Questões Militares Para aspirante do corpo de bombeiro

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Q793682 Português

                    O altruísmo ainda tem lugar no mundo contemporâneo?

      O altruísmo tem por base a preocupação de um ser humano para com outro ser humano. Este sentimento está cada vez mais raro e menos valorizado no mundo atual. Vivemos em uma sociedade onde ações, gestos e preocupações de um indivíduo para com seu semelhante estão se tornando exceções, quando na verdade deveriam ser a regra. Hoje percebemos um grande egoísmo do homem em tudo o que faz, e em todas as coisas e objetivos que quer atingir. Em nosso dia a dia valorizamos muito pouco os pequenos gestos de ajuda e colaboração.

      Vejam os casos relatados diariamente nos jornais e nas TVs, o ser humano não pensa a longo prazo, pois o que hoje acontece com o outro um dia poderá acontecer com você. O curioso é que as manifestações de altruísmo surgem quando nos deparamos com grandes tragédias. Nesses casos, como nos terremotos do Haiti e do Japão ou das enchentes no Rio de Janeiro, existe uma grande comoção, todos procuram notícias, tentam ajudar e são solidários com as pessoas afetadas.

      Esses casos nos levam às seguintes questões: Será que ainda podemos acreditar que é possível melhorar a sociedade em que vivemos? Será que ainda há esperança de um dia vermos os seres humanos preocupados com outros seres humanos? Por que o sentimento de solidariedade se manifesta, com grande ênfase, nos casos de tragédias de grande repercussão e muito pouco nos pequenos acontecimentos de nosso cotidiano?

      Infelizmente ser altruísta está fora de moda, ter preocupação com seu semelhante parece que não acompanhou a velocidade das mudanças da sociedade contemporânea, a internet e as redes sociais substituíram o contato pessoal e aquele bom papo onde duas ou mais pessoas se conheciam, ficavam amigas, contavam seus problemas e se ajudavam mutuamente.

      A banalização dos crimes e do “vou conquistar o que quero a qualquer preço”, mesmo que tenha que passar por cima de alguém, está deteriorando valores que faziam a vida ser mais justa, mais fraterna e mais humana. Ser solidário, companheiro, amigo e altruísta, entre tantos outros bons sentimentos, precisam ser resgatados para que se possa pensar, em longo prazo, numa sociedade onde sejamos menos desiguais e mais fraternos.

(Disponível em: http://tribunadoreconcavo.com/o-altruismo-ainda-tem-lugar-no-mundo-contemporaneo/. Editado por Tribuna do Recôncavo| Blog do Rossano.)

Em relação à sintaxe, dentre os segmentos destacados a seguir, todos apresentam verbos equivalentes quanto ao papel que representam junto ao predicado que compõem, EXCETO:
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Q793681 Português

                    O altruísmo ainda tem lugar no mundo contemporâneo?

      O altruísmo tem por base a preocupação de um ser humano para com outro ser humano. Este sentimento está cada vez mais raro e menos valorizado no mundo atual. Vivemos em uma sociedade onde ações, gestos e preocupações de um indivíduo para com seu semelhante estão se tornando exceções, quando na verdade deveriam ser a regra. Hoje percebemos um grande egoísmo do homem em tudo o que faz, e em todas as coisas e objetivos que quer atingir. Em nosso dia a dia valorizamos muito pouco os pequenos gestos de ajuda e colaboração.

      Vejam os casos relatados diariamente nos jornais e nas TVs, o ser humano não pensa a longo prazo, pois o que hoje acontece com o outro um dia poderá acontecer com você. O curioso é que as manifestações de altruísmo surgem quando nos deparamos com grandes tragédias. Nesses casos, como nos terremotos do Haiti e do Japão ou das enchentes no Rio de Janeiro, existe uma grande comoção, todos procuram notícias, tentam ajudar e são solidários com as pessoas afetadas.

      Esses casos nos levam às seguintes questões: Será que ainda podemos acreditar que é possível melhorar a sociedade em que vivemos? Será que ainda há esperança de um dia vermos os seres humanos preocupados com outros seres humanos? Por que o sentimento de solidariedade se manifesta, com grande ênfase, nos casos de tragédias de grande repercussão e muito pouco nos pequenos acontecimentos de nosso cotidiano?

      Infelizmente ser altruísta está fora de moda, ter preocupação com seu semelhante parece que não acompanhou a velocidade das mudanças da sociedade contemporânea, a internet e as redes sociais substituíram o contato pessoal e aquele bom papo onde duas ou mais pessoas se conheciam, ficavam amigas, contavam seus problemas e se ajudavam mutuamente.

      A banalização dos crimes e do “vou conquistar o que quero a qualquer preço”, mesmo que tenha que passar por cima de alguém, está deteriorando valores que faziam a vida ser mais justa, mais fraterna e mais humana. Ser solidário, companheiro, amigo e altruísta, entre tantos outros bons sentimentos, precisam ser resgatados para que se possa pensar, em longo prazo, numa sociedade onde sejamos menos desiguais e mais fraternos.

(Disponível em: http://tribunadoreconcavo.com/o-altruismo-ainda-tem-lugar-no-mundo-contemporaneo/. Editado por Tribuna do Recôncavo| Blog do Rossano.)

Acerca do questionamento feito no título do texto pode-se afirmar que
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Q793680 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

“O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência (I), talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos (II). Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós (III) mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também (IV) nos espia; mesmo que fosse como simples indício (V) da incerteza e da fragilidade humanas [...]” No trecho selecionado anteriormente, foram destacadas as palavras em que o emprego da acentuação gráfica é demonstrado. Acerca de tal emprego pode-se afirmar que
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Q793679 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

Tendo em vista os mecanismos de coesão sequencial, utilizados na construção da articulação entre as partes do texto e para estabelecer relações entre as informações, indique, a seguir, o exemplo em que apenas tal mecanismo pode ser identificado através do termo destacado.
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Q793678 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

De acordo com o contexto, o termo grifado que poderia ser substituído sem prejuízo semântico pelo termo sugerido está indicado em:
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Q793677 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

Em “Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, [...]” o sinal de dois-pontos foi empregado:
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Q793676 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

As duas ocorrências de emprego da palavra “embora” no texto permitem reconhecer que tal termo contribui para a construção de sentido que:
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Q793675 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

Considerando as estratégias de coesão textual pode-se afirmar que em “executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. [...]” o pronome demonstrativo atua
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Q793674 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

Considere as ideias e informações trazidas ao texto e leia as afirmativas a seguir.

I. O autor utiliza como estratégia argumentativa uma relação entre pontos de vista que se opõem e através de uma contra argumentação estabelece o seu posicionamento.

II. O autor nomeia o interlocutor a quem confere voz no seu texto como “irrefletido”, o que garante a sua posição contrária desde tal caracterização.

III. O exemplo dado pelo autor da ação de “escorregar” atua como um dos recursos argumentativos utilizados na defesa de um ponto de vista que é contrário ao conceito apresentado acerca do inconsciente.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

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Q793673 Português

                                     Não pensar mais em si

      Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]

(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)

De acordo com as relações estabelecidas de subordinação entre termos da oração, dentre as afirmativas a seguir pode ser identificada como correta:
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Q748675 Enfermagem

Leia o texto a seguir.

Esta manobra é de caráter emergencial e é utilizada quando a vitima está em local que ofereça perigo iminente de morte à mesma ou ao socorrista. São aplicadas em situações extremas tais como: incêndio em veículo, situações de instabilidade da vítima de caráter de transporte imediato com um socorrista e sem equipamento, veículos em despenhadeiros, marquise ou outra estrutura que está em iminência de atingir a vítima e dentre outras. É uma técnica fácil de ser aplicada e muito rápida. Ela quase não oferece estabilização para a vítima, quando comparada a outras extricações. Ela pode ser realizada com um ou dois socorristas.

A descrição acima se refere à/a

Alternativas
Q748674 Física

Com o objetivo de se agruparem os incêndios pelas propriedades dos materiais combustíveis e, com isso, tornar mais eficiente a sua extinção, a NFPA elaborou uma classificação de incêndios que se divide em classes e é adotada pela maioria dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.

Os equipamentos energizados pertencem à seguinte classe de incêndio:

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Q748673 Engenharia Mecânica

Correlacione as seguintes colunas:


I. Ponto de ignição

II. Ponto de combustão

III. Ponto de fulgor


( ) É a temperatura mínima em que um combustível desprende vapores em quantidade suficiente para que, na presença de uma fonte externa de calor, se inflamem. No entanto, nessa temperatura, a chama não se manterá uma vez que for retirada a fonte de calor.

( ) É a temperatura em que um combustível desprende vapores em quantidade suficiente para que, em contato com um comburente, se inflamem e mantenham-se inflamando, independentemente da existência de uma fonte externa de calor.

( ) É a temperatura em que um combustível desprende vapores em quantidade suficiente para que, na presença de uma fonte externa de calor, se inflamem e se mantenham inflamando, mesmo na retirada da fonte externa de calor.

Portanto, a sequência correta, lida de cima para baixo, é a seguinte:

Alternativas
Q748672 Engenharia Civil
O método de extinção de incêndios que consiste na interrupção do fornecimento do comburente da reação é denominado
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Q748671 Engenharia Mecânica
A finalização da combustão ocorre em ambientes cuja oferta de oxigênio no ar é inferior a
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Q748670 Legislação Estadual
Segundo Regulamento Disciplinar do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, a relevação da punição consiste em
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Q748669 Legislação Estadual
A interrupção da licença especial e da licença para tratar de interesse particular poderá ocorrer, EXCETO na seguinte circunstância:
Alternativas
Q748668 Legislação Estadual
Segundo o Estatuto dos Bombeiros Militares, a melhor definição de função é a seguinte:
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Q748667 Legislação Estadual
De acordo com o Código Estadual de Segurança Contra Incêndio e Pânico, na notificação NÃO deverá conter
Alternativas
Q748666 Legislação Estadual

No julgamento da transgressão podem ser levantadas causas que justifiquem ou circunstâncias que atenuem ou agravem a falta.


Assim, é circunstância atenuante, a/o 

Alternativas
Respostas
581: D
582: C
583: C
584: D
585: B
586: D
587: A
588: B
589: C
590: D
591: A
592: C
593: B
594: D
595: E
596: D
597: A
598: B
599: E
600: C