Questões de Concurso Comentadas sobre antropologia

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Q3337490 Antropologia
Há quase um século, os antropólogos estudam outras formas de vida, como Bronislaw Malinowski e os jardins, Edward Evans-Pritchard e o gado, Gregory Bateson e os golfinhos. Contudo, nas últimas décadas, os praticantes da antropologia têm ampliado as perspectivas que embasam suas etnografias, decentrando análises sobre agência e poder e advogando por uma antropologia mais-que-humana. Uma das viradas teóricas responsáveis por esse decentramento é a virada ontológica. Uma das contribuições feitas pela virada ontológica é:
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Q3337489 Antropologia
Em seu artigo Antropologia e política, Karina Kuschnir afirma:
“Questionar conceitos como 'clientelismo’ é deixar de tomar esse modelo como ponto de partida; é não considerar universais termos como, por exemplo, ‘individualismo’, ‘representação’ e ‘domínio público’; é, finalmente, perceber que o universalismo é um valor inspirado no paradigma da modernização, na crença de que a imparcialidade e a objetividade devem prevalecer sobre as emoções e a subjetividade” (Kuschnir, 2007, p. 165-166).

A contribuição da antropologia para a compreensão da política é:
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Q3337488 Antropologia
Para Gilberto Velho, a antropologia urbana é uma antropologia das sociedades complexas. Em seu artigo Estilo de vida urbano e modernidade, o antropólogo escreve o seguinte: “A metrópole moderna oferece a possibilidade de transitar entre vários mundos e esferas diferenciadas. A fragmentação do trabalho tem, como outro lado da moeda, o desenvolvimento de áreas e domínios especializados de sociabilidade, lazer, crença religiosa, atividade política etc.” (Velho, 1995, p. 229). A antropologia urbana de Gilberto Velho tem um dos seus fundamentos teóricos na produção de:
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Q3337487 Antropologia
Em seu texto Esboço de uma teoria da prática, Pierre Bourdieu escreve o seguinte: "O caráter primordial da experiência do dom é, sem dúvida, sua ambiguidade: de um lado, essa experiência é (ou pretende ser) vivida como rejeição do interesse, do cálculo egoísta, como exaltação da generosidade, do dom gratuito e sem retribuição; de outro, nunca exclui completamente a consciência da lógica da troca, nem mesmo a confissão de pulsões recalcadas ou, por éclairs, a denúncia de uma outra verdade, denegada, da troca generosa, seu caráter impositivo e custoso (‘o presente é uma infelicidade’)” (Bourdieu, 1996, p. 7). A ambiguidade da experiência que Bourdieu descreve está embasada em:
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Q3337485 Antropologia
A partir da década de 1970, o conceito de patrimônio cultural passou por significativas transformações. Seu escopo foi alargado para além da valorização de bens materiais de caráter monumental. Essa mudança de perspectiva refletiu-se na inclusão de novas categorias de patrimônio, como o patrimônio imaterial. No Brasil, um marco desse alargamento de sentido foi o tombamento do terreiro de candomblé Casa Branca, na Bahia, em 1984. No Brasil, o patrimônio imaterial permite: 
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Q3337484 Antropologia
No artigo Atualização e contraefetuação do virtual: o processo do parentesco, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro propõe o conceito de "afinidade potencial" para explicar as complexas relações entre grupos e entidades nos sistemas de parentesco ameríndios. O autor afirma que: "A afinidade potencial, valor genérico, não é um componente do parentesco (como o é a afinidade matrimonial, efetiva), mas sua condição exterior. Ela é a dimensão de virtualidade de que o parentesco é o processo de atualização” (Viveiros de Castro, 2000, p. 412). Em diversas sociedades amazônicas, a afinidade potencial:
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Q3337483 Antropologia
Em seu estudo de grupos étnicos, Fredrik Barth critica definições que se baseiam apenas em características culturais compartilhadas, como língua, religião ou ancestralidade comum. Para o autor, elencar tais traços culturais, ainda que seja relevante, não explica a persistência e a dinâmica dos grupos étnicos em contextos de mudança e interação social. O problema desse tipo de definição, argumenta Barth, está justamente no seu caráter concreto e substantivo. Para o autor, é importante elaborar uma definição conceitual da etnicidade com base em certos critérios analíticos. Para Barth, a compreensão da etnicidade exige:
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Q3337482 Antropologia
Os laudos antropológicos, em especial aqueles relacionados à efetivação de direitos territoriais, impõem desafios particulares aos praticantes da antropologia. Como apontado por Ilka Boaventura Leite, na introdução do livro Laudos periciais antropológicos em debate: “Os laudos são, portanto, documentos produzidos com finalidades previamente estabelecidas, dirigidos a uma audiência restrita, dotados de regras determinadas pelas instâncias onde irão tramitar e podem ser submetidos a análises e avaliações bastante específicas” (Leite, 2005, p. 25). A elaboração de um laudo antropológico:
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Q3337481 Antropologia
Em Genealogias da religião (1993), Talal Asad critica concepções essencialistas das religiões. Asad argumenta que a categoria "religião", tal como compreendida no Ocidente moderno, não pode ser aplicada indiscriminadamente a outras culturas e contextos históricos. Para esse autor, a religião não possui uma essência universal a-histórica. Ela deve ser, em vez disso, entendida como um conceito historicamente produzido. A proposta de Asad está alinhada à: 
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Q3337479 Antropologia
Em As estruturas elementares do parentesco (1949), Claude Lévi-Strauss desenvolveu uma teoria sobre a proibição do incesto e suas implicações para a estruturação das sociedades humanas. Conforme a proposta do autor, a proibição do incesto não é nem puramente de origem cultural nem puramente de origem natural, e também não é uma dosagem de elementos variados tomados de empréstimo parcialmente à natureza e parcialmente à cultura. Segundo Lévi-Strauss, a proibição do incesto:
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Q3337478 Antropologia
Entre o final do século XIX e início do século XX, o antropólogo Franz Boas deu ênfase à pesquisa de campo e ao estudo detalhado de culturas específicas. Ao contrário do método dedutivo proposto pelos antropólogos evolucionistas, Boas defendia: 
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Q3337477 Antropologia
Bruno Latour foi um importante antropólogo para a consolidação da chamada antropologia simétrica. Para Latour, entre outras características, esse tipo de antropologia busca descrever e analisar as redes de relações que conectam humanos e não humanos, sem privilegiar um polo em detrimento do outro. A perspectiva teórico-metodológica difundida por Bruno Latour para essas análises é chamada de: 
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Q3337476 Antropologia
O antropólogo britânico Victor Turner dedicou-se ao estudo dos rituais. Em seu livro O processo ritual (1969), ele desenvolveu o conceito de “liminaridade”. Para o autor, durante a fase liminar de um rito de passagem, o indivíduo se encontra: 
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Q3337475 Antropologia
Clifford Geertz foi um expoente da antropologia estadunidense do século XX. Em seu livro de 1973, o autor define cultura como uma "teia de significados”. Para o autor, a antropologia deve ser entendida como: 
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Q3337474 Antropologia
Roy Wagner é um antropólogo estadunidense notabilizado por seus estudos sobre parentesco na Melanésia. Em seu livro A invenção da cultura (1975), Wagner apresentou o conceito de “antropologia reversa”, que deu significativas contribuições para as teorias da cultura na antropologia. Nessa obra, o autor argumenta que: 
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Q3335786 Antropologia
O povoamento do Cariri cearense ocorreu a partir do ciclo da “civilização do couro” dos séculos XVII e XVIII. A partir do enunciado, pode-se afirmar que: 
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Q3335785 Antropologia
“Assim, se a religião é uma das formas de ver o mundo, ela pode fornecer matrizes para construção deste mesmo mundo, impregnando-o de signos e valores que ultrapassam o próprio sistema religioso. Portanto, seria possível ‘ler’ a cultura brasileira a partir dos códigos do sistema religioso afro-brasileiro e, ao mesmo tempo, ‘ler’ os códigos deste sistema a partir dos valores da cultura brasileira.”
(AMARAL, Rita. SILVA, Vagner Gonçalves. Religiões afro-brasileiras e cultura nacional: uma etnografia em hipermídia).

Sobre o tema das religiões afro-brasileiras, assinale a única alternativa que está consonante com a realidade:
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Q3335784 Antropologia
“E aí então, as pessoas têm que ir para a periferia e observar como é o modo de vida e tentar então agora incorporar o olhar do outro que é a grande contribuição que a Antropologia tem frente a outros recortes em Ciências Sociais, é valorizar o discurso do outro e fazer um contraponto entre um discurso daquele que nunca foi ouvido porque parecia que era lá no fundo escondido, com outros discursos dominantes”.
(Mendoza, Edgar Salvador Gutiérrez. Sociologia da Antropologia Urbana no Brasil: a década de 70).

De acordo com o texto acima e com os conhecimentos sobre a evolução da Antropologia Urbana, é correto afirmar:
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Q3335783 Antropologia
Não é possível afirmar, a partir dos conceitos da Antropologia Urbana: 
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Q3335782 Antropologia
A luta contra as nações indígenas e o consequente domínio das terras constituíam-se em um pré-requisito para a conquista de poder e da expansão da atividade pecuária para subsidiar o litoral canavieiro. A partir do enunciado, podemos afirmar que: 
Alternativas
Respostas
181: D
182: E
183: B
184: B
185: E
186: A
187: B
188: D
189: E
190: E
191: B
192: E
193: E
194: B
195: E
196: B
197: D
198: E
199: E
200: A