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Q1964965 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Em relação aos mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1964964 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Assinale a alternativa em que há entre parênteses uma reescrita gramatical e semanticamente adequada para o excerto. 
Alternativas
Q1964963 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Assinale a alternativa em que o “que” é um pronome relativo.
Alternativas
Q1964962 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Assinale a alternativa em que a definição apresentada para o termo em destaque está correta.
Alternativas
Q1964961 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Sobre o excerto “O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno [...] queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1964960 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Qual é a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações “A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.”?
Alternativas
Q1964959 Português

“TUDO ERRADO, MAS TUDO BEM”


Em 1977, um cientista da Exxon alertou os diretores da petroleira americana sobre a iminência do aquecimento global. A reação da companhia? Criar o negacionismo

Por Salvador Nogueira


        É difícil precisar quando nasceu o negacionismo sobre a mudança climática. Mas dá para dizer que ele surgiu de mãos dadas com a própria constatação do aquecimento global.

        Era 1977. O tema era quase desconhecido do público, e os maiores interessados no fenômeno, as companhias de petróleo, queriam saber o quanto deviam se preocupar com ele. James Black, cientista sênior da Exxon, trouxe uma mensagem reta aos diretores da petroleira. Avisou que havia um consenso científico de que a maneira mais provável pela qual a humanidade está influenciando o clima é por meio da liberação de CO2 com a queima de combustíveis fósseis.

        No ano seguinte, 1978, ele já alertava que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera elevaria as temperaturas médias globais em dois a três graus – número consistente com o consenso atual.

        A Exxon ouviu o recado. E fingiu ter entendido o exato oposto. Quando, dez anos depois, o cientista da Nasa James Hansen participou de uma audiência no Congresso americano para dizer que o aquecimento produzido pelo homem era uma realidade, a reação de um conglomerado de empresas de petróleo, gás e carvão foi fundar a Coalizão Global do Clima. A Exxon estava no meio. E a missão inconfessa (mas documentada) do projeto era basicamente lançar dúvidas – sobre a realidade das mudanças climáticas e sobre o papel humano no fenômeno.

        Um memorando trocado entre as companhias diz: “A vitória virá quando o cidadão médio estiver incerto sobre a ciência do clima”, contou o cientista Kenneth Kimmel, que expôs a manipulação, em 2015.

        Fundada em 1989, a tal Coalizão Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos à economia e incertezas científicas, retirasse, em 2001, os EUA do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases-estufa por todos os países.

        E, claro, a história se repetiria mais de uma década depois, com o Acordo de Paris. Assinado em 2015 por Barack Obama, ele foi rejeitado por Donald Trump. Agora, com Joe Biden, o país voltou, tentando recuperar o tempo perdido.

        No âmbito da ciência, a única coisa que mudou nos últimos 40 anos foi o grau de convicção de que as mudanças climáticas são uma realidade. E nem é mais questão de futuro. A Terra já aqueceu 1 °C enquanto o pessoal semeava suas falsas incertezas.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/coluna-carbono-zero-tudo-errado-mas-tudo-bem. Acesso em 07 mar. 2022.

Sobre o primeiro parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1010005 Odontologia

Em relação à endodontia geriátrica, de acordo com TORABINEJAD (2010), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas, associando a sequência final ao gabarito.


( ) A polpa é um tecido conjuntivo dinâmico e tem sido bem documentado que, com o seu envelhecimento, ocorrem alterações celulares, extracelulares e nos elementos de suporte. Ocorre uma diminuição nas células, incluindo os odontoblastos e os fibroblastos.

( ) Os cálculos pulpares são encontrados com uma maior frequência no interior da polpa radicular.

( ) As calcificações difusas não são encontradas na polpa radicular.

( ) A determinação do comprimento de trabalho em pacientes idosos pode ser mais difícil devido as diferenças na resistência elétrica tecidual, tornando localizadores apicais menos precisos.

( ) Uma modificação comum na realização do tratamento endodôntico para pacientes mais idosos é realização da abertura coronária sem o uso de dique de borracha para a localização de uma câmara muito pequena ou não visível.

Alternativas
Q1010004 Odontologia
Segundo TORABINEJAD (2010), são contraindicações para amputação ou hemissecção radicular, exceto:
Alternativas
Q1010003 Medicina
Segundo CONSOLARO, as cininas foram originalmente identificadas por pesquisadores brasileiros liderados por Maurício Oscar da Rocha e Silva, em 1948. Estruturalmente, são peptídeos, distinguidos como bradicinina, lisil-bradicinina e metionil-lisil-bradicinina, que medeiam importantes fenômenos inflamatórios - como a dor, edema, reflexos nas terminações nervosas, contração e relaxamento de músculos lisos. Nos vasos sanguíneos da microcirculação, promovem a vasodilatação e o aumento da permeabilidade vascular, durante a inflamação. A sua ação indutora da vasodilatação e da permeabilidade vascular tem uma efetividade ________________ do que a da histamina. Preencha a lacuna e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1010002 Odontologia
Segundo COHEN (2011), a percepção de dor em uma parte do corpo que é distante da fonte original da dor é conhecida como dor referida. Apesar de a dor de origem não odontogênica poder simular uma odontalgia, os dentes também podem “causar” dor em outros dentes, assim como em outras áreas anatômicas da cabeça e do pescoço. Isto pode tornar o diagnóstico um desafio, no qual o paciente pode insistir que a dor é originária de um certo dente ou até mesmo de uma dor de ouvido, quando, na verdade, é oriunda de um dente distante com alteração pulpar. Em relação a dor referida, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q1010001 Odontologia

De acordo com CONSOLARO (2012), em relação ao assunto tratamento endodôntico e reabsorções induzidas no tratamento ortodôntico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas, associando a sequência final ao gabarito.


( ) O tratamento endodôntico aumenta a chance de reabsorção dentária durante a movimentação dentária induzida.

( ) A polpa não participa do processo da reabsorção radicular, induzida pelo tratamento ortodôntico ou não, exceto nos casos de reabsorção interna.

( ) Em uma situação de necessidade de tratamento endodôntico durante a movimentação dentária induzida, o melhor momento para a obturação definitiva deverá ser antes de completado o tratamento ortodôntico, pois assim não haverá mais reabsorções apicais.

( ) O hidróxido de cálcio é a melhor alternativa de tratamento da reabsorção dentária associada à necrose pulpar com ou sem infecção do sistema de canais radiculares. Sua principal função implica em eliminar a causa indutora da inflamação associada e não interferir diretamente no processo reabsortivo.

Alternativas
Q1010000 Odontologia
Segundo TORABINEJAD (2010), mesmo sendo baixa a ocorrência total dos flare-ups entre consultas, eles representam uma situação tão estressante para o paciente (a maioria dos desconfortos pós-operatórios são de leves a moderados) que cabe ao clínico cauteloso considerar os prováveis fatores a eles relacionados e tentar preparar o paciente para a possibilidade de tal evento. Estudos prospectivos adequadamente controlados mostram que a incidência total de flare-ups é de:
Alternativas
Q1009999 Odontologia

Em relação ao uso de antibióticos em endodontia, de acordo com COHEN (2011), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas, associando a sequência final ao gabarito.


( ) A maioria das espécies bacterianas envolvidas nas infecções endodônticas, incluindo abscessos, são suscetíveis às penicilinas, que se tornam então drogas de primeira escolha.

( ) A amoxicilina é uma penicilina semissintética com amplo espectro de atividade antimicrobiana.

( ) A combinação amoxicilina com ácido clavulânico ou metronidazol deve ser sempre utilizada nas profilaxias antibióticas.

( ) Nos pacientes alérgicos às penicilinas ou em casos refratários à terapia por amoxicilina, a clindamicina é indicada.

( ) A clindamicina apresenta uma forte atividade antimicrobiana contra anaeróbios orais.

Alternativas
Q1009998 Odontologia
Assinale a alternativa correta, de acordo com LOPES (2015), quanto ao comprimento máximo e mínimo da ponta do instrumento endodôntico de número 50, em milímetros, levando em consideração os diâmetros nominais ISO em D0.
Alternativas
Q1009997 Odontologia
Segundo LOPES (2015), dentre os acidentes e complicações que ocorrem durante o tratamento endodôntico, o degrau é uma irregularidade criada na parede de um canal radicular, aquém do comprimento de trabalho e sem comunicação com o ligamento periodontal. Ocorre principalmente no início do arco de canais radiculares curvos, dificultando ou impedindo o avanço do instrumento em sentido apical do canal radicular. Entre as causas do degrau podemos citar todas as listadas abaixo, exceto:
Alternativas
Q1009996 Odontologia
No trauma dentário do tipo avulsão, é importante a preservação das células do ligamento periodontal. Segundo TORABINEJAD (2010), se o dente permaneceu fora do alvéolo por mais de uma hora (e não foi mantido úmido em um meio adequado), células e fibras do ligamento periodontal não sobreviverão, independentemente do estágio de desenvolvimento radicular. Os esforços do tratamento antes do reimplante incluem o tratamento da superfície radicular para retardar o processo de reabsorção. Assinale a alternativa que representa uma das etapas recomendadas para o tratamento adicional da superfície radicular se o dente avulsionado for reimplantado após mais de 1 hora depois da avulsão:
Alternativas
Q1009995 Odontologia

Segundo COHEN (2011), o clínico deve estar familiarizado com os vários caminhos que os canais seguem até o ápice. O sistema de canais pulpar é complexo, os canais podem se ramificar, se dividir e se fusionar novamente. O conhecimento da morfologia do canal radicular convencional e suas frequentes variações é um requisito básico para o sucesso endodôntico. Julgue as afirmativas abaixo em relação à anatomia dos canais radiculares e marque a opção correta:


I – Canais acessórios são canais diminutos que se estendem nas direções horizontal, vertical ou lateral da polpa para o periodonto. Em 11% dos casos, eles são encontrados no terço apical da raiz; em 15% dos casos, no terço médio e, em 74%, no terço cervical. 

II – Na classificação de Vertucci, a configuração Tipo VI é aquela em que dois canais separados deixam a câmara pulpar, fundem-se no corpo da raiz e finalmente se dividem novamente em dois canais distintos próximo ao ápice (2-1- 2).

III - O exame do soalho da câmara pulpar pode revelar pistas da localização de orifícios e do tipo de sistema de canais presentes. É importante ressaltar que, se apenas um canal estiver presente, ele comumente está localizado no centro do acesso.

IV - Sempre que a raiz possuir dois canais que se unem para formar um, o canal lingual ou palatino geralmente é aquele que se direciona diretamente ao ápice.

V - Uma variante étnica bem reconhecida é a alta incidência, comparada a outras populações, de segundos molares inferiores com uma raiz e um formato de C em asiáticos.

Alternativas
Q1009994 Odontologia

A respeito do critério de escolha das soluções anestésicas locais no tratamento endodôntico, de acordo com LOPES (2015), analise as afirmativas abaixo e marque V para as verdadeiras e F para as falsas, associando a sequência final ao gabarito.


( ) Em procedimentos endodônticos de rotina, a articaína deve ser reservada para a técnica infiltrativa na maxila. Também pode ser infiltrada na mandíbula, como complemento de bloqueios regionais do nervo alveolar inferior e lingual com a lidocaína ou mepivacaína. O seu emprego deve ser evitado em qualquer tipo de bloqueio regional (na maxila ou na mandíbula), por causa do aumento do risco de parestesia.

( ) A lidocaína a 2% com epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 é a opção de escolha para gestantes, com máximo de 04 tubetes por sessão.

( ) Em tratamentos endodônticos com sessões muito prolongadas ou em cirurgias perirradiculares na maxila, a escolha é a articaína a 4% com epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000.

( ) Pacientes portadores de doença cardiovascular não controlada (ASA III), somente poderão ser atendidos em casos de urgência, com o objetivo único do alívio da dor (p. ex., nas pulpites). Deve-se optar pelo uso de prilocaína a 3% com felipressina 0,03 UI/mL, com máximo de 06 tubetes por sessão.

Alternativas
Q1009993 Odontologia
Segundo LOPES (2015), o cimento para obturação de canais radiculares, Sealer 26, é apresentado na forma de pó e resina, esta última acondicionada em uma bisnaga. Assinale a alternativa que corresponde a composição básica da resina deste cimento:
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: B
45: E
46: A
47: D
48: A
49: A
50: B
51: C
52: D
53: C
54: B
55: D
56: D
57: C
58: D
59: C
60: B