Após a terapia periodontal, é importante promover um plano ...

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Q3256500 Odontologia
Após a terapia periodontal, é importante promover um plano de reforço dos retornos e das técnicas de higiene oral. Para uma manutenção periodontal eficiente e efetiva os retornos devem ser:
Alternativas

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Tema central: manutenção periodontal (Suporte Periodontal – SPT) com intervalos de recall baseados em risco. Após a terapia periodontal, o retorno regular controla a placa, monitora sangramento à sondagem (SS), profundidade de sondagem (PS), perda de inserção clínica (PIC), hábitos (p.ex., tabagismo) e fatores sistêmicos (p.ex., diabetes).

Alternativa correta: Bretornos entre 1 e 3 meses para pacientes com resultados precários após a terapia e que mantêm o tabagismo.

Justificativa: Tabagismo e controle de placa inadequado elevam o risco de recorrência e progressão da periodontite, exigindo intervalos curtos para desorganizar biofilme e reforçar autocuidado. Diretrizes da AAP e da EFP (S3 CPG, 2019–2020) recomendam 1–3 meses para alto risco. O modelo de Periodontal Risk Assessment (Lang & Tonetti, J Clin Periodontol, 2003) e estudos clássicos de manutenção (Axelsson & Lindhe) mostram que intervalos ≤3 meses reduzem significativamente perda de inserção em altos riscos.

Estratégia de prova: identifique fatores de alto risco (tabagismo, doença sistêmica, PS profundas/SS+, higiene deficiente, furcas). Quanto maior o risco, menor o intervalo (1–3 meses). Risco moderado: 3–4 meses. Baixo risco: 6–12 meses.

Análise das alternativas incorretas

A — Propõe 6–12 meses para tabagista com doença sistêmica (mesmo controlada) e bons resultados. Erro: tabagismo + comorbidade mantêm o paciente em alto risco. Intervalo de 6–12 meses é longo; recomenda-se ≤3–4 meses (AAP/EFP).

C — Sugere 12–18 meses com envolvimento de furca sem sangramento. Erro: furca é fator de risco estrutural para retenção de biofilme e progressão; mesmo sem SS, o risco não é baixo. Intervalos tão longos aumentam chance de perda de inserção. Preferir 3–6 meses conforme estabilidade.

D — 6–12 meses para bons hábitos de higiene, mas com doença sistêmica que predispõe à quebra periodontal. Erro: doença sistêmica (p.ex., diabetes) eleva risco; intervalos devem ser menores (3–4 meses; 1–3 meses se controle metabólico inadequado).

E — 3–6 meses em higiene deficiente, recorrência de cárie e suporte ósseo <50%. Erro: trata-se de altíssimo risco (má higiene + grande perda de suporte). Intervalo ideal é 1–3 meses para controle intensivo do biofilme e reforço educativo.

Resumo prático: Alto risco (tabagismo, má higiene, PS/SS+, furca significativa, doença sistêmica): 1–3 meses. Risco moderado: 3–4 meses. Baixo risco, estável: 6–12 meses. Baseado em AAP (Supportive Periodontal Therapy), EFP S3 CPG, Lang & Tonetti (2003), Axelsson & Lindhe.

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