Questões de Concurso
Comentadas sobre estratificação e desigualdade social em sociologia
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Ao trabalhar o conceito de mais-valia dentro do pensamento marxista, o professor apresentou aos estudantes a seguinte situação hipotética:
Uma empresa contrata uma operária para trabalhar 8 horas por dia e paga a ela R$ 80,00 por jornada. Após um estudo, a empresa descobre que, em 4 horas, a operária já produziu o equivalente a R$ 80,00 em mercadorias. Nas 4 horas restantes do dia, ela continua produzindo e gera mais R$ 80,00 de valor para a empresa. Em seguida, para fundamentar a situação acima, o professor apresenta um trecho da obra de Karl Marx, O Capital:
“O valor de uso da força de trabalho, o próprio trabalho, pertence tão pouco a seu vendedor quanto o valor de uso do óleo pertence ao comerciante que o vendeu. O possuidor de dinheiro pagou o valor de um dia de força de trabalho; a ele pertence, portanto, o valor de uso dessa força de trabalho durante um dia, isto é, o trabalho de uma jornada. A circunstância na qual a manutenção diária da força de trabalho custa apenas meia jornada de trabalho, embora a força de trabalho possa atuar por uma jornada inteira, e, consequentemente, o valor que ela cria durante uma jornada seja o dobro de seu próprio valor diário – tal circunstância é, certamente, uma grande vantagem para o comprador, mas de modo algum uma injustiça para com o vendedor.”
MARX, Karl. O Capital. São Paulo: Boitempo, 2015. p. 199
Após a explicação e exposição dos conceitos, o professor apresenta para os estudantes uma atividade, na qual os estudantes precisam escolher uma das alternativas, que melhor representa uma leitura crítica e coerente com o pensamento marxista sobre a relação entre trabalho e remuneração. Qual das opções a seguir, os estudantes devem escolher?
Estudante que deu esponja de aço a professora alegou 'brincadeira para dizer que lugar de mulher é na cozinha'
Em depoimento, adolescente de 17 anos, que trocou de escola depois do episódio, afirma que está arrependido e admite que foi uma atitude machista e ofensiva.
https://oglobo.globo.com, 23.03.2023.
Diante da situação descrita na manchete, uma escola comprometida com a superação do senso comum e com a formação crítica dos estudantes deve
I. Contribuição das manifestações negras de promoção à saúde.
II. Escolha da terapêutica e eficácia dos tratamentos.
III. Medicina popular de matriz africana.
IV. Percepção popular do processo saúde/doença.
V. Impacto do racismo sobre as doenças.
Quais estão corretas?
Em síntese, o capital cultural é próprio dos que têm acesso ao conhecimento e à educação formal; o capital simbólico significa ter prestígio e reconhecimento; e o capital social trata do acesso às relações que podem se converter em oportunidades. Considerando os diferentes tipos de capital, segundo Pierre Bourdieu, avalie as seguintes assertivas:
I. Os conhecimentos gastronômicos e de culinária de um chef de cozinha são formas de capital cultural.
II. Apreciar música clássica e frequentar shows de ópera são elementos característicos de capital social.
III. Residir em condomínios ditos de luxo e ir a restaurantes chiques são exemplos de capital simbólico.
É correto o que se afirma em
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Partindo do que Darcy Ribeiro demonstra, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) O povo brasileiro, mestiçado de matrizes africanas, europeias e indígenas, mesmo dividido em classes dominantes, convive em todas esses estratos sociais com mais homogeneidade racial.
( ) Os brasileiros, forjados no quadro de dominação social de classes e da mestiçagem, formam um povo que ainda se depara com o desafio de realizar uma emancipação social abrangente.
( ) O povo brasileiro, mestiço na carne e no espírito, é um povo novo e motivado a realizar uma missão civilizatória, sem impedimentos para cumprir seu destino de ordem e progresso.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Lélia Gonzalez. Primavera para as rosas negras: Lélia Gonzalez em primeira pessoa. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018., p. 193. (Adaptado).
Lélia Gonzalez (1935-1994) propõe, no trecho acima, uma contranarrativa sobre a emancipação dos negros no Brasil, com a compreensão de que
NABUCO, Joaquim. Que é o abolicionismo? São Paulo: Companhia das Letras, 2011., p. 12. (Adaptado).
Sobre o trecho de Joaquim Nabuco (1849-1910), um clássico pensador liberal brasileiro, é correto afirmar que
MEDEIROS, Leonilde Servolo de. Luta por terra e organização dos trabalhadores rurais: a esquerda no campo nos anos 50/60. In: Moraes, João Quartim; Roio, Marcos del (Org.). História do marxismo no Brasil. Campinas: Ed. Unicamp, 2000., p. 214s.
O discurso marxista brasileiro encontra, na questão agrária, um ponto nodal de reflexão, pois
PONTE, Sebastião. A Belle Époque em Fortaleza: remodelação e controle. In: Souza, Simone (org.). Uma nova história do Ceará. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2000, p.170-171.
Com base no trecho, pode-se afirmar corretamente que
A interseccionalidade nos estudos de gênero nas ciências sociais significa que, de forma geral, é preciso considerar fatores como os de raça, de classe social e de idade, por exemplo, na compreensão e explicação das diferenças entre homens, mulheres e pessoas de outras identidades de gênero. Em síntese, a lógica é a de que as mulheres negras e pobres não vivenciam, numa sociedade como a brasileira, as mesmas condicionalidades sociais que mulheres brancas de classe alta, por exemplo, e o mesmo vale para as pessoas LGBTQIAPN+ que se diferenciam umas das outras por variados fatores que se interseccionam.
Partindo desse enunciado, avalie as seguintes afirmações:
I. A perspectiva da interseccionalidade considera que as mulheres podem passar pelas mesmas experiências de violência, independente de classe social.
II. Os estudos de gênero nas ciências sociais demonstram que a interseccionalidade confirma as categorias “mulher” e “homem” como universais.
III. A noção de interseccionalidade aponta que as opressões que mulheres e pessoas trans sofrem se diferenciam por classe, raça e sexualidade.
IV. A análise das diferenças entre homens e mulheres é insuficiente quando não incluir as desigualdades entre brancos e negros e brancas e negras.
É correto o que se afirma em
Sobre o enunciado acima, assinale a afirmação verdadeira.
Partindo do exposto, é correto afirmar que
De acordo com o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios do Ministério do Trabalho e Emprego (2025), as mulheres em Santa Catarina ganham, em média, R$ 3.177,83, enquanto os homens recebem cerca de R$ 4.411,09, o que representa uma diferença superior a 27%. Em nível nacional, a média da diferença salarial está em torno de 20,87%. O relatório destaca ainda que as mulheres negras recebem, em média, R$ 2.463,11, enquanto as não negras recebem R$ 3.494,60, o que representa uma defasagem de 29,5%. Apesar de alguns avanços, como o aumento da participação das mulheres negras no mercado de trabalho (de 3,2 milhões para 3,8 milhões, um crescimento de 18,2%) e a redução no número de empresas com menos de 10% de mulheres negras, as desigualdades permanecem expressivas.
Com base nesses dados e na perspectiva sociológica das relações de gênero, raça e classe, assinale a alternativa que expressa corretamente o significado dessas desigualdades no contexto brasileiro.