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Q3774091 Matemática
Para executar uma tarefa, três funcionários gastaram 3 horas e 15 minutos. No dia seguinte, foram destacados cinco funcionários para executar a mesma tarefa. Esses cinco funcionários possuem a mesma capacidade de trabalho que os anteriores.
Dessa maneira, é correto afirmar que o tempo a menos que esses 5 funcionários gastaram para executar a tarefa foi de
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Q3774090 Matemática
Sabe-se que o preço de um produto na loja A é o triplo do preço do mesmo produto na loja B. O lojista da loja A aplicou um desconto de x% no preço desse produto, o lojista da loja B aplicou um aumento também de x% no preço desse produto, e, após esses reajustes, o novo preço da loja A passou a ser o dobro do novo preço da loja B.

Com essas informações, é correto afirmar que o valor de x é
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Q3774089 Matemática
O gerente de um escritório resolveu distribuir para três de seus funcionários os 378 processos que precisavam ser arquivados. A quantidade de processos que cada funcionário arquivará será diretamente proporcional às horas que cada um deles tem disponíveis para o trabalho, sendo que um deles dispõe de 3 horas, outro dispõe de 5 horas e outro dispõe de 6 horas.
Distribuídos dessa maneira, a quantidade somada de processos que os dois funcionários com menos horas disponíveis receberão para arquivar supera a quantidade a ser recebida pelo outro funcionário em
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Q3774088 Raciocínio Lógico
Três amigos trabalham em empresas diferentes, e cada um deles tem uma escala de trabalho diferente. Para um deles, a escala é 2 x 1, que significa 2 dias trabalhados consecutivamente seguidos de 1 dia de folga. Para os outros dois amigos, a escala é 4 x 1 para um e 5 x 1 para o outro.
Em um domingo, os três amigos tiveram folga no mesmo dia e almoçaram juntos. Combinaram que, na folga seguinte comum aos três, eles almoçariam juntos novamente, o que aconteceu em
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Q3774087 Matemática
O resultado do censo populacional em um município mostrou que 17.076 habitantes são pessoas do sexo feminino, representando 3/5 da população total. O censo também indicou que 1/3 das pessoas do sexo feminino do município tem menos de 30 anos de idade e que 3/8 das pessoas do sexo masculino do município têm 30 anos de idade ou mais.

A Secretaria de Saúde desse município encomendou 15 mil doses de uma vacina para ser aplicada na população com menos de 30 anos de idade; logo, se todas as pessoas nessa faixa etária receberem uma dose dessa vacina, o número de doses que sobrará da encomenda será
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Q3774086 Matemática Financeira
Ao iniciar mais um dia de trabalho, um pequeno comércio tinha R$ 1.280,00 de dinheiro em caixa na loja. Durante esse dia, aconteceram os seguintes eventos:

•  Pagamento de fornecedor: R$ 675,00 •  Recebimento ao realizar venda: R$ 42,00
•  Recebimento ao realizar venda: R$ 67,00
•  Recebimento ao realizar venda: R$ 148,00
•  Recebimento ao realizar venda: R$ 95,00
•  Pagamento de fornecedor: R$ 742,00
•  Recebimento ao realizar venda: R$ 127,00
•  Pagamento de fornecedor: R$ 159,00

Considerando que todos esses pagamentos e recebimentos foram feitos utilizando apenas o dinheiro do caixa, é correto afirmar que o saldo em caixa, após essas movimentações, foi de
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Q3774085 Português
Considere a frase:

Devido  facilidade de acessar as plataformas online, vem crescendo o número de brasileiros expostos  atividades como as apostas, que são prejudiciais  saúde mental.

Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas, de acordo com a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase.
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Q3774084 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Quando apostar vira um problema


      Em 2023, cerca de 28 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais (ou 17,6% da população nesta faixa de idade) diziam ter apostado no ano anterior, segundo estudo publicado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em abril deste ano.

      Entre os apostadores, 10,9 milhões apresentavam características de jogo de risco ou problemático — número equivalente a 38,6% do total de apostadores e 7,3% da população em geral. Dentro desse grupo dos apostadores problemáticos, 1,4 milhão de brasileiros apresentava um padrão de apostas compatível com o diagnóstico de transtorno do jogo, enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de apostar mesmo diante de prejuízos — contingente equivalente a 5% dos jogadores e 0,8% da população total acima de 14 anos.

     “Há mais de 30 anos, a ciência entendeu que o cérebro não fica só dependente de substâncias químicas, mas também de comportamentos muito ativadores das áreas que processam prazer no cérebro”, diz Rodrigo Machado, psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).

     Mas houve uma mudança no perfil dos jogos de azar que levou à explosão dos casos de dependência no Brasil, especialmente desde 2018. “Com a tecnologia e a extrema difusão dos cassinos online, passamos a ter cassinos no bolso 24 horas. Qualquer pessoa consegue acessar as plataformas de apostas, bets esportivas etc., quando antes você precisava se deslocar fisicamente até um determinado lugar”, afirma o especialista em jogo compulsivo.

      Outra mudança, diz ele, foi na própria dinâmica do jogo de azar através das plataformas digitais. Por exemplo, apostas em jogos de futebol sempre existiram, mas antes só se apostava no resultado final. Já nas plataformas de apostas, é possível fazer as chamadas “apostas in-play”, enquanto o jogo está acontecendo. “Quando você promove um ciclo ultrarrápido de apostas, você encurta a distância entre o ato de apostar e o resultado final, fazendo com que as pessoas entrem num loop de compulsividade e, consequentemente, de hiperestimulação dos centros que processam o prazer no cérebro”, afirma Machado.


(Thais Carrança. Disponivel em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/ckgzk0g8317o. Acesso em: 01/10/2025. Adaptado)
Considere as frases:

•  Mas houve uma mudança no perfil dos jogos de azar que levou à explosão dos casos de dependência no Brasil, especialmente desde 2018. (4o parágrafo)
•  “Já nas plataformas de apostas, é possível fazer as chamadas apostas ‘in-play’, enquanto o jogo está acontecendo.” (5o parágrafo)

É correto afirmar, a respeito das palavras destacadas, que
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Q3774083 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Quando apostar vira um problema


      Em 2023, cerca de 28 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais (ou 17,6% da população nesta faixa de idade) diziam ter apostado no ano anterior, segundo estudo publicado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em abril deste ano.

      Entre os apostadores, 10,9 milhões apresentavam características de jogo de risco ou problemático — número equivalente a 38,6% do total de apostadores e 7,3% da população em geral. Dentro desse grupo dos apostadores problemáticos, 1,4 milhão de brasileiros apresentava um padrão de apostas compatível com o diagnóstico de transtorno do jogo, enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de apostar mesmo diante de prejuízos — contingente equivalente a 5% dos jogadores e 0,8% da população total acima de 14 anos.

     “Há mais de 30 anos, a ciência entendeu que o cérebro não fica só dependente de substâncias químicas, mas também de comportamentos muito ativadores das áreas que processam prazer no cérebro”, diz Rodrigo Machado, psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).

     Mas houve uma mudança no perfil dos jogos de azar que levou à explosão dos casos de dependência no Brasil, especialmente desde 2018. “Com a tecnologia e a extrema difusão dos cassinos online, passamos a ter cassinos no bolso 24 horas. Qualquer pessoa consegue acessar as plataformas de apostas, bets esportivas etc., quando antes você precisava se deslocar fisicamente até um determinado lugar”, afirma o especialista em jogo compulsivo.

      Outra mudança, diz ele, foi na própria dinâmica do jogo de azar através das plataformas digitais. Por exemplo, apostas em jogos de futebol sempre existiram, mas antes só se apostava no resultado final. Já nas plataformas de apostas, é possível fazer as chamadas “apostas in-play”, enquanto o jogo está acontecendo. “Quando você promove um ciclo ultrarrápido de apostas, você encurta a distância entre o ato de apostar e o resultado final, fazendo com que as pessoas entrem num loop de compulsividade e, consequentemente, de hiperestimulação dos centros que processam o prazer no cérebro”, afirma Machado.


(Thais Carrança. Disponivel em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/ckgzk0g8317o. Acesso em: 01/10/2025. Adaptado)
De acordo com os dados apresentados no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3774082 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Quando apostar vira um problema


      Em 2023, cerca de 28 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais (ou 17,6% da população nesta faixa de idade) diziam ter apostado no ano anterior, segundo estudo publicado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em abril deste ano.

      Entre os apostadores, 10,9 milhões apresentavam características de jogo de risco ou problemático — número equivalente a 38,6% do total de apostadores e 7,3% da população em geral. Dentro desse grupo dos apostadores problemáticos, 1,4 milhão de brasileiros apresentava um padrão de apostas compatível com o diagnóstico de transtorno do jogo, enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de apostar mesmo diante de prejuízos — contingente equivalente a 5% dos jogadores e 0,8% da população total acima de 14 anos.

     “Há mais de 30 anos, a ciência entendeu que o cérebro não fica só dependente de substâncias químicas, mas também de comportamentos muito ativadores das áreas que processam prazer no cérebro”, diz Rodrigo Machado, psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).

     Mas houve uma mudança no perfil dos jogos de azar que levou à explosão dos casos de dependência no Brasil, especialmente desde 2018. “Com a tecnologia e a extrema difusão dos cassinos online, passamos a ter cassinos no bolso 24 horas. Qualquer pessoa consegue acessar as plataformas de apostas, bets esportivas etc., quando antes você precisava se deslocar fisicamente até um determinado lugar”, afirma o especialista em jogo compulsivo.

      Outra mudança, diz ele, foi na própria dinâmica do jogo de azar através das plataformas digitais. Por exemplo, apostas em jogos de futebol sempre existiram, mas antes só se apostava no resultado final. Já nas plataformas de apostas, é possível fazer as chamadas “apostas in-play”, enquanto o jogo está acontecendo. “Quando você promove um ciclo ultrarrápido de apostas, você encurta a distância entre o ato de apostar e o resultado final, fazendo com que as pessoas entrem num loop de compulsividade e, consequentemente, de hiperestimulação dos centros que processam o prazer no cérebro”, afirma Machado.


(Thais Carrança. Disponivel em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/ckgzk0g8317o. Acesso em: 01/10/2025. Adaptado)
Assinale a alternativa que está de acordo com a opinião expressa no texto pelo psiquiatra Rodrigo Machado.
Alternativas
Q3774081 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Quando apostar vira um problema


      Em 2023, cerca de 28 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais (ou 17,6% da população nesta faixa de idade) diziam ter apostado no ano anterior, segundo estudo publicado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em abril deste ano.

      Entre os apostadores, 10,9 milhões apresentavam características de jogo de risco ou problemático — número equivalente a 38,6% do total de apostadores e 7,3% da população em geral. Dentro desse grupo dos apostadores problemáticos, 1,4 milhão de brasileiros apresentava um padrão de apostas compatível com o diagnóstico de transtorno do jogo, enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de apostar mesmo diante de prejuízos — contingente equivalente a 5% dos jogadores e 0,8% da população total acima de 14 anos.

     “Há mais de 30 anos, a ciência entendeu que o cérebro não fica só dependente de substâncias químicas, mas também de comportamentos muito ativadores das áreas que processam prazer no cérebro”, diz Rodrigo Machado, psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).

     Mas houve uma mudança no perfil dos jogos de azar que levou à explosão dos casos de dependência no Brasil, especialmente desde 2018. “Com a tecnologia e a extrema difusão dos cassinos online, passamos a ter cassinos no bolso 24 horas. Qualquer pessoa consegue acessar as plataformas de apostas, bets esportivas etc., quando antes você precisava se deslocar fisicamente até um determinado lugar”, afirma o especialista em jogo compulsivo.

      Outra mudança, diz ele, foi na própria dinâmica do jogo de azar através das plataformas digitais. Por exemplo, apostas em jogos de futebol sempre existiram, mas antes só se apostava no resultado final. Já nas plataformas de apostas, é possível fazer as chamadas “apostas in-play”, enquanto o jogo está acontecendo. “Quando você promove um ciclo ultrarrápido de apostas, você encurta a distância entre o ato de apostar e o resultado final, fazendo com que as pessoas entrem num loop de compulsividade e, consequentemente, de hiperestimulação dos centros que processam o prazer no cérebro”, afirma Machado.


(Thais Carrança. Disponivel em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/ckgzk0g8317o. Acesso em: 01/10/2025. Adaptado)
De acordo com as informações texto, é correto afirmar que foi um fator determinante para o aumento dos casos de dependência de jogos de azar no Brasil, nos últimos anos,
Alternativas
Q3774080 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:




(Eduardo Arruda. Disponivel em: https://x.com/ed_arruda/ status/1894695844282093685/photo/1. Acesso em 01/10/2025)

Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3774079 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:




(Eduardo Arruda. Disponivel em: https://x.com/ed_arruda/ status/1894695844282093685/photo/1. Acesso em 01/10/2025)

Em – Ajeitem a coluna – (1o quadro), a palavra destacada está conjugada no mesmo modo verbal que aquela destacada em:
Alternativas
Q3774078 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:




(Eduardo Arruda. Disponivel em: https://x.com/ed_arruda/ status/1894695844282093685/photo/1. Acesso em 01/10/2025)

A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor deriva do fato de que a menina que fala
Alternativas
Q3774077 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere o trecho:

•  Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia?

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão de emprego dos pronomes, por:
Alternativas
Q3774076 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere os trechos do 2o parágrafo:

•  ...  estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído.
•  Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir.

É correto afirmar que os termos destacados estabelecem, respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3774075 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
É correto afirmar que no trecho “Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto” (3o parágrafo), o autor procura
Alternativas
Q3774074 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
A respeito das transformações nas formas de relacionamento interpessoal com as tecnologias digitais, o autor do texto 
Alternativas
Q3774073 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Foi empregada em sentido figurado a palavra destacada em:
Alternativas
Q3774072 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere os trechos:

•  Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós... (2o parágrafo)
•  ...  sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante... (2o parágrafo)

No contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas têm como sinônimos, respectivamente,
Alternativas
Respostas
1481: C
1482: E
1483: D
1484: A
1485: D
1486: B
1487: A
1488: B
1489: C
1490: E
1491: C
1492: C
1493: D
1494: A
1495: E
1496: B
1497: C
1498: A
1499: D
1500: E