Questões de Concurso Sobre mundo do trabalho em sociologia

Foram encontradas 566 questões

Q3567097 Sociologia

Ricardo Antunes, no livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, indica que: “Particularmente nas últimas décadas a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações nas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mudanças no interior do mundo do trabalho”(Adaptado).


No novo cenário da sociabilidade humana decorrente da crise do capital, Ricardo Antunes ressalta as mudanças relativas

Alternativas
Q3567092 Sociologia

No livro A sociedade da insegurança e a violência na escola, Flavia Schilling refere-se a uma percepção sobre a atualidade compartilhada por sociólogos contemporâneos segundo a qual: “A promessa de que o desenvolvimento técnico e científico nos livraria das guerras revela-se falsa. Duvidamos de que possamos dar conta do desafio de conciliar liberdade e segurança. O progresso material parece não tender ao fim da fome e da criação de condições de vida dignas para todos. Assistimos (já conformados?) a guerras que se prolongam no tempo” (2014. Adaptado).


Para Flávia Schilling, a percepção explicitada no excerto refere-se

Alternativas
Q3566228 Sociologia
O debate sobre a natureza e a função do lazer na sociedade contemporânea tem sido um campo de investigação crucial para a Educação Física e áreas afins. A análise crítica desse fenômeno aponta que, em decorrência da reestruturação econômica e social global, o lazer passou por uma profunda transformação em seu significado e papel social. De um tempo socialmente construído para a recuperação da força de trabalho, ele vem se subordinando cada vez mais diretamente à lógica de produção e reprodução do capital (Mascarenhas, 2005). No contexto da Educação Física escolar, tal debate se articula com a necessidade de tratar criticamente os conteúdos de recreação e lazer, compreendendo-os não apenas como práticas espontâneas ou instrumentais, mas como expressões culturais atravessadas por contradições sociais, econômicas e políticas. Com base nessa crítica sobre a transformação do lazer em uma mercadoria hegemônica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3539637 Sociologia
Um dos temas discutidos por Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, é a restruturação produtiva, sobre a qual ele afirma: “Nesse contexto que o processo de recuperação capitalista, iniciado no pós-45 no Japão, emergiu como um receituário com força crescente no mundo ocidental a partir de meados dos anos 70, como uma tentativa de recuperação capitalista da crise estrutural que então se desenhava nos principais países capitalistas centrais”.
A reestruturação produtiva, segundo Ricardo Antunes, consolidou-se como uma 
Alternativas
Q3539629 Sociologia
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes argumenta que: “uma vida cheia de sentido fora do trabalho supõe uma vida dotada de sentido dentro do trabalho. Não é possível compatibilizar trabalho assalariado, fetichizado e estranhado com tempo (verdadeiramente) livre”.
Com base na análise de Ricardo Antunes, o tempo livre 
Alternativas
Q3539615 Sociologia
Sobre as transformações ocorridas no campo do trabalho nas últimas décadas, Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, afirma: “O mundo do trabalho viveu, particularmente nos países capitalistas avançados, um processo múltiplo: de um lado verificou-se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril. Mas, paralelamente, efetivou-se uma significativa subproletarização do trabalho, decorrência das formas diversas de trabalho parcial, terceirizado, subcontratado, vinculado à economia informal, etc.” (Adaptado).
Considerando a análise de Ricardo Antunes sobre as transformações do trabalho, conclui-se que a 
Alternativas
Q3539608 Sociologia
Ao discutir a reestruturação produtiva capitalista, Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, afirma: “o envolvimento interativo aumenta ainda mais o estranhamento e a alienação do trabalho, ampliando as formas modernas da reificação, distanciando ainda mais a subjetividade do exercício daquilo que Nicolas Tertulian, na esteira do Lukács na maturidade, sugestivamente denominou exercício de uma subjetividade autêntica e autodeterminada”.
A respeito do trabalho contemporâneo na reestruturação produtiva, Ricardo Antunes argumenta que 
Alternativas
Q3539600 Sociologia
Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, discute a seguinte tese: “O estudo das relações entre trabalho produtivo e improdutivo, manual e intelectual, material e imaterial, bem como a forma assumida pela divisão sexual do trabalho, a nova configuração da classe trabalhadora, [...], permitiu-me recolocar e dar concretude à tese da centralidade da categoria trabalho na formação societal contemporânea, contra a desconstrução teórica que foi realizada nos últimos anos”.
A tese defendida por Ricardo Antunes, no excerto, argumenta a favor de 
Alternativas
Q3529027 Sociologia
Tiago Muniz Cavalcanti e Rafael Garcia Rodrigues, no artigo Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem, defendem que o trabalho escravo no Brasil
Alternativas
Q3527957 Sociologia
Um empregador “ponto com” pode comentar, com aprovação, sobre um empregado: “Ele é um chateação zero”, querendo dizer que ele está disponível para assumir atribuições extras, responder a chamados de emergência, ou ser realocado a qualquer momento. Morar a alguma distância do emprego e/ou carregar o peso de uma mulher ou filho aumentam o “coeficiente de chateação” e reduzem as chances de emprego do candidato. O empregado ideal seria uma pessoa sem vínculos, compromissos ou ligações emocionais anteriores, e que evite estabelecê-los agora; uma pessoa pronta a assumir qualquer tarefa que lhe apareça e preparada para se reajustar e reacomodar de imediato suas próprias inclinações; uma pessoa acostumada a um ambiente em que “acostumar-se” é algo malvisto e, portanto, imprudente; além de tudo, uma pessoa que deixará a empresa quando não for mais necessária, sem queixa nem processo.
(Zygmunt Bauman, 2022)


No excerto, aponta(m)-se criticamente
Alternativas
Q3527935 Sociologia
Outra tendência operada pelo capital, na fase da reestruturação produtiva, no que concerne à relação entre trabalho e valor, é aquela que reduz os níveis de trabalho improdutivo dentro das fábricas. A eliminação de várias funções, como supervisão, vigilância, inspeção, gerências intermediárias etc., medida que se constitui em elemento central da empresa capitalista moderna, visa a transferir e incorporar ao trabalho produtivo atividades que eram anteriormente feitas por trabalhadores improdutivos.
(Antunes, 2009)

A tendência referida no texto constitui um aspecto próprio do
Alternativas
Q3527934 Sociologia
Para Ricardo Antunes (2009), a expressão “classe que vive do trabalho” tem como primeiro objetivo conferir validade contemporânea ao conceito marxiano de classe trabalhadora. Quando tantas formulações vêm afirmando a perda da validade analítica da noção de classe, essa designação pretende enfatizar o sentido atual da classe trabalhadora, sua forma de ser.
Para o autor, a expressão “classe que vive do trabalho” designa
Alternativas
Q3527933 Sociologia
Com o avanço da tecnologia no mundo do trabalho, têm se intensificado também novas formas de exploração do trabalho, inclusive, utilizando-se da divisão sexual do trabalho, como afirma Anna Pollert com base em seus estudos sobre o trabalho fabril.
(Ricardo Antunes, 2009)

Considerando as pesquisas de Anna Pollert, Ricardo Antunes ressalta que
Alternativas
Q3527926 Sociologia
Na divisão do trabalho, operada pelo capital dentro do espaço fabril, geralmente as atividades de concepção ou aquelas baseadas em capital intensivo são preenchidas pelo trabalho masculino, enquanto aquelas dotadas de menor qualificação, mais elementares e muitas vezes fundadas em trabalho intensivo, são destinadas às mulheres trabalhadoras (e, muito frequentemente, também aos trabalhadores/as imigrantes e negros/as).
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)

No texto, o autor aponta que a divisão do trabalho fabril 
Alternativas
Q3527925 Sociologia
A denominada crise do fordismo e do keynesianismo nos anos de 1980 era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. Ela exprimia, em seu significado mais profundo, uma crise estrutural do capital. Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico e político de dominação, cujo contorno mais evidente foi o advento do neoliberalismo, do qual a era Thatcher-Reagan foi a expressão mais forte.
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)

A crise do fordismo e do keynesianismo a que se refere o excerto consiste
Alternativas
Q3527924 Sociologia
Mais do que nunca, no início do século XXI, bilhões de homens e mulheres dependem exclusivamente de seu trabalho para sobreviver e encontram cada vez mais situações instáveis, precárias, quando não inexistentes de trabalho. Ou seja, enquanto se amplia o contingente de trabalhadores e trabalhadoras no mundo, há uma constrição monumental dos empregos, corroídos em seus direitos. Maquinaria perversa e satânica que vem gerando um gigantesco contingente de desempregados pela própria lógica destrutiva do capital – a qual, ao mesmo tempo que expulsa centenas de milhões de homens e mulheres do mundo produtivo em seus trabalhos estáveis e formalizados, recria, em distantes espaços, novas modalidades informalizadas e precarizadas de geração do mais-valor. Mas contra a simplória tese da finitude do trabalho, este se mostra, em sua forma de ser, um espaço de sociabilidade, mesmo quando é marcado por traços dominantes de estranhamento e alienação.
(Ricardo Antunes, 2009)

Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho
Alternativas
Q3527578 Sociologia

Hoje em dia, deficit de poder e recursos afligem a maioria dos Estados-nação que luta para desempenhar a contento a tarefa da comodificação – deficit causados pela exposição do capital nativo à competição cada vez mais intensa resultante da globalização dos mercados de capitais, trabalho e mercadorias, e pela difusão planetária das modernas formas de produção e comércio, assim como dos deficit provocados pelos custos, em rápido crescimento, do “Estado de bem-estar social”, esse instrumento supremo e talvez indispensável da comodificação do trabalho.



A comodificação a que se refere Bauman (2022) no excerto é um fenômeno contemporâneo que permite

Alternativas
Q3527576 Sociologia

O sistema de metabolismo social do capital nasceu como resultado da divisão social que operou a subordinação estrutural do trabalho ao capital. Não sendo consequência de nenhuma determinação ontológica inalterável, esse sistema de metabolismo social é o resultado de um processo historicamente constituído. Os seres sociais tornaram-se mediados entre si e combinados dentro de uma totalidade social estruturada, mediante um sistema de produção e intercâmbio estabelecido. Um sistema de mediações de segunda ordem sobredeterminou suas mediações primárias básicas, suas mediações de primeira ordem.


(Antunes, 2009)



Segundo Ricardo Antunes, é característica das mediações de primeira ordem dos seres humanos: 

Alternativas
Q3527575 Sociologia

Particularmente nas últimas décadas, a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações, tanto nas formas de materialidade quanto na esfera da subjetividade, dadas as complexas relações entre essas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mutações no interior do mundo do trabalho.


(Antunes, 2009)




A mutação a que se refere Ricardo Antunes no excerto é

Alternativas
Q3523785 Sociologia

No livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes caracteriza o cenário atual do trabalho do seguinte modo: “Estamos vivenciando [...] a erosão do trabalho contratado e regulamentado, dominante no século XX, e assistindo à sua substituição pelas terceirizações, por diferentes modos de flexibilização, pelas formas de trabalho part time, pelas diversas formas de ‘empreendedorismo’, ‘cooperativismo’, ‘trabalho voluntário’, terceiro setor etc.”.

Segundo Antunes, o cenário descrito ocorre devido à

Alternativas
Respostas
121: C
122: D
123: C
124: E
125: E
126: C
127: C
128: A
129: E
130: E
131: A
132: C
133: D
134: D
135: B
136: C
137: D
138: A
139: D
140: E