Questões Militares Comentadas para pm-mg

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Q317643 Direito Penal
Um cidadão “A” adquire uma residência situada ao lado de uma rede de esgoto, sendo invadida, diariamente, no período noturno, pela fresta inferior da porta de sua cozinha, por ratos e camundongos. O sujeito se arma com um pedaço de madeira e, nos dias que se seguem, sempre por volta das 22h, com as luzes apagadas, obtém sucessivos êxitos na captura e morte desses roedores.
Certo dia, na mesma hora de sempre, um vizinho do cidadão “A”, no intuito de depositar um convite de casamento nessa residência, passa sua mão direita por baixo da porta, a fim de depositar o envelope, momento em que recebe uma paulada no dorso do membro, provocando lesão corporal grave. Com o impacto, o vizinho bem intencionado deu um grito, causando uma reação de espanto no cidadão “A”, que ato contínuo, ascendeu as luzes da casa e abriu a porta, constatando que havia confundido a mão do infrator com um roedor. A polícia foi chamada, sendo o fato esclarecido e encerrado na delegacia.
O Delegado que recebeu a ocorrência, liberou todos, haja vista ter sido evidenciado que o proprietário da residência, cidadão “A”, agiu amparado pela excludente de:

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Q317642 Direito Penal
O Direito Penal tem como fim específico a proteção dos bens jurídicos essenciais ao indivíduo e à sociedade. Embora de caráter coercitivo, busca limitar o poder de punir do Estado, procurando agir de acordo com os dispositivos constitucionais, sob pena de se tornar em um instrumento de opressão e violação de direitos e garantias. Sua aplicação, quando necessário, deve ser coerente e utilizado como instrumento de ressocialização. Partindo desse entendimento, a Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XLVI, estabelece modalidades de “castigo” aos infratores da lei, dentre os quais, “privação ou restrição da liberdade, perda de bens, multa e prestação social alternativa”.

O dispositivo constitucional destacado expressa um princípio inerente ao direito penal, sendo CORRETA a afirmativa:

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Q317641 Português
Leia atentamente o texto e escreva as palavras corretas. Após, marque a alternativa CORRETA que corresponde à sequência em que elas aparecem no texto.
No ano de 2012, no Congresso Nacional, houve __________ (sessão, seção, cessão) para debater sobre ____ (a, à) nova lei ambiental. Naquela oportunidade, discutiu-se também sobre a __________ (sessão, seção, cessão) de terras por parte da União para determinadas ONGs. Muitos jornalistas fizeram perguntas a respeito do documento de mais de 400 páginas, onde cada __________ (sessão, seção, cessão) do projeto foi amplamente discutida. Um deputado levantou a polêmica sobre o __________ (porque, porquê, por que, por quê) de tal projeto ser levado a plenário em ano eleitoral. A resposta foi no sentido de que a sociedade está __________ (afim, a fim) de uma solução para a questão ambiental e que ______ (há, a) muito tempo a discussão se arrasta e ainda ressaltou que daqui ______(há, a) alguns anos colheremos os benefícios. Em decorrência do calor que fazia em Brasília (DF), algumas pessoas passaram ______ (mau, mal). Os ambientalistas assistiam ____ (a, à) cena em silêncio.

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Q828763 Português

      Considerando-se a literatura brasileira em suas realizações maiores, de meados ao fim do século passado, vê-se que é alto o valor das obras e grande a sua diversidade. Na prosa, há que se destacar uma polarização: o intimismo dos romances de Clarice Lispector, cujos narradores tanto mergulham no fundo mesmo da pessoa quanto sondam o valor das palavras mesmas, e o modo épico-poético das páginas de Guimarães Rosa, que se rendeu à complexidade do mundo sertanejo sem abrir mão das mais ousadas invenções linguísticas. Na poesia, a fase definitivamente madura de Carlos Drummond de Andrade, em versos que vão da investigação mais profunda do sujeito até o plano das memórias longínquas, e a maturação da poesia de João Cabral de Melo Neto, mestre do poema dramático ou narrativo e senhor da linguagem disciplinada e ordenada de uma original “geometria” artística. Está nesse quarteto, possivelmente, a prova de que nossa literatura dialoga de igual para igual com outras grandes literaturas nacionais.

      O fato mesmo de nenhum desses autores reivindicar para si qualquer atributo de nacionalismo é sintomático: parece que já não temos vergonha de pleitear nosso quinhão do universal.

                                                                          (Bolívar Gomide, inédito) 

O fato mesmo de nenhum desses autores reivindicar para si qualquer atributo de nacionalismo é sintomático: parece que já não temos vergonha de pleitear nosso quinhão do universal.

Deduz-se da frase acima que

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Q828761 Português

      Considerando-se a literatura brasileira em suas realizações maiores, de meados ao fim do século passado, vê-se que é alto o valor das obras e grande a sua diversidade. Na prosa, há que se destacar uma polarização: o intimismo dos romances de Clarice Lispector, cujos narradores tanto mergulham no fundo mesmo da pessoa quanto sondam o valor das palavras mesmas, e o modo épico-poético das páginas de Guimarães Rosa, que se rendeu à complexidade do mundo sertanejo sem abrir mão das mais ousadas invenções linguísticas. Na poesia, a fase definitivamente madura de Carlos Drummond de Andrade, em versos que vão da investigação mais profunda do sujeito até o plano das memórias longínquas, e a maturação da poesia de João Cabral de Melo Neto, mestre do poema dramático ou narrativo e senhor da linguagem disciplinada e ordenada de uma original “geometria” artística. Está nesse quarteto, possivelmente, a prova de que nossa literatura dialoga de igual para igual com outras grandes literaturas nacionais.

      O fato mesmo de nenhum desses autores reivindicar para si qualquer atributo de nacionalismo é sintomático: parece que já não temos vergonha de pleitear nosso quinhão do universal.

                                                                          (Bolívar Gomide, inédito) 

A polarização apontada entre Clarice Lispector e Guimarães Rosa resulta bastante clara quando se confrontam
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Q828760 Português

                         A ilusão do migrante (fragmento)

                     Quando vim da minha terra,

                     não vim, perdi-me no espaço,

                     na ilusão de ter saído.

                     Ai de mim, nunca saí.

                     Lá estou eu, enterrado

                     por baixo de falas mansas,

                     por baixo de negras sombras,

                     por baixo de lavras de ouro,

                     por baixo de gerações,

                     por baixo, eu sei, de mim mesmo,

                     este vivente enganado, enganoso.

                                                  (Carlos Drummond de Andrade) 

O poeta se vale, nesses versos, de um recurso poético que sugere o ritmo e o andamento de uma reza:
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Q828759 Português

                         A ilusão do migrante (fragmento)

                     Quando vim da minha terra,

                     não vim, perdi-me no espaço,

                     na ilusão de ter saído.

                     Ai de mim, nunca saí.

                     Lá estou eu, enterrado

                     por baixo de falas mansas,

                     por baixo de negras sombras,

                     por baixo de lavras de ouro,

                     por baixo de gerações,

                     por baixo, eu sei, de mim mesmo,

                     este vivente enganado, enganoso.

                                                  (Carlos Drummond de Andrade) 

O título desse poema justifica-se plenamente quando se considera que, nesses versos, o poeta mineiro confessa que
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Q828756 Literatura

Atente para estes dois textos, que constam das páginas iniciais de dois grandes romances brasileiros:

I.    Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão de trabalho. Dirigi-me a alguns amigos e quase todos consentiram em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. (...)

      Abandonei a empresa e iniciei a composição de repente, valendo-me de meus próprios recursos e sem indagar se isto me traz qualquer vantagem, direta ou indireta.

          (Graciliano Ramos. S. Bernardo. S. Paulo: Martins, 1970, 12. ed.)


II.    Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? (...) A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S. M. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade.

(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de Janeiro: José Olympio, 4. ed., 1978) 

S. Bernardo e A hora da estrela – os dois romances a que pertencem esses textos – são exemplos, respectivamente,
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Q828755 Português

Atente para estes dois textos, que constam das páginas iniciais de dois grandes romances brasileiros:

I.    Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão de trabalho. Dirigi-me a alguns amigos e quase todos consentiram em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. (...)

      Abandonei a empresa e iniciei a composição de repente, valendo-me de meus próprios recursos e sem indagar se isto me traz qualquer vantagem, direta ou indireta.

          (Graciliano Ramos. S. Bernardo. S. Paulo: Martins, 1970, 12. ed.)


II.    Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? (...) A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S. M. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade.

(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de Janeiro: José Olympio, 4. ed., 1978) 

Há uma tonalidade irônica em ambos os textos, representada pelas seguintes expressões:
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Q828754 Português

Atente para estes dois textos, que constam das páginas iniciais de dois grandes romances brasileiros:

I.    Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão de trabalho. Dirigi-me a alguns amigos e quase todos consentiram em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. (...)

      Abandonei a empresa e iniciei a composição de repente, valendo-me de meus próprios recursos e sem indagar se isto me traz qualquer vantagem, direta ou indireta.

          (Graciliano Ramos. S. Bernardo. S. Paulo: Martins, 1970, 12. ed.)


II.    Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? (...) A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S. M. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade.

(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de Janeiro: José Olympio, 4. ed., 1978) 

Encontra-se, nessas passagens de Graciliano Ramos e Clarice Lispector o elemento comum da
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Q828753 Literatura

     A divisão em “etapa da análise” e “etapa da interpretação”, que tantas vezes propomos em nome da boa ordem escolar, deve sofrer uma severa crítica. Ela dá margem a um preconceito bastante antiquado, segundo o qual só chegaremos a compreender o todo se o dividirmos em elementos e descrevermos cada um deles. A hipótese do círculo filológico, elaborada por Leo Spitzer, já desfazia o equívoco dessa técnica rudimentar e recomendava um ir e vir do todo às partes e das partes ao todo: uma prática intelectual que solda na mesma operação as tarefas do analista e do intérprete.

                                                                            (Alfredo Bosi. Céu, inferno)

Materializando as ideias desse texto no reconhecimento crítico de um poema coloquial modernista, por exemplo, haveria que se considerar
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Q828752 Português

     A divisão em “etapa da análise” e “etapa da interpretação”, que tantas vezes propomos em nome da boa ordem escolar, deve sofrer uma severa crítica. Ela dá margem a um preconceito bastante antiquado, segundo o qual só chegaremos a compreender o todo se o dividirmos em elementos e descrevermos cada um deles. A hipótese do círculo filológico, elaborada por Leo Spitzer, já desfazia o equívoco dessa técnica rudimentar e recomendava um ir e vir do todo às partes e das partes ao todo: uma prática intelectual que solda na mesma operação as tarefas do analista e do intérprete.

                                                                            (Alfredo Bosi. Céu, inferno)

Depreende-se do fragmento crítico acima que uma análise morfológica e uma interpretação cultural de um texto
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Q828749 Português

      (...) nesses dias descobri que, de todas as ideias que não funcionam, a mais estéril é decidir com antecedência o tema de uma crônica. Crônicas são como cogumelos, brotam onde querem, espontaneamente, e não convém colhê-las muito antes da hora nem demorar para tirá-las da terra, sob o risco de secarem e perderem o sabor.

                                             (Antonio Prata. Folha de S. Paulo, 5/10/2011) 

A associação que se estabelece nesse texto entre crônicas e cogumelos deve ser considerada
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Q828748 Português

                                       ABC

      Quando a gente aprende a ler, as letras, nos livros, são grandes. Nas cartilhas – pelo menos nas cartilhas do meu tempo – as letras eram enormes. Lá estava o A, como uma grande tenda. O B, com seu grande busto e a barriga ainda maior. O C, sempre pronto a morder a letra seguinte com sua boca.

      À medida que a gente ia crescendo, as letras iam diminuindo. E as palavras, aumentando. (...) De tanto ler palavras, nunca mais reparamos nas letras. E de tanto ler frases, nunca mais notamos as palavras, com todo o seu mistério.

(Adaptado de Luis Fernando Verissimo – Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, pp. 113/114) 

No segundo parágrafo, considera-se que, com o tempo e a progressão das leituras, o leitor
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Q828747 Português

                                       ABC

      Quando a gente aprende a ler, as letras, nos livros, são grandes. Nas cartilhas – pelo menos nas cartilhas do meu tempo – as letras eram enormes. Lá estava o A, como uma grande tenda. O B, com seu grande busto e a barriga ainda maior. O C, sempre pronto a morder a letra seguinte com sua boca.

      À medida que a gente ia crescendo, as letras iam diminuindo. E as palavras, aumentando. (...) De tanto ler palavras, nunca mais reparamos nas letras. E de tanto ler frases, nunca mais notamos as palavras, com todo o seu mistério.

(Adaptado de Luis Fernando Verissimo – Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, pp. 113/114) 

No primeiro parágrafo, a atenção do autor se volta para
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Q828746 Literatura

                   Poema tirado de uma notícia de jornal

          João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da

                                                       [Babilônia num barracão sem número.

          Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

          Bebeu

          Cantou

          Dançou

          Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(Manuel Bandeira. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 214) 

Ao afirmar que seu poema foi tirado de uma notícia de jornal, Manuel Bandeira lembra-nos uma característica marcante de sua poesia:
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Q828745 Português

                   Poema tirado de uma notícia de jornal

          João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da

                                                       [Babilônia num barracão sem número.

          Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

          Bebeu

          Cantou

          Dançou

          Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(Manuel Bandeira. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 214) 

O fato jornalístico que está na base do poema
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Q828744 Literatura

                   Poema tirado de uma notícia de jornal

          João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da

                                                       [Babilônia num barracão sem número.

          Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

          Bebeu

          Cantou

          Dançou

          Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(Manuel Bandeira. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 214) 

Manuel Bandeira vale-se, nesse poema, de uma específica proposição poética do Modernismo de 22:
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Q828743 Português

Fala e escrita constituem duas modalidades de uso da língua. Embora se utilizem, evidentemente, do mesmo sistema linguístico, elas possuem características próprias. Isso não significa, porém, que fala e escrita devam ser vistas de forma dicotômica, estanque, como era comum até há algum tempo e, por vezes, acontece ainda hoje. É Marcuschi quem escreve: “As diferenças entre fala e escrita se dão dentro do continuum tipológico das práticas sociais e não na relação dicotômica de dois polos opostos”.

(Adaptado de Ingedore Villaça Koch, O texto e a construção dos sentidos, S.Paulo, Contexto, 2010, p. 77)


Com relação ao papel desempenhado pela citação no contexto do fragmento acima transcrito, é correto afirmar: a frase tomada a Marcuschi

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Q828741 Português

                               Para Narciso

                               o olhar do outro, a voz

                               do outro, o corpo

                               é sempre o espelho

                               em que ele a própria imagem mira.

                               E se o outro é

                               como ele

                               outro Narciso, é

                               espelho contra espelho:

                               o olhar que mira

                               reflete o que o admira

                               num jogo multiplicado em que a mentira

                               de Narciso a Narciso

                                inventa o paraíso.

                (Fragmento de Narciso e Narciso, de Ferreira Gullar) 

Dos procedimentos formais de que o poeta lança mão na fatura do poema, é correto destacar
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Respostas
4541: A
4542: B
4543: B
4544: B
4545: A
4546: C
4547: C
4548: A
4549: B
4550: D
4551: C
4552: D
4553: B
4554: D
4555: B
4556: A
4557: D
4558: C
4559: B
4560: A