Questões de Concurso
Sobre desigualdade social no brasil em sociologia
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I. O relatório Stiglitz-Sen-Fitoussi sustenta o argumento de que o PIB deve continuar sendo o único norteador das políticas públicas, já que ele computa com precisão o valor econômico da reciclagem.
II. O Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) estabelece que o cuidado não e um dever individual, mas uma responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades
O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).
Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.
Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).
A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.
As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.
Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-
especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-
desigualdades.html (com adaptações).
I- Comunidades periféricas e quilombolas, por estarem mais próximas de áreas industriais ou lixões, frequentemente enfrentam maiores riscos de contaminação e problemas de saúde.
II- O racismo ambiental se manifesta apenas quando políticas públicas explícitas discriminam grupos raciais, não sendo observável em efeitos indiretos ou estruturais.
III- Estudos sobre justiça ambiental indicam que a vulnerabilidade ambiental está ligada a desigualdades históricas de acesso à terra, educação, saúde e serviços públicos.
IV- Movimentos sociais, como os movimentos negros e indígenas, têm papel central na denúncia e na mitigação do racismo ambiental.
Agora, assinale CORRETAMENTE:
Veja a imagem a seguir.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/wpcontent/uploads/2021/04/FOTO-HISTORICA-CAPA-LIVRO-TORTOARADO.jpg.jpg?quality=70&strip=info&resize=850,567>. Acesso em: 7 set. 22.
Na imagem, vê-se a capa colorida do premiado livro de Itamar Vieira Junior, Torto Arado (2018), ao lado da também icônica e premiada foto preto-e-branco original do italiano Giovanni Marrozzini (2010), que serviu como inspiração para a capa do livro do autor brasileiro. A partir dessas informações, a imagem do livro de Vieira Júnior representa
Leia a tirinha a seguir.

Disponível em: <http://www.blogdealtaneira.com.br/2018/07/meritocracia-e-igualdadede-condicoes-e.html>. Acesso em: 27 ago. 2022.
Na tirinha apresentada, o cartunista usa da ironia para
(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).
A partir do cenário exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que
(__)A interrupção recorrente da mobilidade escolar constitui restrição material ao direito à educação e à proteção integral porque não afeta somente o deslocamento físico, mas também a continuidade do cuidado, da aprendizagem e do acesso a serviços garantidores de direitos, com efeitos cumulativos sobre trajetórias educacionais.
(__)Como a disseminação das interrupções atingiu a grande maioria das unidades escolares, a concentração territorial dos episódios mais graves deixa de operar como critério técnico relevante para a diferenciação de respostas institucionais, tornando equivalentes abordagens territorializadas e protocolos uniformes de gestão de risco.
(__)A sobreposição entre alta frequência de interrupções, maior vulnerabilidade social e concentração de estudantes negros e pardos nas escolas mais afetadas indica que a mobilidade interrompida atua como fator de intensificação de desigualdades educacionais com recorte racial, o que exige que a resposta institucional incorpore tanto leitura territorial quanto dimensão de equidade étnico-racial.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I.A problemática da integração nacional no plano produtivo e o papel das desigualdades regionais como condicionante da conformação do trabalho nos vários espaços regionais, são geralmente enfatizadas pela análise liberal. E quando não o são, aparecem de forma dissociada uma da outra.
II.Para os liberais, de pouco adianta transformar os atributos pessoais, se as condições de reprodução e de inserção de cada sub-espaço no território nacional não são levadas em consideração.
III.A partir dos anos 70, com a descentralização da produção industrial, inclusive motivada por investimentos de empresas estatais, gastos públicos e incentivos fiscais, o Nordeste revelou o seu lado moderno, até então adormecido nas análises sociais.
É CORRETO que o se afirma em:
(Disponível em: ttps://confluentes.org.br/2023/01/31/racismo-estrutural -o-que-e-causas-e-consequencias/)
Em relação ao racismo estrutural, é CORRETO afirmar que:
I. As diferenças no acesso à educação refletem de forma decisiva no acesso ao trabalho (maiores taxas de desemprego) e na estrutura ocupacional, resultado em um confinamento desproporcional de negros em ocupações manuais, menos qualificadas e pior remuneradas.
II. A permanência das desigualdades raciais não se constitui apenas como efeito de classe, pois a discriminação torna-se evidente à medida que os aspectos mais relevantes da condição de classe são controlados e as desigualdades raciais se mantêm.
III. A industrialização no Brasil elimina a raça como critério que estrutura as relações sociais, deixando apenas a classe socioeconômica como estrutura da desigualdade.
Está(ão) CORRETA(S):
I. É o estado de plena igualdade entre as pessoas independentemente de raça; cor; ou, etnia.
II. A democracia racial é inexistente haja vista que há um grande abismo que segrega populações negras, indígenas e aborígenes da população branca.
III. A Constituição da República Federativa Brasileira de 1988 enfatiza o estabelecimento de direitos iguais entre pessoas independentemente de qualquer elemento distintivo. O Art. 5º desta normativa denota que “todossão iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
IV. Os Estados Unidos e a África do Sul mantêm sistemas legais de integração racial garantindo a efetiva democracia racial.
Está correto o que se afirma em
(Conselho Federal de Nutricionistas.)
Em relação à fome no Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As secas severas favorecem o aumento da insegurança alimentar.
( ) Se deve à desigualdade socioeconômica e à má distribuição de renda.
( ) A subnutrição e a desnutrição são as principais consequências da fome, podendo causar doenças e levar até mesmo a morte.
( ) As políticas públicas implantadas têm sido suficientes para a erradicação da fome.
A sequência está correta em