Questões de Concurso
Sobre desigualdade social no brasil em sociologia
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( ) Em termos de características pessoais, mulheres e brancos possuem menor risco de evasão, condicional às demais características. Após quatro anos de curso, enquanto a probabilidade de evasão para mulheres alcança cerca de 30%, para os homens, chega a 34%.
( ) Ingressantes mais novos têm maior probabilidade de evasão que os mais velhos. Além disso, alunos que utilizam o Programa Universidade para Todos (Prouni) ou o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) apresentam menor probabilidade de evasão. Alunos com Fies possuem 23% de probabilidade de evasão após quatro anos, enquanto alunos com Prouni apresentam 25%; para os demais, a probabilidade é de 35% ou mais.
( ) A literatura aponta que grupos historicamente desfavorecidos, definidos por questão de origem social e étnica, seguem trajetórias menos lineares no ensino superior. Em contrapartida, pesquisas na Itália reportam que nativos, residentes da cidade onde a universidade está localizada, e aqueles que ingressam no ensino superior logo após encerrar o ensino médio possuem menor probabilidade de evasão.
( ) No Brasil, de modo geral, os estudos tratam de casos específicos. Por exemplo, Andriola, Andriola e Moura (2006) analisam a evasão por intermédio das opiniões de docentes, coordenadores e discentes que se evadiram na Universidade Federal do Ceará (UFC). Segundo os alunos que evadiram entre 1999 e 2000, entre os principais motivos para a evasão, encontra-se o baixo conhecimento sobre o curso no momento de ingresso, a desmotivação com o estudo e a precariedade das condições físicas do curso.
Na Praça da Sé, em São Paulo, diferentes grupos ocupam o espaço público de maneiras distintas. Enquanto alguns permanecem em locais específicos da praça, como vendedores ambulantes, músicos e moradores de rua, muitos transeuntes apenas circulam pelo espaço. Essas diferenças revelam uma forma de desigualdade social denominada pelo autor de desigualdade comportamental-corporal, relacionada aos modos como os indivíduos utilizam seus corpos para permanecer e se deslocar nos espaços públicos.
Adaptado FREHSE, Fraya. Da desigualdade social nos espaços públicos centrais brasileiros, Sociologia e Antropologia, v. 6, 1, 2016, p. 139.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente como o autor relaciona as práticas corporais às formas de apropriação do espaço público.
Adaptado de BICUDO, Virgínia L. Atitudes raciais de pretos e mulatos em São Paulo. Edição organizada por MAIO, Marcos C. São Paulo, Sociologia e Política, 2010, p. 160.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a compreensão da autora sobre as relações raciais no Brasil.
Assinale a alternativa correta em relação à desigualdade de renda.



( ) Os problemas sociais prejudicam não apenas o crescimento e o desenvolvimento do país, mas também a saúde e o bem-estar da população.
( ) O Brasil é o único país com mais de 200 milhões de habitantes com um sistema de saúde pública universal e não há ocorrências de espera por atendimentos em nenhuma especialidade.
( ) Um problema social é definido por qualquer condição ou comportamento que traga consequências negativas para um grande número de pessoas, dificultando que atinjam pleno potencial.
( ) Segundo o relatório de desigualdade mundial, o Brasil está entre os países de menor disparidade, mesmo que a metade da população com as menores rendas ganhe 29 vezes menos que os 10% mais ricos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.
No Brasil, a desigualdade social está intimamente atrelada à(s)
Sobre os estudos que apontam para o pacto de branquitude, analise as afirmativas a seguir.
I. Está relacionado ao lugar de prestígio da brancura como “salário público e psicológico”, que resulta em acesso a bens materiais e simbólicos que os negros não podem usufruir.
II. Indica uma “naturalização” e uma “normalização” da identidade “branca”, estabelecendo a ideia de que aqueles que têm raça e etnia são os “outros” racializados, ou seja, indígenas e negros.
III. Dilui a negritude a partir do processo de assimilação da população mestiça por padrões brancos, com os mestiços passando a incorporar os mesmos privilégios de classe, raça e status dos brancos.
Está correto o que se afirma em
Em 2021, 40,9% da população do Distrito Federal (DF) se declaravam brancas (1.232.276 habitantes), enquanto 57,3% se declaravam negras (1.726.929), sendo 46,2% pardas (1.392.435) e 11,1% pretas (334.494). Além disso, 1,4% se declarava amarela (41.813) e 0,3%, indígena (9.862). As mulheres negras representavam a maioria dos habitantes da capital federal (28,7%), seguidas pelos homens negros (28,4%), pelas mulheres não negras (23,3%) e pelos homens não negros (19,1%).
Disponível em: <https:/Avww ipe.df gov br/mulheres-negras-sao-maioriados-habitantes-do-df'%:-—text=Perfil920sociodemo gr%C3º%A 1fico%20%E2%80%93%20Em%20202 19%2C%2040,3%25%20ind%C3%ADgena%20 (9.862)>. Acesso em: 2 nov. 2023, com adaptações
O elevado percentual de população que se declara negra indica a forte atração de mão de obra para o DF, o que resulta na grande participação desse grupo étnico no mercado de trabalho e em significativa desigualdade socioespacial quanto ao acesso ao mercado de trabalho formal e a maior renda.
A concepção de vulnerabilidade denota a multideterminação de sua gênese não estritamente condicionada à ausência ou precariedade no acesso à renda, mas atrelada também às fragilidades de vínculos afetivo-relacionais e desigualdade de acesso a bens e serviços públicos.
A partir dessa concepção, é correto afirmar que a vulnerabilidade: