Questões de Concurso
Sobre desigualdade social no brasil em sociologia
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Com relação ao tema da equidade étnico-racial na educação brasileira, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Para favorecer a equidade étnico-racial em ambiente escolar é necessário adotar estratégias universalistas, que valorizem todas as culturas, com base no ideal de tolerância em relação à alteridade e de igualdade de direitos de todos os estudantes. ( ) Para desenvolver a equidade étnico-racial é necessário implementar políticas educacionais que valorizem a identidade negra, indígena e quilombola, aumentando sua legitimidade no sistema educacional, bem como seu desempenho e sua permanência escolar. ( ) Para promover a equidade étnico-racial na educação é preciso abrir espaço entre os formuladores de políticas públicas para vozes negras, indígenas e quilombolas, por meio de acesso e representação em posições de liderança com proporcionalidade.
As afirmativas são, respectivamente,
Política de distribuição desigual de grupos raciais em diferentes ocupações, muitas vezes associada a disparidades salariais e limitações de oportunidades.
O trecho define o conceito de
As afirmativas a seguir identificam corretamente indicadores sociais classificados segundo a área temática da realidade social a que se referem, à exceção de uma. Assinale-a.
( ) Houve durante o século XX, excetuando-se os períodos das guerras mundiais, uma propensão a uma melhor distribuição de rendas, principalmente nos países centrais do capitalismo e durante a vigência da política de estado que se convencionou chamar de “welfare state” (estado de bem-estar social).
( ) O neoliberalismo e a globalização acabaram por, ao contrário do que apregoavam, proporcionar a execução de políticas econômicas que, como no “quantitative easing” (flexibilização monetária quantitativa), provocaram uma concentração de rendas jamais percebidas segundo a ONG The World Inequality Database (2023).
( ) A retirada do Estado, parcial ou totalmente, de atividades de assistência social como educação, saúde, segurança alimentar, meio ambiente e acolhimento psicossocial, provocou o surgimento e o fortalecimento de movimentos sociais de pessoas que se organizaram para reivindicar, e mesmo prover, estas necessidades.
( ) Um dos reflexos, observados pela sociologia, provocados pela concentração de rendas é o do aumento da violência urbana contra o jovem, contra a mulher, contra o negro e contra o pobre.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
I. Prevalência da família nuclear. II. A desigualdade social é generalizada e tem sua base na divisão social do trabalho das relações de produção capitalistas, de onde emanam as classes sociais dominantes e subalternas. III. Gestão social pelo Conselho de Anciãos e sociedade sem Estado. IV. Não há a propriedade privada da terra, as comunidades apropriam-se livremente dela pelo trabalho e se tem a posse comunal. Quais estão corretas?
“É provavelmente por um efeito de inércia cultural que continuamos tomando o sistema escolar como um fator de mobilidade social, segundo a ideologia da “escola libertadora”, quando, ao contrário, tudo tende a mostrar que ele é um dos fatores mais eficazes de conservação social, pois fornece a aparência de legitimidade às desigualdades sociais, e sanciona a herança cultural e o dom social tratado como dom natural.”
BOURDIEU, P. A escola conservadora: As desigualdades frente à escola e à cultura. In: BOURDIEU, P. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 41.
Com base no trecho, os alunos concluem que, para o autor, a educação escolar é um instrumento de
Com base no trecho acima e em seus conheicmento ssobre o tema, pode-se afirmar, EXCETO:
A esse respeito, pode-se afirmar:
( ) Os problemas sociais prejudicam não apenas o crescimento e o desenvolvimento do país, mas também a saúde e o bem-estar da população.
( ) O Brasil é o único país com mais de 200 milhões de habitantes com um sistema de saúde pública universal e não há ocorrências de espera por atendimentos em nenhuma especialidade.
( ) Um problema social é definido por qualquer condição ou comportamento que traga consequências negativas para um grande número de pessoas, dificultando que atinjam pleno potencial.
( ) Segundo o relatório de desigualdade mundial, o Brasil está entre os países de menor disparidade, mesmo que a metade da população com as menores rendas ganhe 29 vezes menos que os 10% mais ricos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“[…] É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são a sub-humanidade. Não são só os caiçaras, quilombolas e povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo que não interessa […]”. (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p. 6).
Com relação à diversidade étnico-racial existente no Brasil, qual das seguintes afirmações corrobora a ideia trazida pelo autor?
Um passo além
Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero, aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.
Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.
O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo.
“Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.
Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.
O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.
Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.
Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta.
“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”
“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”
ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publi cidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
Observe o gráfico a seguir.

Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/grafico/2017/01/18/Qual-operfil-da-popula%C3%A7%C3%A3o-carcer%C3%A1ria-brasileira>. Acesso
em: 23 mar. 2022.
Comparando os gráficos, conclui-se que os dados sobre a população carcerária no Brasil indicam o seguinte problema:
Veja a imagem a seguir.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/wpcontent/uploads/2021/04/FOTO-HISTORICA-CAPA-LIVRO-TORTOARADO.jpg.jpg?quality=70&strip=info&resize=850,567>. Acesso em: 7 set. 22.
Na imagem, vê-se a capa colorida do premiado livro de Itamar Vieira Junior, Torto Arado (2018), ao lado da também icônica e premiada foto preto-e-branco original do italiano Giovanni Marrozzini (2010), que serviu como inspiração para a capa do livro do autor brasileiro. A partir dessas informações, a imagem do livro de Vieira Júnior representa
Leia a tirinha a seguir.

Disponível em: <http://www.blogdealtaneira.com.br/2018/07/meritocracia-e-igualdadede-condicoes-e.html>. Acesso em: 27 ago. 2022.
Na tirinha apresentada, o cartunista usa da ironia para
(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).
A partir do cenário exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que