Questões de Concurso Comentadas sobre mundo do trabalho em sociologia

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Q3884203 Sociologia
A análise sociológica do capitalismo moderno ultrapassa a dimensão econômica, alcançando as estruturas de sentido da vida social. Considerando as interpretações clássicas presentes na literatura acadêmica, o capitalismo é compreendido como um sistema que:
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Q3879880 Sociologia
“Quanto ao poder, ele navega para longe da rua e do mercado, das assembleias e dos parlamentos, dos governos locais e nacionais, para além do alcance do controle dos cidadãos, para a extraterritorialidade das redes eletrônicas. Os princípios estratégicos favoritos dos poderes existentes hoje em dia são fuga, evitação e descompromisso, e sua condição ideal é a invisibilidade. Tentativas de prever seus movimentos e as consequências não previstas de seus movimentos (…) têm uma eficácia prática semelhante à da ‘Liga para Impedir Mudanças Meteorológicas’” (Bauman, 2001, p. 50).
Em novembro de 2025, em Belém (PA), a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) reuniu Estados-membros, atores da sociedade civil, povos indígenas, comunidade científica e representantes do setor produtivo para avaliar e redefinir compromissos relacionados ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas discutidos no contexto da Conferência, esteve a “pegada ambiental” da indústria tecnológica, especialmente aquela associada às Big Techs, cujo impacto ambiental se expressa no consumo intensivo de energia e de recursos naturais locais, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e da Inteligência Artificial (IA).
À luz dos argumentos desenvolvidos por Zygmunt Bauman acerca das transformações do poder na contemporaneidade, avalie o que se afirma.

I- O poder exercido pelas Big Techs exemplifica a extraterritorialidade característica da modernidade líquida, tal como descrita por Bauman, na medida em que seus fluxos de capital, dados e decisões operam em redes globais, escapando às jurisdições territoriais dos Estados-nação e dificultando a atribuição de responsabilidades ambientais diretas.
II- A estratégia de fuga e evitação própria do poder líquido, segundo Bauman, mostra-se limitada, pois os Estados-Nação – apoiados em agências reguladoras territorialmente estáveis – preservariam a capacidade decisiva de controlar, fiscalizar e sancionar as Big Techs por seus impactos ambientais.
III- A crescente dependência da IA em relação a recursos energéticos e minerais tende a fortalecer a solidez das instituições ambientais globais, na medida em que os acordos multilaterais têm conseguido submeter o poder corporativo global das Big Techs a regras estáveis e coercitivas.
IV- O impacto ambiental das Big Techs evidencia uma contradição central da modernidade líquida: a exaltação da liberdade, da mobilidade e da conectividade ilimitadas colide com a incapacidade política de controlar as consequências materiais, sociais e ecológicas dessa expansão.
V- Fóruns multilaterais como a COP30 podem ser compreendidos, à luz de Bauman, como instrumentos capazes de recompor a solidez perdida da política moderna, ao converter o poder fluido das redes digitais globais em compromissos jurídicos estáveis, passíveis de fiscalização efetiva pelos Estados-Nação.

Está correto apenas o que se afirma em
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Q3879879 Sociologia
Lançado em 2020, o Pix é um sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil que permite a pessoas e empresas realizarem transferências e pagamentos em tempo real, a qualquer hora do dia, inclusive em feriados. Funcionando como alternativa aos sistemas tradicionais, como TED, DOC e boletos, o Pix registra as transações imediatamente e possibilita pagamentos eletrônicos sem a necessidade de dinheiro físico. Dados do Banco Central e do IBGE (2024) indicam que o Pix é amplamente utilizado por brasileiros de ambos os sexos, de todas as classes sociais e nas cinco regiões do país, alcançando cerca de 90% da população, e seu uso já supera o do cartão de crédito em diversas modalidades de pagamento, evidenciando uma transformação significativa nos hábitos financeiros da sociedade.
A esse respeito, avalie o que se afirma a partir das reflexões de Anthony Giddens (1991).

I- A utilização do Pix como método de pagamento pela maioria dos brasileiros pode ser interpretada, à luz da teoria de Anthony Giddens, como uma expressão da confiança depositada pela população nos sistemas peritos próprios da modernidade tradicional.
II- A adesão ao Pix indica a intensificação do distanciamento entre tempo e espaço, característica da modernidade tardia, segundo Anthony Giddens, ao permitir transações imediatas independentemente da presença física dos indivíduos no mesmo ambiente.
III- Embora o Pix seja utilizado por brasileiros de todas as regiões do país, pesquisas apontam resistência a esse novo método de pagamento, refletindo, segundo Giddens, a persistência de práticas tradicionais diante de sistemas abstratos característicos da modernidade tardia.
IV- O uso do Pix evidencia, segundo Anthony Giddens, como os mecanismos de desencaixe, as fichas simbólicas e os sistemas peritos dependem da crença da população na credibilidade e na eficácia desses sistemas abstratos que estruturam a vida social na modernidade tardia.
V- As pessoas recorrem ao Pix, assim como a outros sistemas peritos, pois, segundo Anthony Giddens, a confiança supõe a compreensão técnica de como o sistema funciona, exigindo o conhecimento detalhado de seus mecanismos internos.

Está correto apenas o que se afirma em 
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Q3879878 Sociologia
“Espontaneamente, o homem não tinha tendência a se submeter a uma autoridade política, respeitar uma disciplina moral, dedicar-se e sacrificar-se. A nossa natureza congênita não apresentava nada que nos predispusesse necessariamente a nos tornarmos servidores de divindades, emblemas simbólicos da sociedade, a lhes prestarmos culto ou a nos privarmos para honrá-las. Foi a própria sociedade que, à medida que ia se formando e se consolidando, tirou do seu seio essas grandes forças morais, diante das quais o homem sentiu a sua inferioridade” (Durkheim, 2014, p. 54-55).
Avalie o que se afirma a partir das reflexões que Durkheim fez sobre a educação.

I- Em sociedades complexas, caracterizadas pela divisão social do trabalho e pela valorização do individualismo moderno, a educação deve priorizar desde cedo a diferenciação e a especialização, visto que a coesão social decorre fundamentalmente da complementaridade funcional, tornando secundária a construção prévia de uma base comum de ideias e sentimentos.
II- Embora a educação exerça uma função social, nas sociedades complexas o Estado deve restringir-se a garantir a liberdade de ensino, abstendo-se de definir qualquer núcleo comum de ideias e sentimentos, os quais deveriam emergir exclusivamente da pluralidade de projetos familiares e escolares próprios de cada meio social.
III- Cada sociedade elabora um ideal específico do homem — intelectual, físico e moral — que se impõe como referência comum a todos os seus membros; esse ideal, embora fundamentalmente homogêneo, diferencia-se progressivamente conforme os meios sociais particulares que compõem a própria estrutura da sociedade.
IV- A educação tem por função perpetuar e reforçar a homogeneidade social, inscrita antecipadamente na consciência da criança por meio de ideias, sentimentos e hábitos comuns indispensáveis à vida coletiva; ao mesmo tempo, dado que a cooperação social exige diferenciação funcional, a própria educação se diversifica e se especializa, segundo os distintos meios sociais e profissionais.
V- O Estado deve, em prol do interesse público, autorizar a existência de instituições educativas diversas, inclusive fora de sua administração direta; isso, contudo, não implica que possa permanecer indiferente aos conteúdos, finalidades e orientações morais nelas transmitidos, uma vez que a educação é uma função eminentemente social.

Está correto apenas o que se afirma em
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Q3879877 Sociologia
"O crescente emprego de máquinas e a divisão do trabalho despojaram a atividade do operário de seu caráter autônomo, tirando-lhe todo atrativo. O operário torna-se um mero apêndice da máquina e dele só se requer o manejo mais simples, mais monótono, mais fácil de aprender. Desse modo, o custo do operário se reduz, quase que exclusivamente, aos meios de subsistência que lhe são necessários para viver e perpetuar sua espécie. Ora, o preço do trabalho, como de toda mercadoria, é igual ao seu custo de produção. Portanto, à medida que aumenta o caráter enfadonho do trabalho, decrescem os salários. Mais ainda, na mesma medida em que aumenta a maquinaria e a divisão do trabalho, sobe também a quantidade de trabalho, quer pelo aumento das horas de trabalho, quer pelo aumento do trabalho exigido num determinado tempo, quer pela aceleração do movimento das máquinas etc." (Marx, Engels, 2008, p. 46).
No debate sobre a regulamentação das jornadas de trabalho no Brasil, em 2025, especialmente sobre o fim da escala 6×1, o trecho do texto acima citado fornece elementos para compreender como a organização do tempo de trabalho e a monotonia das atividades influenciam a exploração da força de trabalho.
Sobre essa questão, avalie o que se afirma.

I- O fim da escala 6×1 limitaria a intensificação do trabalho reduzindo parcialmente a sobrecarga física e psicológica do trabalhador, em consonância com a crítica de Marx à aceleração e monotonia da produção capitalista.
II- A manutenção da escala 6×1 permite que o operário desenvolva maior autonomia e criatividade, contrariando a ideia de alienação, pois a divisão do trabalho passa a gerar aprendizado especializado.
III- A escala 6×1, ao prolongar a jornada sem aumento proporcional de remuneração, evidencia o fenômeno segundo o qual o preço do trabalho se aproxima do valor de subsistência mínima, mantendo a submissão do trabalhador ao capital.
IV- Ao estabelecer limites de trabalho semanal, a discussão sobre o fim da escala 6x1 busca controlar a extração de mais-valia relativa, regulando diretamente o tempo socialmente necessário de produção do trabalhador.
V- A regulamentação da jornada fortalece temporariamente o trabalhador, sem alterar a propriedade privada ou a estrutura do capital, reorganizando parcialmente as condições de exploração do trabalho assalariado.

Está correto apenas o que se afirma em
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Q3875384 Sociologia
A implantação de hidrelétricas, mineradoras e ferrovias gera impactos socioeconômicos que alteram a morfologia das relações rurais. Sobre o fenômeno da "Salarização da Subsistência" e a desarticulação de modos de vida rurícolas, assinale a alternativa correta.
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Q3873987 Sociologia

A intensificação do uso de tecnologias digitais e da automação tem provocado transformações significativas nas relações de trabalho e na organização da produção no Brasil contemporâneo.


Assinale a alternativa que identifica corretamente um impacto estrutural desse processo. 

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Q3870376 Sociologia
O período inicial da história industrial, sobretudo na Inglaterra, fora marcado por inúmeras manifestações de resistências e tensão social, dentre essas, as ações de sabotagem, quebra de máquinas, destruição de matéria- -prima e o fenômeno do luddismo. Na obra Os trabalhadores, Eric Hobsbawn (2000) fornece a seguinte análise sobre esse fenômeno:

"[O trabalhador] estava preocupado, não com o progresso técnico abstratamente, mas com os problemas gêmeos práticos de impedir o desemprego e manter o padrão de vida habitual, que incluía fatores não-monetários, tais como a liberdade e a dignidade, bem como os salários. Assim, não era às máquinas como tal que ela objetiva, mas a qualquer ameaça a estes - acima de tudo à mudança total nas relações sociais da produção que o ameaçavam. Se esta ameaça vinha da máquina ou de alguma outra parte, dependia das circunstâncias" (Hobsbawm, 2000, p. 24).

HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudos sobre a história do operariado. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.


Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete a análise sócio-histórica sobre o luddismo e outros quebradores de máquinas conforme o trecho acima citado.

I. As hostilidades na forma de sabotagens e quebras de máquinas não eram um fenômeno generalizado e indiscriminado, apesar de não se restringirem aos trabalhadores e de serem, com algumas exceções, práticas partilhadas pela opinião pública das massas.

PORQUE

II. As sabotagens e a destruição de máquinas compunham um dos diversos métodos de luta que a classe trabalhadora e outros grupos sociais utilizavam enquanto possíveis meios para se contrapor às mudanças e explorações produzidas pela nova ordem socioeconômica industrial.
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Q3866781 Sociologia
Diante da descrição das práticas cotidianas e do modo de vida dos habitantes de Sul Brasil nas décadas iniciais de sua formação, infere-se corretamente que:
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Q3866726 Sociologia
Diante da descrição das práticas cotidianas e do modo de vida dos habitantes de Sul Brasil nas décadas iniciais de sua formação, infere-se corretamente que: 
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Q3825771 Sociologia
Texto 15A2-II

        A influenciadora Fabiana Sobrinho compartilhou recentemente um vídeo em sua rede social, no qual expôs conversas com sua filha de 12 anos a respeito do trabalho formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No vídeo, Fabiana pede para a menina repetir por que ela tem medo de “ser CLT” quando começar a trabalhar. “Andar de ônibus todo dia. Muita gente, chefe, pessoas mandando”, responde ela. Segundo a influenciadora, alguns jovens acham que “ser CLT” é ser pobre. O caso não é isolado. Nas redes sociais, há outros relatos de pessoas que já se depararam com crianças usando a sigla CLT para ofender. Segundo Fabiana Sobrinho, “vocês não têm noção da quantidade de crianças demonizando ser CLT. Vários alunos meus, 6.º, 7.º ano, demonizando ser CLT. Aí eu pergunto o que é CLT, eles dizem apenas que é trabalhar e receber pouco”.

        Em janeiro, o UOL publicou reportagem sobre os coaches mirins — crianças que aparecem nas redes sociais desdenhando da escola e ensinando supostos atalhos para enriquecer. “Para ser pobre, estude, faça uma boa faculdade e encontre um bom emprego. Agora, para ser rico, faça totalmente ao contrário”, dizia uma das crianças. Segundo especialistas, a ideia de prosperidade e qualidade de vida que é passada aos mais jovens está distorcida, já que reforça uma constante comparação social a partir de uma visão centrada no consumismo, meritocracia e plutocracia (poder do dinheiro).

C. Corsini. Crianças demonizam CLT: carteira assinada vira ofensa entre os jovens.
Internet: www.economia.uol.com.br (com adaptações).
Tendo o texto 15A2-II como referência, assinale a opção correta no que se refere às transformações contemporâneas do trabalho e ao denominado processo de “uberização”. 
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Q3825766 Sociologia
        George Ritzer desenvolveu uma metáfora vívida para expressar sua opinião a respeito das transformações que estão ocorrendo nas sociedades industriais. Ele argumenta que, apesar de algumas tendências voltadas à desburocratização terem, de fato, surgido, o que estamos testemunhando, de modo geral, é a McDonaldização da sociedade.
Anthony Giddens. Sociologia. Porto Alegre: ArtMed, 2007, p. 301 (com adaptações).

Assinale a opção correta em relação ao fenômeno sociológico mencionado no texto precedente.
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Q3902165 Sociologia
Ser turista é uma das características da experiência moderna e implica, inclusive, status social para muitas pessoas nas sociedades atuais (Urry, 2001). Não viajar pode ser equiparado a não ter um carro ou uma casa propria, e existem aqueles hoje que defendem que é necessário viajar para a saúde física e mental. E, segundo Urry (2001), a prática social do turismo é construída em relacionamento com o seu oposto: as práticas sociais do trabalho, seja das tarefas do lar, seja do emprego remunerado. E é Urry (2001) que afirma: nas sociedades modernas boa parte da população viaja ou irá viajar em algum momento da vida para fins não laborais, mas de pura contemplação e fruição, objetivos de qualquer turista.

URRY, John. O olhar do turista: lazer e viagens nas sociedades contemporâneas. São Paulo: Studio Nobel/SESC, 2001.

Com base no exposto, assinale a afirmação correta. 
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Q3902157 Sociologia
Para Antunes (2018), existe uma nova morfologia da classe trabalhadora no século XXI, que compreende o operariado herdeiro das eras taylorista e fordista – o qual está em relativo processo de encolhimento especialmente nos países centrais do capitalismo mundial – e os novos proletários precarizados de serviços, parte integrante e crescente da “classe-que-vive-dotrabalho”. Trabalhadores e trabalhadoras que com frequência oscilam entre a heterogeneidade em sua forma de ser de gênero, de etnia, de geração, de qualificação, de nacionalidade e a homogeneização que resulta da condição crescentemente pautada pela precarização. Uma classe trabalhadora, em síntese, que é segmentada, mas que, cada vez mais, se encontra desprovida de direitos do trabalho e de regulamentação contratual.

ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018.

Com base no trecho, é correto afirmar que
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Q3902152 Sociologia
“Os mais fortes laços que lhes mantêm a integridade social não serão senão os primários e mais rudimentares vínculos humanos, os resultantes direta e imediatamente das relações de trabalho e produção: em particular, a subordinação do escravo ou do semiescravo ao seu senhor. Muito poucos elementos novos se incorporarão a este cimento original da sociedade brasileira, cuja trama ficará assim reduzida quase exclusivamente aos tênues e sumários laços que resultam do trabalho servil”.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: colônia. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1999., p. 341.

Caio Prado Júnior compreende não ter havido, no Brasil, uma ruptura com o passado colonial. Nesses termos, no que se refere à relação de trabalho, resta evidente
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Q3891109 Sociologia
Essa realidade é bem mais acentuada no campo maranhense, principalmente em razão do crescente processo desenvolvimentista de industrialização que influencia a chegada de grandes projetos e do agronegócio no meio rural e ocasiona um cerceamento de acesso aos territórios, comprometendo a reprodução familiar de muitos trabalhadores (as) rurais. Outro fato é que tais trabalhadores não conseguem ser inseridos no modelo de produtividade da agricultura moderna, em razão da baixa escolaridade e pouca qualificação profissional, o que contribui decisivamente tanto para o quadro de indigência referente às relações de trabalho quanto para os deslocamentos compulsórios da população pobre. Essa nova dinâmica instaurada no campo maranhense é um fator preponderante para a migração de trabalhadores (as) rurais, que buscam, mesmo que precariamente, a inserção no mercado de trabalho, e que pode resultar em condições análogas à de escravos, conforme previsto no artigo 149 do Código Penal Brasileiro.
(MOURA, Flávia de Almeida; SOUSA, Joyce Érica Amaral; MELO, Rafael Passos de. Migração e pobreza: notas sobre o trabalho escravo contemporâneo na baixada maranhense. São Luís: EDUFMA, 2022, p.168)

O Maranhão carrega o deplorável título de maior fornecedor de mão de obra submetida a condições análogas à escravidão. A busca desses trabalhadores em situações, muitas vezes precárias, explica-se pela (o):
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Q3890993 Sociologia
Essa realidade é bem mais acentuada no campo maranhense, principalmente em razão do crescente processo desenvolvimentista de industrialização que influencia a chegada de grandes projetos e do agronegócio no meio rural e ocasiona um cerceamento de acesso aos territórios, comprometendo a reprodução familiar de muitos trabalhadores (as) rurais. Outro fato é que tais trabalhadores não conseguem ser inseridos no modelo de produtividade da agricultura moderna, em razão da baixa escolaridade e pouca qualificação profissional, o que contribui decisivamente tanto para o quadro de indigência referente às relações de trabalho quanto para os deslocamentos compulsórios da população pobre. Essa nova dinâmica instaurada no campo maranhense é um fator preponderante para a migração de trabalhadores (as) rurais, que buscam, mesmo que precariamente, a inserção no mercado de trabalho, e que pode resultar em condições análogas à de escravos, conforme previsto no artigo 149 do Código Penal Brasileiro.

(MOURA, Flávia de Almeida; SOUSA, Joyce Érica Amaral; MELO, Rafael Passos de. Migração e pobreza: notas sobre o trabalho escravo contemporâneo na baixada maranhense. São Luís: EDUFMA, 2022, p.168)


O Maranhão carrega o deplorável título de maior fornecedor de mão de obra submetida a condições análogas à escravidão. A busca desses trabalhadores em situações, muitas vezes precárias, explica-se pela (o):
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Q3868643 Sociologia
A violência letal que atinge a juventude brasileira expõe desigualdades estruturais que perpassam diferentes dimensões da vida social. Pesquisas recentes têm analisado os fatores que contribuem para esse cenário, apontando a necessidade de políticas públicas integradas. Considerando os debates contemporâneos sobre violência e desigualdade no Brasil, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) As principais causas de mortes violentas entre jovens são as agressões com armas de fogo, acidentes com motocicletas e ações da polícia.
(__) A precarização do trabalho, como a atividade de entregadores, é apontada como fator de risco que amplia a vulnerabilidade da juventude.
(__) Os problemas estruturais que geram a violência podem ser resolvidos por meio de campanhas de conscientização, dispensando a modificação das estruturas sociais.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q3816757 Sociologia

    A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio vinha sendo defendido por um grande número de educadores brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma, essa noção incorporava as referências do desenvolvimento científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação geral e formação especial. Essa terminalidade estava pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por estudantes das camadas populares.


(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX, 2008. Adaptado.



Considerando a educação escolar vinculada à organização social e política de uma nação, a referida reforma 

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Q3816749 Sociologia

    Um professor de Sociologia deseja promover uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da sociedade do trabalho e da sociedade do desempenho com seus estudantes do Ensino Médio, partindo da obra “Sociedade do cansaço” de Byung-Chul Han. Para isso, ele decide apresentar a seguinte passagem da obra durante sua aula:


    "Na sociedade do trabalho e do desempenho de hoje, que apresenta traços de uma sociedade coativa, cada um carrega consigo um campo, um campo de trabalho. A característica específica desse campo de trabalho é que cada um é ao mesmo tempo detento e guarda, vítima e algoz, senhor e escravo. Nós exploramos a nós mesmos. O que explora é ao mesmo tempo explorado. Já não se pode distinguir entre algoz e vítima. Nós nos otimizamos rumo à morte, para melhor poder funcionar. Funcionar melhor é interpretado, fatalmente, como melhoramento do si-mesmo."


HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2017.



Com essa passagem, o professor deseja propor uma atividade que incentive a compreensão crítica de seus estudantes sobre o impacto do desempenho e da autoexploração no mundo do trabalho contemporâneo. Entre as estratégias pedagógicas a seguir, qual delas é adequada para atingir o objetivo do professor? 

Alternativas
Respostas
21: C
22: A
23: B
24: E
25: C
26: B
27: B
28: B
29: C
30: C
31: E
32: D
33: D
34: C
35: D
36: C
37: C
38: C
39: E
40: B