Questões Militares
Para médico ginecologista e obstetra
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( ) Segundo a teoria da indução, um fator bioquímico endógeno induz a transformação de células de origem ovariana indiferenciadas em tecido endometrial. ( ) A teoria do transplante fala sobre a semeadura ou implantação de células endometriais por regurgitação transtubária durante a menstruação. ( ) Os agonistas do hormônio de liberação da gonadotropina ligam-se aos receptores hipofisários do GnRh e estimulam a síntese e liberação de LH e FSH, entretanto sua meia-vida longa, maior que o GnRh endógeno resulta na exposição contínua dos receptores do GnRh à atividade agonista do GnRh. Essa exposição causa perda dos receptores hipofisários e regulação decrescente da atividade endógena do GnRh, com baixos níveis de LH e FSH. ( ) A gestrinona, derivado da diidrotestosterona, com propriedades androgênicas, antiprogestagênicas, antiestrogênicas e antigonadotrópicas, atua em nível central e periférico, aumentando os níveis de testosterona livre e reduzindo os níveis de SHBG, os níveis séricos de estradiol e os níveis médios de LH, eliminando o pico de LH e FSH.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas na ordem de cima para baixo.
( ) Vários estudos apontam a associação da vaginose bacteriana a maior risco de doença inflamatória pélvica, infecções pós-operatórias da cúpula vaginal após histerectomia e citologia cervical anormal. ( ) A taxa de transmissão do Trichomonas vaginalis é alta, 70% dos homens contraem a doença após uma única exposição a uma mulher infectada, o que sugere que a taxa de transmissão do homem para a mulher é ainda maior. ( ) O ph vaginal nas pacientes com candidíase vulvovaginal é maior que 4,5. ( ) Paciente com úlcera genital indolor, com mínima dor à palpação, não acompanhada por linfadenopatia inguinal, em particular com úlcera endurecida tem um diagnóstico provável de sífilis.
Marque a alternativa INCORRETA com relação ao desenvolvimento genital.
( ) Para que a reprodução seja normal deverá haver um funcionamento adequado do hipotálamo, hipófise, ovário e útero. ( ) No início do ciclo menstrual há uma produção equivalente de progesterona e estrogêneo, culminando com um pico de estrogêneo na fase ovulatória, que se estabiliza em toda fase secretória do ciclo. ( ) Os hormônios de liberação de gonadotrofina, de corticotrofina, do hormônio do crescimento e de liberação da tireotrofina são os principais secretados pela hipófise. ( ) O GnRH que controla simultaneamente a secreção do FSH e LH e sua liberação pulsátil influencia as duas gonadotrofinas.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas na ordem de cima para baixo.
TEXTO I
A regreção da redassão
Carlos Eduardo Novaes
Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso. Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever.
- Mas, minha senhora, - desculpei-me -, eu não sou professor.
- Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
- A culpa não é deles. A falha é do ensino.
- Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
- Obrigado - agradeci -, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
- Não faz mal – insistiu -, o senhor vem e traz um revisor.
- Não dá, minha senhora – tornei a me desculpar -, eu não tenho o menor jeito com crianças.
- E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos.
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: “Você não deve se assustar, o estudante brasileiro não sabe escrever”. No dia seguinte, ouvi de outro educador: “O estudante brasileiro não sabe escrever”. Depois li no jornal as declarações de um diretor de faculdade: “O estudante brasileiro escreve muito mal”. Impressionado, saí à procura de outros educadores. Todos disseram: “acredite, o estudante brasileiro não sabe escrever”. Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém faz mais diário, ninguém escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes. Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, é verdade que não tenho visto nem árvore.
- Quer dizer – disse a um amigo enquanto íamos pela rua – que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a concorrência e me garante o emprego por mais dez anos.
- Engano seu – disse ele. – A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
- Por quê? – espantei-me. – Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.
- E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
- Sei lá – dei com os ombros –, vai ver que é porque não pega direito no lápis.
- Não senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito de leitura. E quando perder completamente, você vai escrever para quem?
Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne? Então vou trabalhar em açougue. Serviria para fazer barquinhos, para fazer fogueira nas arquibancadas do Maracanã, para forrar sapato furado ou para quebrar um galho em banheiro de estrada? Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim como quem oferece um bilhete de loteria:
- Por favor amigo, leia – disse, puxando um cidadão pelo paletó.
- Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é a bula de remédio.
- E a senhorita não quer ler? - perguntei, acompanhando os passos de uma universitária. – A senhorita vai gostar. É um texto muito curioso.
- O senhor só tem escrito? Então não quero. Por que o senhor não grava o texto? Fica mais fácil ouvi-lo no meu gravador.
- E o senhor, não está interessado nuns textos?
- É sobre o quê? Ensina como ganhar dinheiro?
- E o senhor, vai? Leva três e paga um.
- Deixa eu ver o tamanho – pediu ele.
Assustou-se com o tamanho do texto:
- O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo para ler tudo isso? Não dá para resumir tudo isso em cinco linhas?
NOVAES, Carlos Eduardo. In: A cadeira do dentista & outras crônicas. São Paulo: Ática, 1999. Para gostar de ler, vol. 15.
TEXTO II
O fragmento de texto reproduzido a seguir faz parte da crônica “A menina que falava em internetês, escrito por Rosana Hermann. Na crônica, Wanda, uma mãe que gostava de acreditar-se moderna, compra um computador e, navegando, pela internet, inicia uma conversa “on-line” com a filha adolescente. Quase ao final do diálogo, mãe e filha escrevem:
“[...]
_ Antes de ir para casa eu vou passar no supermercado. O que você quer que compre para... para... para vc? É assim que se diz em internetês.
_ refri e bisc8
_ Refrigerante e biscoito? Biscoito? Filha, francamente, que linguagem é essa? Você estuda no melhor colégio, seu pai paga uma mensalidade altíssima, e você escreve assim na internet? Sem vogais, sem acentos, sem completar as palavras, sem usar maiúsculas no início de uma frase, com orações sem nexo e ainda por cima usando números no lugar de sílabas? Isso é inadmissível, Maria Eugênia!
“_ xau mãe, c ta xata.”
_ Maria Eugênia! Chata é com ch.
_
_ Maria Eugênia?
_
_ Desligou. [...]‟‟
HERMANN, Rosana. Lições de Gramática para que gosta de literatura. São Paulo: Panda Books, 2007
Leia, atentamente, o texto abaixo, tirinha de Grump – Orlandeli.

Analise as frases da fala do tio, transcritas do primeiro quadrinho da tirinha de Grump. Em seguida, responda à questão proposta.
“Pra essa molecada é moleza. Estão aprendendo agora. Não tem os vícios da gente, que já usa as antigas regras faz tempo.”
Considerando o contexto de comunicação, os interlocutores e o sujeito simples
“molecada”, explícito na primeira oração, a adequação das frases, obedecendo às
normas de concordância verbal, seria: