Questões de Concurso
Sobre cultura e patrimônio em artes plásticas
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Em sua obra, Henry Giroux destaca que a cultura e o currículo são elementos inseparáveis. Se a cultura é um campo de lutas e conflitos por imposição de significados e se o currículo está envolvido em uma política cultural, então ele é terreno privilegiado de lutas, conflitos e contestações na busca de significados e sentidos. Portanto, é fundamental entender o currículo como um instrumento, um espaço, um campo de produção e criação de significados, no qual se fazem presentes os interesses das camadas sociais.
De acordo com esse texto, são ações de suma importância para os processos constantes de ensino de arte no que se refere ao currículo:
Segundo Heloísa Buarque de Hollanda e Adrian Izel, no quadro da intensificação da produção cultural de caráter urbano, no final do século XX, um segmento que vem surpreendendo é o da atuação de coletivos de artistas plásticos, que são associações de pessoas que têm interesses comuns. A finalidade de um coletivo é integrar pessoas para trocar experiências e enriquecer seus trabalhos e conhecimentos.
Os coletivos propagam-se em proporção geométrica pelo Brasil, configuram-se por ações conjuntas, mas não constituem cooperativas, tampouco apresentam número de participantes determinados. Sua forma de organização é independente e, para cada ação ou conjunto de ações, os coletivos buscam patrocínio, oferecendo cursos e vendendo trabalhos.
São exemplos de Coletivos de Arte em Pernambuco os seguintes:
“A cultura das imagens é uma realidade da qual não podemos fugir e, intencionalmente ou não, colaboramos diariamente na (re)produção e consumo das visualidades que alimentam a cultura visual. Não por causalidade, o início do século 21 foi palco para a explosão das redes sociais na internet. Ambientes nos quais as imagens se converteram em veículos de representação, comunicação, socialização e criação de significados, símbolos e imaginários sociais.”
ABREU, Carla Luzia de. Hipervisibilidade e self-disclosuse: novas texturas da experiência social nas redes digitais. Revista Visualidades. v. 13, n. 2 (2015). Disponível em: <http://revistas.ufg.br/VISUAL/issue/view/1721/showToc> acesso: 01 nov. de 2016.
Estabelecendo uma relação entre o texto e o conceito de “virada cultural” sistematizado por
W.J.T. Mitchell (1994), é correto afirmar que:
“A perspectiva da cultura visual permite, então, incorporar a problemática que esteve fora da esfera da arte na educação. E o faz a partir do questionamento de noções como originalidade, autoria, recepção, representação, intensão do artista, linguagem visual centrada no formal, contexto de produção, de expressão, a criança como artista e, de maneira especial, o relato salvador da educação pela arte. O que introduz a perspectiva da cultura visual, a qual provisoriamente me vinculo – pois não se deve esquecer que não existe uma opção do que é denominado como cultura visual – é a consideração das práticas artísticas como práticas discursivas – culturais – que têm efeitos na maneira de ver e de ver-se.”
HERNÁNDEZ. F. A cultura visual como um convite à deslocalização do olhar e ao reposicionamento do sujeito. p. 43. In: MARTIZ, R.; TOURINHO, I. (org.) Educação da cultura visual: conceitos e contextos. Santa Maria: Ed da UFSM, 2011.
Para HERNÁNDEZ, a cultura visual
As Paneleiras de Goiabeiras, artesãs da cidade de Vitória no Espírito Santo, utilizam uma técnica bem rudimentar para modelar suas panelas de barro.
Assinale a alternativa que apresenta essa técnica.
Em maio de 2015, militantes do movimento negro e ativistas feministas se uniram para convocar um ato de protesto contra a companhia de teatro Os Fofos Encenam, que realizaria apresentação da peça A mulher do trem.

O protesto de repúdio dos grupos de militantes a realização da peça se deve
O texto abaixo refere-se ao Ofício das Paneleiras na localidade de Goiabeiras, bairro de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.
“É o saber que envolve a prática artesanal de fabricação de panelas de barro, atividade econômica culturalmente enraizada na localidade de Goiabeiras, bairro de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo. Produto da cerâmica de origem indígena, o processo de produção das panelas de Goiabeiras conserva todas as características essenciais que a identificam com a prática dos grupos nativos das Américas, antes da chegada de europeus e africanos.
A técnica cerâmica utilizada é reconhecida como legado cultural Tupi-Guarani e Una, com maior número de elementos identificados com os da tradição Una.
A atividade, eminentemente feminina, é tradicionalmente repassada pelas artesãs paneleiras, às suas filhas, netas, sobrinhas e vizinhas, no convívio doméstico e comunitário. Apesar das transformações urbanas ocorridas ao longo do tempo, a localidade de Goiabeiras, conhecida como Goiabeiras Velha, permanece como um reduto de ocupação antiga, os quintais repartidos com as famílias de filhos e netos, onde saber fazer estas panelas de barro é o principal elemento formador da identidade cultural daquele grupo social.”
(http://portal.iphan.gov.br/)
A inclusão das paneleiras como Patrimônio Cultural Brasileiro se tornou possível por intermédio do Decreto Federal 3.551/2000, que instituiu o registro de bens culturais de natureza imaterial. A justificativa do registro das Paneleiras de Goiabeiras como bem cultural de natureza imaterial é:
O professor de Artes Visuais, na 5ª CRE da SME/RJ, após trabalhar os aspectos da arquitetura e a importância de preservação do Patrimônio Cultural, planejou uma visita guiada ao centro da cidade do Rio de Janeiro para mostrar aos alunos: uma igreja de Estilo Pombalino, um projeto arquitetônico de Grandjean de Montigny, uma construção arquitetônica de Estilo Eclético e uma construção que marcou o início da Arquitetura Moderna.
A alternativa que contém os locais em que ele levou seus alunos é:
“Uma avó agradece a Deus pelo progressivo branqueamento de sua família; a obra é uma alegoria do desejo de purificação racial difundido à época da liberação dos estigmas vinculados às condições sociais do negro”. (Conduru, 2007, p.53)
O autor citado apresenta em sua pesquisa um relevante estudo sobre as representações da negritude na pintura ao longo dos tempos. A citação acima se refere à seguinte obra:
Há uma igreja, na cidade do Rio de Janeiro, representante da arquitetura e da arte colonial e do barroco brasileiro, localizada no alto de uma colina. Sua planta apresenta um duplo polígono em que a nave e a capela mor são, respectivamente, um octógono e um hexágono alongados, constituindo um dos edifícios mais singulares no país. Suas paredes brancas são articuladas por elementos estruturais de pedra, que se prolongam em direção ao céu através de altos pináculos. O edifício foi projetado para ser visto de todos os lados.
Essa descrição se refere à seguinte igreja: