Questões de Concurso
Sobre estética e crítica das artes em artes plásticas
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A respeito do movimento modernista, os críticos e os estudiosos entram em sintonia em um ponto: a Semana de Arte Moderna, realizada em 1922, em São Paulo, representou um marco, verdadeiro ponto de inflexão no modo de ver o Brasil. Em geral, os artistas e intelectuais de 1922 queriam arejar o quadro mental da nossa intelligentsia, queriam pôr fim ao ranço beletrista, à postura verborrágica e à mania de falar difícil e não dizer nada. Enfim, queriam eliminar o mofo passadista da vida intelectual brasileira.
Sarampo antropofágico. In: Folha de S.Paulo, 15/5/1978 (com adaptações).
A respeito da Semana de Arte Moderna de 1922, julgue o item subsequente.
A Semana de Arte Moderna de 1922 significou a atualização
da arte e cultura brasileiras em relação às vanguardas
artísticas, como o expressionismo, o dadaísmo, o futurismo
e o surrealismo, assim como a questões nacionais de caráter
cultural e identitário.
A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
Denomina-se educação artística cognitiva a educação dos sentimentos e valores morais pela arte.
A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
O objetivo principal da arte-educação é a formação de artistas
profissionais eficientes nos vários modos de expressão.
A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
No Brasil, artes plásticas, música e teatro são o núcleo
curricular básico da arte-educação.
A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.
Filosofia do belo na arte é a designação aplicada, a partir
do século XVIII, à ciência filosófica que compreende o estudo
das obras de arte e o conhecimento dos aspectos da realidade
sensorial classificável em termos de belo ou feio, bom ou ruim.
Analise as afirmativas, a seguir, sobre a conceituação de distintos momentos da obra de arte, estabelecidos por Brandi (2004).
I. Duração: período da exposição de uma obra de arte, enquanto essa ainda é formulada pelo artista.
II. Intervalo: período que se inicia imediatamente após o fim do processo criativo, em que a consciência do expectador atualiza em si a obra de arte.
III. Átimo: período da fulguração da obra de arte na consciência do expectador.
IV. Declínio: período em que se inicia o processo de degradação da obra de arte.
V. Retorno: período em que se iniciam as ações restaurativas da obra de arte.
É CORRETO o que se afirma em
Usando uma definição ampla, mas flexível, pode-se dizer que Estudos Críticos são a esfera do ensino que transforma os trabalhos de arte em percepção precisa e não casual, analisando neles a presença estética, os processos formativos, causas espirituais, sociais, econômicas, políticas e os efeitos culturais. Os Estudos Críticos alertam, assim, para o perigo de uma análise ingênua que prime somente pelas combinações de forma, cor, textura e outros aspectos, isentando a obra de outras questões importantes presentes na origem delas.
Marque a alternativa em que há exemplos de obras que trazem, respectivamente, a crítica social ao trabalho opressivo e à existência marginal, e fatos histórico-políticos.
A Estética Relacional, teoria defendida por Nicolás Bourriaud, designa uma tendência artística que privilegia a produção de relações inter-humanas. Essa teoria pressupõe uma participação cada vez mais direta do público, devido à transitividade do objeto de arte. Bourriaud desenvolve quatro grandes categorias que subsidiam a existência de uma arte relacional.
Assinale a alternativa que apresenta a categoria que mais se relaciona com esta performance da artista Ana Teixeira.

No texto a seguir, Elliot Eisner descreve a prática do ensino de artes desenvolvidas em Escolas Progressivas.
“Quando se sugeriam atividades criativas em arte, estas vinham quase sempre sob a forma de projetos de arte correlacionados ou integrados. O professor era frequentemente solicitado a usar a arte em conjunção com seu trabalho em estudos sociais etc. [...] A arte integrada se afigurou aos professores como uma hóspede dos assuntos a serem ensinados. Além disso, os projetos de arte poderiam aclarar os conceitos abstratos que os professores estivessem tentando fazer as crianças aprenderem.”
EISNER, Elliot. apud BARBOSA, Ana Mae. John Dewey e o ensino da arte no Brasil. 8ªedição – São Paulo: Cortez, 2015.
A prática de ensino de arte acima descrita é assim entendida:
“Quem examinar com atenção as artes dos dias atuais será confrontado com uma desconcertante profusão de estilos, formas, plásticas e programas. De início, parece que quanto mais olhamos, menos certeza podemos ter quanto àquilo, afinal, permita que as obras sejam qualificadas como ‘arte’, pelo menos de um ponto de vista tradicional. Por outro lado, não parece mais haver nenhum material particular que desfrute do privilégio de ser imediatamente reconhecível como material da arte. A arte recente tem utilizado não somente tinta, metal e pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas.”.
ARCHER, M. Arte contemporânea: uma história concisa. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2012. Prefácio.

A partir do texto e das imagens acima, é possível perceber alguns caminhos que marcaram
a história das artes visuais e, consequentemente, o modo de produção delas. Essas
transformações e permanências estão indicadas em:
A obra In advanceof the broken arm de1915 é o primeiro readymade de Marcel Duchamp.

Considere o texto abaixo.
“Trata-se da primeira obra − se é que o termo “obra” se aplica − a que Duchamp deu o nome de “readymade”.
Comprou-a numa loja de ferragens em 1915. Como é típico de um readymade não retrabalhado pelo artista, a pá de limpar neve foi apenas transportada para locais de exposição.”
(TASSINARI, Alberto. O espaço Moderno, p. 81)
A partir do texto é possível afirmar que a atitude provocativa de Duchamp ao criar os readymades foi de: