Questões de Concurso
Sobre desigualdade social no brasil em sociologia
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O Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini, é um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo. O índice destaca a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. É correto afirmar sobre o índice Gini:
Em pleno século XXI existem trabalhadores submetidos a trabalho escravo, embora considerado crime pela legislação vigente e fiscalizado pelos órgãos competentes. Assinale a alternativa em que fica evidenciada uma relação de trabalho escravo.
“A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta. (...) Vocês se horrorizam com o fato de que queremos abolir a propriedade privada. No entanto, a propriedade privada foi abolida para nove décimos dos integrantes de sua sociedade; ela existe para vocês exatamente porque para nove décimos ela não existe. Vocês nos acusam de querer suprimir a propriedade cuja premissa é privar da propriedade a imensa maioria da sociedade.” (MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista.)
“Há uma luta de classes, sem dúvida. E é a minha classe, a dos ricos, que está fazendo esta luta, e vencendo”. (BUFFET, Warren, bilionário norte-americano, em 2006.)
O tema da estratificação social, e da desigualdade entre classes como motor do conflito nas sociedades, foi recentemente reconduzido ao centro do debate político nos Estados Unidos, principalmente em função:
O sociólogo Louis Wirth definiu minoria como “um grupo de pessoas que, em função de suas características físicas ou culturais, diferenciam-se pelo tratamento desigual recebido na sociedade em que vivem, e que portanto consideram a si mesmos como objeto de discriminação coletiva”. Tal definição está assentada em critérios:
A publicação do livro “O Capital no Século XXI”, do economista francês Thomas Piketty, deflagrou um grande debate no mundo acadêmico ao recolocar em pauta a questão da relação entre o modo de produção capitalista e a desigualdade. As séries históricas e estatísticas nas quais Piketty se apóia para avançar sua tese estão sob intenso escrutínio, e devem permanecer alvo de controvérsia durante algum tempo. Contudo, há outras fontes de pesquisas e dados sobre o tema da desigualdade – como por exemplo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e o relatórios do Credit Suisse, que apontou que 68,7% da população mundial possui apenas 3% da riqueza, ao passo que 0,7% da população acumula 41% da riqueza.
Esses relatórios, amplamente divulgados na imprensa, indicam que, nos últimos 20 anos, a desigualdade de renda está:
Paul Singer buscou, nas suas análises, observar a influência dos elementos estruturais para a formação e desenvolvimento das cidades, segundo ele “a migração interna é um processo social, deve-se supor que ele tenha causas estruturais que impelem determinados grupos a se pôr em movimento.” (1998, p. 52). O autor acrescenta que “quase sempre as causas são econômicas e tem como motor”:
A conceptualização de pobreza é dinâmica. A medida que foram incorporados novos parâmetros às suas definições, há uma complexificação na definição do que seja pobreza. Para Serge Paugam (2003):
“nas sociedades modernas, a pobreza não é somente o estado de uma pessoa que tem falta de bens materiais, corresponde igualmente a um estatuto social específico, inferior e desvalorizado que marca profundamente a identidade dos que a experimentam” (p. 23).
Paugam define esse processo como:
Ao refletir a globalização e os impacto das políticas neoliberais sobre os indivíduos, Loïc Wacquant (1999) propõe um pensamento crítico acerca das desigualdades. Para ele, o Estado contemporâneo tenta mascar sua incapacidade de prover políticas públicas e, ao não as prover, transfere para os indivíduos todas as responsabilidades, ou seja, de uma etapa de investimento em políticas de bem-estar social passa-se para uma etapa de políticas de penalização da pobreza. Essa transição, Wacquant chama de:
Jean-Jacques Rousseau considera que o homem dispõe de duas faculdades naturais e originas que os distingue dos animas: a liberdade e a perfectibilidade. Estes dois “elementos” perpassam toda a obra do autor, no seu texto sobre as “As origens da desigualdade entre os homens” (1995), utiliza o conceito de perfectibilidade para tratar:
De acordo com Almeida Prado et al. (2020), apesar da promulgação de uma série de ações, projetos e políticas voltadas para as juventudes como sujeitos de direitos, temos inúmeras lacunas existentes na oferta de oportunidades para a maioria das juventudes brasileiras, relacionadas com a educação, a profissionalização, o trabalho, a cultura, entre outras. Assim, faz-se necessário ressaltar que esses setores influenciam diretamente os percursos trilhados, inscrevendo-as em um contínuo de desigualdade e precarização. Nas sociedades atuais, as desigualdades e as precarizações estão relacionadas:
As injustiças urbanas, as iniquidades territoriais e as dinâmicas e os arranjos de organização de agentes sociais no espaço estão diretamente relacionados com as formas de se envolver no território e o sentido de transformação social produzido coletivamente. Esta compreensão se coloca como importante na perspectiva do desenvolvimento urbano em que, de forma geral, implica, EXCETO:
A noção de figuração ou configuração foi elaborada por Norbert Elias para circunscrever metodologicamente uma rede de sociabilidade e interdependências que funciona como ferramenta para analisar a dinâmica da distribuição desigual de prestígio e poder.
Sobre a temática de concentração de renda, analise as afirmativas a seguir.
I. A desigualdade social decorre da concentração de renda, pois a população mais pobre está em condições precárias, sendo o dinheiro apenas fonte de sobrevivência.
II. A concentração de renda é combatida pelo Estado com a incidência de tributos diferenciados e com controle efetivo de evasão de divisas.
III. O acesso a direitos humanos não é impactado pela desigualdade social, tendo em vista o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal de 1988.
IV. Em razão do passado histórico do Brasil, em que a escravidão de pessoas negras foi a base da economia colonial, a desigualdade social precisa ser analisada com atenção ao recorte racial.
Está correto o que se afirma em
Em relação à realidade política, econômica e social do Brasil, julgue o item a seguir.
Mais de 100 milhões de brasileiros vivem sem acesso à
coleta de esgoto e 35 milhões, sem acesso à água tratada,
realidade agravada pelo fato de o saneamento básico, embora
instituído por leis locais, ainda não estar previsto
constitucionalmente como um direito.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PNAD Contínua) 2022. Tabela 1.2 (com adaptações).
Tendo como referência inicial o cartograma precedente, que mostra a proporção de pessoas em ocupações informais, por unidade da Federação, no ano de 2022, julgue o item subsequente, acerca da informalidade ocupacional e das disparidades regionais econômicas no Brasil.
O cartograma mostra que a informalidade ocupacional se
distribuiu de forma homogênea nas unidades da Federação, o
que indica que a informalidade no mercado de trabalho é
uma característica estrutural da realidade brasileira.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PNAD Contínua) 2022. Tabela 1.2 (com adaptações).
Tendo como referência inicial o cartograma precedente, que mostra a proporção de pessoas em ocupações informais, por unidade da Federação, no ano de 2022, julgue o item subsequente, acerca da informalidade ocupacional e das disparidades regionais econômicas no Brasil.
As regiões Norte e Nordeste apresentam níveis maiores de
informalidade no mercado de trabalho, em comparação aos
estados da região Sul e ao estado de São Paulo, no Sudeste, o
que indica grande desigualdade regional no que se refere a
esse indicador social.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PNAD Contínua) 2022. Tabela 1.2 (com adaptações).
Tendo como referência inicial o cartograma precedente, que mostra a proporção de pessoas em ocupações informais, por unidade da Federação, no ano de 2022, julgue o item subsequente, acerca da informalidade ocupacional e das disparidades regionais econômicas no Brasil.
Amazonas, Pará, Maranhão e Piauí são unidades da
Federação que apresentam elevados percentuais de
ocupações informais, o que evidencia a necessidade de
políticas e ações de transferência de renda e geração de
empregos formais nessas localidades.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PNAD Contínua) 2022. Tabelas 1.1 e 1.3 (com adaptações).
A partir da tabela precedente, em que são apresentados indicadores da população ocupada e subocupada por insuficiência de horas no Brasil, no ano de 2022, julgue o seguinte item.
Pelos dados apresentados na tabela, verifica-se que o nível
de instrução dos indivíduos é determinante para o seu
ingresso e permanência no mercado de trabalho, por isso o
menor índice de subocupação por insuficiência de horas é
observado entre as pessoas com ensino superior completo.
Sobre a temática da desigualdade social, assinale a afirmativa correta.