Questões de Concurso Sobre mundo do trabalho em sociologia

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Q3523767 Sociologia

Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes analisa a crise do capital: “A denominada crise do fordismo e do keynesianismo era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. [...] Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico”.

Diante da crise mencionada, Ricardo Antunes argumenta que a resposta do capital à crise priorizou

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Q3523757 Sociologia

Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes aborda a divisão sexual do trabalho: “Vivencia-se um aumento significativo do trabalho feminino, que atinge mais de 40% da força de trabalho em diversos países avançados. [...] Sabe-se que esta expansão do trabalho feminino tem, entretanto, significado inverso quando se trata da temática salarial, terreno em que a desigualdade salarial das mulheres contradita a sua crescente participação no mercado de trabalho”.


De acordo com o excerto, a divisão do trabalho mencionada

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Q3523747 Sociologia

Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, apresenta a seguinte tese sobre o trabalho: “Posso afirmar também que, em vez da substituição do trabalho pela ciência, ou ainda da substituição da produção de valores de troca pela esfera comunicacional ou simbólica, da substituição da produção pela informação, o que vem ocorrendo no mundo contemporâneo é uma maior inter-relação”.

A tese apresentada por Antunes pode ser compreendida por meio da inter-relação entre

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Q3503868 Sociologia
O processo de reestruturação produtiva no Brasil, intensificado a partir da década de 1990, promoveu formas flexíveis de organização da produção e do trabalho, gerando consequências para as condições de trabalho e para a saúde dos trabalhadores. É correto afirmar que essa mudança resultou em
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Q3502803 Sociologia
A divisão do trabalho é característica das sociedades complexas e, no caso da divisão técnica, seus fundamentos são essenciais para o aumento da produtividade nas organizações industriais. No entanto, diversos autores formularam críticas a esse processo, quando essa divisão se manifesta de forma excessivamente pormenorizada. Entre as principais críticas, destaca-se 
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Q3430096 Sociologia
De maneira distinta do consumo, que é basicamente uma característica e uma ocupação dos seres humanos como indivíduos, o consumismo é um atributo da sociedade. Para que uma sociedade adquira esse atributo, a capacidade profundamente individual de querer, desejar e almejar deve ser, tal como a capacidade de trabalho na sociedade de produtores, destacada (“alienada”) dos indivíduos e reciclada/reificada numa força externa que coloca a “sociedade de consumidores” em movimento e a mantém em curso como uma forma específica de convívio humano.

Com base no excerto, ao afirmar que “o consumismo é um atributo da sociedade”, Bauman ressalta que
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Q3430093 Sociologia
O exercício do trabalho autônomo, eliminado o dispêndio de tempo excedente para a produção de mercadorias, eliminado também o tempo de produção destrutivo e supérfluo (esferas estas controladas pelo capital), possibilitará o resgate verdadeiro do sentido estruturante do trabalho vivo, contra o sentido (des)estruturante do trabalho abstrato para o capital. (Antunes, 2009)

Para Ricardo Antunes, o trabalho vivo consiste em
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Q3430092 Sociologia
A redução do proletariado estável, herdeiro do taylorismo/fordismo, a ampliação do trabalho intelectual abstrato no interior das fábricas modernas e a ampliação generalizada das formas de trabalho precarizado (trabalho manual abstrato) sob a forma do trabalho terceirizado, part time, desenvolvidas intensamente na “era da empresa flexível” e da desverticalização produtiva, são fortes exemplos da permanência de vigência da lei do valor. (Antunes, 2009. Adaptado)

A lei do valor a que se refere Ricardo Antunes determina que
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Q3430091 Sociologia
Embora a esfera da linguagem ou da comunicação seja um elemento constitutivo central do ser social em sua gênese e em seu salto ontológico em relação às formas anteriores, como aponta Habermas, não posso concordar com ele quando confere à esfera intercomunicacional o papel de elemento fundante e estruturante do processo de sociabilização do ser humano. (Antunes, 2009. Adaptado)

Ricardo Antunes entende, contrariamente a teses defendidas por Habermas, que o elemento fundante e estruturante da socialização humana é
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Q3430090 Sociologia
O sistema do capital, desprovido de uma orientação humano-societal significativa, configurou-se como um “metabolismo social”, ou sistema de organização e controle, em que o valor de uso foi totalmente subordinado ao seu valor de troca, às necessidades reprodutivas do próprio capital. As funções produtivas básicas, bem como o controle do seu processo, foram radicalmente separadas entre aqueles que produzem e aqueles que controlam. Como disse Marx, o capital operou a separação entre trabalhadores e meios de produção, entre o caracol e a sua concha, aprofundando-se a separação entre a produção voltada para o atendimento das necessidades humano-sociais e as necessidades de autorreprodução do capital. (Antunes, 2009. Adaptado)

Como argumenta Ricardo Antunes, a implementação de um novo metabolismo social permitiria a
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Q3430089 Sociologia
A redução da jornada diária (ou do tempo semanal) de trabalho tem sido uma das mais importantes reivindicações do mundo do trabalho. Atualmente, essa formulação ganha ainda mais concretude, pois mostra-se, contingencialmente, como um mecanismo importante para tentar minimizar o desemprego estrutural que atinge um conjunto enorme de trabalhadores e trabalhadoras. Mas essa formulação transcende, em muito, essa esfera da imediaticidade, uma vez que a discussão da redução da jornada de trabalho configura-se como um ponto de partida decisivo, ancorado no universo da vida cotidiana. (Antunes, 2009. Adaptado)

Ricardo Antunes defende, no excerto, que a redução da jornada de trabalho constituiria um ponto de partida decisivo para 
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Q3430088 Sociologia
Em fins do século XIX, os desafios eram distintos. Quando o país conseguiu completar as mudanças que pareciam cabíveis em 1822, o mundo capitalista já começava a ingressar no século XX. Ficava para trás o capitalismo competitivo e começava a impor-se o monopolístico. (Ianni, 1994)

Como aponta Octavio Ianni no excerto, os principais desafios que o Brasil enfrentava no final do século XIX eram
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Q3429006 Sociologia
Leia o texto a seguir.

O lazer proporciona uma falsa noção de liberdade que consiste em ter que escolher entre as necessidades criadas pelo capital. A liberdade do homem não pode se desenvolver senão com a destruição das barreiras entre o tempo de trabalho e o tempo livre, algo resultante de uma atividade autodeterminada, situada para além da divisão do trabalho estruturada pelo capital, portanto, sobre bases inteiramente novas que, par-apar, autorizam o surgimento de uma sociabilidade também nova.
MASCARENHAS, F. et. al. O lazer e o reino da liberdade: reflexões a partir da ontologia do ser social. In. Licere, Belo Horizonte, v.12, n.4, dez./2009, (p. 17). Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/licere/article/view/839/638>. Acesso em: 30 jan. 2025.

De acordo com a perspectiva do texto-base, o lazer na modernidade legitima o trabalho em sua forma 
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Q3372532 Sociologia
Considere o texto sobre o processo de desterritorialização.
A fragmentação e a fragilização que atingiram o campo do trabalho e da produção nas últimas décadas podem ser consideradas componentes essenciais para configurar aquilo que a maioria dos autores denomina como processos de desterritorialização. Em relação ao tema da globalização muitos autores o associam, direta ou indiretamente, a processos de desterritorialização. Nesse sentido, podemos identificar a perspectiva sob a qual, numa interpretação um pouco mais restrita, a ênfase é dada a um dos momentos do processo de globalização – ou ao mais típico -, aquele chamado capitalismo pós-fordista ou capitalismo de acumulação flexível, flexibilidade esta que seria responsável pelo enfraquecimento das bases territoriais ou, mais amplamente, espaciais, em especial na lógica locacional das empresas e no âmbito das relações de trabalho (precarização dos vínculos entre trabalhador e empresa, por exemplo).
HAESBAERT, R. O Mito da Desterritorialização. Bertrand Brasil, 2004, p. 173. Adaptado.

No texto, o processo de desterritorialização é abordado especificamente na perspectiva:
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Q3368745 Sociologia
Considerando a relevância do trabalho não remunerado realizado por mulheres no Brasil, uma pesquisa do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) analisou a distribuição desse trabalho entre diferentes grupos demográficos. Os resultados indicam que as mulheres dedicam significativamente mais horas às tarefas domésticas e ao cuidado de familiares em comparação aos homens. Nesse contexto, assinale a alternativa que descreve medidas que poderiam ser implementadas para reconhecer e valorizar o trabalho não remunerado das mulheres, promovendo maior equidade de gênero e justiça social no Brasil.
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Q3334413 Sociologia
Quando se trata das novas formas de acumulação do capital, um primeiro elemento diz respeito à temática da qualidade nos processos produtivos. A falácia da qualidade total, tão difundida no mundo empresarial moderno, na empresa enxuta da era da reestruturação produtiva, torna-se evidente.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)

Segundo Ricardo Antunes, em que consiste tal falácia? 
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Q3334412 Sociologia
Nas últimas décadas, o capitalismo viu-se frente a um quadro crítico acentuado. O entendimento dos elementos constitutivos essenciais dessa crise é de grande complexidade, uma vez que nesse mesmo período ocorreram mutações intensas, econômicas, sociais, políticas, ideológicas, com fortes repercussões no ideário, na subjetividade e nos valores constitutivos da classe-que-vive-do- -trabalho, mutações diversas e que tiveram forte impacto. Essa crise estrutural fez com que fosse implementado um amplo processo de reestruturação do capital, que afetou fortemente o mundo do trabalho.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)

Para Ricardo Antunes, o processo de reestruturação mencionado no excerto teve como objetivo
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Q3334411 Sociologia
Em sua obra Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes ressalta que: “Mesmo que 90% do material e dos recursos de trabalho necessários para a produção e distribuição de uma mercadoria comercializada lucrativamente – por exemplo, um produto cosmético: um creme facial –, da propaganda eletrônica ou da sua embalagem, sejam em termos físicos ou figurativos (mas, em relação aos custos de produção, efetivamente real), levadas direto para o lixo, e apenas 10% sejam dedicados ao preparado químico, responsável pelos benefícios reais ou imaginários do creme ao consumidor, as práticas obviamente devastadoras envolvidas no processo aparecem como plenamente justificadas”.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)

As justificações mencionadas pelo autor ocorrem no contexto 
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Q3334410 Sociologia
Não sendo uma entidade material e nem um mecanismo que possa ser racionalmente controlável, o capital constitui uma poderosíssima estrutura de organização e controle do metabolismo societal, à qual todos, inclusive os seres humanos, devem se adaptar. Nas formas societais anteriores ao capital, no que concerne à relação entre produção material e seu controle, as formas de metabolismo social se caracterizavam por um alto grau de autossuficiência.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009)

Segundo Ricardo Antunes, o desenvolvimento do sistema global do capital constituiu um modelo
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Q3334409 Sociologia
Se é um grande equívoco imaginar o fim do trabalho na sociedade produtora de mercadorias é, entretanto, imprescindível entender quais mutações e metamorfoses vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, bem como quais são seus principais significados e suas mais importantes consequências. No que diz respeito ao mundo do trabalho, pode-se presenciar um conjunto de tendências que, em seus traços básicos, configuram um quadro crítico e que têm sido experimentadas em diversas partes do mundo onde vigora a lógica do capital.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009)

Entre as mutações a que se refere Ricardo Antunes no excerto, encontra-se
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Respostas
141: B
142: E
143: C
144: D
145: B
146: D
147: D
148: C
149: C
150: A
151: A
152: B
153: A
154: C
155: A
156: C
157: D
158: A
159: B
160: A