têm confiança nas Forças Armadas. Ainda, 37% dos entrevistados na pesquisa têm desconfiança do Superior Tribunal Federal (STF), e 32% têm desconfiança da Justiça Eleitoral.

MOISÉS, J. A; CARNEIRO, G.P. Democracia, desconfiança política e insatisfação com o regime: o caso do Brasil. Opinião Pública, v. 14, n. 1, p. 1-42, 2008.

Com base no exposto, avalie as afirmações a seguir.

I. Os índices elevados de desconfiança não correm o risco de se transformar em descrédito e rejeição nas instituições democráticas por parte da população.
II. A desconfiança em certas instituições da democracia significa que este regime de governo está em perigo e pode não continuar a existir pelo voto popular.
III. A qualidade da democracia pode ser posta em questão e revisão porque o descrédito dos cidadãos passa a questionar princípios do sistema democrático.
IV. O reduzido nível de confiança nos partidos políticos abala a legitimidade dessas instituições e fragiliza a participação social ampla na vida política.

É correto o que se afirma em 
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Q3902160 Sociologia
Max Weber faz uma diferenciação importante entre os conceitos de poder e de dominação quando trata, em sua teoria sociológica, sobre os “tipos puros de dominação legítima” na história das sociedades. O poder é definido como a probabilidade de se impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências e isso significa, grosso modo, que a vontade de um grupo social ou indivíduo dentro de uma coletividade pode ser imposta mesmo contra a vontade de outros. Já a definição de dominação significa a probabilidade de se encontrar obediência a um mandato e tem diversos motivos (racionais-legais, de carisma pessoal ou das tradições) que fundamentam essa subordinação. De outro modo, a dominação é legítima ou legitimada quando aqueles que estão subordinados a ela reconhecem, nesse domínio exercido, razões para obedecer e concordar com o mandato social.

Com base no exposto, analise as afirmações a seguir.

I. Os Estados autoritários ou ditatoriais exercem poder sobre seus cidadãos e não propriamente uma dominação legítima nessa perspectiva weberiana.
II. O chefe de uma empresa, ao mandar que alguns funcionários, a contragosto, espionem as atividades de outros colegas, exerce essa dominação de Weber.
III. Os cidadãos de um Estado, ao obedecerem às leis e às normas do país, entendo-as como bases do convívio social, estão subordinados a um tipo de dominação.

Estão corretas as afirmativas 
Alternativas
Q3902158 Sociologia
“O governo ou o estado nacional que exerce seu domínio espalhando terror através de ideologias que pretendem o domínio total divide a sociedade, as pessoas e promove a dissolução da pluralidade sociocultural em um só ideal de vida coletiva, com uma só crença e um único de modo de viver. Ele elimina a liberdade individual, isola as pessoas e os grupos, produz ideologicamente os inimigos do estado e representa, assim, a dissolução do tecido social.”

Sobre o trecho anterior, assinale a alternativa correta. 
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Q3902156 Sociologia
“Desde o início, o sionismo é um projeto colonial baseado numa forma de supremacismo racial. A pretensa ‘única democracia do Oriente Médio’ nunca foi nada além de um regime policial e de segregação. Mas isso não incomoda a boa consciência do Ocidente, certamente porque o racismo antiárabe, embora inconfessado, está cada vez mais normalizado na América do Norte e na Europa”.

MIGUEL, Luis Felipe. Israel – um Estado terrorista. Instituto Humanitas Unisinos – IHU, São Leopoldo, 2024.

O texto anterior apresenta um diagnóstico assombroso do estado da civilização na relação entre o Norte e o Sul, tal como consolidado hoje na guerra de Israel contra a Palestina e o Líbano.
A democracia, no texto do professor Luis Felipe Miguel, quer dizer
Alternativas
Q3902148 Sociologia
“Uma dominação cega de tipo escravagista não é economicamente rentável para a metrópole. A fração monopolista da burguesia metropolitana não apoia um governo cuja política é unicamente a da espada. O que os industriais e os financistas da metrópole esperam do seu governo não é que ele dizime as populações, mas que salvaguarde, por meio de convenções econômicas, os seus ‘interesses legítimos’”.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2005., p. 83.

Para Fanon, o colonialismo atual se caracteriza muito mais 
Alternativas
Respostas
61: B
62: A
63: E
64: D
65: D
66: E
67: C
68: E
69: B
70: E
71: C
72: D
73: E
74: D
75: B
76: C
77: A
78: D
79: C
80: A