Questões Militares
Para médico endocrinologista
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Características clínico–epidemiológicas
(1) Início antes dos 25 anos de idade em pelo menos um membro da família. Presença em duas gerações consecutivas, ausência de autoanticorpos contra células beta, ausência sinais de resistência à insulina e com secreção endógena sustentada de insulina após 05 anos do diagnóstico do DM.
(2) Mais comum após os 40 anos de idade. Associado a obesidade, resistência periférica a insulina e aumento da produção hepática de glicose. A complicação aguda clássica é a Síndrome Hiperosmolar Hiperglicêmica. É a causa mais comum de DM.
(3) Causado por uma deficiência absoluta de insulina, consequente a destruição autoimune ou idiopática das células beta pancreáticas. A complicação aguda clássica é a Cetoacidose Diabética (CAD).
(4) A velocidade de destruição das células beta pancreáticas é mais lenta, sendo que o diagnóstico ocorre geralmente entre os 30 a 50 anos de idade. O marcador mais sensível é o Anti – GAD. Apresenta características genômicas híbridas sendo necessários mais estudos para se esclarecer a sua fisiopatologia.
(5) Mais frequente em homens americanos, principalmente de origem negra ou hispânica e obesos. Associada a presença de antígenos HLA classe II DRB1 *03 ou DRB1 *04. Caracteriza-se pela abertura do quadro com CAD sem fator precipitante, evoluindo em alguns meses com controle glicêmico com hipoglicemiantes orais ou mesmo apenas dieta.
Classificações etiológicas
( ) Diabetes melito tipo 1 (DM1)
( ) Diabetes autoimune latente em adultos (LADA)
( ) Diabetes melito tipo 2 (DM2)
( ) Diabetes melito tipo 2 com tendência à cetose (DM2TC)
( ) Diabetes do adulto no jovem (MODY maturity onset diabetes of the young)
A sequência correta dessa classificação é:
I. O Diabetes Melito Gestacional (DMG) é a causa mais comum de diabetes na gestação.
II. O rastreamento do DMG é indicado entre a 24ª e 28ª semana de gestação com o teste de Tolerância Oral a Glicose.
III. A glicemia de jejum não deve ser medida na primeira consulta de pré-natal.
IV. Se a glicemia de jejum no início da gestação estiver > 126 mg/dl, confirma-se o DMG.
V. Apesar de existirem poucos estudos de longo prazo, a Metformina tende à ser segura após o segundo semestre da gestação.
Em relação às assertivas acima, é correto afirmar que:
Sobre o caso clínico apresentado acima, marque a opção correta.
( ) A NEM 1 é classicamente definida pela presença de neoplasia em dois dos seguintes sítios: paratireoides, hipófise anterior e tecido enteropancreático.
( ) A NEM 2 - B tem como manifestações principais o Carcinoma Medular da tireoide (CMT), o Feocromocitoma (FEO) e o Hiperparatireoidismo Primário (HPTP).
( ) O HPTP costuma ser a primeira manifestação do NEM 1 ocorrendo geralmente de forma mais precoce.
( ) Os CMT nos portadores da NEM 2 tem uma evolução mais indolente, tornando os testes genéticos dos pacientes e de seus familiares desnecessários.
( ) Todos os pacientes portadores de CMT e candidatos a cirurgia devem antes ser avaliados para se excluir a presença do FEO.
I. Nos casos com elevação do B-HCG, deve-se realizar o US Testicular para se excluir tumores de células germinativas.
II. Os casos com estradiol elevado podem acontecer por tumores testiculares, adrenais ou por uso exógeno de testosterona.
III. Nos casos com LH e testosterona baixos deve-se dosar a prolactina para se excluir um prolactinoma.
IV. A ginecomastia ocorre em um terço dos homens com hipertireoidismo e pode ser a manifestação inicial da doença.
V. A farmacoterapia é mais eficaz nos primeiros seis meses de surgimento da ginecomastia. Após 12 meses há predominância de tecido fibrótico que dificilmente responde a medicação.
Em relação às assertivas acima, é correto afirmar que:
Quadros clínicos
(1) Dor cervical unilateral súbita, associada a febre, sudorese, astenia e sinais flogísticos locais. Mais prevalente em imunossuprimidos.
(2) Quadro mais arrastado de dor cervical uni ou bilateral que pode ser intensa e piorar a deglutição e movimentação do pescoço. É a causa mais comum de dor na tireoide.
(3) Se caracteriza por crescimento cervical indolor, por vezes se confundindo com um linfoma e carcinoma tireoidiano. É a tireoidite mais rara, levando por vezes a fibrose extensa da tireoide.
(4) Pode ser apresentar como hipertireoidismo transitório seguido de hipotireoidismo transitório e depois recuperação com eutireoidismo. Pode acometer as mulheres após o parto e abortos espontâneos.
(5) Maioria dos pacientes é assintomática sendo detectada em exames de rotina ou pela detecção de bócio discreto. Forma mais comum de tireoidite. Mais prevalente nas mulheres.
Doenças
( ) Tireoidite Granulomatosa Subaguda (De Quervain)
( ) Tireoidite Supurativa Aguda ou infecciosa
( ) Tireoidite de Riedel
( ) Tireoidite de Hashimoto
( ) Tireoidite Pós Parto
A sequência correta dessa classificação é:
I. A hiperprolactinemia não é uma doença, mas sim uma anormalidade laboratorial que pode resultar de causas fisiológicas, farmacológicas e patológicas.
II. A hiperprolactinemia é um achado comum da gestação normal, podendo os níveis de prolactina chegarem a valores acima de 200mg/ml no último trimestre da gestação.
III. O tratamento de primeira linha para os prolactinomas (micro e macroprolactinomas) é a cirurgia via transesfenoidal.
IV. Os prolactinomas são os tumores hipofisários secretores menos comuns.
V. Pacientes com microprolactinomas assintomáticos devem ser sempre tratados.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que apenas